segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

[leituras] Green Eggs and Ham

Título: Green Eggs and Ham
Autor: Dr. Seuss
Páginas: 32
Ano: 1960

Muito ouvi eu falar de Dr. Seuss, aparecia em conversas, em filmes, séries, músicas e eu perdida da Silva. Entretanto instrui-me e descobri quem era o senhor mas nunca tinha lido nada dele. Estava naquelas listas, as tais que ficam arrumadas indefinidamente. Como 2015 é o ano dessas coisas escondidas no fundo do baú fui buscar esta pérola - e outros do mesmo senhor.

É quase uma lengalenga, do estilo do que se canta aos miúdos "Era uma vez um cuco que não gostava de couves ... " onde temos um cuco muito picuinhas e umas couves à espera de serem devoradas lá para o final. Aqui é green eggs and ham, mas a ideia é exactamente a mesma.

Gostei especialmente do pequeno símbolo no canto superior direito da capa que diz: "I can read it all by myself". E é verdade, garanto que consegui ler isto tudo sozinha! E sem ajuda! Claro que é um livro infantil e é com coisas do género que os miúdos acabam por aprender as coisas e este é um bom exemplo.

No fundo não sei ainda o que esperar do resto, este não foi muito elucidativo quanto ao estilo - mesmo dentro das coisas simples para crianças pequenas - mas não tardo a pegar noutro para me inserir melhor neste mundo do Dr. Seuss.








domingo, 11 de janeiro de 2015

Primeiro olhar ...

(Que título mais maricas mas para este caso cai bem!)

Há não muito tempo li qualquer coisa sobre aqueles livros que temos que ainda têm as páginas por cortar e se não me engano até foi qualquer coisa do David Soares.

Há um prazer interessante nesse acto de cortar aquelas páginas, separá-las pela primeira vez, sabermos sem qualquer margem de dúvida que somos os primeiros a ler aquele livro em específico. Por mal que soe a alguns: A primeira vez daquele livro é completamente nossa!

E não sei bem porque é que isso dá uma satisfação tão grande mas eu sei que dá! Não é a satisfação de ler um livro pela primeira vez, essa é diferente. É mesmo a sensação de sermos os primeiros olhos que vêm aquelas palavras, aquela tinta naquele papel. Não sei se é algum tipo de sentido de posse, como se a nossa marca ficasse ali para sempre por termos sido os primeiros mas o certo é que se nota e já senti várias vezes essa sensação.

Sou bastante possessiva com os meus livros, são meus e é para serem bem tratados como se de porcelana se tratasse. Não gosto que se escreva neles, que se dobrem as lombadas sem dó nem piedade, que se dobrem cantos de página para os marcar então dá-me vontade de bater em alguém.

Mas de vez em quando há uma pequena magia que acontece: compro um livro, geralmente de ar gasto e antigo que quando o vou a ler ainda tem páginas por abrir. A última vez que me aconteceu isto foi com a antologia em tempos havia os bois que nunca esperaria que estivesse tão pura. No sítio onde o encontrei, aos anos que tinha e ninguém lhe tinha pegado!

Portanto sim, é mais um motivo para continuar a ir aos alfarrabistas, nunca se sabe quando se encontram estes pequenos prazeres. Porque comprar um livro novo, escolher aquele que está lá no meio sem nenhuma marca ou risquinho e sentir que somos os primeiros a folhear dá um grande gozo mas quando é um livro antigo, pensar nas mãos que já o devem ter percorrido e no fim disso tudo ainda somos nós quem tem o privilégio de o ler pela primeira vez... Ah, pequenos prazeres da vida...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

[series e cinema] Firefly & Serenity



Título: Firefly & Serenity

Elenco: Nathan Filion, Gina Torres, Alan Tudyk, Morena Baccarin, Jewel Staite, Summer Glau
Duração (ep & filme): 45 min & 119 min
Duração da série: 1 temporada, 14 episódios
Ano: 2002-2003 & 2005

Durante uns tempos ouvi falar muito desta série e ainda estive meio céptica sobre ela mas lá me decidi, mais que não fosse a minha cultura geek nunca ficaria completa ou sequer razoável sem ela.

Os meus conhecimentos resumiam-se a: é uma série interessante, todos os geeks a idolatram, é no espaço, foi cancelada, fizeram um filme, tudo ficou por explicar e os fãs querem mais. Ah, e o Nathan Filion é um Deus.


Portanto parti à descoberta e fui ver o que saía daqui. Devo dizer que me rendi  no primeiro episódio. Nathan Filion como Captain Malcom Reynolds é perfeito e quem o acompanha não deixa a coisa por mãos alheias. As personagens são interessantes, bem representadas, puramente badass e do mais brutal que se consiga encontrar. Com um ponto principal para a Kaylee que é uma coisa fofa até mais não. 


A bordo da Serenity, há uma tripulação que trabalha em missões, como dizer... pouco lícitas, vá, e para arranjar mais uns dinheiros também fazem transporte de pessoas. Numa altura em que  as viagens espaciais já são corriqueiras - *fingers crossed* - temos 14 aventuras que nos prendem e viciam. Seja pelas personagens fabulosas que tem, pelo argumento que sim, senhor, está bastante bem feito ou até pelo elenco que mais que não seja tem alguns dos deuses dos geeks.

Já não consigo ver Castle sem ver pensar no Mal, o que tem algum encanto mas verdade seja dita: Nathan Filion é fixíssimo a fazer o que quer que seja e só por isso vale a pena ver tudo. (deixo só aqui um miminho para quem não perceber o nível de awesomeness deste senhor: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=XSTzibaosBA#t=1725 e https://www.youtube.com/watch?v=RJSa_dLV1u8 ).

Mas depois de ver a série toda a saber que não havia mais à excepção de um filme fiquei preocupada. Muita coisa se passa durante uma temporada e muita coisa estava em aberto. Havia tanto, mas tanto potencial para ser uma série com mais uns episódios jeitosos. E saber, no fim de tudo aquilo, que em menos de duas horas iam selar todas as pontas soltas? Pareceu-me muito arriscado e ou faziam bodega e metiam explicações palermas que atavam pontas mas que estragavam a série OU faziam as coisas em condições mas muito pouco era explicado. Não me enganei e felizmente a opção deles foi a segunda - o que me agradou e ao mesmo tempo deixou mortinha de curiosidade sobre coisas que nunca - Será? - terão explicação.

Mas vi o filme e reencontrei as personagens que tão bem conhecia, matei saudades e tal e comecei a ver o que raio faziam com aquilo. Mais que não seja do filme sabia duas coisas: que ninguém nos explicava que coisas azuis eram aquelas que os tipos atrás da River usavam para matar pessoas e que a imagem do filme tinha a mesma da River com uma espada acatanada - nem sei, o que podia ser interessante. 

E epah, no fim disto tudo eu gostei imenso do filme mas: 

     1. Matam pessoas que eu gosto de maneira brusca e sem coração (confesso que uma delas foi das cenas mais surpreendentemente chocantes que já vi na vida);
     2. Não me explicam tudo e deixam-me o Tico e o Teco baralhados;
     3. É pouco para o valor que a série tem.

Curioso que a série que falei aqui antes desta também foi uma cancelada mas nesse caso a coisa era perfeitamente justificada, não tinha qualquer tipo de interesse ou característica que distinguisse. Era mais uma. Esta não, esta tem qualidade, tem elenco, tem argumento, tem destaque, tem popularidade. Não sei que mais se pode querer para uma coisa destas mas posso garantir que não é o cancelamento.




quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

[leituras] Mafalda

Título: Toda a Mafalda - Edição comemorativa dos 50 anos!
Autor: Quino
Tradução: Ricardo Pereira, Maria José Sacadura
Páginas: 600
Ano: 2014

Desde que apanhei um grupinho de amigos que também são leitores assíduos que me de conta que todos tínhamos algum tipo de fascínio especial por tiras. No meu caso a eleita era a moça deste livro: Mafalda. Já li muitas outros de que gosto imenso mas a Mafalda consegue ter um cantinho especial só para ela.

É uma simples rapariga, 6 aninhos apenas, e uma cabeça mais interessante do que muitos adultos que se encontram por aí. Não gosta de sopa, coisa bastante comum, adora os seus amigos e gosta especialmente de tomar conta do seu mundo, sempre doente e a precisar de muito trabalho.

Não sei quando li Mafalda pela primeira vez, sei que antes desta edição - Lindíssima e Maravilhosa - de comemoração dos 50 anos tinha uns 3 ou 4 livros dela, todos lidos inúmeras vezes. E sei que sempre que apanhava mais livros de Mafalda mais queria ler. Acho que haverá poucas tiras que não conheça, principalmente agora depois destas 600 páginas cheias.

A edição faz juz à grandiosidade que esta personagem ganhou ao longo dos anos, com relevo para o autor e para a história que acompanha o desenvolvimento das tiras. Mafalda é reaccionária mas responde ao ambiente que a rodeia e por isso mesmo o enquadramento histórico faz todo o sentido.

Além disso é uma barrigada de Mafalda para que realmente gosta disto. Muitos poderiam dizer que são 600 páginas sempre do mesmo mas estariam muito enganados. Se há coisa que Mafalda consegue é tocar nos mesmos temas mas de maneiras diferentes, e dando sempre mais uma "pancada" num sítio diferente do último.

Se a tudo isto juntarmos o ódio profundo a sopa já temos uma boa aproximação da personagem. Mas não é sozinha e aqui também temos resumos sobre cada uma das personagens que vamos acompanhando: a pequena Liberdade, o sonhador Miguelito, o preguiçoso Felipe, o avarento Manelito, a empertigada Susanita e o pequeno Gui, irmão da Mafalda. Não são muitos mas só com estes pequenos amigos temos uma visão do mundo interessante, "pelos olhos de criança" que é a maneira mais pura de ver as coisas.

No fim disto tudo só posso garantir que mesmo depois de 600 páginas não me cansei, vai ficar a ser um livro que de vez em quando agarro para ler mais umas tiras. Não me canso de MAfalda e quem sabe não fico um bocadinho mais como ela?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

[leituras] Infecção

Título: Infecção
Autor: Scott Sigler
Tradução: Leonor Bizarro Marques
Páginas: 456
Ano: 2008

Este infecção estava na prateleira a espera ha já não sei quanto tempo. Certamente ha não tao pouco quanto isso.

Época cansativa, falta de ideias para leituras prementes e lembrei-me de olhar para as prateleiras. Estava la tao incógnito e despercebido no meio dos outros, como quem não quer a coisa mas acabei por lhe pegar.

Da-me uma certa felicidade descobrir que eu no passado comprei este livro, podia não saber bem porque mas ele conquistou-me na altura e reconquistou agora.

Eu já nem sabia o que era a historia, de que tipo era o livro, não sabia nada. Sabia que era uma recomendação de mim para mim, mas numa versão mais nova. E se não confiar nas minhas recomendações confio nas de quem? Acertei em cheio com este e é daqueles exemplos ideais para explicar que não sou muito boa da cabeça.

Tentando ser sucinta e não escandalizar ninguém digamos apenas que há uns bichinhos, parasitas, que se alojam no nosso corpo, formam altos triangulares enquanto nos segregam hormonas na corrente sanguínea e assim nos começam a controlar o comportamento. Caro que vão evoluindo e passam depois a conseguir comunicar connosco, directamente no nosso cérebro, os altos começam a conseguir formar olhos para ver o mundo em redor e maravilha das maravilhas, a cereja no topo do bolo, no fim pura e simplesmente saltam do nosso corpo numa emancipação de bicharocos piramidais estranhos.

Estranho? Muito! Interessante? Bastante! Gostei? Sem dúvida! 

Tinha muita coisa para dar mal, para ser uma coisa que se tornava só palerma e sem qualquer sentido. E até dado ponto é. Mas chega àquele ponto em que é tão palerma que começa a ser só bom! E é completamente assim que tenho de descrever isto. Porque sim, tenho perfeita noçã que o conceito é estranho e de alguma forma retardado mas ainda assim a maneira como nos é apresentada a situação, o desenvolvimento da história e a própria escrita que consegue envolver torna este livro uma leitura que gostei mais do que poderia esperar.

A escrita não é belíssima que nos deixe a navegar na maionese só com a beleza das frases, longe disso. É uma escrita corrente e quase fast food mas que consegue ser tão cativante, consegue ter uma estrutura tão interessante que não dá vontade de largar o livro, queremos saber mais, queremos descobrir o que raio vão fazer estes bichos estranhos que tanto nos falam.





domingo, 4 de janeiro de 2015

2015!!!

ANO NOVO LEITURAS NOVAS!

Gosto muito mais deste mote do que dos que se costumam apanhar por aí nesta altura do ano! Antes de mais: Bom ano de 2015! Depois: Boas leituras para 2015!

Eu cá sei que as minhas leituras vão ser qualquer coisa de especial! Este ano, pela primeira vez e ainda em regime beta decidi fazer uma lista das leituras para o ano! Tenho aproximadamente 70 livros na minha listinha - muitos são livros assim mais hardcore que de certeza me levam um mês a ler - mas quero ver se consigo ler todos, sem falta! Não tenho todos disponíveis mas mal será se as bibliotecas não me ajudarão nessa árdua tarefa!

Mas porque é que me lembrei desta lista? Simples: há demasiados que construo uma mega lista mental de livros que acho interessantes e que por algum motivo ainda não li. Decidi que não quero passar mais um ano assim, e muito menos continuar a adiar a leitura de livros que devem ser qualquer coisa! E mesmo que não sejam, até os ler nunca saberei e essa espera já é adiada no caso de alguns há uns aninhos valentes.

Por isso decidi-me a isto, tenho a minha lista, com livros a ler em 2015 e esta é para cumprir. Ao mesmo tempo, durante o ano vou fazendo mais listas, desta vez escritas e em sítios sempre à mão. Não tenho desculpa para me esquecer ou para adiar coisas! Tenho lá de tudo, desde livros que sei que vou adorar a livros que sei que não me vão ser nada de especial mas que tenho curiosidade e quero ler - até porque se não gostar já terei argumentos com mais fundamento. 

Eu vou ter alguns problemas em cumprir a lista toda, durante o ano tenho alturas que não tenho grande tempo para ler e terão de ser preenchidas com livros mais pequeninos. E a ler livros um pouco maiores esses estarão reservados a ser lidos em casa e terei de ler coisas mais portáteis para ler quando estou fora de casa. Vai ser preciso ginástica, equilíbrio, controlo e acima de tudo manter esta paixão bem acesa - o que me cheira não há-de ser difícil.

Eu não preciso muito de grandes incentivos para ler mas desta vez estou estupidamente entusiasmada. São livros que quero mesmo ler, autores que quero conhecer ou redescobrir, coisas que me andam a atormentar há demasiado tempo e este ano grande parte delas chega a um ponto final!

Vai-me saber muito bem e mesmo sem saber se vou conseguir ler tudo - vou tentar mas não prometo - sei que vou ter umas leituras muito muito interessantes em 2015.

O primeiro foi fácil de escolher: 1984, o livro que me fazia sonhar há mais anos do que os que me lembro. Os outros hão-de chegar! 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

[cinema] Big Hero 6



Título: Big Hero 6 

Realização: Don Hall, Chris Wiliams
Argumento: Jordan Roberts, Daniel Gerson
Duração: 102 min
Ano: 2014


Primeiro de tudo não gostei do título! Não joga com o filme, sim senhor, temos os 6 amigos estranhos que se juntam para combater o mal mas o filme não é sobre isso. Eu já tinha visto o trailer e tinha noção do que seria o filme, se fosse olhar só para o título não me chamava minimamente. E mais: é bastante dúbio. Já várias pessoas me perguntaram o porquê daquele título: "Mas o boneco não se chama Baymax?", "Afinal era o sexto boneco que o rapaz fez?", as interpretações são muitas. O título foi uma escolha infeliz!

MAS!, rejoice, o filme é divertidíssimo. Temos um moço estupidamente inteligente, Hiro, que não quer ir para a "Escola de Nerds" então faz os seus robots na garagem e vence lutas ilegais com eles. Felizmente o irmão Tadashi - um dos Nerds da tal escola - leva-o ao laboratório onde trabalha e o contacto com as coisas que se inventam por ali, as pessoas que ali andam entusiasmadas a descobrir coisas novas acabam por lhe mostrar que uma Escola de Nerds afinal pode ser bem mais divertida e desafiante do que se pensaria.

Todo o filme nos mostra que Hiro é realmente um pequeno génio com muito potencial e prova disso é que ele consegue acompanhar e dirigir até o grupo que trabalha no laboratório com o irmão. Como herança, depois de um acidente onde Tadashi morreu, fica com o projecto do Baymax, o boneco gordo que já vimos por todo o lado! "Olá, eu sou o Baymax." Um projecto pensado para ajudar, um robot capaz de analisar e ajudar assim que ouça um qualquer som de dor ou ajuda.

E as coisas dão para o toro, há um vilão mascarado que rouba tecnologias e obriga à criação - agora sim - de um novo grupo de super heróis. A história base é bem pensada, engraçada e cativa mas o folclore à volta não achei que fosse tão bem apanhado quanto isso. O filme ganha muito pela personagem divertida e fofa do Baymax, pela relação que o Hiro acaba por ter com ele e pelas personagens do laboratório - cada uma mais louca que a outra. 

Como filme infantil que é é um bom filme. Tem uma história simples, educativa, bonita e interessante mas ainda assim senti que lhe faltava qualquer coisa. Se calhar o ser demasiado simples, o argumento não cativa assim tanto. De qualquer das formas gostei imenso do filme, ri tanto ou mais que as restantes crianças que enchiam a sala.