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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

[leituras] Objectivos do Milénio - Vencer os Medos

Título: Objectivos do Milénio - Vencer os Medos
Argumento: João Paulo Cotrim
Desenho: Miguel Rocha, Rui Lacas, Tiago Albuquerque, João Fazenda, Maria João Worm, Susa Monteiro, Pedro Burgos
Páginas: 64
Ano: 2008

Este livro foi-me trazido para ler, assim sem grande motivação aparte de ter um ar ligeiramente estranho e as ilustrações parecerem interessantes.Eu achei que isto ia ser tão diferente. O livro tem potencial, tem pessoal porreiro mas depois isto não faz sentido! 

A ideia deste projecto é ser uma forma de transmitir uma mensagem, os Objectivos do Milénio, e depois as histórias são confusas e com pouco fio condutor. Uma coisa ou outra! Eu achei que o livro seria interessante e uma boa leitura se fosse feito de outra forma, assim acaba por se tornar confuso rapidamente, não transmitir grande mensagem, e mesmo a que ainda se percebe é quase imposta a martelo.

As ilustrações são boas, bonitas, com cores lindíssimas - aliás, em ilustradores têm alguns dos que fui apanhando de forma aleatória e dos quais fiquei fã, como é o caso de João Fazenda - mas depois não jogam com nada. A moral perde-se na confusão que é cada história.

É mauzinho, o livro. É dos livros que até pode parecer interessante e depois não é. Prefiro os que encontro escondidos na estante e depois são um regalo para o coração literário.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

[leituras] Salazar - Agora, na hora da sua morte

Título: Salazar - Agora, na hora da sua morte
Autor: João Paulo Cotrim, Miguel Rocha
Páginas: 204
Ano: 2006

João Paulo Cotrim era um nome que não me dizia nada. Já no caso de Miguel Rocha não sou estreante. Infelizmente não fiquei - nada - fã de Vida numa Colher [Beterraba]. Para mim não resultou.

Mas algumas das coisas que não gostei aí aqui resultaram bem. Neste caso as ilustrações meio desfocadas, pouco nítidas, em estilo quase lembrado funcionam às mil maravilhas. Foi uma coisa que não me conquistou de todo no outro livro mas aqui achei que encaixava no estilo de história a contar.

O livro na parte de argumento podia estar mais desenvolvido. Gosto do que está feito, gosto do ambiente que é criado, gosto da maneira como contam a história, tenho é pena que a contem de forma tão superficial e com pouco sumo. Salazar foi um homem com muita coisa às costas, boas e más, muita coisa aconteceu com ele e por ele. Aqui ficamos com pouco mais do que a ideia de que foi uma criança estranha, foi chamado para uma Lisboa que não gostava, viveu interessado em mulheres sem nunca ter grande coisa em concreto e caiu de uma cadeira.

É uma ideia boa, que pensei ser diferente. As ilustrações são lindíssimas, as cores escuras enquadram-se maravilhosamente no ambiente quase etéreo que consegue criar mas ainda assim sabe a pouco. Ficamos só com uma imagem soturna, com uma ideia de uma homem mais deprimido e triste do que outra coisa, sem sequer termos explicação do porquê.

Eu gostei do livro, gostei imenso da ideia e da forma de tratarem a coisa, queria era que fosse feito de outra forma, mais a fundo, mais desenvolvido, não assim a seco como se não houvesse mais nada de interessante.

Ainda assim é um bom livro para pegar e ler. É um estilo diferente do que anda por aí e lê-se muito bem. Dá vontade de ir ver mais umas coisinhas de história, o que não é mal nenhum...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

[leituras] Hans



Título: Hans - O cavalo inteligente

Autor: Miguel Rocha
Páginas: 80
Editora: Polvo


Mais uma das minhas descobertas que deram certo. Há pouco tempo descobri Miguel rocha com o A vida numa colher [beterraba] e embora não tenha ficado fã as críticas gerais ao autor eram boas. Quando descobri mais um dos seus livros pensei: porque não? E desta vez a coisa foi diferente. 

Aqui temos a historia de Hans, um cavalo inteligente. Aparece-nos um palco em frente e nele um "apresentador" que nos fala das capacidades deste bicho especial. Cálculo matemático, desde que posto de forma simples e clara para que ele identificasse o problema em causa. Mas o público é impaciente e rapidamente se chateia de um cavalo maravilha que afinal não faz nada de mais, faz contas mas nisso não é assim tão fabuloso, ele que fale, ele que faça mais qualquer coisa. 

Mas depois desse primeiro contacto que temos no palco temos a historia por detrás do cavalo, o tratamento necessário para que o resultado fosse uma demonstração de raciocínio animal capaz de ser posto em palco. Pior que isso é tentar perceber o raio de relação que há com o cavalo na vida do dono. Eu juro que fiquei muito confusa quando a dada altura aparece uma mulher, completamente aleatória, com quem o homem tem uma relação - também claramente mal resolvida. Nada de estranho. Mas e se essa mulher falar com o cavalo a dizer que e mãe dele? Hein? O cavalo é filho deles? O quê? Mas mas mas... 

Não faço ideia. A serio que não. Querendo passar mais coisas acho que o livro ficou a perder, torna-se mais confuso, embora admita que o livro está bem construído.

Só referir que este cavalo existiu mesmo, foi submetido a testes e verificaram que as suas habilidades vinham de uma leitura da linguagem corporal do dono - Wilhelm von Osten.

Por fim as imagens são boas, o tipo de desenho e muito interessante mas ainda o que gostei mais foi da cor. Esta tudo em tons de preto e branco mas com uma espécie de tom arroxeado que lhe dá um ar quase etéreo. Cinco estrelas nesse ponto, dá-lhe um ar diferente, quase um ar sonhador se juntarmos a não existência de contornos nos quadrados, dá-lhes um aspecto pouco sólido. Gostei imenso disso!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

[leituras] A vida numa colher [Beterraba]





Título: A vida numa colher [Beterraba]
Autor: Miguel Rocha
Páginas: 120
Ano: 2003

A Polvo é uma editora que poucas vezes me desilude, os livros editados costumam ter sempre uma qualidade bastante boa, tanto em cor, imagem ou argumento. 

Desta vez no meio do Alentejo Oligário constrói a sua vida num terreno primariamente baldio. Nada ali cresce com excepção das beterrabas, essas sim que crescem em proporções desmedidas. É nesse terreno que vai estabelecendo a sua casa e a sua família. A casa vai sendo construída ao mesmo tempo que filhas vão nascendo. Por muitas tentativas feitas nenhum rapaz acaba por nascer quando era esse o desejo daquele pai.

Aquela família cresce isolada, sem grande contacto com as maneiras de agir do mundo fora daquele terreno e quando o contraste se junta podem surgir situações interessantes.

Embora de uma maneira geral a ideia me tenha parecido interessante não me conseguiu chamar propriamente a atenção. A história embora curiosa não está bem explorada, não está clara e acaba por tornar a ideia geral confusa e pouco conexa.

Embora tenha gostado das cores utilizadas, muitos amarelos e vermelhos, a dar mesmo a ideia de sol, calor, searas, Alentejo, as imagens em si não me chamaram muito. Talvez isso também tenho influência naquilo que achei da história porque um bom livro de BD adequa bem as imagens com a escritas, ligam de maneira a que consigamos ler e ver o livro como uno. Aqui as imagens são esbatidas, pouco nítidas, com contornos algo grosseiros e para mim não jogou bem com a ideia a passar, tornou o livro mais pesado e menos ligado à terra. A cor que nos insere num sítio não joga com as imagens que nos inserem noutro.

O livro é engraçado e possivelmente lerei outra vez para tentar ter outra perspectiva da coisa mas por enquanto não me conquistou!