domingo, 13 de dezembro de 2015

[leituras] A Contadora de Filmes

Título: A Contadora de Filmes
Autor: Hernán Rivera Letelier
Páginas: 88
Ano: 2009

Eu lembro-me que tive dedo na compra deste livro - que é do meu namorado. Tinha ficado com boa impressão dele e agora que o dono o decidiu ler também acabei por pegar nela, é pequeno, é levezinho, vamos lá.

E é daqueles livros que eu gosto de encontrar, simples mas com uma beleza intrínseca muito interessante.

A história em si tem reviravoltas interessantes, umas que me agradaram mais do que outras, mas de uma forma geral o resultado é um óptimo livro para ler num instante - eu li-o num dia, só nas viagens de comboio.

Uma terra com não muita gente, um contexto pré-televisão onde o cinema deslumbra mas os preços nem sempre dão para todos. E então numa família escolhe-se uma pessoa para ir ao cinema e contar a história em casa. Calha o jeito à moça da família, que cresce, em tamanho e em fama, com esta coisa de contar filmes. Mas a televisão eventualmente chega, e aquilo que é um cenário em que as coisas pareciam sossegadas e estabilizadas rapidamente pode mudar.

É um livro que embora tenho uma componente emocional muito presente o consegue aguentar de forma não lamechas ou aborrecida. Faz parte da história, dá sentido às coisas e não chateia.

A própria escrita, nem sei bem dizer porquê, mas teve a capacidade de me pegar, talvez pela simplicidade como põe as coisas. É tudo muito fluido e sem quebras, sem grandes embrulhos, vem tudo directo. Numa história, e num livro, como este não fazia sentido ser de outra forma.

Resumindo e concluindo: gosto imenso da capa, é bem gira; é um óptimo livro para quem se quer entreter num bocadinho pequenino de tempo; não é um livro que dê trabalho a ler e é um livro bem escrito e interessante. Este vale a pena!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

[leituras] Elephants on Acid

Título: Elephants on Acid and Other Bizarre Experiments
Autor: Alex Boese
Páginas: 283
Ano: 2007

A Fnac tinha lá isto em destaque. Não era caro, tinha uma capa gira, uma premissa engraçada e falava em coisas estranhas em Ciência = Livro bom para mim!

O mal de livros como este é que como são na íntegra só uma coisa têm logo potencial para ser aborrecido. Ao início fiquei com algum medo que isso acontecesse e depois o livro arrastava-se eternamente a chatear-me até o acabar.

Felizmente, neste caso, não houve nada disso! O livro é sobre experiências loucas, caramba, não podia aborrecer muito!

E passa por tudo: tentar perceber se há diferenças entre cócegas feitas por pessoas ou cócegas feitas por máquinas, substituições de cabeças, intensidade de cheiro de cocó de bebé, ou mesmo sabes se as pessoas preferem comer de um penico ou se um prato. Coisas banais do dia a dia.

O livro torna-se muito interessante, louco às vezes, mas acima de tudo nota-se que há muita gente a tentar pensar para além daquilo que já se fez ou se faz, vamos tentar algo novo. Às vezes não são as melhores ideias de sempre, mas enfim.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

[leituras] Wolverine: Origem

Título: Wolverine: Origem
Autores: Paul Jenkins, Andy Kubert, Richard Isanove
Páginas: 168
Ano: 2001

Se há coisa que não estava a contar era ler este livro e lembrar-me do Monte dos Vendavais...

Isto assim de chapa parece estranho, pelo menos a mim pareceria mas é que foi exactamente o que aconteceu. Aquelas reviravoltas todas dos donos de casa ricos, e os empregados porcos e sujos e maus. Depois no fim andam todos enrolados uns nos outros e separam-se e voltam-se a encontrar e sei lá. Que paciência para dramatismos amorosos... 

Mas bem, a história é engraçada, a termos a "maldição" de um pai a passar para os filhos que crescem primeiro juntos e depois separados como inimigos, depois de uma situação super mega trágica e dramática. 

E pronto, claro que é um livro com o Wolverine - ou vários, dependendo da perspectiva - tem de haver porrada e pessoal burro que se mete com ele só para apanhar a carga de pancada da sua vida, mas pronto, nada que não estejamos habituados no bom humor típico deste senhor.

Mas é mal que vem de família, não posso deixar de notar. Com as garras vem um feitiozinho daqueles especiais.

Enfim, é um livro interessante, com um bocado de drama a mais para o meu gosto, lê-se bem e é um livro porreiro mas não é nada que me faça ter muita vontade de o reler por ser tão maravilhoso. É engraçado, sim, mas não se torna fascinante.



segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

[leituras] O Espectacular Homem-Aranha - Regresso às Origens

Título: O Espectacular Homem-Aranha - Regresso às Origens
Argumento: J. Michael Straczynski
Desenho: John Romita Jr.
Páginas: 160
Ano: 2001

Esta colecção decidi-me a lê-la pela ordem de saída. Não vou saltitar entre números para pescar aqueles que tenho mesmo uma curiosidade ridícula. Vou ler por ordem, até porque assim nunca me perco e sem sempre onde vou e o que já li ou não.

E começar com o Spider Man não é a coisa que mais me entusiasme no mundo. Eu até gosto do Aranhinha mas não é que seja um daqueles tipos com quem tenho uma ligação especial. Eu sou fã de tipos com um bocadinho mais de força do que este.

De uma maneira geral as histórias não me chamam assim com muita força, não são histórias que me peguem com muita força. Enfim, há vários super heróis que apareceriam à frente do Aranha na lista.

E não é que com este livro me consegui surpreender. Isto é bom! Aliás, este livro conseguiu fazer-me sentir mais totó que o Aranha, e isso é dizer muito. Eu confesso, aqui e agora, que nunca tinha reparado que praticamente todos os inimigos do Spider Man eram derivados de bicheza.

Tem o Spider Man a ser confrontado com alguém que não conhece mas que parece saber mais do que ele próprio sabe. E depois, claro, um super vilão, mais forte do que todos os outros, que vem esborrachar o pernilongo.

Mas isto acaba por ter contornos tão estranhos e surpreendentes dentro do mundo que se conhece sempre à volta deste tipo que torna-se uma história super fluída e interessante. Não estava nada a contar. E no fim deve ter sido dos livros de Spider Man que mais gostei.

A arte não é nada de especial, não me chama muito, é banal e sem grande interesse, mas a história em si torna o livro um bom achado.

Se pensava que a colecção a começar por Spider Man não era a coisa mais fascinante de sempre ela conseguiu-me mostrar que estava a ser injusta. Começou bem e aprendi a minha lição. Até o do Capitão América vou ler com menos relutância.


domingo, 6 de dezembro de 2015

[leituras] O Diabo e Eu

Título O Diabo e Eu
Autor: Alcimar Frazão
Páginas: 48
Ano: 2013

Bem, mais uma BD pequenita, que se lê, calmamente e a apreciar as vistas, em 20 minutos. Não tem diálogos, é composto só pelas imagens e esse esquema, neste contexto até que funciona muito bem.

Mas bem, o livro começa com um Prefácio de Sandro Saraiva que nos contextualiza naquilo que vai ser o livro. Sem esta introdução as coisas fariam muito menos sentido e o livro não teria grande coisa a contar. 

Antes de mais, começar pelo ponto alto nisto que são as ilustrações. As ilustrações são realmente muito bonitas e ganham o prémio de ponto forte do livro. 

Segundo: a edição, honra seja feita à Polvo, também está um miminho. A capa e contracapa são interessantes, as cores só pelo preto e azul que morre no meio do preto cria uma capa que transmite bem a postura do livro, transmite bem o tom melancólico que se apanha ao longo de toda a história. Depois as páginas pretas, no interior, e os próprios arranjos brancos, contrastantes, dão uma beleza muito interessante - ainda que dark - ao livro nos seus pordentros.

A história em si não é das que cativa especialmente. A representação de vidas complicadas, a maneira de lidar com adversidades em conjunto com a maneira de fugir daquilo que é o dia a dia.

É um livro que para mim ganha muito pela arte mas que em história não traz muito de novo.

Gostei do livro mas não é um dos que marca lugar cativo.



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

[cinema] Ricky and The Flash

IMDB

Trailer

Eu gosto da Meryl Streep. Com muita, muita probabilidade eu não veria este filme se não a tivesse a ela. Prometiam Rock, tinha a Meryl, vamos dar uma abébia.

O filme não é nada de especial. É um filme que tem momentos engraçados, que teve a decência de não cair em todos os clichés - caiu nalguns mas pronto... - e pronto, fizeram um filme, engraçado e diferente mas que não acrescenta grande coisa a nada. É mais uma linha no IMDB, no meio das milhentas da Meryl Streep, por exemplo.

De qualquer das formas, aproveitar o que têm para brincar um bocadinho: pegarem na filha da Meryl para.... fazer e filha da Meryl. Realmente faz sentido, não é inédito nesta família mas enfim, é bem apanhado. 

De resto é um filme típico para puxar uma lagrimita de vez em quando - se nos esquecermos do todo -, que nos dá uns risos de vez em quando, enfim, é um filme que entretém, que é giro de ver mas não é nada que nos fique muito na memória. 


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

[leituras] Death Note (#1 - #6)

Título: Death Note (#1 - #6)
Argumento: Tsugumi Ohba
Desenho: Takeshi Obata
Página: 200 (média)
Ano: 2003

Agora que estou a pensar no que escrever quanto a isto estou a lembrar-me que Death Note foi a primeira Anime que vi. Curioso, comecei em grande.

Na altura gostei bastante de ver a série (shinigamis que libertam no mundo humano cadernos que escrevendo lá o nome de alguém os mata.... pois que isto tinha potencial para ser uma coisa que eu ia apreciar...) e desde aí que pensei em ler os livros, embora ainda tenha havido uns dois anos de intermédio. O que acaba por ser bom. Porquê? Porque os livros são muito do mesmo em relação à série.

Sim, eu sei, os livros e a série estão a contar a mesma história mas aqui não há grandes adaptações: o que está numa é o que está na outra. E, para mim, ler isto logo a seguir a ver a série não teria funcionado assim tão bem!

Faço um ponto de situação a meio da saga, já estão seis lidos, outros seis seguirão o mesmo caminho, e o engraçado é que mesmo conhecendo a história e lembrando-me das coisas quase todas esta história consegue cativar-me o suficiente para não ser aborrecida, para ter momentos surpreendentes e interessantes. 

Eu gosto imenso do conceito mas essencialmente gosto das personagens. Seja porque o Light é um tipo inteligente com uma capacidade ridícula de pensar no desenvolvimento de eventos quando acontece uma coisa qualquer - nem imagino o que não seria jogar xadrez com ele - ou porque o L é igual a ele mas com aquele toque estranho que lhe dá uma piada reforçada.

E depois há a Misa Misa que não consigo não gostar dela. Ela tinha todo o potencial para ser estupidamente irritante mas eu gosto tanto dela, toda fofa e inocente, que até nos surpreende por ter mais do que dois neurónios a funcionar dentro daquela cabeça.

Enfim, eu sei que estes livros agora degeneram um bocado nos próximos mas quem não sabe não aprendo agora uma maneira diferente de ver os ler e gostar do que vem a seguir. Tenho esperança. Vamos ver se dá nalguma coisa.