Autor: Ken Follet
Páginas: 383
Ano: 1978
Poucos são os meus amigos que lêem por isso tenho de os preservar com carinho que às vezes dão um jeito desgraçado, seja para comentar livros ou para dar sugestões.
Desta vez foi exactamente isso: uma amiga minha sugeriu-me um Ken Follett. Eu acedi, tanto que dizem que o homem é genial e os livros são tão bons que me decidi a ver como era aquilo.
O Estilete Assassino foi o livro recomendado e lá comecei eu a ler. Passa-se durante a segunda guerra mundial, com os preparativos alemães e ingleses para o dia D. Há espiões dos dois lados, há estratégia a ser delineada dos dois lados e acompanhamos em especial um espião alemão, o melhor espião, o único em quem Hitler confiava. Descobre que algumas das informações que os alemães recolheram foram forjadas e o destino da guerra pode estar exactamente nas decisões tomadas a partir disso. O que temos no livro é esse dito espião, Die Nadel, ou o Assassino do estilete, a tentar entregar as informações à sua pátria que tanto precisava delas. Sinceramente, não há mais nada.
A história era resumível num conto de 10 paginas, no máximo. Fez-me imensa confusão que um livro de 400 páginas tivesse tão pouca coisa quando espremido. Ok, eu estou mal habituada e gosto de livros "densos" mas isto pareceu-me demasiado leve. Além disso, mais um ponto que me desagradou foi a escrita: que coisa tão banal! Não tem qualquer beleza literária, não tem nenhum tipo de escrita. São palavras juntas em frases, da forma mais banal e aborrecida que possa haver.
Não vou dizer que o livro e péssimo e que o autor não sabe escrever, até porque foi o primeiro livro que li dele, mas não é autor que me fascine e provavelmente não terei grande vontade de pegar noutro livro dele tão cedo.
Comentando com a dita amiga que mo sugeriu o que tinha achado do livro ela disse algo que poderá ser o que se passou aqui: não é um livro denso, é bastante levezinho, e é mais por aí que as pessoas gostam disto. Livros leves, lêem-se bem, as pessoas percebem tudo, e tendo mais coisas ficavam "mais cansativos". São gostos.
Eu raramente gosto de livros que estão muito em voga e aqui lembrei-me porquê: muitas das pessoas que lêem não querem grandes enredos, coisas densas e que as vezes até são desafiantes de ler. Querem pegar num livro, não demorar muito a ler, perceber a historia toda sem grandes problemas, tudo tem de estar bem lá escrito, e a parte de beleza literária poucos são os que se importam. Livros comerciais, escritos quase mecanicamente. Meia dúzia de pontos principais que tem de ser cumpridos e depois saem uns cinco calhamaços por ano, para grande contentamento dos leitores e das editoras que metem tudo ao bolso.
Este e um caso desses. Follett não me convenceu, não me fascinou de maneira nenhuma e é meramente uma leitura banalíssima boa para quem quer passar um bocado a ler mas não se importa muito com o que seja.