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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

[leituras] Charlie and The Great Glass Elevator


Título: Charlie and The Great Glass Elevator

Autor: Roald Dahl
Páginas: 166
Ano: 1972

Pela primeira vez consegui ler um livro do Dahl sem que tenha partes estupidamente tristes capazes de amolecer o coração mais gelado do universo.

O que vale é que sendo este uma continuação do Charlie and the Chocolat Factory a parte triste já ficou no outro e este pode avançar para as partes giras/estranhas/mirabolantes.

Porque a personagem do Willy Wonka é completamente excêntrico mas adorável ao mesmo tempo. 

Desta vez vão no elevador de vidro com toda a família: Mr. Wonka, o pequeno Charlie, todos os 4 avós e ainda os pais. Oito pessoas num elevador que os leva nas mais loucas aventuras, indo parar ao espaço, visitando o hotel espacial prestes a inaugurar, ser confundidos com aliens e enfrentar mesmo aliens. 

À parte disso também há comprimidos para rejuvenescer, para envelhecer e pessoas que ficam com idade negativa. 

É tudo muito estranho, não é? Mas é genial. Eu gosto de ler Dahl por isto, pela capacidade de imaginação tão típica de uma criança, de fazer as coisas simples. Aquela ideia de que alguém consegue andar no tecto até que alguém lhe diz que isso é impossível e ele deixa de o conseguir. Dahl continua no tecto, e recusa-se a ouvir quem quer que seja. É isso que para mim faz destas leituras sempre momentos tão interessantes e divertidos. 

As histórias não fazem sentido? Fazem, têm é de ser vistas com uns olhos diferentes dos que costumamos usar. 


quarta-feira, 3 de junho de 2015

[leituras] James and the Giant Peach

Título: James and the Giant Peach
Autor: Roald Dahl
Páginas: 160
Ano: 1961

Roald Dahl é um escritor de coisas absolutamente deliciosas. Li o Charlie e a Fábrica de Chocolate há não muito tempo e fiquei curiosa para pegar noutras coisas.

Nota-se um ponto muito forte e muito característico: que raio de histórias mais tristes! Já no Charlie eu tinha achado que não estava com nada terem uma história tão má para o pobre pequeno e aqui ainda conseguem ser piores. O Charlie era extremamente pobre e a família tinha muitas dificuldades em por comida na mesa, mas eram uma família unida e que se dava bem. Ao menos havia amor naquela casa. Aqui o pobre James ficou sem os pais e teve de ir viver com duas tias que fazem dele escravo. Coitada da criança, não tem um miminho qualquer, durante anos e anos. O meu coração não gosta de maus tratos infantis, não tenho culpa.

Mas o que vale é que magia acontece e um pêssego gigante cresce no quintal desta casa. O que ninguém diria era que este pêssego seria o meio de transporte de James (e dos seus novos amigos) para uma aventura gigante com gaivotas e tubarões à mistura. 

O livro é completamente adorável, é super triste quando pensamos naquilo que uma criança passaria naquelas condições MAS é um livro tipicamente bonito e interessante. O Dahl tem destas coisas, amolece-nos o coração ao nível de manteiga ao Sol em Agosto e depois é que se lembra de fazer uma história em cima disso e, vá lá, que depois as coisas acabam em bem! 

Estes livros são pequeninos, são leituras muito rápidas e que sabem tão bem para aliviar do que quer que seja que se ande a ler. É leve, é bem escrito e sabe bem, acalma os ritmos literários. Eu sou fã de fazer estas pausas estratégicas e já que vou tendo destes livros a jeito de vez em quando não resisto!