segunda-feira, 31 de agosto de 2015

[leituras] Clockwork Orange

Título: Clockwork Orange
Autor: Anthony Burgess
Páginas: 352
Ano: 1962

Vi o filme há já uns tempos mas adorei aquilo. A crueza dos comportamentos, a indiferença, as atitudes drásticas, é fabuloso. Sabia que tinha de ler o livro mas a par com o 1984 foi sendo arrastado, e arrastado, até agora.

Em conversa, ainda no início da leitura, descrevi este livro como brutal mas com classe, e não me enganei, é exactamente isso.

É um livro duro, com cenas muito cruas e agressivas, num contexto que nos é estranho e com pessoas muito diferentes daquilo que conhecemos, mas não tão diferentes que não consigamos ver isto a acontecer na realidade. Isso dá-lhe um ar terrível, de ser possível de o vermos ao nosso lado e isso é do melhor/pior que podemos apanhar numa história.

O livro é contado na primeira pessoa e numa linguagem diferente. Felizmente a versão onde li têm um Glossário de Nadsat (Nadsat == adolescentes) o que facilita a leitura. De qualquer das formas é um bocado chato estar sempre para trás e para a frente. Claro que rapidamente as palavras mais usadas foram assimiladas no meu dicionário mas de vez em quando lá tinha de ir ao fim do livro e ver o que queria dizer alguma coisa.

Mas é a única "falha" porque mesmo o facto de ter esta escrita transporta-nos para um realidade diferente da nossa e nos contextualiza, sem precisarmos de muito mais naquilo que estamos a ler. 

O livro é fascinante, é realmente muito bom e embora não seja uma leitura leve e muito menos agradável para pessoas com estômagos mais sensíveis é dos livros que mais gozo me deu a ler nos últimos tempos! Muito, muito, muito bom!

domingo, 30 de agosto de 2015

Internet Attack (XXVIII)

Há pessoal que é muito "usado" para os mais diversos fins nesse imenso mundo que é a internet! Uma dessas pessoas é o Nicholas Cage. Eu às vezes tenho pena do tipo, confesso, mas depois lembro-me das maravilhas que são feitas à pala desse mesmo gozo e acabo por não ligar muito mais.

Depois de tanta Cage Fiction eis que chega: Cage of Thrones (*insert genérico de Game of Thrones*).


Ah pois! Isto existe e algumas das imagens estão só super divertidas!


É estranho? Sim, é! É divertido? Sem dúvida! Pessoas que fazem estas coisas, estão de parabéns!

Agora algo mais educativo:


Ao menos uma pessoa fica bem informada do que pode acontecer. Não se pode dizer que seja pouco explícito! É ligeiramente assustador mas até que dá uma boa ideia dos perigos da coisa, não? Até porque por muito terrível que seja ver o vídeo se não fosse com bonecos era bem pior!

E mais uma daquelas coisas que eu gosto sempre de encontrar: imagens minimalistas onde se escondem coisas bem conhecidas da maior parte das pessoas. Estes são com Star Wars e não são propriamente os mais fáceis de sempre. As explicações estão a acompanhar as imagens mas confessemos, algumas são meio rebuscadas.

Ainda assim, lá que são giras, isso são!


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

[cinema] Sharknado

É preciso dizer alguma coisa? A sério? Sharknado diz tudo, não diz? (a imagem escolhida foi descoberta depois de escrever isto mas caiu mesmo no ponto)

Dos filmes mais afamados dos últimos tempos - todos três - isto foi uma ideia peregrina e genial ao mesmo tempo!

Eu demorei mais do que o comum dos mortais a ver sequer o primeiro mas isto requer uma preparação psicológica para sabermos o que havemos de pensar ao ver tamanha... obra prima!

Um tornado que começa no mar e apanha tubarões que são levados para terra e desatam a comer pessoas nas mais divertidas situações possíveis! Eu admiro a capacidade que esta gente tem não só para pensar numa coisa destas como para pensar nas mortes mais estupido-divertidas do cinema e mais! - Fazem isto em 3 filmes!

Realmente há pessoal com tempo a mais, cheira-me. Mas mesmo assim isto é muito bem apanhado! E isso vê-se muito bem na fama que estes filmes têm. São parvos? Sim, mas o que vendo nos dias que correm é a parvoíce mais pura que se conseguir. Por aí estes tipos são reis autênticos.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

[leituras] Rebeca

Título: Rebeca
Autor: Daphne du Maurier
Páginas: 376
Ano: 1938

Aos séculos que ouço falar deste livro. Mais recentemente por uma amiga minha que não se calava que tinha de ler isto. O livro parecia interessante, vinha com boas referências e porque não? Vamos lá ver o que saía dali. E saíram coisas interessantes.

Para começar, a primeira impressão que tive do livro foi que seria como o Lavínia, da Le Guin: em história nada de especial mas tão envolvente e com uma escrita tão interessante que valia a pena continuar e ler sem grandes pausas.

Depois comecei a envolver-me na história, comecei a afeiçoar-me às personagens. Além disso lia as coisas e era tão fácil descobrir o que ia acontecer a seguir. Estupidamente fácil, achava estranho e ligeiramente aborrecido embora não me chateasse assim tanto, porque estava embalada pela escrita - Daphne du Maurier está na lista de a repetir, que isto foi uma boa primeira impressão.

O tipo de história, a maneira como é contada e o próprio drama inerente a ela fez-me lembrar o Monte dos Vendavais mas enquanto esse foi um suplício de ler - um clássico, cim, mas claramente não é coisa para mim - este não. Este interessou-me, cativou-me e tem realmente uma escrita que vale a pena conhecer e saborear. 

Mas pronto, um homem que casa segunda vez, depois da morte da sua primeira mulher, alguém encantador, que a todos agradava e cuja perda tão penosa foi para todos em concordância. Mas as aparências iludem, como bem se sabe e há sempre mais na história do que aquilo que estamos a contar - se for das que eu gosto. E esta foi exactamente assim! E se, como disse acima, durante o livro todo eu sabia o que se ia passar de tão óbvio que era depois temos um twist que não estava a contar e que muda as coisas brutalmente. Aí sim, gostei de ler isto e ser surpreendida.

Não é que se tenha tornado o meu livro favorito, nem nada que se pareça mas sem dúvida que é uma obra fascinante que nos consegue fazer páginsa e páginas seguidas sem nos darmos conta, que nos leva nas palavras escritas e nos conta uma história bem contada. 

Obrigada Lopinhas, desta vez tinhas razão! :)



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

[leituras] O Baile

Título : O Baile
Argumento: Nuno Duarte
Ilustração: Joana Afonso
Páginas: 49
Ano: 2012

Mais um livro com selo Kingpin que tinha de ler - como os outros todos, mas enfim.

Nuno Duarte já é um nome que me agrada encontrar em qualquer coisa. Depois de Fórmula da Felicidade não podia ser de outra forma. Já Joana Afonso está debaixo de olho a ver o que pode sair por essas mãos.

Este Baile é um bom livro. Gostei imenso de o ler, tem uma leitura fácil e interessante, tem uma história muito curiosa mas não achei que fosse assim tão inovadora quanto isso. É uma boa história mas não é nada de outro mundo. Por outro lado achei que desta vez as ilustrações não estavam tão interligadas com a história, ou seja, não acompanhavam o argumento de par a par, há um distanciamento de uma coisa para a outra - ou pelo menos eu senti-o -  e isso dá um nó na leitura. Parece que são duas coisas a ser contadas, que embora sejam a mesma têm ali um desfasamento qualquer. Talvez o que precisasse fossem mais umas páginas, abrir um pouco as coisas para ficarem mais pormenorizadas em cada ponto, ou com margem de manobra para serem ditas as coisas de uma maneira diferente, não sei.

Sei que gostei do livro, gostei bastante até, mas não achei que fosse algo inovador ou que traga alguma característica especial.

domingo, 23 de agosto de 2015

Internet Attack (XXVII)

Stanley Kubrick foi um tipo que fez coisas maravilhosas. Tenho uma grande problemas com o The Shinning mas pronto, consigo viver com isso. O Clockwork Orange é brilhante, compensa! E mais uma vez alguém fez umas obras muito interessantes com base nos filmes deste senhor:




As cores conseguem ainda torná-los mas assustadores do que já são. Mas ficaram muito bons. Gostava eu de saber fazer coisas assim!

Por outro lado se cada vez é mais difícil de fugir a spoilers há pessoas que se opõem a dar vida fácil:






E é assim que se consegue arruinar alguns filmes a pessoas mais sensíveis!

Mas por falar em filmes, há coisas tão boas que se fazem!


É para isto que queremos pessoas imaginativas! Eu quero tanto ver este filme que chega a doer!. Vejam o traler, É fascinante!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

[series] Game of Thrones




Foi desta! Já vi Game of Thrones. Sem me preocupar muito por ler os livros todos porque não importa, não é? E agora começa o martírio de esperar por livros e mais episódios. Porque é que me meto nestas coisas?

Enfim, está visto! Apanhando assim com contexto de livros em conjunto e tudo há várias coisas a dizer. Embora os livros sejam seguidos são meras directrizes. A série já não está a seguir exactamente o que se passa nos livros. É no mesmo muito, tem as mesmas personagens, de vez em quando até fazem coisas parecidas mas já não é a mesma coisa. 

A primeira temporada é claramente uma adaptação do filme, a segunda ainda segue praticamente o livro, a terceira começa a descambar e daí é uma montanha russa. 

Com isto não quero dizer que seja uma má opção ou que resulte mal, antes pelo contrário. Em vários casos gostei mais do que fizeram na série do que nos livros, noutros não. Há histórias que estão nos livros que gostava de ter visto na série mas já se sabe que isso é o mais normal que se tem nestas coisas.

Há personagens que estão especialmente bem conseguidas, seja o bendito Tyrion, seja a Olenna Tyrell e outras que só chateiam e dão vontade de atirar de um penhasco. Não, Cersei? Não, Rob Arrin? Enfim. 

Mortes já toda a gente sabe que é uma constante, embora haja uma ou duas que me deixaram de boca aberta. Literalmente. Eu tentei manter-me spoiler free, ao máximo, e consegui, mas foi bem pior sem ter alguma ideia do que quer que fosse acontecer.

Ao contrário do que me diziam e do que fui acreditando não achei que a série estivesse a abusar do que vende em matérias de nudez e sexo explícito e gratuito. A série nem abusa nada, está no ponto certo. Há corpos nus, sim, há sexo, sim, mas faz tudo parte. Não é uma coisa que acontece do ar nem é uma coisa despropositada. Todas as cenas fazem sentido e não é nada de outro mundo. Está num equilíbrio muito bom e fiquei contente com isso. Era estupidamente fácil cair nesse poço mas os senhores responsáveis fizeram um bom trabalho.

Mas sim, isto é claramente série para mim. Guerras políticas com algum sangue e tripas, sem grandes exageros, boas personagens, bons cenários (raio de sítios mais bonitos para onde levam aquela gente toda), bons esquemas de guerra e de acção, o funcionamento dentro de cada reino e nas relações entre reinos, enfim, o pacote completo.

Eu gosto do resultado que conseguiram com esta série. Não sei se gostarei muito do que se segue mas teriam tudo para agora começar a descambar mais um bocadinho com mais acção e mais coisas a acontecer, já há tantas cartas na mesa, é só aproveitar a maré. Não digo que não pudesse estar melhor, provavelmente sim. Não acho que seja espectacular mas gosto do esquema actual. Espero que não o percam nem que descambem completamente ou se arrastem infinitamente. Isto é bom, mas juízo!

P.S. : Escrever sobre isto é complicado! Na série com mais spoilers de sempre não quero ser mais uma fonte. Por isso, pronto, fica assim. Mas há muito a acontecer, e muitas dificuldades em engolir algumas das coisas que se lembrarão de fazer. Fica a dica de ver com cautela!