domingo, 25 de janeiro de 2015

Obras literárias, mas não é bem

Eu gosto muito de livros e sou especialmente picuinhas com eles. Gosto de os manter lindos e maravilhosos, com ar de intocáveis, como se ninguém nunca os tivesse lido e fosse sempre a primeira vez que pego neles. 

Lombadas direitinhas, páginas não dobradas nem rasgadas nem escritas nem nada. Como se estivessem numa redoma protectora. Sou picuinhas a esse ponto, sim.

Muitas pessoas gostar de tirar notas nos livros, outros gostam de virar cantos de páginas em vez de usar uma porcaria qualquer como marcador e todas essas coisas me dão voltas ao estômago. Não consigo fazê-lo e fico sempre com um nó na garganta quando vejo livros a ser tratados assim. 

Tudo isto para dizer que para mim os livros eram todos bem tratados, bem conservados e permaneciam bonitos para sempre. 

Uma coisa que me dá sérias comichões e baralham o Tico e o Teco são esculturas em livros. Muitas são lindíssimas, verdadeiras obras de arte que não imagino o trabalho que deram e muito menos o tempo e dedicação para fazer coisas assim.  


Fico com o coração muito dividido: se por um lado vejo uma obra lindíssima e profundamente interessante, por outro vejo um livro estropiado. 


Eu quero acreditar que isto não é feito em livros mesmo. Alguns já vi a serem feitos em listas telefónicas que não me dão dor nenhuma ao serem estraçalhadas. Gosto de acreditar que são livros a fingir, feitos propositadamente para este fim e que nenhum livro foi maltratado na realização daquelas obras.


É inegável que são trabalhos de um pormenor estonteante e de uma beleza ainda pior. Guardando as minhas questões pessoais bem fundo um dia terei uma escultura destas. Sem dúvida que fará a casa de uma book worm um sítio mais interessante: não só ter a casa forrada a livros como decorada com livros também. 




sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[cinema] The Hobbit: The battle of the five armies


Título: The Hobbit: The battle of the five armies

Realização: Peter Jackson
Argumento: Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson, Guillermo del Toro
Elenco: Ian McKellen, Martin Freeman, Benedict Cumberbatch, Hugo Weaving, Richard Armitage
Duração: 144 min
Ano: 2014


Já era quase uma tradição que a meio de Dezembro fosse ao cinema ver o Hobbit. Este ano com várias coisas pelo meio não foi possível, com muito pena minha. Mas não se ia ficar sem ver o raio do filme.

As críticas que tinha apanhado não posso dizer que fossem boas. Eram mais a apontar as falhas do que a dizer algum coisa realmente construtiva por isso não sabia bem o que pensar ou o que estar à espera quando o visse.

Entrei na sala de cinema e fiquei logo com algumas dúvidas: a sala era ínfima. Acho que nunca tinha visto uma sala de cinema, mesmo cinema, tão pequena. As cadeiras eram altíssimas e ponderei seriamente ir buscar um daqueles banquinhos para os miúdos. Depois tinha pessoas ao meu lado aborrecidíssimas durante o tempo todo, a falar ao telemóvel durante o filme e sem qualquer tipo de noção da quantidade de barulho que estavam a fazer.

Deixando de lado todas estas desventuras, ignorando o ruído de fundo e pondo um pé debaixo do rabo a coisa lá se passou e o importante foi sempre o filme! Que digam o que quiserem: está bastante bom!

Ok, sim, ver o Legolas a desafiar o Newton não foi bonito MAS no meio daquilo tudo porque é que só havemos de olhar para isso. É o momento mais flagrante que se pode falar e não há assim tanta coisa a falhar claramente no filme, até está bastante bem feito.

Para mim o maior problema deste filme é o ar de artificial com que fica. Não há muito por onde escapar a isto, e dentro do que fizeram não acho que fique assim tão mal, mas há um ar de computador durante todo o filme, não nos conseguimos abstrair de que é uma coisa que não existe. Se bem que se virmos por outra perspectiva há tanta coisa a acontecer, há uma produção tão grande e tão bem feita que o ar artificial a início custa mas depois entranha-se, acaba por fazer um estranho sentido que soa bem. A nível visual eu gostei do resultado. Artificial, sim mas bem feito. Mais que não seja olhe-se para o exército dos orcs. De cada vez que apareciam eu encolhia-me! Aqueles bichos enormes, feios, com placas de metal e lâminas a saírem directamente do corpo deles, meio decepados por batalhas anteriores e com armaduras cheias de picos e metal por todo o lado - que se revelavam muito ineficazes, diga-se, era vê-los a cair sem cabeça ou atravessados por uma qualquer espada a todo o instante. Digam o que disserem, elfos, homens, hobbits, anões, o que quiserem: se me aparecesse um exército de orcs à frente eu encolhia-me num canto a chorar e dava-lhes o que eles quisessem. São dos poucos seres que acho verdadeiramente bem caracterizados e assustadores como tudo.

O filme é mais mexido do que os primeiros, é aqui que acontece a maior parte das coisas, embora o pobre Smaug tenha pouca aparição - e é uma personagem que dá sempre gosto de ver. Há a realização do que se queria ver ao mesmo tempo que um desmoronar das bases que o atingiram. Um jogo de vitórias contra derrotas e tudo o que roda na cabeça de seja que criatura for numa situação dessas.

Entre elfos, homens, orcs, trolls, anões e um pequeno hobbit vemos ódio e amor, vemos guerra e paz, vemos vontade e desalento, vemos tanta coisa e a acontecer em tão pouco tempo que torna tudo mais rico, interligado e interessante. As lutas internas de Thorin, os restantes anões da companhia a verem o seu líder a ficar perdido, os restantes povos a tentar argumentar com anões (como diz o Bilbo: são seres difíceis de lidar, com cabeça rija, muito chatos mas depois são bons e generosos e seres fascinantes) e no meio de tudo um pequeno hobbit onde reside sempre a resposta para os maiores problemas, seja por ter o que se procura ou por conseguir passar invisível no meio de uma guerra a acontecer.

Eu gostei do filme, gostei do fim que dão depois de seis filmes em que andamos pela Terra Média - o fim mesmo foi lindíssimo, com o passar dos anos e a ponte entre o Hobbit e o Senhor dos Anéis, gostei dos pequenos pormenores que não ficam esquecidos e que os mais atentos apanham e ficam satisfeitos (adorei o ver do lenço quando chega a casa), enfim... É um filme bastante completo, é grande e tem muita coisa a acontecer ao mesmo tempo, temos de lidar com várias componentes da história da melhor maneira que conseguirmos e aproveitar aquele que é, por agora e sinceramente gostava que assim se mantivesse, o último filme que passeia por estas terras.

Eu que ainda não li o Silmarillion ainda não percebi tudo mas quando tratar disso vejo os seis filmes em modo vício e ficarei contente!


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

[leituras] 1984




Título: 1984

Autor: George Orwell
Páginas: 326
Ano: 1949

Há anos, muitos muitos anos que ando atrás deste livro. Andar atrás é como quem diz, já o poderia ter lido antes mas acabei sempre por adiar, por achar que encontrava uma altura mais propícia, enfim, desculpas e mais desculpas e o tempo foi passando sem pegar neste 1984.

A curiosidade que tinha acerca deste livro era provavelmente a maior que já tive acerca de algum. Tudo o que ouvia e sabia sobre o livro me parecia fascinante, brilhante e com um potencial interminável de ser um dos melhores livros que já li.

Resoluções de ano novo nunca me souberam tão bem como este ano: puramente literárias e ter começado com este livro agora ainda me parece mais certo do que alguma vez imaginaria.

Mas bem: o livro! Logo desde o início que nos é apresentada uma realidade bem diferente da que conhecemos. O mundo é um sítio muito mais mortiço e sem vida onde os seres humanos que se encontram não agem como tal, são meros bonecos completamente controlados ao longo das suas vidas. Mais que não seja o exemplo mais flagrante é que não existe, quase de forma completa, a noção de privacidade. Em qualquer sítio onde uma pessoa passa existem telescreens que vigiam tudo. Se não os houver há escutas, espalhadas e plantadas onde menos se poderá esperar. Nada pode ser feito ou dito sem que seja observado.

E por muito estranho que seja escrever isto essa parte nem foi das que me fez mais comichões no Tico e no Teco. Este é um livro estupidamente rico e que transmite com bastante força a ideia daquele mundo mas há determinadas coisas que no meu pequeno cérebro são demasiado grandes para serem concebidas.

Uma das coisas que quando li fiquei completamente parva a reler umas poucas de vezes a ver se tinha percebido bem foi a história da História. Basicamente a História foi abolida. Como? Sendo apagada e reescrita de acordo com o que se passou a seguir. Não é concebível que se sabemos que a Terra é redonda haja livros que digam o contrário. Esses livros serão apagados e reescritos de acordo com os novos desenvolvimentos. Se amanhã se descobrir que afinal é piramidal depois de amanhã já ninguém sabe que "foi" redonda. Para todos os efeitos, em todos os registos possíveis e imaginários a Terra sempre foi piramidal e ninguém poderá dizer o contrário.

A História deixa assim de existir, não há registos do passado, são constantemente renovados. O nó mental que isto me dá é indescritível e nem vou tentar dizer mais nada. É uma realidade e um conceito que me assusta até à medula.

Mas andamos a ver o que um homem que pensa - um mal horrível, punível por lei - e que começa a ver que as coisas à volta dele se passam de maneira errada. O povo, os que são considerados como os restos, os que estão à parte da civilização são afinal os que conservam a sua condição natural, os que mantém parte da sua liberdade e da sua capacidade de ser humano. A tentativa de encontrar alguém como ele, com todos os perigos que isso acarretaria, o finalmente conseguir e as voltas que são dadas para que se consiga manter é uma coisa que me pareceu estranha e ao mesmo tempo interessante. Temos uma liberdade muito completa na nossa vida, coisas que nos são livres de escolher e que são tão banais que nem as consideramos como parte da liberdade que apregoamos ter. Ali não há nada, nenhuma parte é livre, Big Brother is always whatching you!

Olhando para trás e pensando no que li é fácil de dizer que a escrita é muito boa, simples mas bonita, sem grandes floreados ou voltas estranhas, bastante corrente sem ser banal. A juntar a isso tem uma capacidade surpreendente, principalmente na terceira parte, de nos agarrar ao livro e não deixar largar. Dá vontade de saber o que mais pode ainda acontecer.

Eu consegui ser tão agarrada para dentro do livro que dei por mim a ter um momento em que literalmente saltei com o que tinha acabado de ler. Um momento pacato, calminho, onde estamos só a acompanhar uma conversa e de repente há mais uma voz que se ouve, que não devia estar lá e automaticamente sabemos que todos os planos que estivemos a acompanhar estavam furados. O cenário de calma e a maneira como nos descrevem tudo fazem com que sejamos mais uma parte daquela conversa, sabemos o que se passa, os riscos, os prós e contras e de um instante para o outro, com uma simplicidade tremenda o mundo desaba, para eles e para nós.

Há poucos livros que me tenham dado uma perspectiva tão completa e interior de uma situação semelhante. A única coisa que posso dizer é que é um livro fascinante, uma obra brilhante que merece todo o crédito que lhe dão. Se dúvidas havia, dúvidas deixou de haver. Um dos melhores livros que já li e que me fazem gostar tanto destes papeis sujos de tinta a que gostamos de chamar livros. 




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

[leituras] The 500 hats of Bartholomew Cubbins




Título: The 500 hats of Bartholomew Cubbins
Autor: Dr. Seuss
Páginas: 56
Ano: 1938

Eu bem disse que ia continuar a ler Dr. Seuss, fiquei curiosa e já agora leio uns poucos te tenho por aqui. Não são muitos, são pequeninos e eu divirto-me enquanto os leio.

Devo dizer que gostei mais deste do que dos pobres Greens Eggs and Ham. Aqui temos o jovem Bartholomew que só tem um chapéu. Um simples chapéu que já vem de família e é com ele que anda no seu dia a dia sem nunca suspeitar que fosse de alguma maneira mais do que um simples chapéu.

Certo é que um dia o Rei passa na sua carruagem pela rua e claro que quando o Rei passa tem de haver uma postura humilde e "serviçal" e claro que quem usa chapéu tem de o tirar, faz parte da conduta respeitosa pelo seu superior. 

Mas é aqui que todo o mal começa. O pobre Bartholomew bem que tira o chapéu mas outro fica na cabeça. E ele continua a tirar mas há sempre um chapéu a cobrir-lhe a cabeça. Mas quantos chapéus terá o rapaz na cabeça? O Rei tentou de tudo para fazer com que o chapéu saísse mas não havia meio.

É uma história simples e engraçada que me soube bem a ler. É a típica historinha de criança, com um evento paranormal e as milhentas maneiras que a imaginação consegue pensar para o resolver. Não vale a pena dizer mais, é um livro de crianças e é na sua simplicidade que está todo o prazer que tiro delas! 




domingo, 18 de janeiro de 2015

Sei lá, é a evolução das leituras ...

Ler está ligeiramente na moda e desta vez posso-me considerar uma grandessíssima hispter: eu já lia antes de ser fixe (acompanhar com um olhar matador e um dedo a passar nos lábios).

Eu que não gosto de modas até nem me vou queixar - muito - desta nova. Ao menos as pessoas leem. Infelizmente é complicado que leiam alguma coisa de jeito mas é um processo lento que acredito que possa dar bons frutos.

Mas isto tudo porque nos últimos tempos tenho visto várias campanhas de incentivo à leitura, de forma mais ou menos indirecta que acabam sempre por me surpreender mais que não seja por ser uma coisa que para mim é tão banal - no melhor sentido possível - que não percebo o porquê de todo o hype que anda por aí. Mas verdade seja dita: o McDonald's a dar livros como brinde (embora haja reacções que eu acho apenas tristes) ou um número crescente de eventos literários são coisas positivas que aos poucos vão incutindo a leitura na cabeça das pessoas, pode ser à base de martelo mas já diz o ditado que Água mole em pedra dura ...


Eu consigo ver coisas boas e más nisto tudo mas sinceramente quero acreditar que as boas conseguiram vencer a guerra contra as más. Mais que não seja esta onda pode trazer mais pessoas a ler e escrever e escrever é um assunto muito complicado. Desde miúdos que aprendemos a escrever mas fazer uma composição sobre porque é que gostamos do nosso cão pode não ser coisa para livro. Até podemos ter uma ideia gira mas daí a conseguir pô-la no papel em condições ainda há alguma distância. 


Infelizmente, por um lado, a possibilidade de textos serem transformados em livros anda cada vez mais a ser fácil e a quantidade de coisas que acaba por sair por aí começa a ser um pouco triste. Porque depois ler está na moda e muitos vão ler aquilo porque é um "livro", bom ou mau, interessante ou aborrecidissimo pouco importa. E eu até pensava que era eu a ser má mas não. Há mesmo pessoas que assumidamente não lêem nada pelo livro. Lêem para entreter e pouco lhes importa se a história é gira ou não, se está bem escrito ou não. Pouco julgam o livro. É um livro, deu para ler durante 1 semana, foi giro. E eu tenho pena que isto aconteça, é um desperdício tão grande e um desprestígio do material literário. 

Em compensação . e quero que isto sim seja a coisa a acontecer - também será mais fácil que rascunhos escondidos na gaveta comecem a aparecer. Que miúdos sejam criados com livros À volta e que desenvolvam gosto, quem sabe não se entusiasmem e aprendam coisas para depois serem eles a fazer mais. Estamos a cultivar a leitura e toda a cultura que daí vem nos miúdos desde pequenos, mesmo que seja no McDonalds. Isto pode ser muito bom. Podemos começar a dar mais importância e mais valor à palavra escrita. 

As coisas com o tempo têm tendência a mudar, para o bom ou para o mau logo se vê. Eu vou acreditar que é assim que as coisas vão endireitar e que mais coisas, sejam lá do que for, chamem os livros para a ribalta! Eles merecem! 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

[cinema] Porco Rosso



Título: Porco Rosso ("Kurenai no buta")

Argumento: Hayao Miyazaki
Realização: Hayao Miyazaki
Duração: 94 min
Ano: 1992


O primeiro filme que vi de Miyazaki foi o Viagem de Chihiro que me deixou completamente rendida: era estranho, era engraçado, estava bem feito e achei aquilo qualquer coisa doutro mundo - de forma bastante literal.

Agora indo conhecendo aos poucos os outros filmes do senhor noto que muitos não são tão estranhos. E isso é-me estranho. Há sempre um qualquer pormenor de fora do nosso mundo, qualquer coisa que não vemos todos os dias mas sem dúvida que os filmes que tenho visto ganham muito mais por argumento, pelas personagens do que pela estranheza. É um ponto que existe, sim, mas não é o ponto principal. Muito longe disso, é quase aceite como a normalidade.

Mas bem, mais uma vez um filme sobre aviões. Desta vez um homem transformado em porco - a parte estranha porém normal do filme - que é um óptimo piloto e assim ganha a sua vida, desde que lhe chegue para continuar a viver na sua ilha, sozinho, enquanto bebe qualquer coisa. 

Claro que é um veterano de guerra que é procurado pela polícia italiana e é este grande drama - que se junta, não sei, se calhar, ao facto de ele ser um porco! - que gere o filme todo. O raio do mecânico do avião vermelho dele é italiano e não se mete aquele avião em mãos alheias, se é preciso ir a Itália, vai-se, mesmo tendo a cabeça a prémio.

Pelo meio o mecânico está a ficar velhote mas tem uma neta que lhe segue as pisadas, e muito bem. E para além de ser jovem e rapariga é espevitada e de ideias fixas - my kind of girl. Resultado, já que Porco quer fugir rapidamente sem testar o avião não há qualquer problema: ela desmonta uma parte dispensável e vai com ele num cantinho. Não vai deixar o trabalho sair sem estar experimentado, então vai também na experimentação. 

Sei que o filme é engraçado, com piratas do ar mais mariquinhas que as miúdas de primária que raptam, um amor escondido durante anos, uma moça arrebitada (com um rabo maior do que parece, segundo palavras dela) e um homem porco.

Gostei bastante de ver tudo isto, parece que não é muito mas está tudo bem organizado, bem ligado e que no fim dão um filme divertido e interessante. Sem dúvida que foi uma óptima ideia ver mais coisas de Miyazaki porque este senhor é realmente qualquer coisa!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

[leituras] Marvels



Título: Marvels
Argumento: Kurt Busiek
Arte: Alex Ross
Páginas: 222
Ano: 1994


Não fazia ideia do que ia encontrar neste livro apenas tinha a indicação de que era bom. E não me enganaram, o livro é realmente muito bom. Vemos os super heróis e os eventos a volta deles pelos olhos de um fotógrafo, um freelancer que faz e baseia a sua vida em torno destas maravilhas - Marvels.

É engraçado ver a perspectiva de fora, das pessoas que olham para aquela as coisas estranha que acontecem. Porque vejamos: um vilão invade uma cidade e um super herói combate o. É desta perspectiva, herói-vilão, que vemos tudo a acontecer. Então e as pessoas "normais"? Pessoas que vem o sitio onde moram, as noticias, tudo, a rodar em torno e coisas espectaculares e que parecem irreais. E aqui vemos isso mesmo, o que vivem e sentem as pessoas que não são perdidas nem achadas nesta guerras.

Mas para isso temos quase um desfile de heróis. Aparece um pouco de toda a gente, ninguém quis faltar e isso só dá mais relevância ao que vemos aqui. Ver o comportamento das pessoas quando tudo o que é impossível lhe acontece à frente dos olhos é qualquer coisa. 

Mas independentemente de toda a história e o interesse que me despertou a arte foi realmente o que me deixou rendida. Desde a primeira página que me apercebi que havia algo de muito bom no que ia ver e ao longo do livro foi sempre uma constante. No fim desta edição temos a preparação e trabalho que uma obra de qualidade dá, e deu, mas em dúvida que os resultados foram brilhantes. Cor deslumbrante, ilustrações lindíssimas e correctas, cenários fabulosos. Tudo demasiado bom. A nível visual foi dos livros que mais me deixou de boca aberta a olhar para cada quadradinho com real espanto.

Estes nomes ficaram marcados e vou procurar mais coisas. Se a qualidade de outras obras for deste calibre têm uma fã devota.

Esta coleção da Marvel já me deu boas experiências e parece-me ter reunido bons exemplos do que se faz bem neste Universo. Ainda nem sei qual será o próximo mas não hei de esperar muito.