segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

[leituras] O Longo Halloween I

Título: O Longo Halloween I
Argumento: Jeph Loeb
Desenho: Tim Sale
Páginas: 200
Ano: 2015

Pelos criadores desta obra e pela crítica próxima que já me tinham feito este livro, melhor, estes dois livros, vinham com boas perspectivas para serem interessantes e uma leitura especialmente agradável.

Este primeiro volume, não sei se pela expectativa ou não - inclino-me mesmo a dizer que não - não me surpreendeu nem deixou especial interesse.

A arte é porreira, costumo gostar das coisas do Tim Sale, e a história começa a ser interessante, mas muito ao de leve. Alguns vilões, o mistério de quem é quem e a aura do Feriado sempre a pairar mas pouco mais do que isso. Uma espécie de policial do Batman, mas no início.

Mantenho a minha expectativa para o próximo volume. Este não me chamou nem marcou mas quem sabe não está apenas a abrir portas para uma segunda parte surpreendente? Espero que sim.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

[cinema] Star Wars - The Force Awakens (Episode VII)


IMDB
Trailer
Realizador: J.J. Abrams
Duração: 2h15min
Ano: 2015

Eu nunca tinha visto Star Wars no cinema. Parecendo que não a primeira trilogia saiu ainda eu nem planeada era e quando saiu a segunda era pequenita demais para pensar no que seria aquilo, sequer. Lembro-me de ver os filmes, ou partes, ao longo dos anos, mas era daquelas coisas que ia vendo, já sabia quase tudo mas nunca os tinha visto completos, por ordem ou o que quer que fosse.

Há uns anos fi-lo, como é óbvio - até porque umas poucas pessoas batiam se não o fizesse - e rendi-me, como sabia que renderia. Seja pela força que aquilo tudo tem (get it? Force... Ah!), seja por alguns actores, seja por algumas personagens, mas aquilo vale a pena! (E sim, sou daquelas pessoas que vai para as zonas de merchandise de Star Wars e quer comprar praticamente tudo, especialmente coisas do R2D2, C-3PO, Chewie e mais recentemente BB-8).

Mas agora, 21 anos feitos, e hoje passados, fui ver o meu primeiro filme de Star Wars ao cinema.

Primeiro ponto: havia bem mais crianças do que estava a contar. A sala estava essencialmente cheia de miudagem. Ok, muito estavam lá a reboque dos pais mas nota-se que há ali cultura na história (havia um pequenino ao meu lado que no intervalo saltava para cima do irmão e perguntava: "Olha, vai aparecer o Jar Jar Binks?" ou "A Leia é filha do Dark Vader?" - e sim, ele dizia Dark Vader, mas ele era pequenino e fofinho!)

Mas o filme em si foi uma montanha russa. Gostei do filme de uma forma geral, mas tenho alguns problemas com alguns pontos!

Tenho problemas com o novo mascarilha -  havia ali tanto potencial pela ideia que tem, mas está a chatear-me tanto aquele casting e as atitudes fraquinhas do tipo. Sim, eu percebo o dilema do moço, sim senhor, e é interessante mas nem acho que no argumento que prepararam para ele consigam criar uma personagem interessante nem que o actor consiga fazer mais do que ter ar de totó. Para mim foi o que mais me chateou, para ser sincera. Mais a mais com a ascendência que dava mais do que genes para que a panhonhice fosse mínima.

De resto, muito bem, não arruinaram a saga, voltaram às bases da primeira trilogia, e fizeram um trabalho bem agradável. Agora sim tenho expectativas, os próximos filmes têm mesmo de ser bons porque se não vou ficar muito chateadas.

Contem-me lá quem é a Rey. E metam o R2D2, o C-3PO, o Chewie e o BB-8 a fazer coisas giras! E em 2017 voltamos a falar!




quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

[leituras] Batman Ano Um

Título: Batman Ano Um
Argumento: Frank Miller
Desenho: David Mazzucchelli
Páginas: 120
Ano: 1987

Agora vou-me dedicar a ler a colecção do Batman. Ela teria de ser lida, porque não agora. Até agora só tinha ido o Arkham Asylum, porque pronto, é genial e dos melhores livros que já li. Mas agora vão os outros.

Só por me lembrar que o Arkham Asylum existe já merece pontos, mas é mesmo só à cabeça e durante uma fracção de segundo.

Eu já tinha lido este livro há uns tempos - ano e meio, segundo o Goodreads me diz - e já na altura não me fascinou. Assim se mantém.

O livro tem pouco de interessante: a história não tem nada de relevante, as personagens andam todas meio perdidas, a arte não me convence. A ler coisas sobre este livro havia pessoal a dizer o quão revolucionário foi, o diferente que foi, a evolução que deu à personagem. É capaz de ser isso que o faz ter tanto sucesso mas para mim, que me assumo completamente como leiga que não segue completamente as histórias todas e portanto posso ir perdendo informações nos permeios, não é um livro que me chame ou que me fique sequer na memória.

Já a parte do fim - esboços, planificações, desenhos - são apêndices que mostram como as coisas nascem e deixam-me sempre rendida. Ali sim as coisas ganham um ar muito mais interessante, mais cru e autêntico.

Resumindo, para mim: a arte não é nada de especial, a história também não tem mais do que isso. É um livro que nem por argumento nem por ilustrações vale muito. É engraçado, é diferente mas não é um dos que fica para recomendações ou lembranças. É bom para entreter um bocado.

domingo, 20 de dezembro de 2015

[escritos] Uns livros pelos outros

Sou uma moça que se gostar de um autor vai ler todos os livros, até aqueles que não se encontram em lado nenhum mas que por uma nesga dá para ver / ler.

Estava a pensar que por vezes não preciso de ler muita coisa para saber que um autor é o meu tipo de autor e comecei a pensar: quem foram os primeiros com que senti isso?

Primeiro pensei na Mary Roach. Apaixonei-me completamente com A Vida Misteriosa dos Cadáveres - acho que o próximo ano parece uma óptima altura para releitura - e desde aí que sabia que essa senhora era qualquer coisa de brutal que valia a pena acompanhar. Infelizmente em português não há grande coisa, e ainda só tenho dois livros dela. Mesmo assim o primeiro acho que será sempre o meu preferido com todas as utilidades - e sim, são mesmo coisas úteis - que um cadáver pode ainda fazer.

Depois comecei a tentar puxar mais para trás e talvez Saramago me tenha chamado antes disso. Não me lembro quando é que o li pela primeira vez mas também não foi à primeira que fiquei derretida para aquela obra.

Por isso sim, Mary Roach ganha.

E isto tudo porque ler o Elephants on Acid foi uma experiência tão curiosa que o segundo do mesmo autor - Hippos eat Dwarf - não demorou a vir para a minha prateleira. Mas não haja dúvida que uma pessoa depois começa a ganhar favoritismos, às vezes mesmo que involuntários.

Eu sei que gosto de King, vou ter alguma facilidade em pegar num livro dele mesmo sem saber o que seja.

Isso se calha interfere um pouco com a descoberta de coisas novas mas acho que há tempo e vontade para tudo!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

[leituras] William Shakespeare's Star Wars: Verily, a New Hope



Título: William Shakespeare's Star Wars:
Verily, a New Hope (#1)

Autor: Ian Doescher
Páginas: 174
Ano: 2013

Já não sei bem quando mas na busca de prendas para o meu namorado dei de caras com estas obras de Star Wars em versão Shakespeare. Achei que tinha todo o potencial, e mais, as capas são lindíssimas.

Acabei por me decidir a comprar o primeiro porque mais que não fosse era um livro giro de ter na prateleira.

Dito isto, e passados uns bons tempos de andar nas nossas mãos lá me decidi a pegar nele. Isto ganha essencialmente pela ideia.

Escrever a história desta maneira da-lhe um ar erudito, um ar mais antigo e sábio, mas é só ar, a história é a mesma e não traz nada de novo mas "Oh help me Obi-Wan Kenobi, help. Thou art mine only hope." dá estilo.

As ilustrações que existem são muito bonitas, dão um ar meio fofinho à coisa. Mas pronto, o livro não e mais do que isso. Uma adaptação interessante e curiosa mas pouco mais do que isso.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

[leituras] Death Note (#7 - #12)

Título: Death Note (#7 - #12)
Argumento: Tsugumi Ohba
Desenho: Takeshi Obata
Página: 200 (média)
Ano: 2006

E lá acabei isto.

Já sabia a história e isso acaba por condicionar um bocadinho a leitura, mas como isto já foi há uns tempinhos até já me tinha esquecido de uma boa parte, o que acabou por ser positivo.

Mais ou menos a meio da saga trocam-nos as voltas e portanto esta segunda parte (primeira), para mim é mais fraca. O ponto forte da luta constante de raciocínios entre L e Kira perde-se um pouco e mesmo com Near e Mello a serem personagens bem interessantes, a meu ver, ou deviam ser apresentadas mais cedo para não caírem de chapa ou terem uma manobra diferente que não fizesse perder tanto o fio à meada.

Não é que os livros, ou a história, tenha passado a ser má, antes pelo contrário. Acho que é uma história cheia de twists engraçados. É duvidoso que as coisas corram sempre exactamente como alguém esperou, soa meio incredível, mas pronto, isto é uma coisa com shinigamis amantes de maçãs.

Portanto, aquela pujança inicial perde-se um pouco porque parece mais do mesmo, na segunda parte, mesmo com estas novas personalidades a tentar dar vida à coisa.

Ainda assim são livros engraçados, bem pensados e com uma história capaz de cativar. Ao menos soube bem, leve e distrai. O que precisava nesta altura de tempo especialmente reduzido.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

[escritos] 2016

Olhando para o calendário já pouco falta para 2016. Há semelhança do que fiz para este ano acho que vou adotar uma lista de leituras a fazer, ainda que a queira com o mesmo regime deste ano: aberta e pouco rígida.

Isto porque há muito para ler, há alturas em que li coisas que depois me fizeram não querer ler outras. 

Acho que também fiquei mais picuinhas, lá isso também é verdade. Porque se ao fazer a lista pus o que me fui lembrando, quando peguei nalguns fiquei naquela sensação de "Podia estar a ler tão melhor..." e não é isso que quero.

Não cumpri a lista de 2015, mas não faz mal!

Li alguns livros que andavam na minha cabeça a saltitar há anos e finalmente saíram, finalmente sei se são bons ou maus, segui imensos conselhos de várias pessoas - mostly one, but still - e foi uma experiência que gostei.

Porque sejamos sinceros: eu ainda leio um bocado, quero ler muito mais, e de cada vez que falo com alguém de livro ou vou a uma livraria eu digo umas poucas de vezes "Tenho de experimentar o autor X", "Ainda não li o livro Y". Pondo isso no papel facilita que me lembre. E isso aconteceu e não podia ter ficado mais contente com a experiência. 

Já há lista começada para 2016, embora ainda esteja pequenina. Mas ainda há uns poucos de 2015 em stand by. Uns por outros e a coisa faz-se! E ainda bem!