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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

[leituras] Tony Chu - Sabor Internacional (#2)

Título: Tony Chu - Sabor Internacional (#2)
Argumento: John Layman
Desenho: Rob Guillory
Páginas: 128
Ano: 2010

Há coisas que têm um ar Jules-estranho e que são bem aceites por pessoas não estranhas. Tony Chu é um bom exemplo destas coisas!

A ideia é terrivelmente estranha e peculiar mas é um nível tal que se torna só bom! O primeiro livro mostra logo bem o tipo de história que vamos ter e não consegue ser menos do que engraçadíssimo, teasing e nojento como a porra!

Sim, não vamos ter ilusões: é um tipo que come provas para ver o que passou. Isso pode envolver muita coisa! Muita coisa mesmo, como se vê neste segundo livro. 

Mais um bocadinho onde vemos um Chu (tenho tanta pena que tenham tirado o Chew em português... É um trocadilho fantástico!) com mais atitude, que não come e cala (get it? get it? get it?) e que vai dar o tudo por tudo para resolver o caso que o anda a azucrinar.

Ainda por cima já não há frangos! Onde é que já se viu um mundo sem frangos?

Aparecem personagens novas, há revelações... interessantes, lá pelo meio. Até temos um ataque de raiva cheio de sangue por todo o lado. O que é que pode haver de mau nisto?

Confesso que a G Floy soube escolher as sagas a editar, porque tanto os Saga como estes Tony Chu são espectaculares e valem bem a pena!

BD is not dead! - The good kind!


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

[leituras] Tony Chu - Detective Canibal (Volume 1)


Título: Tony Chu - Detective Canibal (Volume 1) 
Argumento: John Layman
Desenho: Rob Gullory
Páginas: 128
Ano: 2009

Pois que nos últimos tempos apareceu que nem entidade angelical a G.Floy a editar livros de banda desenhada, bons livros de banda desenhada, em português e numas edições bem jeitosas! Este Tony Chu vem na fornada que já anda por aí em todo o lado!

A primeira impressão com que fiquei foi que isto havia de ser completamente marado. Um detective canibal? Come as provas para descobrir coisas? Ew!

A segunda impressão foi que aquele tipo de ilustração e especialmente de jogo de cores não me era estranho. Ao ler apercebi-me do porquê: tem um estilo parecido aos livros de Dog Mendonça e Pizzaboy, com grandes focos nas cores, cores fortes que fazem um contraste engraçado e torna as imagens mais realistas e mais destacadas! Aqui as cores não são tão berrantes mas também se nota uma força muito grande a vir desses lados.

Tony Chu é cibopático: "Isso quer dizer que ele pode dar uma dentada numa maçã, e sentir na sua mente em que árvore ela cresceu, que pesticidas foram usados nela e quando foi apanhada. Ou pode comer um hamburguer, e ter um flash completamente diferente." Resultado? Basta-lhe provar o sabor do sangue de alguém para saber tudo o que queira dele o que pode dar muito jeito se for um qualquer bandido.

Quando descobre que a moça que andava a encontrar na rua é saboescriba, ou seja, descreve de tal forma aquilo que come que quem lê consegue realmente saborear o que ela saboreou fica deliciado, apaixonadíssimo.

Depois toda a história se passa num mundo apanhado pela gripe das aves ao mais alto nível o que leva a que não se possa comer frango - a não ser recorrendo ao mercado negro.

A edição é lindíssima com as capas a dividir capítulos a serem bem feitas, prólogos "estranhos" mas curiosos no início de cada capítulo e ser bonita de uma maneira geral. Folheamos o livro e notamos que há ali um trabalho muito bem feito, bem organizado e com muito potencial.

Este Tony Chu - pena que não mantém a piada do nome no original de Chew - é sem dúvida um achado e estou bastante curiosa com as coisas que este rapaz ainda vai descobrir. E sabe-se lá a comer o quê!