sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

[séries] American Horror Story


Título: American Horror Story
Criador: Brad Falchuk, Ryan Murphy 
Duração do episódio: 60 min
Ano: 2011 -


Sou fã incondicional de séries e de vez em quando aparecem umas que fazem saltar o Tico e o Teco. Quando descobri esta American Horror Story nunca pensei que fosse tão boa. Achei que dentro do horror fosse cair em facilitismo ou em repetição. Não podia estar mais enganada. Depois de quatro temporadas a acompanhar continuo super entusiasmada à espera da próxima e das reviravoltas que ainda vai trazer.

Senão vejamos: esta é uma série diferente das outras, cada temporada é diferente das restantes, não segue um fio condutor (embora as ligações entre elas estejam a começar a ser reveladas). Na primeira temporada temos uma casa assombrada, na segunda um asilo, na terceira bruxas e na quarta freaks!

(Alguém fez um trabalho muito bom a falar desta série e meio por preguiça meio por reconhecer mérito aqui vai fica o link)

A primeira temporada vi de rajada e a partir daí comecei a acompanhar de forma fiel. Até agora não há uma que não tenha gostado. As personagens que se repetem e reinventam e que de alguma maneira hão de estar relacionadas acabam por só aumentar o ar estranho e curioso que a série tem.

Esta última - Freak Show - começou a ligar as histórias, a mostrar como é que temos personagens repetidas de temporada para temporada. Não faço ideia de como tencionam avançar com isto numa nova temporada, que aguardo ansiosamente que comece a ser divulgada, com mais conteúdo à mistura e a arranjar fio condutor.

Mas se há série que se consegue reinventar e inovar é esta. Senti que estes Freaks podiam ter sido mais assombrosos do que foram, houve momentos assustadores, estranhos, verdadeiramente dignos de freaks mas sinceramente esperava mais. Na terceira temporada, com uma casa cheia de bruxas, houve momentos muito mas mesmo muito assustadores. Momentos em que eu que me costumo rir perdidamente e que fiquei caladinha, sossegadinha e encolhida debaixo dos lençóis a agradecer por aquilo ser simplesmente uma série. Aí sim, pensei por várias vezes na qualidade que esta série tem e na capacidade que tem de fazer com que alguém fique aterrorizado com uma simples imagem. Nem precisava ser aquele susto de surpresa ou inesperado, não, era uma imagem, parada e de tal forma estranha que fazia arrepiar os pelinhos mais pequeninos da nuca.

Aqui senti que perderam um pouca esse dom. Não me lembro de ter sentido isso durante toda a temporada mas teve outros pontos fortes. Em especial gosto de salientar a qualidade dos actores que aparecem nesta brincadeira. Parecendo que não muitos repetem-se há 4 temporadas e vamos-lhe vendo várias caras, várias condições e várias personalidades. A capacidade que têm de se adaptarem é fabulosa e sem dúvida que neste ponto há duas grandes estrelas a serem debatidas: Jessica Lange e Sarah Paulson. 

A primeira é uma actriz daquelas que já subiu ao patamar de deusa. O tipo de personagem que fez ao longo das temporadas foi praticamente sempre o mesmo: badass bitch! Não sei pô-lo de outra maneira. Carácter muito forte, incisiva e sempre com um estilo incomparável. Já no caso de Sarah Paulson as personagens têm sido mais variadas mas merece o mérito de ter interpretado duas personagens ao mesmo tempo, gémeas, com o mesmo corpo e ainda assim sabíamos perfeitamente quem era quem. Verdade seja dita que depois de ser fã de Orphan Black e de Tatiana Maslany (uma série em que este actriz maravilhosa interpreta, até agora, uns 10 clones e é impressionante a qualidade com que cada uma das personagens está construída e trabalhada!) o trabalho aqui feito não me pareceu assim tão assombroso. Por comparação, entenda-se. 
Mas claro que não são só estas duas a ter o mérito, não podia passar sem referir o nome de Kathy Bates, outra monstra disto tudo. Frances Conroy, que tem vindo a ter papéis mais pequenos e que vão passando despercebidos mas é fenomenal sempre que aparece. Angela Basset, de quem podia dizer o mesmo que da Lange, só muda a cor. E depois actores mais novos e que estão a começar bastante bem como Evan Peters, Lily Rabe ou Emma Roberts.

Sinceramente não faço ideia do que poderá aparecer agora numa quinta temporada. Já falaram de tanta coisa e tão creepy que não sei. Este Freak Show quando foi anunciado foi apresentado como "talvez demasiado assustador". Eu não achei e fiquei com vontade de mais, de mais daquele terror que encontrei na terceira temporada. Não sei se agora virão viagens no tempo ou uma revolução num cenário perfeitamente banal mas sei que estou curiosa. Ainda muita coisa há-de ser feita por estes senhores e eu cá estarei à espera.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

[leituras] Mythology



Título: Mythology
Autor: Alex Ross
Páginas: 288
Ano: 2003

Depois de ler Marvels avisei logo que tinha ficado muito fã do que tinha visto, bem mais do que do que tinha lido. Como não podia deixar de ser fui logo investigar que mais é que podia ler para conhecer mais deste senhor Alex Ross que tanto gosto me tinha dado com as suas ilustrações. Foi assim que descobri este livro magnífico: Mythology. O título é bom o conteúdo ainda é melhor.

Sei que eu por um lado apreciei imenso o livro de forma um pouco amadora nestas andanças. Embora goste e acompanhe os universos de super herois ainda sou muito verdinha nestas coisas. Aqui há um grande foco mas personagens mais emblemáticas da DC, principalmente Superman, Batman e Wonder Woman mas aparecem muito outros, muitos confesso nunca tinha ouvido falar.

E o mais engraçado no meio disto tudo é que fui aprendendo mais coisas do universo DC pela perspectiva deste Alex Ross e do seu geek'ismo mais puro! Ver um pouco de como funciona a mente de um tipo destes é fascinante. A maneira como desde novo conseguia visualizar as coisas de forma diferente, as adaptações que sentia que tinha de fazer, a direcção em que levou a sua formação para conseguir atingir os objectivos da melhor maneira possível, tudo isto me mostrou um homem muito determinado, muito talentoso mas muito trabalhador e é sem dúvida aí que temos o segredo da obra maravilhosa que vi dele.

Os desenhos que faz são absolutamente lindíssimos, ver muitas das vezes as versões originais, de comics antigos e o remake deste senhor é qualquer coisa digna de nota! Versões mais realistas, quase como se de fotografias se tratasse, mas muito fieis a mesma essência que se transmitia no original. São trabalhos com muito detalhe, com muito cuidado e sem dúvida que isso se nota.

Ver um livro e dizer que sim senhor, tem desenhos muito bons é uma coisa, ver o empenho, a dedicação e o trabalho que está por detrás daquilo tudo acaba por dar muito mais valor a um novo livro que vá ler. Dá-nos a real sensação de que não é uma coisa que aconteça de um dia para o outro, há muito trabalho, envolvimento, comunicação para que tudo aconteça e da melhor maneira possível. É interessante ver, por exemplo, pessoas à volta de Ross a tirar fotos nas posições precisas para um determinada trabalho e depois ver como é que ele acabou por desenhar aquilo. É surpreendentemente bonito e interessante. É um trabalho pormenorizado e sinceramente, falando pela minha experiência própria, que dá muitos resultados no fim. Eu li um livro com este senhor - pelo menos acho que só li um - e fiquei encantada, decidi-me rapidamente a querer mais. É uma prova irrefutável de que o talento é uma coisa gira que dá jeito mas o trabalho e o empenho nas coisas é que fazem realmente a diferença.

Do livro apanhei imensas coisas giras para ir investigar assim como livros deste senhor que terei de ler. Ganhou uma fã, sem dúvida e a continuar com este tipo de ilustrações uma que será muito, muito fiel!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

[leituras] The Lorax



Título: The Lorax
Autor: Dr. Seuss
Páginas: 72
Ano: 1971

Mais um Dr. Seuss, tem de ser, e desta vez mais um que se associa, pelo menos de nome, a este mundo estranho em que ando a passear.

Aqui apanhei uma história diferente do que já li. Aqui vi realmente uma história de crianças como as que mais estamos habituados a ver: com uma moral, com uma mensagem clara que transmite valores a quem lê.

Neste caso entramos numa terra escura, sem vida onde vive um ser estranho e isolado, Once-ler. Mediante condições muito estranhas e duvidosas podemos entrar em conversa com ele e ele conta o que se passou naquelas terras e qual a história que escondem. Era uma terra cheia de cor e vida, com árvores coloridas, muito bonitas, árvores Truffula, e vários seres vivaços como os Crummies e os Swomee Swans. Com tanta cor que dali saltava para os olhos o SR. Once-ler teve uma ideia: fazer Thneeds, são camisolas, e sapatos, e casacos, e chapéus, tudo numa só peça de roupa. Claro que são feitas com as árvores Truffula o que leva a que o Lorax apareça rapidamente a tentar impedir que as árvores fossem sacrificadas em nome destes Thneeds. A ambição é sempre aquilo que ganha e este caso não foi diferente: mesmo vendo os pequenos seres a ficar sem comida ou sem ar para respirar a fábrica criada era mais importante e os lucros não podiam parar. Foi assim que a vida se foi, a cores também, e a última árvore Truffula foi cortada. A fábrica fechou e ficaram as terras, agora vazias e mortas.

A mensagem é bastante óbvia e para quem vê o início da história e o meio da história repara com bastante clareza na diferença que aquela terra levou. Sabemos perfeitamente que há imensos sítios onde isto acontece, ou aconteceu, mas aqui está uma história simples e auto-explicativa que devia ser mais divulgada.

Uma coisa que não tenho falado e é uma grande falha da minha parte é a parte gráfica. Sem dúvida que faz uma boa parte deste universo e talvez me tenha lembrado mais neste livro porque foi aquele que mais me chamou a atenção a esse nível. Há muito cuidado com as cores, com os desenhos, com um ar curioso e interessante que dá realmente vontade de investigar. Digo que foi neste onde isto realmente me aconteceu porque começa com uma rua escura, tons azuis fortes e rapidamente passamos para um mundo onde os vermelhos os amarelos os verdes e os azuis se cruzam todos para um arco iris completo. O contraste impede qualquer fuga ao Tico e ao Teco.

De qualquer das formas acho que é um ponto a referir, até porque num livro para crianças é uma componente muito forte e tem de passar a mensagem muito por aí.

Recentemente foi lançado um filme do Lorax e agora vou ter de vê-lo nas proximidades. Tem potencial para ser um filme fofinho e engraçado se estiver bem feito. Já vi que quem faz de Lorax é o Danny de Vito e só por isso acho que nem preciso de pensar duas vezes.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

As estantes que me emprestam!

Há um tipo ao qual achei piada há uns tempos e desde então que o tenho sempre à perna e à mão de semear naquele título estranho de namorado ou lá como é. Acontece que este senhor, de seu nome Rui Bastos, é bem conhecido dos mundos bloggeanos e um dos que mais vejo a tentar dinamizar esta coisa de ter blogs e escrever para cá umas coisas.

Assim sendo não tem um blog fechado, não se limita a escrever e publicar, envolve-se com as pessoas, chateia-as - no melhor dos sentidos - e acaba por arranjar maneira das coisas ficarem mais interessantes e de ainda se/nos divertir com isto tudo.

Se no ano passado lançou desafios a algumas pessoas (eu também andei por lá, parte 1 e parte 2) que obrigaram a uns raciocínios mais ou menos curiosos chegou a vez da vingança! Agora são os convidados a fazê-lo escrever! Para o caso bloggers - grupo no qual, pelos vistos, me insiro e tive a grande honra de fazer a abertura deste: Estantes Emprestadas 2.0! (Mais a mais sou o número 13 nesta brincadeira, YES!)



Eu tinha de entrar a matar: não queria algo extremamente difícil, nunca foi o meu objectivo (juro), apenas alguma coisa que gostasse de ver do ponto de vista dele, um desafio interessante que pudesse dar gozo a pensar. Saiu isto:

Conhecendo-te bem, e a mim também, sei bem que gostamos de muita coisa e todas muito diferentes umas das outras. Gostando de tanta coisa acabamos por precisar de vários meios para obter satisfação para todas. Mas e se fosse possível reunir tudo num só sítio? Como é que isso aconteceria? É possível de maneira real e – isto é importante – que faça sentido?

No teu caso, por exemplo, reunir DW, epopeias, dinossauros, livros, mitologia, integrais, crianças pequenas, desgosto por cães, como é que isto tudo poderia ser junto? Resultava? Sendo nós tão ecléticos? E quereríamos que isso acontecesse? Retiraríamos realmente o prazer que retiramos dos pequenos pedacinhos num todo?


Pois que conhecer o Rui foi uma aventura que me fez perceber que não estava sozinha no mundo: é possível, perfeitamente normal e felizmente exequível ser uma pessoa estupidamente eclética. Não é fácil, isso ninguém o poderá dizer mas lá que é possível, isso é!

Agora, Sr. Rui, fez um óptimo trabalho quanto ao desafio lançado. Havia muitos caminhos pelos quais ponderei se irias, várias coisas que me perguntei se te lembrarias mas havia uma certa: Doctor Who com dinossauros, com crianças ("Are you my mummy?") e sei lá mais o quê à mistura. Dessa não me livrava de certeza. Por outro lado pensei que explorasses um pouco mais. Talvez o tentar descobrir qual a melhor forma destas coisas acontecerem, porquê, como, não sei. Mais trabalho imaginativo!



Foste buscar exemplos, e muito bem dados, de coisas que fazem mais ou menos aquilo que eu disse e por aí eu concordo, é demasiado bom juntar várias coisas que adoramos numa! Principalmente quando é realmente bem feito. Poucos são os cenários onde isso é possível - felizmente em Doctor Who não temos esse problema, tudo é possível! - mas quando as coisas se conjugam com sentido sabe muito bem aproveitar um miminho feito (parece) especialmente para nós!

Acho que para mim o melhor é mesmo a surpresa de de vez em quando encontrarmos qualquer coisa que nos compreende, qualquer coisa que tem ali condensado o que gostamos e nos interessa. Acho que tudo, tudo junto nunca seria possível, é demasiada coisa e em demasiadas áreas para ser fazível devidamente mas assim pequenas doses, desde que bem pensadas, são bons exemplos de que o mundo funciona bem e que ainda há gente a fazer coisas interessantes e inovadoras! Provavelmente pessoas que sentem o mesmo que nós: há tanta coisa gira e interessante, vamos juntá-las e fazer qualquer coisa bombástica.

Eu sei que gosto de investigar, de me atirar de cabeça a coisas que não faço ideia o que me darão, bom ou mau, mas quero descobrir e essas aventuras acabam por dar mais força às coisas boas. O que eu quero dizer é: é óptimo encontrar coisas que nos fazem o Tico e o Teco dormentes de tão boas que são mas se fosse regra perdia muita da piada. Ver que há coisas muito - muito muito muito - más por aí acaba por nos fazer aproveitar mais as coisas boas. E se de vez em quando as coisas boas forem especialmente fascinantes e nos tocam nos sininhos certos ainda melhor!

Acho que ainda tens de te meter a investigar uma coisa destas, for the sake of it, agarravas e escrevias qualquer coisa que reunisse uma boa mistura de temas interessantes. Eras tipo com mais do que capacidade para fazer algo muito bom disso. (Call it a chalenge, muahahahah!) No fim disto tudo acabaste por me supreender, pegaste em exemplos interessantes que vou querer explorar um pouquinho mais e confirmaste que tens a mesma maneira de ver esta história que eu. Mais uma vez...

Vantagens disto é que se descobrires qualquer coisa que seja muito boa já fica pré-seleccionada para a minha pessoa. E o trabalho que isso me poupa é qualquer coisa de especial! 

Obrigada pela oportunidade de te fazer escrever por directrizes minhas, foi giro e quero repetir! Nunca se sabe bem o que vais desencantar e mais que não seja hás-de sempre arranjar uma maneira de dar a volta ao objectivo dado, não é? :)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

[series] Uncle Grandpa


Título: Uncle Grandpa
Criador: Peter Browngardt
Duração por episódio: 15 min
Ano: 2010 - 


Não faço ideia de como descobri isto. Sei que foi algures na internet e pareceu-me estranho o suficiente para eu achar giro e divertido.

Não me enganei mas definitivamente que é o tipo de coisas que não é para toda a gente. O que quero dizer com isto fica esclarecido se tentar explicar o que é esta série. 

Temos a personagem principal, este Uncle Grandpa, que por artes mágicas consegue arrancar a cabeça e fazer crescer uma nova, ou fazer crescer uma cabeça no braço, ou largar um braço e espetá-o na perna, ou ficar com 3 pernas, ou agarrar no bigode, moldá-lo na forma da sua cabeça e substituir a sua própria cabeça por essa massa barbuda. Repare-se que apenas falei de uma personagem e muitos já não lhe acham piada!

Os fiéis companheiros deste senhor são: Mr. Gus, um dinossauro verde e grande, meio rabujento mas a cabeça mais funcional no meio disto tudo; Pizza Steve, literalmente uma fatia de pizza sempre com óculos de Sol, uma bazófia maior que o mundo mas habilidade para nada; Belly Bag que é, imagine-se, uma malinha que acompanha sempre o Uncle Grandpa, tem sempre o que quer que seja dentro dela, vá-se lá saber como, e fala também porque sim; e por fim temos uma Giant Realistic Flying Tiger, e sim é uma menina, muito feminina, com um quarto cor de rosa cheio de poster de boys bands e, mais importante que isso, que voa, enquanto um arco iris lhe sai pelo rabo.

Porque é que eu vejo coisas destas? É uma óptima questão mas neste caso posso garantir que os episódios são divertidos. Estranho são seguramente, sem sentido também, mas conseguem ser realmente engraçados e entretém uma pessoa bem melhor do que muita coisa que anda por aí. Pode ser muitas das vezes pelo estranho, absurdo ou palerma mas deixá-lo.

Eu ri-me bastante com esta série, tem momentos em que demonstra toda a sua non sense base mas outros em que até disfarça e parece minimamente séria - durante pouco tempo. Claramente que não é uma série para todos os tipos de humor, não é um humor inteligente ou sequer rebuscado, é humor estranho, assumidamente. Eu cá gostei e só pelo ar disto acho que mais pessoas deviam gostar. Há uma Giant Realistic Flying Tiger! E uma fatia de pizza! E um dinossauro! O que é que pode ser mau nesta junção toda? 

(muita coisa, eu sei, mas shhhh!)




quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

[leituras] Minoritary Report


Título: Minoritary Report
Tradução: Saul Barata
Autor: Philip K. Dick
Páginas: 85
Ano: 1956

Mais um livro da minha lista que não sei se por ser K. Dick ou por ter um título interessante sempre me pareceu ser coisa para mim. Descobrir que era uma coisa pequena numa altura cheia de trabalho só fez com que fosse lido mais rapidamente.

E é tão pequeno que é mesmo lido num instante. A edição da Presença deste livro tem 85 páginas, o que só por si não é muito, se juntarmos a isso que a letra não é propriamente pequena e que tem mais de quantos capítulos isto é livro para se ler tranquilamente em 45 minutos, nem isso.

A história é simples e acontece tudo muito depressa, o tamanho do livro nem deixava ser de outra maneira. Temos três mutantes que prevêem o futuro. Com essas previsões apanham-se os ladrões, os assassinos antes de que façam o que quer que seja. A ideia é boa e eficaz, a criminalidade foi completamente arrombada e o mundo era uma local muito mais simpático para se viver.

Até a um dia, há sempre um dia nestas coisas, o fundador desse maravilhoso sistema apanha uma das previsões dos mutantes. Qual não foi o seu espanto quando viu a previsão de que iria matar um homem, homem esse que nunca tinha ouvido falar na vida. Desde teorias da conspiração à possibilidade de invalidar o sistema que tanto tinha revolucionado o mundo de tudo acontece um pouco e tudo com bastante sentido, que seria fácil de perder numa situação destas.

É daqueles textos que se lê, pensa-se um pouco naquilo que acabei de ler e interioriza-se como sendo realmente interessante e um ponto de vista curioso de explorar. Para quem gosta de livros pequeninos mas que digam alguma coisa de útil e de bom um K. Dick não falha. Até hoje ainda não li nada que me deixasse ficar mal. Escrita muito boa, que desliza que é um sonho com ideias interessantes e sempre diferentes!


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

[leituras] The Cat in the Hat



Título: The Cat in the Hat
Autor: Dr. Seuss
Páginas: 61
Ano: 1957

Mais um Dr. Seuss, assim um por semana faz-se muito bem, diverte-me, faz-me ser mais pequenina durante uns tempos e as coisas vão andando.

Este era provavelmente o nome que mais associava a este autor, o raio do cato aparece sempre em tudo o que tem alguma coisa a ver com ele e o nome é tão catchy que não dá para esquecer.

Aqui temos uma história que é uma grandessíssima confusão. Duas crianças fechadas dentro de casa num dia de chuva. O mítico dilema de o que é que se faz quando chove lá fora? Até que este gato antropomórfico lhes aparece em casa para os animar. 

Animado é mas a confusão que deixa atrás é mais do que a que tenho no meu quarto e isso é dizer mais do que se posa imaginar. Por isso acabei por ficar rendida ao instrumento maravilhoso que assim que arranjem eu compro: uma máquina que põe tudo no sítio. Uma casa completamente bagunçada foi posta num brinquinho em 2 minutos! Eu quero isto! Não sei quando é que arranjam mas eu quero!

O melhor no meio disto tudo é a reacção das duas pequenas crianças a tudo isto que vêem passar à frente dos seus olhos. É tudo tão estranho, tão repentino, tão puramente inesperado que aquelas que se queriam divertir dentro de casa num dia chuvoso limitam-se praticamente a olhar apáticos para tanta coisa que acontece ao mesmo tempo e de forma tão rápida. 

Seria claramente a minha reacção: se me entrasse um gato pela porta e começasse a mexer e a fazer coisas para me ajudar a fazer passar o tempo também ficava calmamente a olhar para ele e a pensar que raio se estava a passar. No fundo é um livro divertido, estranho mas curioso e sem dúvida que uma bela leitura para fazer com as crianças!