domingo, 8 de março de 2015

Internet Attack (III)

Eu não me lembro de ser pouco estranha, acho que foi uma coisa que já nasceu comigo. Sempre fui curiosa e não era só com as coisas que estavam directamente à minha volta: aquilo que não conhecia ou não percebia ou me fazia confusão de alguma maneira, porque vi ou ouvi alguma coisa aqui ou ali, tinha de ser explicado. Eu mexia-me das maneiras que fossem precisas para descobrir. Ainda assim me mantenho.

As coisas estranhas são aquelas que têm menos explicação e seja por isso ou não ainda acabam por ser aquelas que às vezes mais me chamam. Resultado: não sou considerada muito escorreita. De forma completamente injusta, acrescente-se. Isto dito, há uns anos descobri um livro e uma autora que adoro até aos dias de hoje. O livro chama-se A Vida Misteriosa dos Cadáveres e a autora é Mary Roach. 


É um livro que tenho de ler nas proximidades, agora que penso nisso, e que basicamente fala das várias coisas que podem acontecer a um corpo depois de morto. É dos melhores livros que já li, acho-o genial e foi das coisas que mais gostei de ler na vida, 

Apanhei um pequeno vídeo que tem uma abordagem muito mais suave sobre estas coisas mas que não deixa de falar destas brincadeiras da morte. 



É educativo e fofo! Pode ser que assim não digam que sou mórbida e essas coisas todas.

Enfim: descobri também uma história "engraçada" aqui há tempos: Claira Hermet descobriu que tem 80% de possibilidade de ter cancro da mama e tomou a mesma decisão que Angelina Jolie, fazer uma dupla mastectomia por prevenção (a operação foi em janeiro e já houve novidades de que correu tudo bem).

Como estes dois casos há milhares e não chamaria a atenção para este se fosse só mais um. O que é certo é que esta senhora decidiu que tirar ambas as mamas não vai ser o fim do mundo e que já que as vai tirar tem de as aproveitar enquanto as tem, ao mesmo tempo que angariava fundos para uma associação de Luta contra o Cancro da Mama.



O vídeo é divertido, a causa é boa e é uma maneira de ver as coisas pelo lado positivo, sem dramatismos nem vitimização. É preciso ser feito então faz-se! E se coisas boas se podem juntar a este processo então seja. Um óptimo exemplo de como estas coisas devem ser levadas: da melhor maneira possível.

Para acabar: há jornalismo muito bom em Portugal. E depois há o Nuno Luz. Eu não percebo o porque de haver jornalistas competentes desempregados e depois o Nuno Luz na televisão, mas são opções de vida não é?

Para quem não conheça a peça por favor, é só por Nuno Luz no Google que as calinadas começam a aparecer e nunca mais acabam. Esta foi a última que vi e mostra o bom que é ter jornalistas destes a receber prémios e tudo pelo bom desempenho profissional.


E não há muito mais a dizer, não é?



sexta-feira, 6 de março de 2015

[series] Torchwood

Título: Torchwood
Argumento: Russel T. Davies
Elenco: John Barrowman, Eve Miles, Kai Owen, Gareth David-Lloyd
Duração: 50 min
(4 temporadas: 13+13+5+10 ep)
Ano: 2006-2011


Depois de ver Doctor Who, as temporadas novas, as antigas estão a ser tratadas com algum cuidado adicional, os spin offs estavam na lista de coisas a ver a começar por este Torchwood - o ponto Captain Jack Harkness pesa um bocado.

Eu acho que ninguém no seu perfeito juízo consegue não gostar do Jack. Ele tem estilo, ele tem um carácter, hum, interessante, vá, ele é misterioso, é um pacote completo de coisas giras. E confesso que foi a primeira vez que pensei no termo omnisexual e achei fascinante!

Deixando o foco do Jack aparece-nos uma equipa bastante heterogénea a tratar de casos de origem alienígena. Owen, um médico mal disposto e com um feitio que me dava vontade de esbofetear o ecrã; Tosh, uma verdadeira geekzinha cuja matemática é lei (infelizmente apaixonada pelo Owen); Ianto, uma personagem adorável, querida, simpática mas importante para toda a equipa, especialmente para o Jack (o Ianto é adorado e odiado ao mesmo tempo, é muito porreiro e tal mas depois é quem faz casal com o Jack - os fãs mais acérrimos do Captain Jack não aguentam a ciumeira); Gwen, a welsh mais irritante que conseguiram arranjar, é completamente sobrevalorizada e ainda estou para perceber porquê (salva-se o sotaque dela que é qualquer coisa de fenomenal); se a estes juntarmos o Jack temos a equipa de Torchwood preparada para combater o que quer que apareça.

E é isso que eles fazem, há qualquer coisa a ameaçar a segurança dos humanos - e por algum motivo o foco dos aliens é Cardiff, devia ser uma zona investigada - e andam por aí a capturá-los e a ver se conseguem controlar as maquinetas tecnológicas que eles trazem cá para baixo. 

As primeiras duas temporadas são muito isto, à mistura com muito drama pessoal, traições e vidas cruzadas e sei lá mais o quê. Depois temos uma terceira temporada que é uma história grande, dividida em 5 episódios, nos quais somos visitados por uma entidade estranha, durante um tempo em que o Primeiro Ministro britânico é nada mais nada menos que Peter Capaldi, ou também conhecido por Twelfth Doctor. Uma pessoa é incapaz de não ver isto não é? Mas enfim, vamos avançar! 

A quarta temporada é a versão americana de Torchwood. Tem um estrutura parecida com a da terceira, uma grande história, desta vez dividida em 10 episódios.


Mantém-se uma parte da equipa (infelizmente só temos o Jack e a Gwen a continuar com Torchwood) e juntam-se dois agentes da C.I.A.. Há mais um fenómeno estranho - desta vez alguém andou a ler Saramago e decidiu por As Intermitências da Morte em série e basicamente as pessoas deixaram de morrer. 

O argumento nesta última deixou muito a desejar, mesmo nas outras houve coisas que deram uns nós nos meus pordentros mas esta última foi demasiado drástica para deixar passar.

Enfim, não sei bem se o saldo é positivo ou negativo. Há muitas inconsistências, há personagens muito fraquinhas, personagens boas que foram mal aproveitadas, há muita coisa. É interessante, tem situações curiosas e nalguns momentos tem pormenores fascinantes (como quando se ouve a TARDIS e o Jack sai disparado com a mão do Tennant atrás). 

É uma série interessante de acompanhar mas falta-lhe qualquer coisa. Russel T. Davies fez muita coisa bem mas aqui faltou-lhe um tempero qualquer. Ainda assim arrisco em dizer que foi positivo. No meio de tudo gostei de ver e é um bom spin-off. Quando tiver cabeça e tempo virão as Aventuras de Sarah Jane Smith, mas ainda vai demorar.

quarta-feira, 4 de março de 2015

[leituras] 7 Vidas


Título: 7 Vidas : Diário de Vidas Passadas

Autor: André Diniz
Ilustrações: António Eder
Páginas: 120
Ano: 2014

Este livro foi-me aparecendo à frente e por algum motivo tinha aquele estilo meio louco que eu gosto de ler. Ok, capa meio alienígena é capaz de ter ajudado muito.

7 Vidas é um livro sobre vidas passadas, como o próprio título diz. André Diniz fez sessões de regressão a vidas passadas e o relato do que foi vendo e sentido é qualquer coisa digna de nota.

É engraçado ler determinadas coisas, não são histórias de como era ser a Cleópatra ou o Napoleão mas sim pessoas "normais", ver pessoas diferentes que são vistas e sentidas como conhecidas, mão, pai, filho, mulher, mas ao mesmo tempo sem nunca as termos visto.

Somos apresentados a várias coisas que foram acontecimentos a "Andrés anteriores" e encontramos várias pessoas, com estilos diferentes de viver, hábitos e épocas diferentes. Uma dor na perna desde o início das regressões que foi fazendo tinha de ter explicação assim como uma vida com lembranças muito pouco agradáveis. É engraçado de acompanhar.

Eu sou céptica acerca destas coisas mas deixo as hipóteses em aberto. Se a oportunidade aparecer quem sabe se não tento descobrir vidas passadas escondidas algures na minha mente (ou lá onde ficam guardadas). Este livro acaba por ser engraçado e dá-nos uma ideia muito superficial de como é que isto tudo funciona. De qualquer das formas lembrou-me que sou curiosa com estas coisas!

É um livro engraçado de se ler por curiosidade mas pouco mais que isso. Torna-se interessante e quando começamos ficamos na expectativa do que ainda pode aparecer mais, nunca se sabe se não aparecia o Elvis algures!



segunda-feira, 2 de março de 2015

[leituras] Homem-Aranha Vingadores - Contos de Fadas Marvel


Título: Homem-Aranha Vingadores - Contos de Fadas Marvel

Argumento: C.B.Cebulski, Mindy Owens
Arte: Ricardo Tércio, Niko Henrichon, Nick Dragotta, Mike Allred, Laura Allred, João Lemos, Christina Strain, Nuno Plati
Tradução: Filipe Faria, Paulo Furtado, João Miguel Lameiras, Paulo Moreira
Páginas: 168
Ano: 2014

Já há uns tempos li umas histórias disto, contas de fadas da Marvel. Alguns deles estão aqui mas também tinha coisas novas. A ideia é simples e a premissa engraçada: recontar contos de fada que todos bem conhecemos e pô-los a fazerem parte da vida e de muitas das situações e/ou características de personagens Marvel.

Para começar Homem-Aranha, um super herói que sinceramente não me aquece nem me arrefece. É um tipo porreiro mas não é assim tão fascinante. Aqui no meio de um Capuchinho Vermelho ligeiramente diferente, com a pobre Mary Jane a ir visitar a Tia May com muitas quotes habituais do herói em questão. Os desenhos são claramente infantis mas são fofinhos.

Depois um senhor que aprecio: Anansi, o contador de historias, Deus aranha. Depois de ler os Filhos de Anansi fiquei-lhe com alguma afeição. É completamente louco e estranho mas é tão engraçado. 

Mas apanhamos de tudo um pouco, de forma muito variada e mal será se não ninguém ou nenhuma história que não se aprecie, Cinderela, PeterPan, Feiticeiro de Oz, Pinóquio, sei lá tanta coisa.

Depois para ajudar à festa temos no final um behind the scenes. É sempre interessante, ver os esboços, as etapas de trabalho, as diferenças de criador para criador e a dinâmica entre estes. É um pormenor que adoro encontrar no fim dos livros e que sobe em muito a consideração que tenho pelos autores - na maior parte das vezes.

Nesse final temos também Cebulski a defender que Portugal é o pais, talvez do mundo, com mais talento por descobrir. A realidade é que estamos realmente a fazer muitas coisas, há muitas obras a sair, diferentes, inovadoras e que são reconhecidas cá e lá fora como sendo de qualidade.

Vamos apostar nisso! Mais BD. Melhor BD. Mas BD!

domingo, 1 de março de 2015

Internet Attack (II)

Mais coisas estranhas que fui encontrando e desta vez começamos com Gay Semiotics. Portanto um fotógrafo, anos 70, San Francisco: vamos tirar umas fotos e explicar como distinguir um gay. Quais os elementos chave para saber se é ou não gay e o porquê do uso de determinados acessórios.



Eu ri-me bastante a ler as legendas que aparecem neste tesourinho, por exemplo:

"Keys are an understood signifier for homosexual activity. A key chain worn on the right side of the body indicates that the wearer desires to play a passive role during a sexual encounter. Conversely, keys placed on the left side of the body signify that the wearer expects to assume a dominant position. Keys are also worn by janitors, laborers and other workers with no sexual significance intended."


Eu ao olhar para aqui e ao ler o que é dito como significado de muita coisa vejo que posso estar a mandar as mensagens erradas se alguém de São Francisco dos anos 70 ainda andar por aí.

As coisas mudaram bastante em 40 anos mas ainda assim quem é que nunca ouviu a história de que brinquinho na orelha direita é sinal de homossecualidade? Eu sei que me fartava de ouvir isso de cada vez que algum rapaz furava a orelha. Se calhar estas "legendas" não estão assim tão fora de moda quanto isso.

Mas misturando gays e Jesus Cristo: onde é que este último não aparece?

Já o vimos em tostas, já o vimos em nuvens, já o vimos no relevo de uma montanha e em tantos outros sítios estranhos. Agora ascendeu aos céus, outra vez:


Eu gosto de auroras, são fenómenos lindíssimos que verei ao vivo, se tudo correr bem, pelo menos uma vez na vida. E realmente olhando para a foto aí apresentada aquilo está numa forma sugestiva. Se eu fosse uma entidade toda poderosa possivelmente também usaria assim coisas bonitas. Não sei se foi o não foi mas que fez um efeito giro, lá isso é bem verdade!

E para acabar um pouquinho de arte. Coisas estranhas à muitas. Fotos estranhas são milhões. Coisas antigas que se descobrem no fundo dos baús das avós e com potencial para assustar um pouco também há a rodos. Mas o que fizeram com estas fotos antigas é qualquer coisa de demasiado awesome para ser posto em palavras.


A ideia é simples: transformar estas fotos antigas em monstros. Umas asas aqui, uns dentes ali, um tentáculo estranho que sai não se sabe bem de onde. Desde que haja imaginação e capacidade de fazer a transformação o resultado pode ficar qualquer coisa muito engraçada. 

Esta pequena amostra deixou-me a pedir mais. Fiquei curiosa com o que poderia ser explorado, aqui foram imagens bastante contidas, digamos, que foram mostradas. Aposto que há imagens muito mais aterrorizantes deste estilo. Andarei à procura, se encontrar vem para aqui de certeza!



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

[series] Casanova

Título: Casanova
Argumento: Russel T. Davies
Realização: Russel T. Davies
Elenco: David Tennant, Peter O'Toole, Rose Byrne, Matt Lucas
Duração: 3 episódios de 1h
Ano: 2005

Há um padrão que começo a descobrir no trabalho de David Tennant: ele corre muito! Acho que é por isso que fica tão lingrinhas, não o deixam ficar sossegado.

Aqui temos quase toda a história deste Jack Casanova, desde um miúdo que só começa a falar quando uma moça se oferecer para lhe dar um "banho" até aos dias presentes, em que conta a sua própria história a uma jovem que lhe reconhece a fama.

Jack cresceu sozinho, filho de uma actriz que não quis saber dele. Cresceu e tornou-se de tudo um pouco: advogado, médico, astrólogo, o que fosse preciso. Fingia ser toda e qualquer personagem que fizesse falta no momento e em qualquer uma delas era rei. A vida dele foi isto e muita coisa, muita mesmo, aconteceu pela sua capacidade de se renovar e adaptar às situações.

Porque no fundo a fama que tem é verdadeira mas meio distorcida. Sempre foi um homem decente, com bom coração, não fez propriamente nada contra ninguém nem obrigou ninguém a nada. Antes pelo contrário: ele é que era procurado e levado "à certa".

De Veneza para Paris, de Paris para Londres, em cada sítio uma pessoa diferente, uma nova cara, um novo título, uma necessidade de se arranjar sem grande trabalho mas com uma boa vida. E verdade seja dita: ele é genial! Ele reinventa a roda e safa-se, sempre com estilo e sem grandes trafulhices.

No meio de muitas cenas divertidíssimas quero chamar a atenção para um cena em particular: a confissão deste Casanova. Mesmo quem não for ver a série que veja este pedaço, é ridiculamente genial! Acho que qualquer um que conheça a história imagina que teria imenso que dizer ao padre mas se a isto juntarmos o factor Tennant fica uma das cenas mais engraçadas da televisão. Diga-se de passagem que a confissão deu um ataque cardíaco ao padre e não era para menos!

Russel T. Davies a fazer mais um trabalho genial! Mais uma vez! Começo a ganhar cada vez mais respeito por este senhor. Onde quer que pouse as mãos torna-se em qualquer coisa muito muito boa! Quando quiser descobrir séries novas - como se as que tivesse para ver fossem poucas - vou atrás do que ele já fez. Não me deve enganar muito.

Com tantas peripécias, tantas mulheres, tantas situações peculiares que acontecem a este homem há uma constante ao longo de todo o tempo: muitas mulheres passam na vida dele mas só uma tem realmente o seu coração: Henriette. Ambos a fazer vida num ambiente que não é o deles acabam por ter uma empatia instantânea que nunca se dissipa. Os anos passam, a vida evolui, as situações impedem sempre que fiquem juntos mas independentemente de tudo o amor persiste e nenhum consegue esquecer o outro. É uma presença curiosa, não se torna chata ou lamechas, é um lamento numa vida muito preenchida.

Eu adorei ver esta série. Irrita-me a expressividade que este Tennant consegue por nas coisas. É dos poucos actores que me faz realmente sentir o que se passa ali, não consigo deixar de ver que ele está realmente a viver aquilo e isso só prova o bom actor que ele é. Surpreendeu-me de várias maneiras, situações que não contava, nunca se torna chata, há sempre qualquer coisa de novo a ser mostrado, até Matt Lucas anda por lá, o que me deixou tão perdida durante uns instantes.

É uma série divertidíssima, é pequenina, vê-se muito bem e recomendo a todos os níveis. Grande David Tennant. Grande T. Davies. Grande trabalho!






quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

[leituras] O culto do Chá

Título: O Culto do Chá
Autor: Wenceslau de Moraes
Ilustrações: Yoshiaki
Páginas: 64
Ano: 1905

É giro ter namorado. É giro ter namorado que é tão bookworm como eu. É giro que ele nem saiba bem o que tem mas que depois quando descobre é uma festa. Melhor do que isso só quando descobre, ou se apercebe, que tem um livro que há-de ser ideal para eu ler. É esta a premissa deste O Culto do Chá.

Eu tenho uma fixação pelo Japão, desde há muitos anos. Acho um país interessante, uma cultura riquíssima e curiosa e um dia ainda irei lá. Para juntar à equação sou viciada em chá. Quando este livro apareceu na minha vida foi uma sensação maravilhosa de ter atingido um patamar diferente na minha vida.

Esta edição, fac-simile da original (na qual nem quero imaginar porque pela descrição dela é qualquer coisa de caírem os olhos), é dos livros mais bonitos que tive oportunidade de folhear. Ilustrações lindíssimas num papel (que parece) antigo quase que me transportaram realmente para terras nipónicas. 

Aqui fala-se, imagine-se, de chá! Da história do chá, das características do chá, da evolução do chá, da função do chá na sociedade, a importância da cerâmica pela necessidade de manter as características das folhas, a maneira de preparar o chá, a arte de o servir, bem, das várias coisas que se possa falar sobre chá. E é maravilhoso.

Por exemplo: Darumá adormeceu, mas para meditar não era possível adormecer. Para que esse mal não existisse cortou as pálpebras e plantou-as. Daí nasceu um arbusto e das folhas desse arbusto fazia-se uma infusão, óptima contra o cansaço. Assim nasceu o chá. Pode soar estranho mas acho uma história extremamente interessante. Descobri que bonecos de madeira deste mesmo Darumá são guardados em casa como objecto de culto. Quero um, obviamente!



Nota importantíssima: o chá bebe-se sem leite e sem açúcar. Eu sempre o disse e sempre o pratiquei! Agora meter cá mixórdias no chá, pfft...

Este é sem dúvida um dos livros mais bonitos que já vi, ilustrações lindíssimas, edição lindíssima, tudo lindíssimo! Já vi que há mais livros deste calibre, parece-me que o meu Darumá (que hei-de ter) terá de ser acompanhado com mais uns livrinhos deste género.