segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

[Leituras] Capitão América - O Soldado de Inverno (Parte I)



Título: Capitão América - O Soldado de Inverno (Parte I)
Argumento: Ed Brubaker
Desenho: Steve Epting, Michael Lark, John Paul Leon, 
Cor: Frank D'Armata

Eu já por natureza não sou fã deste senhor. Para mim tenho dois Captain Jack e para pessoas de alto estatuto já me chegam. A história do Capitão América não me chama, de todo, acho-a forçada e uma propaganda barata da qual não sou fã.

Para mim foi criado com um propósito muito claro e assim que esse propósito foi cumprido matavam-no e pronto, davam-lhe um fim de mártir e ficava tudo feliz e contente. Mas não. Infelizmente nem congelado soube ficar e tiveram que o trazer de volta - e não trazem os mamutes, há realmente filhos e enteados - vá-se lá saber por quê.

Por tudo isto acabo por ter sempre muitas reticências para ler ou ver qualquer coisa onde esta pessoa ande por lá - prova é que ainda não vi os filmes, por muito engraçados que já mos tenham vendido.

Mas nesta colecção do Universo Marvel tem de ser. Hei-de ler a colecção toda e ainda por cima as críticas que choveram a este Soldado de Inverno foram boas e decidi dar a abébia.

E na realidade não é nada mau. Não é a típica história que costumamos ter: o Red Skull desaparece, aparentemente morto, o que diga-se é uma pena porque se há alguma personagem mais interessante é essa, o Capitão América sente uma força externa a interferir com as suas memórias, com o seu comportamento. Cria-se um ambiente mais negro, mais misterioso que torna o livro bem mais interessante do que poderia ser.

A juntar a isto - e provavelmente das coisas que mais gostei no livro -  são os flashbacks que fazem nas memórias perdidas que andam lá por dentro do Capitão América. A preto e branco, ou em sépia, dependendo de se estamos num tempo ou noutro, são desenhos que se tornam não só muito bonitos mas também estão bem inseridos, não quebram a leitura nem interrompem a narrativa: complementam-na.

A parte 2 está aqui ao lado, vamos ver se acompanha a primeira que realmente me conseguiu surpreender.




domingo, 30 de novembro de 2014

Fontes de novidades? Venham mais!

Por seguir muitos blogs e muitas outras coisas, confesso, acabo por apanhar coisas por aqui e por ali que me chamam a atenção. Como pessoa especialmente eclética isto torna-se um problema: quero ver tanta coisa, ler tanta coisa, ir a tantos sítios, fazer tanta coisa ... Torna-se cansativo e por vezes frustrante.

O certo é que uma pessoa nos dias que correm consegue ter acesso a milhentas coisas que não teria até há bem pouco tempo. Eu em 10 minutos consigo ficar a saber as novidades do mundo e ainda ver os destaques de hobbies que possa ter, do que quiser, nas doses que quiser, tudo à distância de meia dúzia de cliques!

Há uns quantos sites e uns quantos blogs que acompanho com regularidade, escolhidos muito a dedo e que agora me dão uma perspectiva geral sobre milhentas coisas que me interessam e isso sabe tão bem!

Aderi a um FeedReader que é um sonho: ficam lá as coisinhas todas guardadas, todas as novidades de tudo o que possa querer ou estar interessada e não tenho de andar a saltar de uns sítios para outros!

Uma das grandes vantagens é seguir webcomics de uma maneira mais fácil e rápida. Ainda não sigo muitos mas também é um bocadinho de descanso, coisas engraçadas que todos os dias dão para rir por um bocado - às vezes um bom bocado!

E há aqui muito para eu aprender! Seja em sites científicos onde descubro coisas interessantes e possivelmente importantes para a minha vida futura - já que sou de ciências, seja em blogs onde já tenho gostos bem definidos e que sei que aquelas sugestões / ideias me vão agradar, sejam elas para fazer alguma coisa ou muito principalmente ler alguma coisa. Este último ponto é das coisas que mais mexe comigo: desde que comecei a investigar um pouco mais os blogs que andam por aí que descobri coisas muito boas e alguns dos livros que li nos últimos tempos foi por recomendações que li. E adorei!

Começo a ter aqueles cantinhos que para além de me darem uma ideia do que posso esperar me apresentam a coisas novas e é muito isso que eu quero: conhecer mais, ler mais, fazer mais!

Isto dito por alguém que se queixa do tempo que tem para fazer o que quer que seja é estranho mas são estas coisas que realmente me dão prazer, que me fazem chegar a casa depois de um dia de trabalho e ainda assim descansar de forma tão simples quanto agarrar num chá, sentar-me na cama e ler um bom livro.

E era isto, obrigada internet. Queixo-me muito de ti mas no fundo és porreira! Às vezes, vá. Quando não me chateias!



sexta-feira, 28 de novembro de 2014

[cinema] Frozen

Título: Frozen
Argumento: Jennifer Lee
Duração: 102 min
Ano: 2013

Trailer

Confesso que já vi este filme há algum tempo e talvez não devesse fazer a crítica nesta altura mas o certo é que ando a viciar nas músicas da versão original que convinhamos são bastante catchy!

Acho que toda a gente foi obrigada a conhecer a Let it go (seja por estar em todo o lado, por ter sido terrivelmente cantada nos óscares ou por o Travolta não conseguir dizer o nome da cantora) mas há músicas bem mais interessantes e bonitas que essa. 

A história tem uma estrutura que começa a dar-me ânsias: a Disney agarra num filme, fá-lo para crianças e depois destroça o coração a toda a gente com os primeiros minutos! Nada vai bater o Up! mas este também está muito perigoso para os lenços daquelas pessoas que gostam de chorar no cinema. Assim uma pessoa deixa de ver isto, são bonitinhos e tal mas é depois de termos os olhos cheios de água e o coração despedaçado!

Ainda assim! Gostei imenso do filme! É divertido, tem personagens bastante interessantes e bem construídas que nos agarram sem qualquer hipótese ao raio deste filme! E isto sim, mais do que as músicas que possam chatear já meio mundo por estarem em todo o lado, é o ponto alto do filme: Olaf! Se há personagem que merece todo o destaque é esta. Um pequeno boneco de neve que aquece o coração de toda a gente. Meigo, sorridente, amigo, divertido, palerminha, sei lá, é uma personagem que está só divertida e bem feita. 

A premissa do filme é logo bastante palerma mas ainda assim a coisa funciona bem: há uma princesa com poderes de controlar o gelo, numa brincadeira acaba por magoar a irmã que para sobreviver tem de esquecer que a irmã tem poderes. Resultado? Tranca-se a irmã no quarto, sei lá, assim para sempre! É triste e palerma mas vá que o filme até não fica mau por causa disso. 

Em história não sou a maior fã do que foi feito, podia estar tão melhor, mas tão melhor. Mas enfim, as músicas estão bem conseguidas - embora já comece a pertence ao clube de "Já chega da Let it go!" - e as personagens estão interessantes. 

De qualquer das maneiras: Disney, andas a trabalhar relativamente bem! Deixa ver o que vem aí da próxima vez!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

[leituras] O Macaco Tozé



Título: O Macaco Tozé
Autor: Janus
Páginas: 72


Macaco Tozé não diz muito sobre o que raio vou encontrar dentro deste livro. Janus também não é um nome que me diga o que quer que seja. Mas as histórias são pequenas e as falas poucas e portanto foi num instante que este macaco foi lido. 

E confesso que não gostei: várias histórias, a maior parte a dizer nada, com o elemento comum do Macaco Tozé. Macaco que só sabe beber, maltratar pessoas e ser de uma forma geral parvo. As ilustrações a preto e branco eram engraçadas, bem feitas mas não me cativaram. As historias foram só palermas e/ou sem qualquer sentido. De certeza que não atingi as metáforas todas que o livro tinha planeado, como e costume neste tipo de coisas, mas achei puramente que era meramente o uso do ridículo para tentar fazer qualquer coisa e não resultou bem.

Chegada ao fim do livro apercebi-me que pertence à MMMNNNRRRG, associada da Chili com carne, e embora tenha em ideia que já li qualquer coisa desta linha não me recordo de nenhum nome.

Resumindo, não me cativa, não há grande historia, não trouxe nada de novo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

[leituras] Doctor Who: Who-ology


Título: Doctor Who: Who-ology
Autor: Cavan Scott, Mark Wright
Páginas: 384
Ano: 2013


Não sei se abençoo ou amaldiçoo o dia em que perguntei o que era aquela Police Box que encontrava com frequência na internet. Daí a delirar a partir do momento em que se ouve o genérico não demorou muito.

Doctor Who entrou de mansinho, como quem não quer a coisa mas rapidamente subiu no meu ranking de series para estar muito muito acima de outra qualquer que tenha visto.

Felizmente a pessoa a quem recorri quanto à police box é fã irremediável e, mais importante ainda, meu namorado. E isso é bom porque? Porque lhe ofereci este livro e o livro é dele e todo dele, mas dá para os dois! :)

Dito isto, tanta tabela! O livro é muito à base de factos sobre a série, pormenores sobre personagens e actores, pequenos detalhes que são engraçados de saber. E isto é, de certa forma, um risco. Até que ponto um detalhe é mesmo interessante? Quando é que passa a ser tão detalhe que já não importa e é só aborrecido? A linha é ténue mas aqui, na maior parte do livro, conseguem manter-se a tona desse pormenor e levar as coisas a bom porto.

Mas já muitos actores entraram e saíram da série. E não só em televisão, mas nos livros e em audio. Resultado: depois de 50 anos Doctor Who é um mar de gente, uma confusão de quem fez o quê, e com quem, e onde,... E isso está quase tudo aqui! Tabelas infindáveis, é verdade, mas que sabem bem ao passar os olhos e ver o mundo que já é Doctor Who!

Acho que o livro tem pormenores interessante, tem pequenas deixas para os fãs, pequenos detalhes que só um whovian conhece, e pode ser uma palavra mas nos percebemos e sorrimos por dentro com a nossa nerdice. (Spoilers *.*)

Mas tem muitas tabelas, tabelas para tudo, parece um catálogo de uma farmacêutica com os medicamentos, composição, princípio activo, ano de criação, mas com companions, primeiras e últimas palavras, quando entrou e quando saiu, porque saiu, ... e isto torna-se interessante mas torna o livro mais de consulta do que de leitura. É uma mini enciclopédia de factos Doctor Who'ianos para irmos buscar quando teimamos com alguém em que ano entrou um dado companion ou quem foram as mulheres do Doctor.

É sem dúvida o primeiro de muitos que hei de ler destas coisas mas para começar já deixou a fasquia alta. E a minha curiosidade acompanha o meu interesse nos crescimentos exponenciais... ... ... Lá terei de continuar a ver a série, não é? 

domingo, 23 de novembro de 2014

Livros baratos?

Na sequência daquilo que falei sobre o preço das BD achei que faria sentido falar também de formas baratas de arranjar livros. Porque também as há, é preciso é ter olho, conhecer coisas e por vezes ter uma sorte do catano.

Claro que livros acabadinhos de sair do forno não vai sair a preços mega baixos. Eu felizmente tenho a sorte de não ser a maior fã do que anda a sair, de uma maneira geral, e anda muito na berra. O que e bom! Assim os livros que quero ficam mais baratos! Yay!

Bookworm que sou tenho livros fetiche, coisas que estão num nível de atingível às vezes um bocado duvidoso. Ou até mesmo prendas, há livros muito muito muito interessantes que exactamente por isso são caros como tudo, infelizmente! Mas vamos-nos safando, se calhar não com aqueles livros que custam 50 euros ou mais, ainda estão nas prateleiras das livrarias à minha espera por uns tempinhos, mas alguns vão sendo arranjados.

Como? Feiras do livro são sempre boa ideia. A Feira do Livro de Lisboa (A Feira) tem muita coisa, tem muitas promoções, tem livros do dia, tem milhentas coisas e mais um par de botas. Mas primeiro: só existe durante um período muito curto de tempo - para grande tristeza minha, aquele Parque Eduardo VII não tem metade da piada sem as barraquinhas cheias de livros, e depois ainda assim, encontram-se coisas em conta, bem procuradas, mas é preciso procurar um bom bocado, às vezes - e aquilo ainda é grande.   

Mas felizmente há mais coisas por aí, há uma feira do livro, quase constante, na estação do Oriente e que sonho de feira, também! Às vezes também não tem coisas absolutamente imperdíveis mas encontram-se por lá livros que não se encontram em todo o lado e geralmente não tão caros assim.

Como daí estamos ainda um pouco limitados, e visto que há tempos precisei de comprar um livro que nem sequer havia em Portugal descobri a Book Depository, a benção da minha vida. Portes grátis e os livros até vêm com descontos e tudo. Deu-me um jeito imenso e de certeza que ainda vou voltar a usar disto mais vezes.

E depois alfarrabistas. Em Lisboa há imensos, aos quais devia fazer visitas mais regulares - ou se calhar assim preservo melhor a integridade da minha carteira - com coisas muito porreiras e a bons preços. 

Ou seja, no fundo há muitos sítios onde comprar livros baratos, dá algum trabalho às vezes, mas eu cá não me queixo. Ah e tal tens de ir passar um tarde a ir visitar livros em vários alfarrabistas e feiras e afins? Por mim tudo bem, quando vamos?


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

[Séries] Selfie

Pela primeira vez por aqui quero falar não de livros ou de cinema. Meet la parte de Séries :)

Não vão ser como os filmes, que tentarei que sejam a parte semanal destas coisas mas às vezes não tenho grande tempo para ver um filmezinho e já que tenho tanta série a ver e a ser vista que também quero falar delas.


Título: Selfie
Elenco: Karen Gillan, John Cho
Duração dos Episódios: 25min
Duração: 13 episódios (1 temporada)
Ano: 2014


Para começar isto não vou começar por uma série genial, nem uma que adore incondicionalmente mas uma que há uma semana ou duas foi cancelada. É verdade, falo de uma série que não passa logo da primeira temporada. E se isso me aconteceu com Terra Nova, de Spielberg, que era uma série interessante e bem feita e PIOR! com Firefly que falarei do quão maravilhosa era para a próxima vez, não me admirei assim tanto que esta fosse cancelada.

Tudo isto com Selfie! Uma série que vejo porque é cómica, episódios curtos, tem a Karen Gillan - que conheço de outros carnavais, mais espacio-temporalmente confusos - e o John Cho a ser só engraçadíssimo e porreiro.

A série não tem grande história: baseada na realidade que há hoje em dia com toda a fama das redes sociais temos uma Eliza muito preocupada com os seus "followers" e que se apercebe que são meramente virtuais. Uma vida de aparências, descartável ao máximo - em tudo - e sem grande aplicação na vida real.   

A partir do momento da grande revelação Henry começa a ajudá-la a ser uma pessoa melhor, a preocupar-se com quem a rodeia, a olhar mais para o mundo, sem ser pelo ecrã do telemóvel. E no fundo é uma troca: o que Eliza tem de mais Henry tem de menos, e vice versa e a dinâmica entre os dois torna-se engraçada. O contraste do que supostamente - muito supostamente - é a realidade hoje em dia contra os valores que se estão a perder e que já são essencialmente considerados como antiquados e parvos (and maybe that's the whole problem mas enfim!).

Mas pronto isto é tudo engraçado mas não há mais. Tem piada mas está forçada. Isto acontece, sim, mas não assim. Não tão assim! Para mim o mal que tudo isto tem e por isso mesmo não está a render o que quereriam é porque é cómico, sim senhor, mas é forçado. Não é puramente engraçado, porque não é suposto ser uma série nesse registo mas no registo onde está fica mal inserida, as situações que representa não estão bem escolhidas, bem feitas.

Por um lado até tenho pena, que isto ao menos dá para rir, mas por outro há aí tanta séria boa, muito muito boa, para ver. Cómicas ou não, grandes e pequenas, acabadas ou on going mas com muito mais qualidade que esta. 

Grande parte do público que tiveram veio das pernas da Karen ou do ar fixíssimo do John Cho. Mas tirando isso, pela história não vem muito mais. 

Resumindo, é engraçada, tem momentos bem apanhados mas não é nada de especial e acaba por não cativar. Fica-se pela primeira temporada e não lhe fazem falta mais.