Mostrar mensagens com a etiqueta Doctor Who. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Doctor Who. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

[leituras] The Angel's Kiss: A Melody Malone Mystery

Título: The Angel's Kiss: A Melody Malone Mystery
Autor: Justin Richards
Páginas: 80
Ano: 2012

Whovian assumida, e apaixonada pela personagem da River Song ainda com mais fé. Assim que descobri que este livro existia não pensei muito até ter de o ler.

Verdade seja dita que só o li agora porque numa enrascada sem nada para ler era o que dava mais jeito, pequeno e tal. 

Por um lado para quem conhece a série e a acompanha os traços típicos da D. Melody Pond estão por lá, mas fiquei tão desapontada quando percebi que não era mesmo o livro da Melody Malone que vemos na série!

A história tem um tipo que vai pedir ajuda porque alguém o está a tentar matar, mas no dia a seguir já não a reconhece de todo. Há ali qualquer coisa mas já que Melody é uma detective de excelência ela vai resolver o mistério sem suar muito.

É engraçado, principalmente por pensar na personagem e ligá-la às falas e comportamentos que tem no livro, mas tirando isso não é a coisa mais fascinante de sempre. A mim parece-me que o livro da série não existe na vida real e ficarei triste até que alguém o escreva mas ainda vou tendo esperança, mais que não seja por isso ser um golpe brilhante que os fãs agradeciam.

De qualquer das formas ainda tenho de investigar melhor, porque se descubro que isso existe a minha lista de livros a ler muda rapidamente!

sexta-feira, 13 de março de 2015

[series] Doctor Who - William Hartnell



De "O que é aquela coisa azul que me aparece em todo o lado nerd da minha vida" a fã acérrima de DW não levou muito tempo. Ver as temporadas novas que havia na altura (deviam ser umas 7) foi um mês. Deste ponto até ao desespero que é ter de esperar por séries (e sim, também estou à espera de Sherlock que ainda é pior que DW) foi um passinho rápido.

Vais desgraçar a tua vida! Não te metas nessas coisas! Olha que não queres fazer isso! Enfim, as vozes foram muitas a aconselhar que se calhar meter-me a ver 40 anos de uma série era um bocado puxado. Bem, eu estou habituada a desafios, este é só mais um - e nem é dos maiores.

E verdade seja dita, eu sou mesmo fã desta série, gosto do conceito, gosto das aventuras que vai acompanhando, gosto do que têm feito com ela ao longo deste tempo todo. Sinto que ver só as séries novas é deixar a coisa imcompleta. Eu não vejo só o fim de um filme, quero ver desde o início. E há tanta coisa que não é possível apanhar nos episódios novos se não conhecermos a série antiga. Há muito mais história do que aquela que conhecemos, há muito mais pessoas, muito mais aventuras em sítios remotos e tempos distantes que de outra forma nunca vou conhecer. Sim, eu sei que são imensos episódios, muitos que nem sequer existem sem ser em reconstrução mas ainda assim! Já decidi a minha cabeça há uns bons tempos e a decisão é definitiva: a série vai ser vista de fio a pavio, desde 1963 com William Hartnell até aos anos em que esta série acabe, se esse dia chegar.



Decidi não dividir Doctor Who por temporadas mas antes por Doctors e assim começo pelo início, pelo primeiro Doctor Who de sempre. Um velhinho com ar de avó, às vezes simpático, outras vezes austero, mas sempre com uma personalidade interessante e muito para contar.

Para mim que comecei a ver DW com Christopher Eccleston, ou seja, o nono Doctor, acabadinho de sair da Time War, uma guerra na qual morreram todos os Time Lord (...-ish), é estranho pensar num Doctor com família e referências às suas origens alienígenas sem o peso do remorso e da saudade. Mas foi isso que aconteceu, aliás, assim que o Doctor nos é apresentado é como avô da Susan (uma personagem execrável, absolutamente inútil e profundamente irritante). E embora aqui ainda não se note muito tenho perfeita noção que quando me começarem a aparecer os concílios de Time Lords, isso sim vai-me fazer uma confusão pegada. Mas adiante que isso vem noutra altura quando aparecerem.



O desfile de companions que houve nestas 3 temporadas não foi pequeno. A vermos bem começamos com a Susan a quem se juntam Ian e Barbara, seus professores; eventualmente aparece o Steve, aparece a Dodo, aparece a Poly, aparece o Ben, ... Isto é muita gente, já para não falar de companions com menos presença como a Sarah Kingdom e a Katarina.

É muito curioso ver o início de algo que se tornou tão grande. Ver as bases que sustentam 50 anos de série e melhor ainda é ver que muitas se mantém até hoje, quase inalteradas. Encontrar Doctor Who de 1963 em 2015 dá um estranho prazer. 

Muita gente, muitas aventuras, muitas circunstâncias históricas (ou não fosse esse o objectivo da série, embora eu levante as minhas mais sérias dúvidas se formos a olhar para a quantidade de violência e/ou morte que vai aparecendo na série.) e uma grande série  a começar. Não sei quando verei as aventuras do segundo Doctor mas acho que não vou esperar assim tanto, isto faz-me falta e até o Capaldi se decidir a voltar para a minha rotina semanal ainda vai demorar.

Não fosse eu tão apanhadinha por isto e não me metia em aventuras mas até escritos eu faço sobre DW, não só para aqui mas para o Whoniverso, site oficial de fãs de Doctor Who (com facebook também). Bem procuradinho e semanalmente - semana sim semana não, mais ou menos, lá escrevo uns artigos giros. Eu bem digo que não consigo escapar a este meu lado mais geek, há falta de provas?


sexta-feira, 6 de março de 2015

[series] Torchwood

Título: Torchwood
Argumento: Russel T. Davies
Elenco: John Barrowman, Eve Miles, Kai Owen, Gareth David-Lloyd
Duração: 50 min
(4 temporadas: 13+13+5+10 ep)
Ano: 2006-2011


Depois de ver Doctor Who, as temporadas novas, as antigas estão a ser tratadas com algum cuidado adicional, os spin offs estavam na lista de coisas a ver a começar por este Torchwood - o ponto Captain Jack Harkness pesa um bocado.

Eu acho que ninguém no seu perfeito juízo consegue não gostar do Jack. Ele tem estilo, ele tem um carácter, hum, interessante, vá, ele é misterioso, é um pacote completo de coisas giras. E confesso que foi a primeira vez que pensei no termo omnisexual e achei fascinante!

Deixando o foco do Jack aparece-nos uma equipa bastante heterogénea a tratar de casos de origem alienígena. Owen, um médico mal disposto e com um feitio que me dava vontade de esbofetear o ecrã; Tosh, uma verdadeira geekzinha cuja matemática é lei (infelizmente apaixonada pelo Owen); Ianto, uma personagem adorável, querida, simpática mas importante para toda a equipa, especialmente para o Jack (o Ianto é adorado e odiado ao mesmo tempo, é muito porreiro e tal mas depois é quem faz casal com o Jack - os fãs mais acérrimos do Captain Jack não aguentam a ciumeira); Gwen, a welsh mais irritante que conseguiram arranjar, é completamente sobrevalorizada e ainda estou para perceber porquê (salva-se o sotaque dela que é qualquer coisa de fenomenal); se a estes juntarmos o Jack temos a equipa de Torchwood preparada para combater o que quer que apareça.

E é isso que eles fazem, há qualquer coisa a ameaçar a segurança dos humanos - e por algum motivo o foco dos aliens é Cardiff, devia ser uma zona investigada - e andam por aí a capturá-los e a ver se conseguem controlar as maquinetas tecnológicas que eles trazem cá para baixo. 

As primeiras duas temporadas são muito isto, à mistura com muito drama pessoal, traições e vidas cruzadas e sei lá mais o quê. Depois temos uma terceira temporada que é uma história grande, dividida em 5 episódios, nos quais somos visitados por uma entidade estranha, durante um tempo em que o Primeiro Ministro britânico é nada mais nada menos que Peter Capaldi, ou também conhecido por Twelfth Doctor. Uma pessoa é incapaz de não ver isto não é? Mas enfim, vamos avançar! 

A quarta temporada é a versão americana de Torchwood. Tem um estrutura parecida com a da terceira, uma grande história, desta vez dividida em 10 episódios.


Mantém-se uma parte da equipa (infelizmente só temos o Jack e a Gwen a continuar com Torchwood) e juntam-se dois agentes da C.I.A.. Há mais um fenómeno estranho - desta vez alguém andou a ler Saramago e decidiu por As Intermitências da Morte em série e basicamente as pessoas deixaram de morrer. 

O argumento nesta última deixou muito a desejar, mesmo nas outras houve coisas que deram uns nós nos meus pordentros mas esta última foi demasiado drástica para deixar passar.

Enfim, não sei bem se o saldo é positivo ou negativo. Há muitas inconsistências, há personagens muito fraquinhas, personagens boas que foram mal aproveitadas, há muita coisa. É interessante, tem situações curiosas e nalguns momentos tem pormenores fascinantes (como quando se ouve a TARDIS e o Jack sai disparado com a mão do Tennant atrás). 

É uma série interessante de acompanhar mas falta-lhe qualquer coisa. Russel T. Davies fez muita coisa bem mas aqui faltou-lhe um tempero qualquer. Ainda assim arrisco em dizer que foi positivo. No meio de tudo gostei de ver e é um bom spin-off. Quando tiver cabeça e tempo virão as Aventuras de Sarah Jane Smith, mas ainda vai demorar.