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segunda-feira, 2 de maio de 2016

[leituras] Guerra Secreta

Título: Guerra Secreta
Argumento: Brian Michael Bendis
Desenho: Gabriele Dell'Otto
Páginas: 196
Ano: 2004

Desde o inicio do livro que se notava que isto is dar uma grande salganhada. E isso foi uma constante do início ao fim, com coisas boas e más associadas a essa escolha.

Para já temos a salganhada temporal. O início do livro andamos da frente para trás e para o lado e já não sei onde estou e até que se perceba o que raio se passou ou onde estamos temos sempre de pensar um bocado. E o método não é mau, mas feito assim não deixa qe nos embrenhemos completamente na história.

Depois salganhada de memórias, uns lembram-se, outros não, uns vêem coisas, e isso tudo em conjunto com a já referida salganhada temporal ainda cria mais confusão. Embora também crie empatia: não somos os únicos confusos.

Mas a minha salganhada preferida é a mistura de toda a gente e mais alguma: venham os Vingadores, venham os X-Men, venha o Quarteto Fantástico, são todos bem vindos para andarem à porrada sem saber porquê. Óptimo plano para um fim de dia, não?

Ah, e também há salganhada de vilões. Uma data deles, muitos que nem se sabe nada de jeito sobre eles, armaduras high tech sem se perceber de onde vêm, porquê e quem está dentro delas. Enfim, os vilões até fiquei com pena porque as explicações que dão para o resto da história até se percebe, podemos não concordar, mas percebemos. Os vilões fiquei descontente, acho que mereciam mais detalhe no porquê daquilo tudo, ficou muito no aberto e sem concretizarem grande coisa... Enfim.

Os desenhos no início do livro não me cativaram grande coisa, tenho de confessar mas na parte final, com explosões e pancadaria e cenas mais místicas que outra coisa até já funcionou melhor.

Lá pelo meio temos conversas secretas, cedidas pela SHIELD, que embora sejam engraçadas e perceba o ar de Ficheiros Secretos que dá à coisa não achei que jogasse super bem.

A minha última questão é: porque é que a Daisy é a Angelina Jolie? A sério, ninguém engana ninguém, aquilo é a cara da Jolie. Eu concordo que era uma boa aquisição para o mundo Marvel mas pronto, contentem-se com a Maleficient. Até porque a Daisy já está escolhida. Não gosto da personagem nem da actriz mas pronto, isso são cenas de um próximo episódio.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

[leituras] Supremos Super Humanos

Título: Supremos Super-Humanos
Argumento: Mark Millar
Desenho: Bryan Hitch
Páginas: 160
Ano: 2002

Ora vamos relembrar que o Capitão América é o maior. E que morreu. E que afinal vamos ressuscitá-lo. E que o Banner é meio maluco. E que o Stark é rico que nem um porco (esta expressão nunca me fez sentido). E o Thor é um bebedolas!

Mas depois juntam-se todos e são amigos e temos de salvar o mundo.

O livro tem uma coisa extremamente engraçada: joga bem com a realidade, seja o comentarem coisas de figuras públicas ou mesmo o brincarem com ver quem é que fazia de quem num filme onde os representassem.

Além de tudo o resto vão buscar o Ant Man e a Vespa e incluem-nos muito naturalmente num meio onde não costumam ter tanto protagonismo. O livro é interessante, e deixa umas poucas coisas em aberto - especialmente com o fim que tem... ainda estou para ver o que vem dali! - mas o Supremos: Segurança Nacional já não deve demorar muito a ser lido.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

[leituras] Os Surpreendentes X-Men Sobredotados

Título: Os Surpreendentes X-Men Sobredotados
Argumento: Joss Whedon
Desenho: John Cassaday
Páginas: 152
Ano: 2004

Eu sempre gostei dos X-Men mas este livro conseguiu fazer-me pensar: "Porque é que não há mais livros de X-Men assim?"

Não é o típico livro com um qualquer vilão que está a ameaçar o mundo e agora temos de reunir todas as nossas capacidades para ver se o combatemos. É um bocadinho mais do que isso. Primeiro não roda em torno dos suspeitos do costume, neste caso o mais parecido com uma personagem principal é a Kitty Pryde que sempre achei que merecia mais do que lhe davam. Mais a mais arranjaram a cura para o gene mutante. Agora é que são elas.

Não achei um livro banal, e só mais um, que é o que me acontece com muitos dos livros de super heróis que apanho. Foi um avanço de alguma forma, uma fórmula diferente que resulta bem e dá mais foco a problemas que seriam reais nas condições criadas neste mundo em vez de nos estarem a contar uma história em que constantemente nos lembram que são super-heróis, e reparem em como eles são poderosos e bons.

Enfim, guerras e guerrinhas, ciumeiras, muita porrada e pessoal que volta dos mortos. É um bom livro. Surpreendeu-me e lembrou-me do porquê de eu gostar de ler estes livros: de vez em quando há uns que valem muito a pena!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

[leituras] Vingadores - O Último Ato

Título: Vingadores - O Último Ato
Argumento: Brian Michael Bendis
Desenho: David Finch
Páginas: 176
Ano: 2005

O Último Ato - Ato Ato Ato, isto está mal escrito não é? Que Nervos! - não me tinha soado ao qu é, ou seja, último acto soou-me a pronto, a última aventura que os Avengers passaram, vá lá a história onde for. Plot Twist, não é bem isso, é mesmo o último acto dos Avengers como Avengers. 

E o livro até que é engraçado, a Feiticeira Escarlate - isto em português soa-me sempre esquisito - controla alguns dos Avengers e cria o completo Caos, criando uma realidade própria onde viver, mesmo sendo completamente ilusão. 

O livro é um bocadinho confuso e está demasiado em modo flashback para mim, ou seja, é giro e interessante que vão buscar pedaços antigos e mostrem o que se passou, o que cada um sentiu, contextualizar dentro da história, mas não pode ser num despejar de imagens e texto em que dão pouca linha condutora às coisas. Mas é engraçado vê-los, durante uma boa parte do tempo, meio perdidos por estarem a levar ataques de vários lados e não fazerem ideia de quem está por trás deles. Mas depois para se "organizarem" metem-se todos ao molho, se para mim foi complicado de perceber quem dizia o quê e quando e porquê, quanto mais eles, que ainda eram mais do que se vê em cada quadradinho.

Mas tirando isso é um livro bem engraçado, também porque reúne toda a gente e mais alguma. De cada vez que há reunião de Avengers aquilo é gente até perder de vista, metade deles com pessoal que não faço ideia quem sejam. E continuam com o Capitão América à frente, assim claro que levam porrada de cada vez que acontece alguma coisa...

Mas enfim, para a conhecedora leiga que sou e que vou acompanhando sem grande fervor e atenção a tudo e mais alguma coisa - porque isto é um mundo gigante e eu tinha duas hipóteses: ou me perdia completamente e deixava de apreciar as histórias porque me chateava, ou perdia-me noutro sentido e não podia sossegar enquanto não lesse isto e aquilo e não percebesse o que ficou por explicar dali e a nova vida de não sei quem, e epah, não tenho vida nem paciência para isso. Pelo menos por agora. Por isso vou continuando, no meu modo pacato de ver a coisa, como outsider. Tenho as minhas noções, conheço uns poucos, gosto de ver, ler e acompanhar mas sem ser boa para me perguntarem o que quer que seja. Sei as bases, e mesmo essas me podem faltar às vezes, and I'm fine with it. 

E pronto, é um livro engraçado, para mim um pouco confuso, com uma arte que merecia mais um bocadinho nalgumas das cenas, mas que até nem dá um mau fim a isto tudo. Isto dá a volta eventualmente, não sei quando nem como, mas dá, de certeza. 

Até porque nestas coisas as pessoas têm uma inércia imensa em ficar mortas, não há meio de sossegarem na tumba.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

[leituras] Age of Ultron

Título: Age of Ultron
Argumento: Brian Michael Bendis
Desenhos: Butch Guice, Bryan Hitch, Brandon Paterson, Carlos Pacheco
Páginas: 456
Ano: 2013

Ia ver o filme dos Avengers e tal, lembrei-me que tinha isto guardado para ler e decidi-me a pegar-lhe. Como é coisa pouca é fácil de ler e despachava mais uma das coisas que vão ficando por aqui.

E é tão mediano! Eu a contar com coisas bem porreiras, mega potencial para acontecerem coisas giras e fica tão aquém daquilo que poderia realmente ser.

É bastante dispensável, tanto antes de ver o filme, como depois, como sempre. 

É engraçado e tem momentos curiosos mas não traz grande coisa de novo e muito menos é alguma coisa de fascinante. Tem evolução de história e consegue ser bem porreiro, lê-se bem mas como alguém que gosta de ler estas coisas e assimilar uma boa porção de coisinhas e avanços e afins aqui há pouco disso. Podia ter sido mais bem explorado e ficava aqui qualquer coisa.

Mas verdade seja dita, lê-se bem, as ilustrações são bem porreiras e a história está bem escrita. Não pega é muito. 

Enfim, o filme é melhor, mais que não seja pelas gargalhadas todas que me roubou!




sexta-feira, 12 de junho de 2015

[cinema] Avengers: Age of Ultron

Título: Avengers: Age of Ultron
Realizador: Joss Whedon
Argumento: Joss Whedon, Stan Lee, Jack Kirby
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner
Duração: 141 min
Ano: 2015

Trailer

Ora bem, Avengers. Primeiro, eu gosto dos tipos, são um grupo porreiro embora não ache especial piada a uma boa parte. MAS! até alguns que me costumam chatear estiveram bem no filme.

Todo o filme vem das brincadeiras que Stark e Banner se metem a fazer com aquilo que não conhecem. Pam Pam Pam! Nasceu um monstro horrível e mega forte e hardcore que nos quer matar a todos! Nunca é um tipo porreiro que vem para ajudar, é sempre para exterminar a raça humana... Enfim.

O filme é basicamente isso, uma tentativa de parar o mal feito, uma data de marmanjos a tentar conter Ultron, um ser com um bom sentido de humor e que à parte de nos querer matar e essas coisas todas, até parece ser um tipo às direitas. 

Mas para ser completamente sincera o filme em história não ganha muito. Ok, está bem feito, a história é interessante e eu gostei imenso MAS o filme é tão estupidamente engraçado!

Eu não sei quantas vezes acabei por me matar a rir durante o filme (o "Bip Bip" da Black Widow matou-me, fiquei o resto do filme a rir com aquela bodega, e é um pormenor tão simples e palerma). E lá está, eu sou fã do Stark, Banner, abomino o Capitão América, não sou fã da Black Widow e do Hawkeye, gosto do Thor. Desta gente toda só o Capitãozeco é que continuou aborrecido e desinteressante. Todos os outros, num momento ou noutro foram porreiros ou divertidos. Só por aí foi um ponto fortíssimo do filme para a minha pessoa. 

E agora estes dois irmãozinhos novos ainda têm de me conquistar. Têm potencial mas por agora não me convenceram, vejamos o que farão nas proximidades.

Para acabar, eu já gostava do Vision de outras andanças e fiquei contente com o que fizeram dele no filme. Este filme abriu aqui muitas portas para acontecerem coisas absolutamente maravilhosas. Marvel, não desperdices isto! Vá lá!




quarta-feira, 20 de maio de 2015

[leituras] Homem de Ferro - Demónios

Título: Homem de Ferro - Demónios
Argumento: David Michelinie, Bob Layton
Desenho: John Romita Jr., Carmine Infantino
Arte-final: Bob Layton, Bob McLeod, Bob Wiacek
Cores: Ben Sean, Carl Gafford, Bob Sharen
Páginas: 176
Ano: 2006

Ora o Iron Man é um tipo com estilo, é esperto, é o engenheiro do grupo de super heróis e é completamente esgrouviado da cabeça. Gosto dele, não podia ser de outra maneira.

Aqui apanhamos um Tony Stark um bocado baralhado das ideias, com umas atitudes um tanto ou quanto duvidosas mas a tal dada altura nada muito fora do normal para este tipo. Mas aqui ainda há distinção Iron Man vs. Tony Stark. Um é guarda costas do outro o que dá alguma piada para ler a história. Como se alguém no mundo não soubesse, nos dias que correm, que é tudo o mesmo. Enfim.

O início do Iron Man, a sua criação, a sua evolução, o aprender a controlar-lhe os dispositivos todos, falhas na armadura, controlo externo da armadura que lhe dá cabo do juízo, até vemos aulas de defesa pessoal do Stark com o Capitão América (não que ele seja útil, mais valia pedir ajuda ao Hulk), enfim, imensas coisas à volta de um só problema: alcoolismo. 

No livro a passagem é tão abrupta quanto fiz aí em cima. É um livro que nos vai contando uma história, um Iron Man muito frustrado e demasiado de mãos e pés atados quando vê que a sua fantástica armadura está com problemas (por favor, é o Tony Stark! Ele não se deixava enganar com tanta coisa durante tanto tempo!) e que no final converge tudo para um ponto: o mal não está na armadura, está no álcool. PAM PAM PAM! 

Eu até consigo ver o caminho que querem que isto leve e tal mas soa tão forçado na maneira como apresentam isto tudo. Estava à espera de uma mega vingança, super hardcore, com o Iron Man a ter um daqueles ataques de qualquer coisa genial e apanhar os tipos todos de maneira embaraçosa e maravilhosa ao mesmo tempo e depois não. Depois o mal é o álcool e ele é um bêbedo que precisa de ajuda para voltar a ser quem realmente é.

Eu não digo que isto não pudesse meter o álcool lá pelo e passassem a moral na mesma mas foi tão repentino e tão anti-climático. Quando estes problemas todos acontecem a resposta é ver quem raio anda a fazer asneiras e dar cabo deles. Assim soa à saída cobarde pelo lado do argumento. Eu estava com as expectativas de um turn back do Iron Man por tudo o que lhe andavam a fazer e acabar assim foi uma grande desilusão. Tive pena. Ainda assim gostei do livro mas aquele final não me cativa minimamente.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

[leituras] Thor - Renascido

Título: Thor - Renascido
Argumento: J. Michael Straczynski
Desenhos: Olivier Coipel
Arte Final: Mark Morales
Cor: Laura Martin
Páginas: 152
Ano: 2007

Eu gosto do Thor. Não é um herói, é um Deus. Isso mete-o num estatuto muito mais interessante do que um super-herói. "Ai eu voo", "Ai eu tenho montes de força", "Isso é tudo muito bonito mas eu sou um Deus!" e acaba-se logo a brincadeira (não que isto tenha corrido especialmente ao Loki no filme dos Avengers mas o Hulk é menos sensível que eu - um nadinha!).

Acho que ainda não tinha lido nenhum livro directamente do Thor, parece-me, mas ate que fiquei com pena de não o fazer mais. O tipo é porreiro e tem estilo, aqui está todo cheio de mágoa, recupera Asgard no meio de um terreno completamente aleatório e anda em busca de companheiros que possam estar aprisionados noutros corpos. Isto no meio de uma pacata aldeia.

Eu imagino isto a acontecer. Um mega edifício que aparece de uma momento para o outro, com uma imensa tempestade a acompanhar, e as pessoas no café a comentar: "Mas é um moço muito simpático, cruzei-me com ele no outro dia e pareceu-me um bom menino". Até uma caixa de correio têm de lhe pôr, endereçada a Asgard! Para receber convites de reuniões sobre saneamento. É muito bom! Ah, Marvel, isto tinha potencial para dar qualquer coisa de muito muito bom. Um filme só com isto dava milhões. Enfim.

E melhor: temos o Thor a mostrar quem é que manda! O Iron Man pensa que é forte e que a Terra tem poderes fortes que conseguem controlar um Deus? Por favor! O Thor mostra-lhes a força que um Deus tem. Acho que o Iron Man vai andar uns tempos mais caladinho e sossegado a fazer melhoramentos na armadura, cheira-me!

Eu gostei imenso do livro. Tem momentos muito divertidos e curiosos mas é muito mais negro do que estava a contar ao início. Apanha uma época conturbada para o Thor e isso nota-se. (Não vamos falar do Loki neste livro, eu prefiro deixar só a nota que de anda por lá, de forma... interessante!)

Vou ter de pegar em mais coisas do Thor. E de mitologia nórdica de uma maneira geral. Isto tem potencial para ser muito hardcore e interessante. Já agora porque não aprender mais umas coisas?




segunda-feira, 20 de abril de 2015

[leituras] Novos X-Men - Revolta na Mansão (#6)

Título: Novos X-Men - Revolta na Mansão (#6)
Argumento: Grant Morrison
Desenho: Keron Grant, Frank Quitely, Phil Jimenez
Ano: 2004


Assim de forma muito aleatória pego nestas histórias dos Novos X-Men mas não faz muito mal.

Estranho estranho é ver a Jean Grey viva e a espingardar contra tudo o que mexe. Mas pudera, estava a ser traída pelo marido. Enfim, problemas conjugais são sempre matéria complicada, muito mais no meio de mutantes, pior ainda se um deles for telepata.

Mas bem, temos a Escola do Prof. X a abarrotar de novos mutantes a aprender coisas novas. Muitos deles são estranhos como tudo mas é engraçadíssimo ver o que estes criadores se lembraram de meter como mutação: desde um tipo gasoso apenas contido pelo seu fato e que mais tarde ou mais cedo é libertado (agora voltar a juntá-lo vai dar um trabalho de entropia desgraçado), um tipo com orgãos e músculos transparentes o que lhe dá um ar estranhamente gelatinoso e assustador (com os olhos a passear naquela gelatina toda), eu sei lá, é um grupo grande e muito estranho mas acaba por dar um ar realista - destro deste mundo - à coisa: não são só os mutantes bonitos e perfeitinhos que entram na escola, há mutantes muito muito estranho, mas são mutantes como os outros.

Uma Emma Frost muito atiradiça, um Wolverine muito totó (vou culpar aquela goatie manhosa que deixou crescer), um Prof. X muito apático, um Hank fixíssimo, como sempre e um grupo de alunos que se lembra de ser mau, porque são mutantes e merecem ser mais do que os outros. Um tema bastante batido na luta entre mutantes e humanos mas ainda assim que achei que conseguiram lidar com tudo de maneira interessante e nada aborrecida. Não sei muito bem se por mérito de argumento ou das personagens que envolveram na história.

Isto assim a seco, fora do contexto, e sem mais nada a reportar parece um bocado perdido mas fiquei curiosa para saber que mais aventuras estes novos X-Men têm para nos mostrar. Sou bem capaz de ir à procura dos outros volumes, até porque este acabou num ponto muito sensível ...

quarta-feira, 8 de abril de 2015

[leituras] X-Men - Days of a Future Past

Título: X-Men - Days of a Future Past
Argumento: Chris Claremont, John Byrne,
Desenho: John Byrne, John Romita Jr.
Arte-final: Terry Austin, Bob McLeod,
Cor: Glynis Wein,
Páginas: 184
Ano: 1981


Eu gosto do grupinho de X-Men, são mais crus do que os Avengers e têm aquele ar marginal, é giro. Essa parte às vezes até consegue mascarar um bocadinho aqueles momentos que nos aparecem e que mesmo num mundo de mutantes e super heróis e sei lá mais o quê são estranhos. Senão como é que se explica que logo na primeira história que nos aparece aqui tenhamos de forma passageira e normal o caso de alguém que absorve a energia vital de uma pessoa e se transforma num pterodáctilo chamado Sauron. O quê???

Confesso que não consegui esquecer este episódio que é demasiado aleatório e estranho para dar credibilidade ao que quer que seja. Seres com poderes? Ok. Que esses poderes sejam os mais estranho e convenientes de sempre? Também se aceita. Agora, o mínimo de decência para com quem lê isto. Um pterodáctilo? Chamado Sauron? Nem sei!

Porque de resto eu gostei imenso do livro, vou ter de confessar. A primeira história dá-nos um apanhado da história dos X-Men até à morte da Jean Grey, temos a história que dá nome ao livro que é interessante e bem feita, com pessoas do futuro a voltar ao seu corpo no passado, enquanto acompanhamos o que se passa em ambos os tempos, há muita coisa gira a acontecer mas entrarem assim num apanhado de acontecimentos com Pterodáctilos Sauron transformados assim do ar, isso não, vá lá.

Um Wolverine com os seus momentos repentinos e mortíferos, um Dr. Strange a ser badass, uma Ororo sempre maravilhosa, uma Kitty Pride ora muito inocente ora muito experiente, enfim de tudo aparece nestas páginas. Vamos ao Inferno de Dante e a tempos passados e futuros; vemos pessoas que já sabemos mortas e vemos a morte de algumas que julgávamos imortais. É muita emoção para um livro. São comics juntos que fazem uma bela duma leitura.

Não fosse o pterodáctilo, claro.. Isso ainda vou ficar à espera que faça sentido. Mas vou esperar sentada...




segunda-feira, 2 de março de 2015

[leituras] Homem-Aranha Vingadores - Contos de Fadas Marvel


Título: Homem-Aranha Vingadores - Contos de Fadas Marvel

Argumento: C.B.Cebulski, Mindy Owens
Arte: Ricardo Tércio, Niko Henrichon, Nick Dragotta, Mike Allred, Laura Allred, João Lemos, Christina Strain, Nuno Plati
Tradução: Filipe Faria, Paulo Furtado, João Miguel Lameiras, Paulo Moreira
Páginas: 168
Ano: 2014

Já há uns tempos li umas histórias disto, contas de fadas da Marvel. Alguns deles estão aqui mas também tinha coisas novas. A ideia é simples e a premissa engraçada: recontar contos de fada que todos bem conhecemos e pô-los a fazerem parte da vida e de muitas das situações e/ou características de personagens Marvel.

Para começar Homem-Aranha, um super herói que sinceramente não me aquece nem me arrefece. É um tipo porreiro mas não é assim tão fascinante. Aqui no meio de um Capuchinho Vermelho ligeiramente diferente, com a pobre Mary Jane a ir visitar a Tia May com muitas quotes habituais do herói em questão. Os desenhos são claramente infantis mas são fofinhos.

Depois um senhor que aprecio: Anansi, o contador de historias, Deus aranha. Depois de ler os Filhos de Anansi fiquei-lhe com alguma afeição. É completamente louco e estranho mas é tão engraçado. 

Mas apanhamos de tudo um pouco, de forma muito variada e mal será se não ninguém ou nenhuma história que não se aprecie, Cinderela, PeterPan, Feiticeiro de Oz, Pinóquio, sei lá tanta coisa.

Depois para ajudar à festa temos no final um behind the scenes. É sempre interessante, ver os esboços, as etapas de trabalho, as diferenças de criador para criador e a dinâmica entre estes. É um pormenor que adoro encontrar no fim dos livros e que sobe em muito a consideração que tenho pelos autores - na maior parte das vezes.

Nesse final temos também Cebulski a defender que Portugal é o pais, talvez do mundo, com mais talento por descobrir. A realidade é que estamos realmente a fazer muitas coisas, há muitas obras a sair, diferentes, inovadoras e que são reconhecidas cá e lá fora como sendo de qualidade.

Vamos apostar nisso! Mais BD. Melhor BD. Mas BD!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

[leituras] Hulk Cinzento



Título: Hulk Cinzento
Argumento: Jeph Loeb
Arte: Tim Sale, Matt Hollingsworth
Tradução: João Miguel Lameiras
Páginas: 148
Ano: 2014

Muito ouvi eu falar deste livro. O seu dono não se calou desde que o acabou, sempre a falar do quão bom era, do quão bem representado estava o Hulk e eu a ficar entusiasmada e curiosa por antecipação.

Então o nosso amigo verde no inicio era cinzento. É verdade, também achei estranho mas a personagem tem uma componente visual tão forte - bem, é uma parede de músculos gigante, é difícil não reparar - que nem notei grande falta de cor. O que acabou por me espantar, mais que não fosse por comparação foi: o Bruce Banner é tão raquítico. Ok, ao pé do Hulk qualquer um é raquítico, mas o Banner que estou habituada é um homem com corpo, não um lingrinhas que mal tem músculos para se levantar. Enfim...

Um Hulk meio perdido, apaixonado mas sem saber como lidar e conciliar o lado Hulk com o lado Banner. Em modo Hulk sabemos que fica ligeiramente diferente, não só na forma física, mas também na parte psicológica e essa dicotomia é interessante de observar. 

Tem um momento mega fofo do estilo of mice and men - só quer um amigo, um coelhinho adorável, mas a força é demais para um bicho pequeno, exactamente o mesmo caso e só torna a história deste Hulk ainda mais triste. Para aumentar a festa aparece um homem de ferro muito amarelo que leva uma coça muito bem dada, e eu até gosto do Homem de Ferro.

Independentemente de tudo o resto o Hulk aparece na versão mais expressiva que já vi na vida. Claro que seja para o que for o Hulk é um elefante numa loja de porcelana. Com tudo. Com o tamanho, força e resistência dele é pior do que um cilindro de estrada. Mas aqui é diferente: conseguimos distinguir traços de emoção nas feições distorcidas, felicidade, surpresa, tristeza, raiva...

É uma historia de amor bem contada, querida, trágica e não lamechas. Com o Hulk até se podia dizer que era complicado. A arte é genial, acompanha o argumento de maneira brutal e dá-lhe uma força terrível com o nível de detalhe e expressividade que transmite. Foi dos melhores livros de BD que apanhei nos últimos tempos.

"Hulk nunca magoa Betty.
Hulk sempre magoa Betty."

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

[leituras] X-Women - Mulheres da Marvel


TítuloX-Women - Mulheres da Marvel

Argumento: Chris Claremont, Marjorie Liu, Stewart Moore, Kelly Sue DeConnick
Arte: Milo Manara, Filipe Andrade, Nuno Plati, Mark Brooks, Ryan Stegman
Cor: Dave Stewart, Sotocolor, Nuno Plati, Emily Warren, Juan Doe

Olhando para a capa já se sabe de quem são a ilustrações do livro - da primeira história, aliás: Milo Manara. Num estilo muito próprio até é uma capa com mais roupa do que seria de esperar.

Confesso que tenho sempre imensa pena do leque reduzido de Manara. As mulheres desenhadas são sempre as mesmas, não tem mais do que 6 mulheres que lhe vão servindo para todas as histórias, é só trocar de roupa - quando a há. Independentemente disso tem uma capacidade extraordinária de fazer histórias sensuais, eróticas e tal, mas por vezes dá-lhes só um toque de sensualidade - não javardeira, entenda-se - que fica bem. Aqui achei exactamente isso, gostei de ver estas histórias por uma perspectiva diferente, claro que outra coisa não era de esperar mas ficou um trabalho interessante.

A história peca por falta de conteúdo, não tem quase nada, umas férias que dão para o torto e acabam em porrada. Sendo que é um livro de X-Woman não se poderia esperar muito menos do que isso. E vá lá que conseguem manter a roupa no corpo, por curtas que sejam e sejam lá as poses em que apareçam.

O segundo comic tem das artes mais interessantes que tenho visto. Temos uma moça Wolverine em busca por si própria, por encontrar o cantinho dela e acalmar os instintos mutantes que ainda não consegue calar decentemente. As ilustrações estão divididas e temos uma parte em tons de vermelho e preto, lindíssimas!, e outras mais "normais" da vivência real da moça. A história está bem porreira mas para mim as imagens e cores ganharam aos pontos.

Agora, mutantes que não são mutantes, são experiências que resultam em poderes sem o gene X, o que é chato porque acabam por ser discriminados por parecerem mutantes mas nem os mutantes os querem por não serem bem da mesma raça. Pobres pessoas. Mas há uma brigada de controlo de poderes com métodos de Clockwork Orange que me deixaram surpreendida. Não estava a contar mas foi qualquer coisa de interessante.

Por fim temos Sif, Asgardian, anda por cá a fazer coisas um bocado indefinidas, como é costume dos conterrâneos da senhora. A história é um bocado confusa, torna-se pouco desenvolvida e não achei que agarrasse a leitura. Uma pena. 

No todo é um livro engraçado de se ler mas que me deixou um bocadinho desiludida. Esperava mais e melhor. Ainda assim tem o ponto forte daquelas ilustrações maravilhosas do segundo comic que ficam assimiladas para acompanhar aqueles dois senhores - portugueses ainda por cima.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

[leituras] Marvels



Título: Marvels
Argumento: Kurt Busiek
Arte: Alex Ross
Páginas: 222
Ano: 1994


Não fazia ideia do que ia encontrar neste livro apenas tinha a indicação de que era bom. E não me enganaram, o livro é realmente muito bom. Vemos os super heróis e os eventos a volta deles pelos olhos de um fotógrafo, um freelancer que faz e baseia a sua vida em torno destas maravilhas - Marvels.

É engraçado ver a perspectiva de fora, das pessoas que olham para aquela as coisas estranha que acontecem. Porque vejamos: um vilão invade uma cidade e um super herói combate o. É desta perspectiva, herói-vilão, que vemos tudo a acontecer. Então e as pessoas "normais"? Pessoas que vem o sitio onde moram, as noticias, tudo, a rodar em torno e coisas espectaculares e que parecem irreais. E aqui vemos isso mesmo, o que vivem e sentem as pessoas que não são perdidas nem achadas nesta guerras.

Mas para isso temos quase um desfile de heróis. Aparece um pouco de toda a gente, ninguém quis faltar e isso só dá mais relevância ao que vemos aqui. Ver o comportamento das pessoas quando tudo o que é impossível lhe acontece à frente dos olhos é qualquer coisa. 

Mas independentemente de toda a história e o interesse que me despertou a arte foi realmente o que me deixou rendida. Desde a primeira página que me apercebi que havia algo de muito bom no que ia ver e ao longo do livro foi sempre uma constante. No fim desta edição temos a preparação e trabalho que uma obra de qualidade dá, e deu, mas em dúvida que os resultados foram brilhantes. Cor deslumbrante, ilustrações lindíssimas e correctas, cenários fabulosos. Tudo demasiado bom. A nível visual foi dos livros que mais me deixou de boca aberta a olhar para cada quadradinho com real espanto.

Estes nomes ficaram marcados e vou procurar mais coisas. Se a qualidade de outras obras for deste calibre têm uma fã devota.

Esta coleção da Marvel já me deu boas experiências e parece-me ter reunido bons exemplos do que se faz bem neste Universo. Ainda nem sei qual será o próximo mas não hei de esperar muito.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

[cinema] Guardians of the Galaxy




Título: The Guardians of the Galaxy
Argumento: James Gunn, Nicole Perlman
Realização: James Gunn
Elenco: Chris Pratt, Vin Diesel, Bradley Cooper, Zoe Saldana, Dave Batista
Duração: 121 min
Ano: 2014


Há filmes que têm um sucesso estrondoso e toda a gente fica a falar deles. Vivendo eu no meio de comunidades nerds coisas do estilo deste filme são-me bombardeadas a toda a hora com os prós e os contras todos que se possam imaginar.

Vi o trailer assim que saiu e soou-me a que este filme tinha potencial para ser qualquer coisa de especial! As pessoas à minha volta que viram o filme falaram-me bem dele. E sendo completamente honesta tem seres estranhos, mundos estranhos, situações estranhas e agradou-me a ideia!

Muitas explosões, muita onda de lasers mortais em estilo Star Wars e um grupo de completos malucos - para não dizer pior ainda - que se juntam por motivos pouco convencionais. E logo que grupo. Acho que em sítio nenhum se arranja grupo mais heterogeneo. 

Agora, há um ponto a favor de tudo isto que me fez por este filme um pouco mais acima na categoria! Um tipo com algum gingar natural, com uma nave, a qual usa para fazer umas patifarias de vez em quando? Com uma equipa com elementos muito diferentes, alguns muito muito diferentes, moças hardcore e situações de porrada iminente? Pode ser só a mim que me faz o click mas a certa altura pensei: este tipo está a caminhar para ser o Mal! Captain Malcom Reynolds, dono da bela Serenity. Não tem nada a ver, entenda-se. Tomara algum dia este Starlord chegar a metade do nível do Mal mas o certo é que a ideia me passou pela cabeça e não consigo ser completamente imparcial aí. Aquela série ainda hoje me dá saudades!

Karen Gillan como Nebula também me surpreendeu. Eu habituadinha a ela como Amy Pond e aparece-me careca, vingativa e um bocado psicótica. Infelizmente o ar de alien não é muito a coisa dela mas ainda assim a ser uma coisa bem treinada podia ser muito interessante. Conseguiu ter momentos loucos e momentos interessantes, badass!

Mas nada bate o Groot! Digam o que disserem! Ele é adorável, ele é útil, ele é forte, ele é interessante! I AM GROOT devia passar a ser uma coisa qualquer importante! Já para não falar nos momentos de beleza pura que ele consegue, com aquelas luzinhas pequenas e o adorável que ele fica a dançar enquanto pequeno rebento!

Os efeitos visuais estão muito bons, cores definição, explosões, torna-se tudo muito mais real e engraçado. Às vezes até demais!

Mas de uma maneira geral gostei imenso do filme, divertido, com um argumento que para mim podia ser um bocadinho mais detalhado, mais geekzinho mas que ainda assim está bastante bom, a ir buscar várias personagens interessantes, com actores bem escolhidos para o papel, em situações típicas destes mundos heróicos.

Esperemos pelo que ainda veremos deste grupo que contra tudo o que se pudesse dizer ainda sobrevive para contar a história, e pelos vistos continuá-la...

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

[leituras] Capitão América - O Soldado de Inverno (Parte II)



TítuloCapitão América - O Soldado de Inverno (Parte II)
Argumento: Ed Brubaker
Desenho: Steve Epting, Michael Lark, John Paul Leon, Lee Weeks, Stefano Guaudiano, Rick Hoberg
Cor: Frank D'Armata, Matt Milla

Depois de ter lido o primeiro e ter achado que sim senhor, aquilo não foi tão execrável como a personagem principal costuma ser tinha de pegar no segundo e ver o que daqui vinha.

Continuou bastante interessante, continuamos com um Capitão América pouco seguro do que se passa, confuso com as possibilidades de que o seu melhor amigo afinal está vivo e a trabalhar contra ele e sem poder sequer confiar muito nele próprio.

Os dilemas que se juntam nestes dois livros são interessantes e estão muito bem explorados. Acabamos por partilhar um pouco dos sentimentos do moço das asinhas da cabeça: o que se passa? O Red Skull morreu? É mesmo o Bucky que anda por ali? O que lhe fizeram? Como? Porquê?

Andamos um bocado às aranhas mas não de uma forma que se torne chata mas antes que dá vontade de espreitar as páginas que vêm a seguir para ver o que raio se passa. E isso é tão bom!

Os livros conseguiram-me prender, têm ilustrações bem feitas, bem adaptadas à história que contam, os flashbacks que já tinha falado a continuarem a ser uma parte importante e enriquecedora - e acho que prefiro a arte dos flashbacks à do resto -, as cores estão interessantes, ou seja, a nível gráfico está um bom trabalho embora nada que achasse soberbo. A história tem conteúdo, não está aborrecida, está bem explorada, bem pensada e funcionou muito bem. Isto vindo de alguém que não gosta de Capitão América é qualquer coisa!

Este segundo achei um pouco mais fraco que o primeiro mas ainda assim merece ser lido. Uma boa obra que quase me deu esperança para esta personagem. Quase.. Mas ainda não foi desta!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

[Leituras] Capitão América - O Soldado de Inverno (Parte I)



Título: Capitão América - O Soldado de Inverno (Parte I)
Argumento: Ed Brubaker
Desenho: Steve Epting, Michael Lark, John Paul Leon, 
Cor: Frank D'Armata

Eu já por natureza não sou fã deste senhor. Para mim tenho dois Captain Jack e para pessoas de alto estatuto já me chegam. A história do Capitão América não me chama, de todo, acho-a forçada e uma propaganda barata da qual não sou fã.

Para mim foi criado com um propósito muito claro e assim que esse propósito foi cumprido matavam-no e pronto, davam-lhe um fim de mártir e ficava tudo feliz e contente. Mas não. Infelizmente nem congelado soube ficar e tiveram que o trazer de volta - e não trazem os mamutes, há realmente filhos e enteados - vá-se lá saber por quê.

Por tudo isto acabo por ter sempre muitas reticências para ler ou ver qualquer coisa onde esta pessoa ande por lá - prova é que ainda não vi os filmes, por muito engraçados que já mos tenham vendido.

Mas nesta colecção do Universo Marvel tem de ser. Hei-de ler a colecção toda e ainda por cima as críticas que choveram a este Soldado de Inverno foram boas e decidi dar a abébia.

E na realidade não é nada mau. Não é a típica história que costumamos ter: o Red Skull desaparece, aparentemente morto, o que diga-se é uma pena porque se há alguma personagem mais interessante é essa, o Capitão América sente uma força externa a interferir com as suas memórias, com o seu comportamento. Cria-se um ambiente mais negro, mais misterioso que torna o livro bem mais interessante do que poderia ser.

A juntar a isto - e provavelmente das coisas que mais gostei no livro -  são os flashbacks que fazem nas memórias perdidas que andam lá por dentro do Capitão América. A preto e branco, ou em sépia, dependendo de se estamos num tempo ou noutro, são desenhos que se tornam não só muito bonitos mas também estão bem inseridos, não quebram a leitura nem interrompem a narrativa: complementam-na.

A parte 2 está aqui ao lado, vamos ver se acompanha a primeira que realmente me conseguiu surpreender.




quarta-feira, 29 de outubro de 2014

[leituras] Iron Man vs. Whiplash






TítuloIron Man vs. Whiplash

Argumento: Marc Guggenheim, Brannon Braga 
Arte: Phillippe Briones
Cor: Matt Milla
Capa: Brandon Peterson

Iron Man, Tony Stark e Robert Downey Jr já não se distinguem. É tudo exactamente o mesmo. Eu demorei a conhecer Iron Man realmente, conhecia apenas Downey Jr. e acho que não andava assim tão enganada. 

Depois saiu o terceiro filme e ia vê-lo ao cinema: Mini-Maratona de Iron Man. E pronto, assim começou a minha rendição. Nem vale a pena tentar resistir. É completamente estouvado da cabeça, mas é tão awesome!

E é um belo dum Engenheiro nestes mundos! Assim é que são bons! (As coisas começam a ajeitar-se para que isto não seja tão ficção quanto isso! Here!)

Mas bem, apanhada esta BD temos um caso diferente do habitual: vamos prender o Iron Man que ele anda a matar pessoal. Mesmo com todas as protecções que foram sendo feitas aos fatos, incluindo reconhecimento biológico, alguém conseguiu roubar os fatos - maravilhosos e que se houver um a mais eu aceito de bom grado - e andar por aí a devastar aldeias e a matar gente. 

Mas quanto à primeira coisa que eu disse neste bocado de texto neste livro ainda nos dá mais comichões:

"You know... I thought I recognized you. Robert Downey Jr., yes?"
"Guilty as charged!"

Isto já é gozar com uma pessoa!

Mas enfim, o livro não é nenhum portento, mas a história é interessante, mostra-nos a evolução de alguém que vê o pai a morrer pelas mãos de alguém com o fato de Iron Man e como qualquer pessoa normal cria também uma forma hardcore de o matar: meet Whiplash. Com uma armadura semi- Iron Man mas sem o estilo todo do Stark a coisa perde-se um pouco mas o cabelo verde compensa!

Gostei das ilustrações, de uma forma geral, embora o ar meio aciganado do Iron Man me faça sempre alguma confusão! Mas as cenas de luta estavam um miminho! Coisas que explodem e tudo a saltar e muita bagunça no meio de fogo e raios aleatórios. Vale a pena!

No meio disto tudo fiquei com uma dúvida. Tony Stark é um génio e sim senhor faz coisas muito boas e porreiras mas como é que estando preso na prisão ele consegue construir uma armadura rudimentar - do estilo da primeira que lhe vemos? É que ele aparece com pedaços de chapas de ferro no meio de uma cela. Como? Deixo a questão em aberto!