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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

[cinema] The Incredibles

IMDB

Duração: 115 min
Ano: 2004

Trailer

É incrível, eu sei, mas nunca tinha visto o filme dos Incredibles.

E agora que vi já percebo o porquê de dizerem que isto é um filme espectacular.

Primeiro, finalmente já tenho contexto para todas as imagens que a internet me mostra quase diariamente do "Coincidence? I think not!". Se já gostava dessa frase agora então é uma das minhas preferidas!

Depois ter uma família que por nome já são Incríveis, dá algum gosto. E é engraçado de ver, porque os super heróis aqui passaram de bestiais a besta e estas pobres pessoas têm de viver vidas normais, escondendo os seus poderes, para poderem criar a sua família sem serem perseguidos.

Mas é fácil de ver que há muito potencial para dar asneira: um homem com uma força descomunal, uma mulher elásticas, um miúdo arraçado de Flash, uma adolescente com tendências emo e que consegue criar campos de força do nada, e no meio disto tudo um bebé que ainda nem sequer se sabe o que pode vir a fazer.

O filme é muito divertido, tem aqueles momentos que para as crianças não é nada mas que para um adulto dá um passo em frente - ver filmes para crianças dá sempre nisso! - mas de uma forma geral é um filme bom, com personagens bem construídas e que nos conquistam assim que entram no ecrã e sem dúvida que vale a pena ver isto com atenção!

Quando sair o segundo já posso ver logo! Yay!



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

[cinema] Into the Woods



Título: Into the Woods

Realização: Rob Marshall
Argumento: James Lapine, Stephen Sondheim
Elenco: Meryl Streep, Johnny Depp, James Corden, Emily Blunt, Christine Baranski, Chris Pine
Duração: 125min
Ano: 2014


Olhando para os nomeados dos Óscares deste ano e com alguns critérios de exclusão pelo meio pareceu-me boa ideia ver este Into the Woods. Tem a Meryl Streep e tal, tem o Johnny Depp, não há-de ser assim tão mau... Estava só a brincar: é péssimo!

Isto é uma verdadeira miscelânea onde nada faz sentido, tudo é confuso e misturado e não tem ponta por onde se lhe pegue. 

Em estilo musical, que é sempre o mais realista nestes casos como se sabe, as músicas e falas tinham sempre o mesmo ritmo, o mesmo estilo que se ouvia em Sweenie Todd e no fim só houve uma música que me soa bem e que recordo (Meryl Streep, como é óbvio). Nem uma ficava no ouvido, nada, eram demasiado banais.

Depois em termos de argumento... Como falar daquilo que vi? Temos o João e o pé de feijão, a Cinderela, o Capuchinho Vermelho todos misturados e com coisas muito estranhas a acontecer pelo meio. Desde lobos cujos interiores conseguiam alojar a minha casa, 

Houve alturas em que pensei que foi um desperdício tamanho fazerem um filme assim, em determinados pormenores foram tão bons e tão inteligentes. As irmãs da Cinderela tinham pés demasiado grandes para o sapatinho do príncipe. Ora o que é que se faz nessa situação? Cortam-se dedos! É horrível? Sim. É o que diz na história original? Sim, é, ao contrário do que a indústria da Disney nos queira contar! E eu a pensar: "Quando finalmente pegam nas partes interessantes dos contos de fadas que toda a gente acha que conhece é num filme que as está a desperdiçar completamente".

As cenas não fazem sentido nenhum, as personagens têm comportamentos estúpidos, há situações contraditórias, enfim. É uma desgraça pegada. Tem a Meryl Streep e perdoem-me o sacrilégio que vou cometer: por este filme não faz sentido estar nomeada para Óscares. A Academia tem de ter lá a Meryl a aumentar o Record de Mais vezes Nomeada mas ainda assim. Este ano deixavam a senhora sossegada. Para o papel que tinha de fazer fê-lo bem mas é fraquinho, muito fraquinho.

Tem Johnny Depp mas nem nos apercebemos dele. Tem Emily Blunt e James Cordon (pai do Stormageddon Dark Lord of All) mas as personagens são outras que têm momentos ridículos. Os príncipes são burros e não fazem nada. A Rapunzel é inútil (embora pela primeira vez vi uma forma bem feita de usar o cabelo para subir à torre). Enfim, não vi nada que valesse a pena.

É bom para rir, eu sei que ri muito durante o filme todo. Mais que não seja pela tristeza que aquilo é.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

[cinema] Big Hero 6



Título: Big Hero 6 

Realização: Don Hall, Chris Wiliams
Argumento: Jordan Roberts, Daniel Gerson
Duração: 102 min
Ano: 2014


Primeiro de tudo não gostei do título! Não joga com o filme, sim senhor, temos os 6 amigos estranhos que se juntam para combater o mal mas o filme não é sobre isso. Eu já tinha visto o trailer e tinha noção do que seria o filme, se fosse olhar só para o título não me chamava minimamente. E mais: é bastante dúbio. Já várias pessoas me perguntaram o porquê daquele título: "Mas o boneco não se chama Baymax?", "Afinal era o sexto boneco que o rapaz fez?", as interpretações são muitas. O título foi uma escolha infeliz!

MAS!, rejoice, o filme é divertidíssimo. Temos um moço estupidamente inteligente, Hiro, que não quer ir para a "Escola de Nerds" então faz os seus robots na garagem e vence lutas ilegais com eles. Felizmente o irmão Tadashi - um dos Nerds da tal escola - leva-o ao laboratório onde trabalha e o contacto com as coisas que se inventam por ali, as pessoas que ali andam entusiasmadas a descobrir coisas novas acabam por lhe mostrar que uma Escola de Nerds afinal pode ser bem mais divertida e desafiante do que se pensaria.

Todo o filme nos mostra que Hiro é realmente um pequeno génio com muito potencial e prova disso é que ele consegue acompanhar e dirigir até o grupo que trabalha no laboratório com o irmão. Como herança, depois de um acidente onde Tadashi morreu, fica com o projecto do Baymax, o boneco gordo que já vimos por todo o lado! "Olá, eu sou o Baymax." Um projecto pensado para ajudar, um robot capaz de analisar e ajudar assim que ouça um qualquer som de dor ou ajuda.

E as coisas dão para o toro, há um vilão mascarado que rouba tecnologias e obriga à criação - agora sim - de um novo grupo de super heróis. A história base é bem pensada, engraçada e cativa mas o folclore à volta não achei que fosse tão bem apanhado quanto isso. O filme ganha muito pela personagem divertida e fofa do Baymax, pela relação que o Hiro acaba por ter com ele e pelas personagens do laboratório - cada uma mais louca que a outra. 

Como filme infantil que é é um bom filme. Tem uma história simples, educativa, bonita e interessante mas ainda assim senti que lhe faltava qualquer coisa. Se calhar o ser demasiado simples, o argumento não cativa assim tanto. De qualquer das formas gostei imenso do filme, ri tanto ou mais que as restantes crianças que enchiam a sala. 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

[cinema] Frozen

Título: Frozen
Argumento: Jennifer Lee
Duração: 102 min
Ano: 2013

Trailer

Confesso que já vi este filme há algum tempo e talvez não devesse fazer a crítica nesta altura mas o certo é que ando a viciar nas músicas da versão original que convinhamos são bastante catchy!

Acho que toda a gente foi obrigada a conhecer a Let it go (seja por estar em todo o lado, por ter sido terrivelmente cantada nos óscares ou por o Travolta não conseguir dizer o nome da cantora) mas há músicas bem mais interessantes e bonitas que essa. 

A história tem uma estrutura que começa a dar-me ânsias: a Disney agarra num filme, fá-lo para crianças e depois destroça o coração a toda a gente com os primeiros minutos! Nada vai bater o Up! mas este também está muito perigoso para os lenços daquelas pessoas que gostam de chorar no cinema. Assim uma pessoa deixa de ver isto, são bonitinhos e tal mas é depois de termos os olhos cheios de água e o coração despedaçado!

Ainda assim! Gostei imenso do filme! É divertido, tem personagens bastante interessantes e bem construídas que nos agarram sem qualquer hipótese ao raio deste filme! E isto sim, mais do que as músicas que possam chatear já meio mundo por estarem em todo o lado, é o ponto alto do filme: Olaf! Se há personagem que merece todo o destaque é esta. Um pequeno boneco de neve que aquece o coração de toda a gente. Meigo, sorridente, amigo, divertido, palerminha, sei lá, é uma personagem que está só divertida e bem feita. 

A premissa do filme é logo bastante palerma mas ainda assim a coisa funciona bem: há uma princesa com poderes de controlar o gelo, numa brincadeira acaba por magoar a irmã que para sobreviver tem de esquecer que a irmã tem poderes. Resultado? Tranca-se a irmã no quarto, sei lá, assim para sempre! É triste e palerma mas vá que o filme até não fica mau por causa disso. 

Em história não sou a maior fã do que foi feito, podia estar tão melhor, mas tão melhor. Mas enfim, as músicas estão bem conseguidas - embora já comece a pertence ao clube de "Já chega da Let it go!" - e as personagens estão interessantes. 

De qualquer das maneiras: Disney, andas a trabalhar relativamente bem! Deixa ver o que vem aí da próxima vez!