quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

[leituras] A vida numa colher [Beterraba]





Título: A vida numa colher [Beterraba]
Autor: Miguel Rocha
Páginas: 120
Ano: 2003

A Polvo é uma editora que poucas vezes me desilude, os livros editados costumam ter sempre uma qualidade bastante boa, tanto em cor, imagem ou argumento. 

Desta vez no meio do Alentejo Oligário constrói a sua vida num terreno primariamente baldio. Nada ali cresce com excepção das beterrabas, essas sim que crescem em proporções desmedidas. É nesse terreno que vai estabelecendo a sua casa e a sua família. A casa vai sendo construída ao mesmo tempo que filhas vão nascendo. Por muitas tentativas feitas nenhum rapaz acaba por nascer quando era esse o desejo daquele pai.

Aquela família cresce isolada, sem grande contacto com as maneiras de agir do mundo fora daquele terreno e quando o contraste se junta podem surgir situações interessantes.

Embora de uma maneira geral a ideia me tenha parecido interessante não me conseguiu chamar propriamente a atenção. A história embora curiosa não está bem explorada, não está clara e acaba por tornar a ideia geral confusa e pouco conexa.

Embora tenha gostado das cores utilizadas, muitos amarelos e vermelhos, a dar mesmo a ideia de sol, calor, searas, Alentejo, as imagens em si não me chamaram muito. Talvez isso também tenho influência naquilo que achei da história porque um bom livro de BD adequa bem as imagens com a escritas, ligam de maneira a que consigamos ler e ver o livro como uno. Aqui as imagens são esbatidas, pouco nítidas, com contornos algo grosseiros e para mim não jogou bem com a ideia a passar, tornou o livro mais pesado e menos ligado à terra. A cor que nos insere num sítio não joga com as imagens que nos inserem noutro.

O livro é engraçado e possivelmente lerei outra vez para tentar ter outra perspectiva da coisa mas por enquanto não me conquistou!


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

[leituras] As Mãos do Marido


Título: As Mãos do Marido
Autor: Adam-Troy Castro

Como já tenho dito várias vezes tenho alguns blogs e/ou amigos que já sei que têm os gostos muito como os meus. Já encontrei até alguém com gostos "tirados a papel químico" dos meus. Dá imenso jeito, assim já temos a pré-selecção feita, basta-nos ouvir essa pessoa a dizer : "Este livro é mesmo giro, devias ler" e pronto, nem se pensa muito no assunto. Aquele livro vai ser bom.

A juntar a isso gosto de coisas estranhas - basta ver o meu fascínio quando descobri David Soares - e se uma pessoa com gostos do meu tipo diz que algo é bom e estranho eu começo aos pulinhos!

Foi assim que descobri este conto, numa das BANG que tenho cá por casa, e que me conseguiu conquistar cada átomo no meu corpo. É tão estranho, tão surreal, tão esquisito e tão, mas tão bom!

A base de tudo é uma mulher que recebe em casa as mãos do marido num mundo em que partes do corpo podem ser associadas à personalidade da pessoa em causa e ver, pensar, comunicar como essa pessoa. São a pessoa mas concentrada numa parte apenas do corpo. Neste caso o que sobrou do marido depois da guerra foram as mãos. Um par de mãos com a consciência do marido, dentro de uma caixinha. Tem sensores na ponta dos dedos que permitem que veja o que se passa à sua volta. Consegue comunicar escrevendo o que quer dizer. Mas como é que se faz uma relação entre uma pessoa e um par de mãos?

Eu quando comecei a ler isto, a perceber o que estavam a fazer fiquei chocado, interessada e completamente colada ao conto. É uma ideia absolutamente horrível e ao mesmo tempo consegue-se perceber. Mas é horrível. Há "pessoas" que se resumem a um cubo de carne! Ew!

Mas é genial. Estas histórias com ideias completamente descabidas - serão? - são as minhas preferidas. Este conto foi uma leitura tão boa, tão estranha que tenho de ver se este Adam-Troy Castro tem mais coisas por aí que eu possa ler. Se forem deste calibre eu garanto que acabou de ganhar uma fã acérrima!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

[leituras] Um Começo de Vida



Título: Um Começo de Vida
Autor: Honoré de Balzac
Páginas: 184
Ano: 1842


Nunca tinha lido Balzac. Já tinha lido excertos e alguma coisa sobre o autor mas nada mais do que isso. Tinha uma ideia de que todos os livros seriam imensos e densíssimos quando dei por mim a descobrir um, antigo, pequenino e de leitura fácil. Não sabia nada sobre o que iria ler e o título também não deixava muitas pistas sobre o que fosse.

A escrita foi o que mais me cativou: aconteceu um pouco como o Lavínia, da LeGuin, em que a história não é assim tanto mas pela escrita vale a pena ler e com jeitinho reler até. Não é uma escrita demasiado elaborada, é bastante acessível, bastante fluída e intrinsecamente bonita. As frases são bem construídas, bem conjugadas e dão um resultado final para a leitura que realmente faz ter gosto em ler.

Como já disse a história não é especialmente rica, acompanhamos o crescimento de um rapaz, do seu estado mais infanto-juvenil de quem quer agradar e impressionar até se tornar um homem, digno e respeitável. Esta transição é feita muito à força: depois de uma primeira asneira começa a trabalhar de forma dura, parecendo estar realmente dedicado e a aprender finalmente a ter os modos decentes que se pretendem num homem mas infelizmente a tentação consegue ser muito difícil de negar e acaba por deitar tudo a baixo mais uma vez. Mas dizem que na terceira é de vez e assim foi. Endireitou a vida com a disciplina mais dura que podia ter: enveredou pela via militar e aí, tanto quanto sabemos, arranjou finalmente uma vida e conseguiu ter o ponto de partida para uma vida calma, sem excessos e confortável.

Num livro em que se nota a critica social, embora bem disfarçada, não temos muito mais que isto. O livro lê-se bastante bem e confesso que até agarra uma pessoa, consegue ser interessante mesmo sem ter muito para contar e isso é uma coisa que gosto sempre de encontrar num livro!

Vou investigar bem mais obras deste autor porque me parece que realmente ainda tem muito para me oferecer.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Temas do mundo!

Ao longo dos anos as temáticas chave das várias épocas têm mudado consideravelmente e com isso mudam-se os ambientes de todas as áreas possíveis. Ou seja, se nos anos 20 deu-se uma grande emancipação das mulheres as artes imitaram a realidade, adaptaram-na, retocaram-na mas era com muito disso que se falava  e tratava da altura, era o ponto alto do que se passava e como tal tinha de haver um grande relevo em várias áreas.

Estas temáticas têm sido várias, e podemos pensar até que ponto terão depois influência na sociedade em si, ou seja, já que uma temática "base" gere a maior parte do que é feito nas várias áreas - até porque é a forma de chamar mais pessoas - o seu aparecimento no que nos rodeia ainda reforçará esses temas, não? Não deixa que sejam esquecidos nem que os temas sejam desmotivados: há sempre qualquer coisa nova a chamar mais uma vez para o que quer que seja que esteja na moda na altura.

Eu confesso que sou completamente contra isto. Faz sentido, eu sei que sim, se eu sei que as crianças adoram a Violeta eu vou vender coisas da Violeta e sei que vou ter lucro. E não vou fazer só camisolas, vou fazer camisolas e copos e malas e chapéus e sapatos e orelhinhas de gato e pastilhas elásticas e massa e tudo o que tenho espaço suficiente para meter a cara da Violeta por lá! Eu percebo que isto é o que faz vender, é o que dá lucro às pessoas mas precisamos de ficar tão presos a cada época?

Eu acho que o meu mal é estar na época errada, anos 70 / 80 foram mais o meu estilo: ROCK AND ROLL BITCHES! E ok, eu não posso falar destes tempos porque ainda nem sequer era nascida mas daquilo que me chegou até hoje era muito do que geria aquele mundo, uma força imensa que a música levou - abençoada - e que acabava por contaminar uma boa parte da população.

No meio dos meus pensamentos sobre estas modas gerais por época comecei a pensar nas várias temáticas ao longo dos tempos e claro que acabei por ter várias dificuldades em fazê-lo mais que não seja porque não vivi aquela era. A minha é a de agora e ainda sou demasiado nova para falar de outra que não seja o que estamos a viver agora. Do que vou conhecendo pelo que a história conseguiu reter tenho umas ideias, como já expus acima mas como é óbvio basta vir alguém com mais 20 anos que eu e dizer que não que não terei mais bases em que me fundamentar que não seja a minha perspectiva de espectadora.

Mas então de que época é que posso falar com mais segurança? A que vivemos hoje. E sinceramente não tenho de me esforçar nem um bocadinho para dar uma resposta. O que é que vemos em todo o lado? O que é que mesmo que queiramos tem uma "importância" ridícula na sociedade global - sim, não é num país ou dois, é no mundo? Simples: sexo!

Pode ser dito que o sexo sempre teve importância e eu digo: Claro que sim! Mas nunca teve uma relevância como hoje. O sexo já foi tabu e andava nas bocas do mundo na mesma, não havia maneira de lhe escapar, é uma necessidade básica que sendo socialmente proibida ou não é inevitável que continue a acontecer. Mais que não seja as espécies têm de se reproduzir. Mas lá está, em todas as épocas - Todas sem excepção - o sexo teve uma influência substancial mas nunca foi tão gratuito como hoje em dia. 

Num dos livros que já li de Guy Delisle ele faz um comentário que achei curioso, diz qualquer coisa do estilo "Antigamente um homem ainda tinha de se esforçar para ver um rabo feminino. Agora as mulheres andam de tal forma que não há esforço nenhum. Eles andam aí à mostra". E é mentira? Só algum agorafóbico iludido por sítios estranhos da internet - digo sítios estranhos porque os mais normais também estão cheios do mesmo - é que pode realmente acreditar que saindo à rua não vai conseguir ver rabos por todo o lado e mamas a saltar.

Eu sou uma rapariga jovem, nem devia estar a falar disto e muito menos sentir-me indignada com toda esta situação, mas sinto. Porquê? Simples: porque já mais nada importa!

A única coisa que as pessoas conseguem pensar é sexo, de uma forma ou de outra. As crianças na escola primária têm comportamentos que só deviam ter muitos anos depois. Vestem-se e agem forma completamente errada para a idade. Uma criança que chegue aos 14 anos já teve pelo menos uns 4 namorados. Não! Isso é errado! Deviam eram andar a brincar e estar ainda na fase do "Dar um beijo na boa? Que nojo!". E isto já quase não existe. E se as crianças já estão envolvidas a este nível os adultos não serão piores ainda.

As relações já não se constroem numa base de sentimento, já não se constroem numa base de amor. Isso não existe. A única coisa que existe é "Este gajo é mesmo jeitoso" com "Esta gaja é mesmo jeitosa" e aqui temos uma relação. Serve para quê? Por coisas em sítios mais nada. Se der para ser mais do que dois ainda é melhor! Mais coisas em mais sítios. Não! Isto está errado! E isto é incutido na cabeça de toda a gente. Isto é que é o expoente máximo de prazer! Isto é que faz sonhar milhões! Isto é que mostra o quão bom alguém é!

Isto chateia-me solenemente. Irrito-me com frequência com este tipo de assuntos porque queira ou não é a sociedade onde vivemos, sociedade em que olhando para a televisão em horário nobre temos pessoas nuas, ou quase, temos strips nas novelas, temos mesmo sexo explicito, se alguém achasse que estava a faltar.  E porquê? Qual é a necessidade disto? Eu pessoalmente não percebo e muitas das vezes a minha única vontade é encontrar um sítio menos sexualmente explícito para pura e simples ente deixar de ter este contacto directo com isto. Eu não estou a sugerir que o sexo volte a ser tabu, antes pelo contrário, deve ser falado e abordado com parte imporatnte da vida de qualquer um, que merece respeito e atenção como qualquer outro assunto importante. Mas lavar os dentes também é importante e no entanto não vejo ninguém a ficar completamente maluco só de pensar em ir várias vezes ao dentista na mesma semana. A vários dentistas. Ter os dentes mesmo muito bonitos e saudáveis. Graaaaw!

Isto está enorme e em modo rage mas é uma situação que me irrita solenemente e queira ou não sou obrigada a ser confrontada com ela todos os dias em todas as situações possíveis. Coisa qu dispensava, de todo. 

Não é que isto mude alguma coisa, as pessoas vão continuar a andar nuas na rua, vão continuar a dar muito mais importância às partes físicas das coisas e muito menos às psicológicas, as músicas para vender vão continuar a ter gajas nuas em modo twerk e gajos nus suados, os filmes vão ter sempre cenas de sexo - se então forem duas mulheres ou números superiores a 2 de intervenientes são blockbuster completo - e qualquer outra coisa que seja feita.   

Enfim, ainda não abriram os voos para planetas isolados. Quando assim for compro um e vou para lá sozinha. Ao menos não me chateiam nem corro o risco de levar com uma mama na testa de cada vez que saio à rua.





sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

[cinema] Blood Sucking Freaks




Título: Blood Sucking Freaks

Realização: Joel M. Reed
Argumento: Joel M. Reed 
Elenco: Seamus O'Brien, Viju Krem, Luis de Jesus
Duração: 91 min
Ano: 1976


Ás vezes aparecem-me coisas estranhas várias à frente e eu tenho tendência para ver o que são e investigar um bocadinho mais. E às vezes arrependo-me.

O Sr. Sardu apresenta um espectáculo de torturas macabras. As pessoas acreditam ser representação mas a verdade é que usa pessoas que são realmente torturadas e mortas.

O sangue é de muito má cor, assim alaranjado, ainda pior que o do Sweenie Todd. Os momentos em que é suposto estarmos a ver momentos de tortura conseguimos perceber que são completamente mal feitos. Num dos momentos em que estão a mostrar uma mão a ser cortada, primeiro estão com a serra de um lado e num close up já está do outro lado. Um anão muito estranho que corta as moças e que ainda come olhos e sei lá mais o quê? Quando é suposto terem ferros a pressionar seja lá que parte do corpo nota-se que estão bambos. 

Enfim, este filme não tem ponta por onde se lhe pegue. É que podia ser desengonçado de uma maneira de tal forma interessante que fosse um pouco como o Human Centipede 2 mas não, é só mau.

É que vá, a ideia podia ser boa mas se fosse ligeiramente bem feita! Aqui caem muito nos erros de filmes de terror by the book: muito sangue, coisas nojentas, close ups de momentos chave (mal feitos é um toque essencial) e ainda as personagens muito estranhas que nos fazem repensar a possibilidade de colonizar Marte.

Basicamente esta foi uma experiência falhada. O filme é só mau, não tem qualidade nem ponta por onde se lhe pegue. Muitas são as críticas que já encontrei com todo o significado por trás do filme e a revolta que deve causar e as causas que deve incitar. A isso eu digo apenas: balelas!

Não é por eu fazer um filme mau que ele passa a ser bom se o virmos por uma perspectiva de crítica e sei lá mais o quê. Enfim, não gostei.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

[leituras] Tony Chu - Detective Canibal (Volume 1)


Título: Tony Chu - Detective Canibal (Volume 1) 
Argumento: John Layman
Desenho: Rob Gullory
Páginas: 128
Ano: 2009

Pois que nos últimos tempos apareceu que nem entidade angelical a G.Floy a editar livros de banda desenhada, bons livros de banda desenhada, em português e numas edições bem jeitosas! Este Tony Chu vem na fornada que já anda por aí em todo o lado!

A primeira impressão com que fiquei foi que isto havia de ser completamente marado. Um detective canibal? Come as provas para descobrir coisas? Ew!

A segunda impressão foi que aquele tipo de ilustração e especialmente de jogo de cores não me era estranho. Ao ler apercebi-me do porquê: tem um estilo parecido aos livros de Dog Mendonça e Pizzaboy, com grandes focos nas cores, cores fortes que fazem um contraste engraçado e torna as imagens mais realistas e mais destacadas! Aqui as cores não são tão berrantes mas também se nota uma força muito grande a vir desses lados.

Tony Chu é cibopático: "Isso quer dizer que ele pode dar uma dentada numa maçã, e sentir na sua mente em que árvore ela cresceu, que pesticidas foram usados nela e quando foi apanhada. Ou pode comer um hamburguer, e ter um flash completamente diferente." Resultado? Basta-lhe provar o sabor do sangue de alguém para saber tudo o que queira dele o que pode dar muito jeito se for um qualquer bandido.

Quando descobre que a moça que andava a encontrar na rua é saboescriba, ou seja, descreve de tal forma aquilo que come que quem lê consegue realmente saborear o que ela saboreou fica deliciado, apaixonadíssimo.

Depois toda a história se passa num mundo apanhado pela gripe das aves ao mais alto nível o que leva a que não se possa comer frango - a não ser recorrendo ao mercado negro.

A edição é lindíssima com as capas a dividir capítulos a serem bem feitas, prólogos "estranhos" mas curiosos no início de cada capítulo e ser bonita de uma maneira geral. Folheamos o livro e notamos que há ali um trabalho muito bem feito, bem organizado e com muito potencial.

Este Tony Chu - pena que não mantém a piada do nome no original de Chew - é sem dúvida um achado e estou bastante curiosa com as coisas que este rapaz ainda vai descobrir. E sabe-se lá a comer o quê!


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

[leituras] Capitão América - O Soldado de Inverno (Parte II)



Título: Capitão América - O Soldado de Inverno (Parte II)
Argumento: Ed Brubaker
Desenho: Steve Epting, Michael Lark, John Paul Leon, Lee Weeks, Stefano Guaudiano, Rick Hoberg
Cor: Frank D'Armata, Matt Milla

Depois de ter lido o primeiro e ter achado que sim senhor, aquilo não foi tão execrável como a personagem principal costuma ser tinha de pegar no segundo e ver o que daqui vinha.

Continuou bastante interessante, continuamos com um Capitão América pouco seguro do que se passa, confuso com as possibilidades de que o seu melhor amigo afinal está vivo e a trabalhar contra ele e sem poder sequer confiar muito nele próprio.

Os dilemas que se juntam nestes dois livros são interessantes e estão muito bem explorados. Acabamos por partilhar um pouco dos sentimentos do moço das asinhas da cabeça: o que se passa? O Red Skull morreu? É mesmo o Bucky que anda por ali? O que lhe fizeram? Como? Porquê?

Andamos um bocado às aranhas mas não de uma forma que se torne chata mas antes que dá vontade de espreitar as páginas que vêm a seguir para ver o que raio se passa. E isso é tão bom!

Os livros conseguiram-me prender, têm ilustrações bem feitas, bem adaptadas à história que contam, os flashbacks que já tinha falado a continuarem a ser uma parte importante e enriquecedora - e acho que prefiro a arte dos flashbacks à do resto -, as cores estão interessantes, ou seja, a nível gráfico está um bom trabalho embora nada que achasse soberbo. A história tem conteúdo, não está aborrecida, está bem explorada, bem pensada e funcionou muito bem. Isto vindo de alguém que não gosta de Capitão América é qualquer coisa!

Este segundo achei um pouco mais fraco que o primeiro mas ainda assim merece ser lido. Uma boa obra que quase me deu esperança para esta personagem. Quase.. Mas ainda não foi desta!