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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

[series] Courage


E lá acabei isto! Nunca que estava a contar que fosse tão grande. Mas o sacana do cão roxo tem mais aventuras para contar do que aquelas que se esperava. Especialmente sendo ele um cão, não é?

Mas o certo é que é uma série engraçada, um bocadinho repetitiva mas que ainda assim consegue surpreender. Vão arranjar das coisas menos apropriadas para uma série de animação que nos consigamos lembrar. Há muito bom filme que merecia aprender umas coisas com estes senhores.

A série é grande mas os episódios são ínfimos, e são o ideal para ver num intervalo, ou quando já não dá mais porque já estamos com os olhos fora das órbitas, seja lá porque motivo for. 10 minutinhos apenas e as coisas amenizam. A Muriel é adorável e fofinha, o Eustace um velho rezingão como há muitos por aí. E depois há o Courage, maltratado pelo Eustace, adorado pela Muriel e que acaba sempre por salvar o dia!

Portanto, vou dar, finalmente, descanso a Courage. Este cão que faz mais coisas por amor do que qualquer outro, sendo o verdadeiro estereótipo da verdadeira valentia: não é corajoso quem não tem medo, é corajoso quem mesmo tendo medo avança. É directo, eu sei, mas há muita gente que deixa passar estas coisas!

Enfim, boa série, engraçada, não conhecia bem mas esse erro está corrigido. Venham mais séries creepy como esta, mas lembrem-me de não mostrar estas coisas às crianças, que coitadinhas, o mundo já lhes faz suficientemente mal!


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

[series] Courage




Eu acho que nunca tinha visto nada de Courage, ou melhor, devo ter visto pedaços espalhados na internet mas nada de acompanhar esta série. Acontece que o Sr. meu namorado é fã e convenceu-me a ver.

São quatro temporadas mas cada uma tem 26 episódios. Sim, os episódios só têm 10 minutos cada um, mas isto é maior do que o que parece. Vou agora a meio e a série torna-se bastante engraçada e creepy ao mesmo tempo. Bichos estranhos aparecem em Nowhere e aquela casa isolada, no meio do nada - literalmente - é sempre alvo do interesse dessa gente.

Courage, que é um cão roxo muito medricas, tem de salvar a sua dona, Muriel, e como ele bem diz "The things I do for love...".

O engraçado é que isto é uma série de desenhos animados, para crianças e tal, mas tem com cada episódio mais macabro que fico a pensar que se calhar muito dos malucos que andam por aí agora são a geração Courage. A ver estas coisas, frequentemente, é normal ficar apanhado.

Mas bem, ainda me falta metade da série - que só são mais de 50 episódios - e até agora vale a pena. Embora a fórmula seja sempre a mesma, a imaginação para os bichos estranhos e situações insólitas é qualquer coisa. Os criadores fizeram um bom trabalho!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

[cinema] The Incredibles

IMDB

Duração: 115 min
Ano: 2004

Trailer

É incrível, eu sei, mas nunca tinha visto o filme dos Incredibles.

E agora que vi já percebo o porquê de dizerem que isto é um filme espectacular.

Primeiro, finalmente já tenho contexto para todas as imagens que a internet me mostra quase diariamente do "Coincidence? I think not!". Se já gostava dessa frase agora então é uma das minhas preferidas!

Depois ter uma família que por nome já são Incríveis, dá algum gosto. E é engraçado de ver, porque os super heróis aqui passaram de bestiais a besta e estas pobres pessoas têm de viver vidas normais, escondendo os seus poderes, para poderem criar a sua família sem serem perseguidos.

Mas é fácil de ver que há muito potencial para dar asneira: um homem com uma força descomunal, uma mulher elásticas, um miúdo arraçado de Flash, uma adolescente com tendências emo e que consegue criar campos de força do nada, e no meio disto tudo um bebé que ainda nem sequer se sabe o que pode vir a fazer.

O filme é muito divertido, tem aqueles momentos que para as crianças não é nada mas que para um adulto dá um passo em frente - ver filmes para crianças dá sempre nisso! - mas de uma forma geral é um filme bom, com personagens bem construídas e que nos conquistam assim que entram no ecrã e sem dúvida que vale a pena ver isto com atenção!

Quando sair o segundo já posso ver logo! Yay!



sexta-feira, 30 de outubro de 2015

[series] Death Parade



Título: Death Parade

Mais uma vez por vir com boas recomendações e essencialmente por ser pequenina, meti-me a ver esta série. 12 episódios é pouco, embora sejam estupidamente viciantes.

Mas bem, a ideia é que quando morremos vamos parar a um sítio, que neste caso é um bar (Quindecim), com outra pessoa que morreu ao mesmo tempo que nós, onde temos de jogar um jogo e a partir daí um árbitro decide qual das duas pessoas é a que vai ser enviada para reencarnar e qual a que vai ser atirada para o esquecimento eterno.

Ao chegar a esse bar vão sem lembranças nenhumas, muitas das vezes nem o nome sabem, e ao longo do jogo vão começando a lembrar-se de pedaços da sua vida, e no fim do jogo mais ou menos, sabem que já estão mortos. 

As brincadeiras que são feitas com a mente humana estão muito bem conseguidas: desde forçar situações de stress para ver qual a reacção dos jogadores, até incluir no próprio jogo pedaços relacionados com eles que lhes estimulam as memórias ao mesmo tempo que dão outra percepção a alguns comportamentos que tiveram em vida.

E depois claro, a série faz-se das diferenças das pessoas que lá vão das reacções que têm ao que lhes está a acontecer. O primeiro episódio temos um casal que morreu na lua de mel. No segundo desconstrói-se tudo o que se viu no primeiro. Depois entre casos de amor póstumo, velhinhas simpáticas, miudos suicidas, mães desesperadas, enfim, um bocadinho de tudo. 

Às vezes pessoas fracas que ali se revelam mais do que em vida, outros o contrário. A verdadeira natureza das pessoas a tentar ser avaliada. Mas será que é?

Temos Decim, o árbitro do bar, acompanhado de Chiyuki, uma humana que anda por ali a aprender, desde o início, e que ainda demora até se saber algo mais concreto sobre ela. Há Nona, uma sósia completa da Elsa do Frozen, que gere o Quindecim; há o Ginti que é muito mal disposto e tem o ponto de "Um árbitro não tem emoções" levado ao máximo há o Clavis, que é o rapaz do elevador mas que é super simpático e adorável; há a Quin, uma antiga árbitra muito bebedolas, e acho que assim de personagens mais importantes estão aqui todas!

Mas estes jogos, literais e mais profundos, são muito bem apanhados, e dão debates psicológicos interessantes e relevantes.

É uma série que acaba por ser muito emocional num contexto que tenta exactamente ser isento de emoção e também esse contraste lhe dá uma força incrível. Mesmo sendo fofinho não é - de todo - lamechas! É um misto tal que nem sei...

Fiquei com real pena de não ter mais episódios, porque isto sim é uma série que vale a pena ver, vale a pena pensar sobre ela e não é só entretém mata tempo.

Venham mais animes destas porque assim, sim!





sexta-feira, 9 de outubro de 2015

[series] Attack on Titan

Título: Attack on Titan
Duração: 25 min
Ano: 2013

Eu que não sou muito de animes nos últimos tempos tenho-me rendido a algumas. As histórias têm aquele quê de estranho/aleatório/esquisito japonês mas eu gosto, que é que se há-de fazer. Mais a mais há demasiada gente a atirar-me com nomes associados a histórias interessantes e lá vou eu!

Attack on Titan tem andado tanto na moda, já ouvi dizer tão bem e tão mal que tive de dar o meu parecer. 

E não me lixem: isto é bom! Tem falhas, claro que sim, mas de uma forma geral isto torna-se engraçado. E sacanas das pessoas que fazem isto que sabem deixar os episódios mesmo no sítio certo para ter de ver mais um episódio. Maldições tenham... 

Sendo anime a história adivinha-se por si própria: há gigantes que apareceram do nada e que nos querem matar a todos. Já se sabe que esta é a premissa de mais de metade das animes, não há como escapar. 

O que acontece aqui é que esses mesmos gigantes, os Titans, são muito altos - mesmo com vários tamanhos possíveis -, com uma temperatura corporal ridiculamente alta, regeneram de qualquer ferida que lhe façam, o seu ponto fraco - e única forma de serem derrotados - é na nuca e não tem orgãos sexuais. 

De uma maneira geral é isto. Ah, e comem pessoas!

Para primeira temporada tem 26 episódios, quase todos a acabar em alturas muito pouco simpáticas para quem tem pouco tempo e não pode ver a série toda seguida, mas eu cá gostei do que fizeram com isto. 

Há um twist que é muito imediato quando acontece - embora não nos digam logo que aconteceu - e que dentro do campo de que há monstros antropomórficos gigantes, cheios de força e cheios de fome, se torna engraçado e dá uma volta na história. 

Eu nem sei bem quando é que a história continua mas estes episódios foram bons de ver, foram interessantes e a história não se torna aborrecida, repetitiva ou demasiado previsível. 

Eu cá gosto, quando sair a segunda temporada vou continuar a acompanhar e por agora já tenho outra anime para ver, por isso... 


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

[series] Madoka Magica

A minha experiência em anime aind
a é muito pequena. Mas estou a instruir-me nesta animação japonesa onde tudo pode acontecer. E geralmente acontece! Principalmente se for estranho como tudo!

Conheci agora Madoka, uma moça que se vê numa situação complicada. Um gato muito esquisito - e irritante como tudo - que procura Madoka e uma amiga para se tornaram mágicas e ajudaram e livrar o mundo de - a sério - bruxas más.

A transformação implica um desejo que será realizado, seja lá ele o que for. O que escolher numa coisa destas? Aqueles que escolhem mais rápido são os que estão a morrer e pedem a saúde restabelecida, são os que estão a perder alguém que amam e que querem voltar a ver bem, mas e quando não se tem nada disso? O que se escolhe numa decisão tão importante como esta? 

A série não é muito grande, as personagens não são propriamente as mais espertas mas isto até se torna bem curioso. Madoka, no meio destas loucuras todas, ainda é a mais racional e se hesita no que fazer é porque tem todos os motivos para isso. 

Isto acaba por ser engraçado porque também não é assim tão grande quanto isso porque isto muito arrastado já dava asneira. Assim não, assim a coisa corre bem e não se torna chata. 

Enfim, foi giro, consegue ser surpreendente em vários momentos e vale a pena para o meu reportório de anime. 



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

[cinema] Inside Out



Título: Inside Out
Realização: Pete Docter, Ronaldo Del Carmen
Argumento: Pete Docter, Ronaldo Del Carmen, Meg LeFaube, Josh Cooley
Elenco: Amy Poehler, Bill Hader, Lewis Black
Duração: 94 min
Ano: 2015

Trailer

Quando vi o trailer deste filme achei que era uma ideia muito muito boa e com muito potencial para ser um filme maravilhoso. 

A ideia é simples: vamos entrar dentro da cabeça de uma adolescente - a melhor altura para analisar a cabeça de alguém - e acompanhar o que acontece com as suas emoções lá para dentro. Felicidade, Tristeza, Raiva, Repulsa e Medo, cinco pequenas criaturas com uma consola de controlo para gerir o dia a dia da pequena.

Isto podia pender para muitos lados, pendeu para um lado que não estava a contar. Não adorei o filme como estava a contar, achei-o mais adulto do que anunciado e as voltas que acabaram por dar para fazer o filme são um pouco dúbias na mensagem que passam. 

Se não vejamos: a grande maioria das memórias e acções da pequena moça tinham até à data sido geridas pela Felicidade, que de uma maneira ou doutra se acha no direito de ser dona e senhora daquilo. Se no início até achava piada à personagem, rapidamente me fartei dela. Acabava por ter ali uns laivos perdidos da Repulsa ainda que muito bem disfarçados.  

Mas depois há pontos muito mais do que favoráveis: o grande vencedor deste filme é o grande Bing Bong. O amigo imaginário da moça que nos dá os momentos mais divertidos e os mais tristes do filme. É uma personagem essencial que deu muito do sentido que o filme tem. É curioso como uma personagem que nem sequer é o foco daquilo que estamos a ver tem um papel fundamental em tudo. Foi, para mim, o ponto alto do filme e quero que os rumores que se ouvem sejam verdade: Filme do Bing Bong, bora lá pessoas!!!

Infelizmente acabamos por ter um filme muito focado na Felicidade e na Tristeza e os restantes três ficam um pouco na sombra mas valia a pena terem sido mais explorados. O Raiva é genial, adoro as chamas a saírem daquela cabeça e dar para cortar vidro e tudo, a Repulsa é uma dondoca que naturalmente me chatearia mas aqui faz todo o sentido - quem raio é que quer gostar de bróculos? - e o Medo, tão essencial na nossa vida, principalmente em todo o processo de crescimento por que todos passamos.

O filme é bom mas confesso que teve falhas que não me deixam ficar a adorar o filme. Preciava ali de mais um toque.

No fim do filme houve uns minutos de pessoas aleatórias que eram mostradas e que depois fazíamos zoom para as suas cabeças e víamos as suas cinco criaturas dominantes. IDEIA!!! Façam um filme só com isso! Foi tão estupidamente divertido que nem sei. Hora e meia daquilo e morria um pouco com tanta dor na barriga e nas bochechas, a sério.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

[series] Uncle Grandpa


Título: Uncle Grandpa
Criador: Peter Browngardt
Duração por episódio: 15 min
Ano: 2010 - 


Não faço ideia de como descobri isto. Sei que foi algures na internet e pareceu-me estranho o suficiente para eu achar giro e divertido.

Não me enganei mas definitivamente que é o tipo de coisas que não é para toda a gente. O que quero dizer com isto fica esclarecido se tentar explicar o que é esta série. 

Temos a personagem principal, este Uncle Grandpa, que por artes mágicas consegue arrancar a cabeça e fazer crescer uma nova, ou fazer crescer uma cabeça no braço, ou largar um braço e espetá-o na perna, ou ficar com 3 pernas, ou agarrar no bigode, moldá-lo na forma da sua cabeça e substituir a sua própria cabeça por essa massa barbuda. Repare-se que apenas falei de uma personagem e muitos já não lhe acham piada!

Os fiéis companheiros deste senhor são: Mr. Gus, um dinossauro verde e grande, meio rabujento mas a cabeça mais funcional no meio disto tudo; Pizza Steve, literalmente uma fatia de pizza sempre com óculos de Sol, uma bazófia maior que o mundo mas habilidade para nada; Belly Bag que é, imagine-se, uma malinha que acompanha sempre o Uncle Grandpa, tem sempre o que quer que seja dentro dela, vá-se lá saber como, e fala também porque sim; e por fim temos uma Giant Realistic Flying Tiger, e sim é uma menina, muito feminina, com um quarto cor de rosa cheio de poster de boys bands e, mais importante que isso, que voa, enquanto um arco iris lhe sai pelo rabo.

Porque é que eu vejo coisas destas? É uma óptima questão mas neste caso posso garantir que os episódios são divertidos. Estranho são seguramente, sem sentido também, mas conseguem ser realmente engraçados e entretém uma pessoa bem melhor do que muita coisa que anda por aí. Pode ser muitas das vezes pelo estranho, absurdo ou palerma mas deixá-lo.

Eu ri-me bastante com esta série, tem momentos em que demonstra toda a sua non sense base mas outros em que até disfarça e parece minimamente séria - durante pouco tempo. Claramente que não é uma série para todos os tipos de humor, não é um humor inteligente ou sequer rebuscado, é humor estranho, assumidamente. Eu cá gostei e só pelo ar disto acho que mais pessoas deviam gostar. Há uma Giant Realistic Flying Tiger! E uma fatia de pizza! E um dinossauro! O que é que pode ser mau nesta junção toda? 

(muita coisa, eu sei, mas shhhh!)




sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

[cinema] Porco Rosso



Título: Porco Rosso ("Kurenai no buta")

Argumento: Hayao Miyazaki
Realização: Hayao Miyazaki
Duração: 94 min
Ano: 1992


O primeiro filme que vi de Miyazaki foi o Viagem de Chihiro que me deixou completamente rendida: era estranho, era engraçado, estava bem feito e achei aquilo qualquer coisa doutro mundo - de forma bastante literal.

Agora indo conhecendo aos poucos os outros filmes do senhor noto que muitos não são tão estranhos. E isso é-me estranho. Há sempre um qualquer pormenor de fora do nosso mundo, qualquer coisa que não vemos todos os dias mas sem dúvida que os filmes que tenho visto ganham muito mais por argumento, pelas personagens do que pela estranheza. É um ponto que existe, sim, mas não é o ponto principal. Muito longe disso, é quase aceite como a normalidade.

Mas bem, mais uma vez um filme sobre aviões. Desta vez um homem transformado em porco - a parte estranha porém normal do filme - que é um óptimo piloto e assim ganha a sua vida, desde que lhe chegue para continuar a viver na sua ilha, sozinho, enquanto bebe qualquer coisa. 

Claro que é um veterano de guerra que é procurado pela polícia italiana e é este grande drama - que se junta, não sei, se calhar, ao facto de ele ser um porco! - que gere o filme todo. O raio do mecânico do avião vermelho dele é italiano e não se mete aquele avião em mãos alheias, se é preciso ir a Itália, vai-se, mesmo tendo a cabeça a prémio.

Pelo meio o mecânico está a ficar velhote mas tem uma neta que lhe segue as pisadas, e muito bem. E para além de ser jovem e rapariga é espevitada e de ideias fixas - my kind of girl. Resultado, já que Porco quer fugir rapidamente sem testar o avião não há qualquer problema: ela desmonta uma parte dispensável e vai com ele num cantinho. Não vai deixar o trabalho sair sem estar experimentado, então vai também na experimentação. 

Sei que o filme é engraçado, com piratas do ar mais mariquinhas que as miúdas de primária que raptam, um amor escondido durante anos, uma moça arrebitada (com um rabo maior do que parece, segundo palavras dela) e um homem porco.

Gostei bastante de ver tudo isto, parece que não é muito mas está tudo bem organizado, bem ligado e que no fim dão um filme divertido e interessante. Sem dúvida que foi uma óptima ideia ver mais coisas de Miyazaki porque este senhor é realmente qualquer coisa!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

[cinema] Big Hero 6



Título: Big Hero 6 

Realização: Don Hall, Chris Wiliams
Argumento: Jordan Roberts, Daniel Gerson
Duração: 102 min
Ano: 2014


Primeiro de tudo não gostei do título! Não joga com o filme, sim senhor, temos os 6 amigos estranhos que se juntam para combater o mal mas o filme não é sobre isso. Eu já tinha visto o trailer e tinha noção do que seria o filme, se fosse olhar só para o título não me chamava minimamente. E mais: é bastante dúbio. Já várias pessoas me perguntaram o porquê daquele título: "Mas o boneco não se chama Baymax?", "Afinal era o sexto boneco que o rapaz fez?", as interpretações são muitas. O título foi uma escolha infeliz!

MAS!, rejoice, o filme é divertidíssimo. Temos um moço estupidamente inteligente, Hiro, que não quer ir para a "Escola de Nerds" então faz os seus robots na garagem e vence lutas ilegais com eles. Felizmente o irmão Tadashi - um dos Nerds da tal escola - leva-o ao laboratório onde trabalha e o contacto com as coisas que se inventam por ali, as pessoas que ali andam entusiasmadas a descobrir coisas novas acabam por lhe mostrar que uma Escola de Nerds afinal pode ser bem mais divertida e desafiante do que se pensaria.

Todo o filme nos mostra que Hiro é realmente um pequeno génio com muito potencial e prova disso é que ele consegue acompanhar e dirigir até o grupo que trabalha no laboratório com o irmão. Como herança, depois de um acidente onde Tadashi morreu, fica com o projecto do Baymax, o boneco gordo que já vimos por todo o lado! "Olá, eu sou o Baymax." Um projecto pensado para ajudar, um robot capaz de analisar e ajudar assim que ouça um qualquer som de dor ou ajuda.

E as coisas dão para o toro, há um vilão mascarado que rouba tecnologias e obriga à criação - agora sim - de um novo grupo de super heróis. A história base é bem pensada, engraçada e cativa mas o folclore à volta não achei que fosse tão bem apanhado quanto isso. O filme ganha muito pela personagem divertida e fofa do Baymax, pela relação que o Hiro acaba por ter com ele e pelas personagens do laboratório - cada uma mais louca que a outra. 

Como filme infantil que é é um bom filme. Tem uma história simples, educativa, bonita e interessante mas ainda assim senti que lhe faltava qualquer coisa. Se calhar o ser demasiado simples, o argumento não cativa assim tanto. De qualquer das formas gostei imenso do filme, ri tanto ou mais que as restantes crianças que enchiam a sala. 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

[cinema] The Wind Rises



Título: The Wind Rises (Kase tachinu)

Realização: Hayao Miyazaki
Argumento: Hayao Miyazaki
Duração: 126
Ano: 2013


Só agora ao pegar no computador para escrever isto é que me apercebi de que filme é este: se a data é de 2013 é o último filme de Miyazaki antes da reforma! Nem dei por ela, confesso que na altura vi o trailer, vi a controvérsia toda da reforma - ou não - deste senhor e durante o filme houve momentos que reconheci como mais do que o típico cenário destes filmes. Mas só agora consegui ter justificação para tudo.

Aqui temos, como se ainda fosse preciso, mais uma prova da qualidade dos filmes de animação deste Estúdio Ghibli e em especial da cabeça e mãos de Miyazaki.

Não é dos meus filmes preferidos - falta a parte da estranheza que fica tão bem feita em Totoro ou no Chihiro - mas é um filme puramente bonito, interessante e bem construído.

É essencialmente uma homenagem a Jiro Horikoshi, autor de vários dos aviões japoneses durante a segunda guerra mundial. Acompanhamo-lo a crescer, com o seu sonho bem presente e que se torna uma realidade muito na base do mundo dos sonhos. É lá que encontra Caproni, outro criador de aviões - italiano - que lhe dá a força que era preciso para perseguir o seu sonho. Já que não os pode pilotar porque não criá-los? Muitos pilotam aviões mas poucos são os que os fazem voar. E assim começa uma vida de trabalho e empenho levando ao desenvolvimento de aviões muito importantes para a situação corrente do país. 

Mas ao mesmo tempo que vemos a parte profissional vemos também o homem, vemos o seu apaixonar e todo o caminho que leva até casar com a pessoa que ama. Infelizmente, e como eu deveria estar à espera desde o início, a história não poderia ser apenas bonita e amorosa, tinha de ter tragédia pelo meio e é aqui que o filme pode levar às lágrimas os corações mais sensíveis. A mulher que ama está a morrer e há duas possibilidades: ir para as montanhas, tentar ser tratada mas com muito poucas esperanças de sobrevivência ou ficar com Jiro mas sabendo que está a piorar a sua saúde por ali estar, dia para dia. Embora o amor seja forte há coisas que não cura e esta é uma situação em que queremos que tudo resulte pelo melhor mas infelizmente a ficção nem sempre nos faz a vontade, nem a vida.

Resumidamente, o trabalho visual ainda nunca me falhou, paisagens bonitas, cores suaves que nos encantam naquelas paisagens, um trabalho sempre muito bem pensado e realizado; na parte de história é mais calma do que os restantes filmes que já vi mas ao mesmo tempo é muito emotiva e apela muito ao sentimento, à empatia que vamos criando com as personagens e situações. É um filme bom, calmo e bonito, interessante a ainda com relevância histórica.

Para a despedida fica um filme que sem dúvida é um bom exemplo da boa animação que Miyazaki sabe fazer - ainda que não no seu pico máximo.





sexta-feira, 28 de novembro de 2014

[cinema] Frozen

Título: Frozen
Argumento: Jennifer Lee
Duração: 102 min
Ano: 2013

Trailer

Confesso que já vi este filme há algum tempo e talvez não devesse fazer a crítica nesta altura mas o certo é que ando a viciar nas músicas da versão original que convinhamos são bastante catchy!

Acho que toda a gente foi obrigada a conhecer a Let it go (seja por estar em todo o lado, por ter sido terrivelmente cantada nos óscares ou por o Travolta não conseguir dizer o nome da cantora) mas há músicas bem mais interessantes e bonitas que essa. 

A história tem uma estrutura que começa a dar-me ânsias: a Disney agarra num filme, fá-lo para crianças e depois destroça o coração a toda a gente com os primeiros minutos! Nada vai bater o Up! mas este também está muito perigoso para os lenços daquelas pessoas que gostam de chorar no cinema. Assim uma pessoa deixa de ver isto, são bonitinhos e tal mas é depois de termos os olhos cheios de água e o coração despedaçado!

Ainda assim! Gostei imenso do filme! É divertido, tem personagens bastante interessantes e bem construídas que nos agarram sem qualquer hipótese ao raio deste filme! E isto sim, mais do que as músicas que possam chatear já meio mundo por estarem em todo o lado, é o ponto alto do filme: Olaf! Se há personagem que merece todo o destaque é esta. Um pequeno boneco de neve que aquece o coração de toda a gente. Meigo, sorridente, amigo, divertido, palerminha, sei lá, é uma personagem que está só divertida e bem feita. 

A premissa do filme é logo bastante palerma mas ainda assim a coisa funciona bem: há uma princesa com poderes de controlar o gelo, numa brincadeira acaba por magoar a irmã que para sobreviver tem de esquecer que a irmã tem poderes. Resultado? Tranca-se a irmã no quarto, sei lá, assim para sempre! É triste e palerma mas vá que o filme até não fica mau por causa disso. 

Em história não sou a maior fã do que foi feito, podia estar tão melhor, mas tão melhor. Mas enfim, as músicas estão bem conseguidas - embora já comece a pertence ao clube de "Já chega da Let it go!" - e as personagens estão interessantes. 

De qualquer das maneiras: Disney, andas a trabalhar relativamente bem! Deixa ver o que vem aí da próxima vez!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

[cinema] Tonari no Totoro



Título: Tonari no Totoro
Realização: Hayao Miyazaki
Argumento: Hayao Miyazaki
Ano: 1988
Duração: 86 min

Trailer


Para continuar a minha demando por mundos Ghibli chegou a vez de me dar a conhecer a Totoro.

É provavelmente a criatura mais Miyazaki reconhecida e embora também a reconhecesse e até soubesse mais ou menos quem era só agora vi o filme.

E em seis ou sete filmes vistos de Miyazaki ainda nenhum falhou. Desta vez uma família muda de casa, uma casa grande numa região de campo com muito terreno e muito verde à volta. Pai e filhas vão-se instalando e adaptando à nova casa enquanto aguardam que a mãe melhore para sair do hospital.

As duas meninas são adoráveis, bem educadas e felizes, e nas suas explorações pelas matas que rodeiam a sua casa acabam por encontrar Totoro, um espírito da floresta, que pouco mais é, quando o conhecemos, que um bicho enorme, peludo e fofinho, com uma sonolência imbatível. Mais tarde descobrem que é um dos espíritos da floresta o que as deixa mortinhas de felicidade.

O mais curioso para mim neste ser é a maneira de agir. Ou seja, quando vemos um filme de animação da Disney as coisas são todas coloridas e fofinhas e delico-doces, aqui não, não precisam de ir ao fofinho enjoativo para ser realmente querido e soltar à mesma sorrisos deliciados. O Totoro não é colorido, nem fala com vozes irritantes de bebé. O Totoro ruge, e bem alto, com muita força, e ainda assim é dos bichos mais fofos que existe.

As personagens aqui acabam por ser todas bastante ternurentas: o pai, as pequenas, a mãe, a Granny - uma velhinha vizinha que ajuda no que vai podendo, o Kanta que morre de medo desta família por viver numa casa "assombrada", enfim, não há um vilão ou um foco de distúrbio, corre tudo dentro do carinho entre estas pessoas.

Mas quando uma maçaroca de milho pode ajudar uma mãe a melhorar as coisas dão para o torto e confesso que ainda me assustei um pouco. É uma das coisas que gosto nestes filmes: são "infantis" mas não são moles, não são piegas. São filmes com qualidade e que conseguem transmitir mensagens, conseguem abordar várias coisas sem cairem em falso.

Eu gostei imenso do filme, não é estranho, cheio de cenas a acontecer de forma aleatória, tirando as cenas do Totoro. Mas ele pode. Entre a criação maravilhosa deste ser e a maneira como as "assombrações" daquela casa são vistas por aquela família - não com medo mas antes com entusiasmo, curiosidade mas sem maldade para com elas - esta hora e meia valeu bem a pena e o quanto gostei deste filme. Acho que igualou o meu até agora preferido Viagem de Chihiro e só depois de rever ambos é que vou conseguir desempatar!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

[cinema] Kikis Delivery Service



Título: Kikis Delivery Service
Realização: Hayao Miyazaki
Argumento: Hayao Miyazaki, Eiko Kadono
Duração: 103 min
Ano: 1989

A semana passada falhei na maratona de Miyazaki - e na próxima também falharei - mas por agora tenho uma bruxinha de que quero falar.

Por agora, e isto até soa estranho de dizer, foi o filme mais normal que já vi de Miyazaki. Não tem seres estranhos feitos de pedras já cheios de fungos, nem pais a serem transformados em porcos. Não que me esteja a queixar mas pareceu-me tão calminho.

Ok, podemos dizer que não é completamente normal porque temos uma bruxa a esvoaçar durante todo o filme mas tirando isso é tudo bastante fazível.

Parece que no percurso de vida de uma pequena bruxa há um ano que tem de ser feito fora de casa, numa outra cidade, sozinha. Eu até que gosto desta ideia!

E esta Kiki vai parar a uma cidade, com pouco dinheiro e sem saber muito bem onde ficar, o que fazer, como se sustentar. Até que muito por obra do acaso e da bondade desta menina acaba por arranjar quarto e emprego numa padaria/pastelaria.

A rapariga é realmente querida e nota-se que está num processo de descobrir como é como bruxa, qual o caminho que há de seguir.

A primeira coisa em que reparei quando o filme chegou foi naquele mega laço vermelho que a moça tem na cabeça. Era inevitável. Mas a segunda foi o seu amigo Jiji, um gato. Convém dizer que quando era mais nova via a Sabrinha, a bruxinha adolescente e esta também tinha um gato, preto, chamado Salem, que era o seu melhor amigo e confidente. Não consegui deixar de ver o raio deste gatinho - muito mais amoroso do que o outro - como o Salem.

Depois do filme visto havia uma dúvida que me assombrava: depois de uma crise de bruxa que a Kiki teve, em que deixou de voar e de falar com o gato, teve de se virar para a sua essência bruxa e voltar a ir buscar a base daquilo tudo mas não voltou a conseguir falar com o Jiji. Não tinha percebido porquê e depois veio a internet. Depois da crise que passou a Kiki cresceu e com isso diminuiu a necessidade que tinha do pobre Jiji, deixou de ser capaz de ter ali o seu confidente, deixou a inocência de criança que tinha antes. O que é que eu tenho a dizer a isto? Bad Miyazaki! Bad! Estas coisas não se fazem, destroem os corações de quem vê isto.

Eu depois de ver a Sabrina, agora a Kiki, depois de ver e ler Pullman onde temos aqueles bichinhos fofos que estão directamente ligados a nós e até os Patronus de Harry Potter, eu quero ter um bichinho assim. Devia ser giro. Enquanto isso não acontecer continuo a ver Miyazaki.



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

[cinema] Ponyo


Título: Ponyo
Realização: Hayao Miyazaki
Argumento: Hayao Miyazaki
Duração: 101 min


Já que tenho aqui este cantinho dedicado às minhas pancas cinematográficas decidi que o vou aproveitar para ver mais uns filmezinhos e nada melhor do que começar com acabar de ver os filmes de Miyazaki! Ainda só vi uns 3 ou 4 e gostei imenso de todos embora ainda nenhum tenha batido o primeiro (Viagem de Chihiro). Vou aproveitar para os ver a todos, revendo aqueles que já vi, e assim ficam com todos aqui.

O primeiro que quis ver foi este Ponyo. Já sabia que era um filme mais infantil, mais sossegadinho mas continua na mesma onde de estranho que Miyazaki nos habituou.  

Continuamos, como sempre com a componente ecológica, com a pobre Ponyo a ficar presa num jarro de vidro e é assim que conhece Sosuke. O moço fica todo contente por ter arranjado um peixinho mas estaria longe de saber que ondas viriam atrás dele para lho roubar. E sim, ondas. Porque o suposto pai da Ponyo vive debaixo de água, tem umas poucas de filhas iguais a Ponyo e para além disso tudo consegue controlar o mar e dar-lhe vida e ordens, não sei. 

Porque há coisas que não se questionam, é muito do que se aprende aqui. Se não vejamos: Sosuke apanhou um peixe, que fugiu, e depois voltou, a correr em cima de um peixe gigante feito de água que perseguia o carro. E agora é uma menina. Qual é a reacção da mãe do Sosuke quando se depara com isto? "Ora, isto está tudo muito certo, vamos então para dentro secar-nos e beber qualquer coisinha quente." Seria a minha reacção também, se o peixe do meu filho voltasse em forma humana e viesse jantar connosco. Nada de novo numa situação destas.

No meio disto tudo o filme é adorável. É estranho - como seria de esperar - mas é tão profundamente bonzinho e querido que não se torna um lamechas irritante, torna-se só fofo! É realmente um filme mais infantil, mais calmo e amoroso e ainda assim uma hora e meia bem passada!

E neste caso quero deixar uma nota diferente: um obrigado à fan fiction que já apanhei por aí. Sendo este um filme tão querido, com personagens tão simpáticas e cativantes o que já apanhei de fan fiction é tão puramente fofo! As imagens de Sosuke e Ponyo mais velhos são simplesmente amorosas, com Ponyo a ser uma menina lindissima - que continua a pendurar-se nele e a roubar-lhe o fiambre! - com o seu cabelo ruivo e o Sosuke a fazer-se um homenzinho mas com o mesmo ar doce que nos mostraram. Ficaram trabalhos bonitos e eu cá gostei imenso da maior parte deles.