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quarta-feira, 20 de abril de 2016

[leituras] Saga (Volume #1-6)

Título: Saga
Argumento: Brian K. Vaughan
Desenho: Fiona Staples
Páginas: 150 (média)
Ano: 2012 - 2015 (on going)

Eu já nem sei como é que descobri Saga, mas ainda me lembro que independentemente de como quer que tenha sido, fiquei fã à primeira.

E acho que já o tinha feito antes, mas agora que alguém comprou o quinto, tive de ler tudo outra vez. E quando vier o sexto é mais do mesmo. Sacrifícios que uma pessoa tem de fazer pelo bem das suas leituras. Enfim...

Estes livros são uma benção para quem gosta de BD. São diferentes, são trabalhados, são bonitos, são interessantes, são tanta coisa junta que não sei por em condições todas as vantagens destes pequenos.

Somos guiados ao longo da vida da pequena Hazel, desde o nascimento, e vemos todas as adversidades que ela, os pais e quem se junte a eles tem de ultrapassar se quer sobreviver. As guerras entre planetas, com asas, sem asas, com cornos, sem cornos, com cabeças de televisão ou pernas de aranha, não importa, anda tudo em guerra, querem-se matar uns aos outros e a pobre Hazel está no centro de tudo. O fruto do amor de asas com cornos, que ela tem sem ainda saber o que significam.

Mas se nos primeiros livros ainda nos estavam a construir um mundo, uma localização e a apresentar quem seriam os principais intervenientes nestas brincadeiras todas, agora começamos a ir mais a fundo e a ver as coisas a complicar-se ainda mais. Fugir é complicado, quando encontram uma aberta parece que as coisas estabilizaram e que podem viver de forma sossegada por uns tempos, pelo menos, já que os grandes perigos estão dispersos por um bocado. O mal é que não existe só aquele perigo mais óbvio, e no momento em que esse deixa de ser o foco há outros que aparecem onde parecia que tudo estava bem.

E voltamos ao ponto de desiquilibrio novamente e acontece qualquer coisa que dá uma cambalhota à história.

No meio disto tudo, e com tanta coisa a acontecer a constante é a fofura do raio da pequenita que de cada vez que abre a boca tem sempre algo adorável para dizer. Uma inocente que é apanhada nas maluquices dos "crescidos".

Digam o que disserem eu adoro este livros. São interessantes, cativantes e porra não caiem na mesma rotina do que é feito e refeito e volta a ser feito! É inovador e uma lufada de ar fresco na literatura!

Obrigada Vaughan e Staples! You guys rock!

quarta-feira, 11 de março de 2015

[leituras] Saga (#4)


Título: Saga (#4)

Argumento: Brian K. Vaughan
Desenho: Fiona Staples
Páginas: 144
Ano: 2014


Quando descobrimos um livro de que gostamos realmente acabamos por querer mais e mais e continuar a acompanhar aquela gente e aquela história e saber mais e mais.

Quando encontramos sagas porreiras e vamos acompanhando praticamente desde o inicio acaba por ter um gostinho especial.

Foi o que aconteceu com esta Saga Saga... O primeiro livro conquistou-me de morte e aqui ando, sempre à espera que saia o próximo - e que o meu namorado os compre, já que é ele que está a fazer a colecção.

Desta vez ele teve um golpe de cavalheirismo como poucos foram vistos em toda a história: entre dois mega bookworms com uma paixão enorme por este livro ele deixou-me lê-lo primeiro. Há lá coisa melhor e mais romântica *.*

"I beg your fucking pardon" é muito assim que começa, com um nascimento cheio de sangue - azul - de um ser com cabeça em forma de monitor a ser assistido por um médico crocodilo. Saga é isto: espécies que não fazem sentido nenhum, numa história estranha, mas tão estranha que se torna estupidamente boa.

Encontrar a pequena Hazel, já crescidinha, que acompanhamos desde a concepção atribulada, passando pelo crescimento ainda pior e que agora ainda por cima está naquela idade fofinha em que são irritantemente adoráveis. Com os seus corninhos pequeninos e as suas asinhas raquíticas. 

Entre capítulos vão-se deixando assim umas frases soltas que nos deixam a pensar. Muito. Com lágrimas nos olhos. Eu pelo menos no fim do primeiro capítulo recapitulei a minha vida e pensei se é bom meter-me em sagas e gostar imenso delas. Porquê? Mais cedo ou mais tarde cortam-nos o coração em pedaços ínfimos. Até pode não ser muito mas criamos hábitos que depois são difíceis de cortar. São picanços, deixam assim umas falas que nos deixam a imaginar e a pensar no que raio se vai passar. Muito bem jogado, caro autor, mas quando não sei quando vou ler o próximo ainda me pode dar um enfarte agudo do miocárdio. Depois quero ver de quem é a responsabilidade. Enfim.

Achei que este livro está a enveredar mais pela componente estranha que os livros nos habituaram. Tem momentos mais aleatórios, que nos deixam mais aparvalhados do que outra coisa, mas depois tem contexto, verdade seja dita.

No meio disto tudo o pior (não sendo mau) é que continua a cativar e a interessar e não desiludir. Dá vontade de ler mais, vontade de saber o que mais vai acontecer a esta família. É demasiado estranho e bem feito para ser doutra maneira, consegue fazer uma história muito bizarra e dar-lhe ares igualmente bizarros que no contexto final resulta numa bela duma obra, inesquecível. Mas até sabermos mais coisas temos de esperar.

Custa, mas depois sabe bem.





domingo, 9 de novembro de 2014

BDs que marcam

Mais uma vez meto-me para aqui a falar de BD mas o que é certo é que gosto mesmo deste estilo e já que está em crescimento vamos dar-lhe mais uma força.

 Já li uma boa dose de BD, umas que adorei e que estão sem qualquer dúvida no meu top de livros, e outras que também estão num top, mas daqueles que não gostei mesmo nada ou que me deram ânsias fortíssimas.

Começo com um bom ou com um mau? Hum, um bom, fica bem! Então por exemplo os Saga, obra de Brian K. Vaughan, são livros absolutamente geniais, com uma história estranha e interessante, acção, ilustrações lindíssimas, uma cor fenomenal e com situações, personagens e culturas muito bem estruturadas e transmitidas que nos pegam àquilo tudo e fazem ansiar por mais. É mesmo muito bom, aliás, daquilo que tenho lido de Vaughan acho que ainda nada decepcionou, é daquelas que se encontro um livro quero ler, mesmo sem saber o que é. Há-de ser bom, quase de certeza.

Mas pronto, nem todos gostam da mesma cor e também há livros que me ficam na ideia pelos maus motivos. Eu sou fã de David Soares, alguns dos livros dele são muito bons, coisas que um dia relerei com todo o gosto e vontade e depois há o Palmas para o Esquilo.

Ok, este é um autor peculiar, pode não ser o mais consensual e muito menos se poderá dizer que escreve para "agradar" mas mesmo dentro do estilo aqui, infelizmente, esticou-se. Quando via que o livro seria sobre a vida, sobre a loucura fiquei mega entusiasmada de depois li o livro. A imagem é boa, o Pedro Serpa fez um óptimo trabalho, a história não é má, confessemos, mas a maneira como está escrito não me convenceu de todo. Um discurso elaborado ao máximo, parece que foi escrita a história e depois foram passar o texto pelo dicionário de sinónimos e escolhia-se o mais complicado, erudito e desconhecido possível. É um estilo? Talvez, mas a mim não me cativou, não me permitiu uma leitura decente, não conseguia passar 2 quadrados sem dar com uma palavra que nunca tinha ouvido nem lido em lado nenhum. Corta a história, corta o seguimento e uma pessoa acaba por desligar do livro.

Em compensação, e já que descasquei um pouco no último parágrafo posso dar uma abébia e falar da 
 Última Grande Sala de Cinema, também David Soares, mas provavelmente a BD que mais gostei de ler dele. Estranho como o autor me habituou, interessante, cativante, com situações caricatas e obscuras a acontecer. Esta sim, uma BD que me deixou realmente com vontade de reler e procurar mais detalhes e mais coisas sobre tudo aquilo. Muito bom.

Um caso que também já tenho falado mas que quero deixar aqui foi o tal Catálogo de Sonhos, de José Carlos Fernandes, uma BD que encontrei meio perdida e que tem uma história que achei lindíssima e que me ficou na ideia com bastante força. Isto só para dizer que adoro quando nas minhas incursões pelos meandros da BD vou descobrir aquelas coisas do fundo da prateleira que depois se revelam boas surpresas. 

E depois sei lá, o raio do Macaco Tozé (dia 26), um livro estúpido que não faz sentido e que não vi qualquer piada naquilo. Eu gosto de coisas estranhas e non-sense até mas mesmo eu tenho limites. 

Nem estou a ir por livros mais conhecidos: V for Vendetta que é só genial, The Killing Joke que bastava dizer uma única coisa: "Joker!", Nailbiter (coisa mais recente mas que me está a deixar viciada, é muito muito bom), Sin City com aquelas ilustrações maravilhosas... 

Sei lá, já li muita BD, li muita coisa boa e li muita coisa má, algumas ficaram-me na memória por determinada coisa - como me acontece com os outros livros, como é óbvio.