Título: Ready Player One
Autor: Ernest Cline
Páginas: 374
Ano: 2011
Estamos em 2044. O mundo é agora governada por um "jogo" que se tornou muito mais do que isso: tornou-se a vida das pessoas. Um jogo onde criamos o nosso avatar, a nosso gosto, e podemos fazer tudo o que se faz na vida real. Tanto que há muita gente cuja vida é no jogo e não fora.
Um dos criadores deste jogo - OASIS: Ontologically Anthropocentric Sensory Immersive Simulation - morre e nesse momento envia uma mensagem a todos os utilizadores: escondeu três chaves algures no jogo, que depois de encontradas servirão para chegar a um prémio final. Quem o descobrir ficará com tudo - TUDO - o que ele tinha.
Se há coisa que este livro tem é um apelo gigante a geeks! Ele é filmes, ele é música, ele é jogos, ele é livros, o que se lembrem! Este livro fala disso tudo, com pequenos detalhes aqui e ali escondidos e que são deliciosos de encontrar para quem gosta desta coisas.
E vá lá, é o sonho de qualquer pessoa que goste destes enigmas, e brain games! É um real quest, em que anda-se realmente à procura de pistas e tudo o que se possa imaginar para chegarmos ao "boss" final!
Eu confesso que não me lembro exactamente do que li sobre o livro que me fez querer ler, mas sei que gostei imenso de pegar neste pedaço sacrificado de árvore.
Essencialmente porque é uma história de aventuras, um jogo especialmente desenhado para geeks, com referências e coisas a acontecer que reconhecemos das coisas que gostamos e acompanhamos. É um bom livro para miúdos se eles já forem geeks o suficiente para conhecer os mundos habituais - Tolkien, Star Wars, Star Trek, Doctor Who, ... - porque embora tenha algumas partes mais dramáticas e violentas, os bons livros de aventuras também os têm! Faz parte!
É um livro de aventuras para miúdos um bocadinho mais crescidos. Ou um bocadinho mais precoces.
O certo é que é bom, lê-se muito bem, entretém que é uma coisa ridícula, é interessante, engraçado, e para mim, valeu muito a pena, ainda por cima tendo em conta que muitos dos livros que tenho lido não me têm cativado tanto quanto estava à espera.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
[leituras] Matadouro Cinco
Título: Matadouro Cinco (Slaughterhouse Five)Autor: Kurt Vonnegut
Páginas: 223
Ano: 1969
De Vonnegut acho que só li uns contos, numa fase em que andei a descobrir coisas pequenas de autores ditos bons e dos quais ainda não tinha lido nada - ou muito pouco.
E andando pelos mundos literários na internet - Goodreads e afins - há muitas listas por lá espalhadas. E eu sou fã de listas! Resultado: há nomes que se repetem em muitas delas! E este livro é um desses casos!
O livro é um pouco estranho. Temos um personagem principal que anda a viajar no tempo, dentro da sua própria vida, e a ver o que acontece nuns sítios e noutros por onde já passou.
E isso envolve muita coisa: desde abdução por extraterrestres que o mantém como espécime de zoo, à guerra, onde lida com alemães e franceses numa mistura brutal na qual até ele se perde, quanto mais nós.
O livro é todo ele muito entre cortado entre diferentes tempos e espaços, diferentes situações que podem durar meia página, como três ou quatro. É uma maneira curiosa de ver os acontecimentos mas é também muito confusa e não dá alguma coisa para uma pessoa se agarrar no caso de estar perdido.
Mais a mais, é um livro que para além de mostrar muita coisa daquilo que foi a vida deste homem, mostra também aqueles com quem se cruzou, e muitas das vezes que tiveram um papel essencial no que aconteceu ou viria a acontecer. Parece um livro mais cheio do que é, e isso vem destes saltos todos. Ao mesmo tempo é um livro muito visual.
O que me parece é que mais facilmente me interessava e me fascinava ver esta história em cinema do que tanto em livro (desde que a adaptação fosse bem feita).
A história é interessante, mas para além do que já disse, sabemos que não é o contar de uma história no sentido normal. Isso leva a que a parte final do livro é mais do mesmo, não há nada por descobrir, não há nenhum plot para acontecer... Nada... A história está contada, estão só a contar-nos mais alguns pormenores dela.
Não fiquei a maior fã do livro. É um livro interessante, mais pela forma do que pelo conteúdo, mas não é do tipo que mais me cative. Deve haver um filme disto, com o Di Caprio com um ar muito confuso, ou qualquer coisa assim... Tenho de investigar.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
[leituras] O Deus das Moscas
Título: O Deus das Moscas (Lord of the Flies)Autor: William Golding
Páginas: 222
Ano: 1954
Há muito tempo que tinha curiosidade para ler este livro. Tem um título curioso e já ouvi tanta gente falar disto que questionava-me sobre o que teria assim de tão fascinante.
Poucos dias depois de acabar de ler o livro descobri que é um dos livros preferidos do King - figures... No entanto eu confesso que estou confusa em relação ao que achei do livro.
O livro é sobre um grupo de miúdos que depois de um acidente de avião ficam sozinhos numa ilha, apenas por eles próprios, sem adultos por perto para dar ordens ou ajudar nalguma coisa.
E pronto, miúdos são miúdos, mesmo dentro das diferenças de cada um e instala-se a balbúrdia desmedida. Aqui a ideia geral é que se virmos o ser humano a crescer sem nos estarmos a limitar de acordo com as regras "dos adultos" vemos a verdadeira natureza do homem, e - surpresa - somos todos umas bestas por dentro.
Numa medida completamente diferente mas voltou-me a acontecer o que aconteceu com o Monte dos Vendavais: vejo que é claramente um bom livro, um livro muito bem escrito, envolvente, interessante, mas por algum motivo interno não foi um livro que me tenha dado um gozo por aí além. Não me aborreceu de morte como o Monte dos Vendavais, mas aí era o estilo e o tipo de história que não me interessa de todo, aqui não.
É um livro violento, bruto, com cenas dignas de um filme de terror bem feito, a aparecerem momentos aterradores quando menos se espera, principalmente no meio do que inicialmente é um cenário paradisíaco com praias bonitas e uma floresta cheia de frutinha boa para comer.
Portanto, não sei se foi da previsibilidade de ver que aquilo tudo se dirigia a um fim muito catastrófico, ou de que o ser humano é mau por natureza, se foi o encadeamento ou se foi alguma réstia de esperança na humanidade que não me quer deixar ver as coisas desta maneira... Não sei, sei que acho-o um bom livro, interessante, com um escrita boa, um ritmo adequado mas mesmo assim não me deu a volta.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
[leituras] Sputnik, Meu Amor
Título: Sputnik, meu amorAutor: Haruki Murakami
Páginas: 197
Ano: 1999
Murakami estava na
lista de coisas a ler em 2016 e este livro tinha um bom título e
estava a jeito. Ainda por cima tinha um título que me chamava a
atenção: não tanto pela parte do amor – isso no meu caso até
tem um efeito pouco positivo – mas pronto: Sputnik!
Agora, comecemos por
um lado bom: o livro é de leitura muito fácil, numa tarde uma
pessoa bebe um chá e lê isto sem se esforçar muito. E mais, se
juntarmos a isso algum poder de nos cativar nós sem darmos por ela
lemos metade do livro.
Mas há o reverso da
medalha: a tradução é mazinha, assim a dar para o muito. Entre
palavras directamente traduzidas do inglês que depois não soam em
português ou não dão a mesma ideia inicial, e hifens espalhadas no
meio das frases, nema tradução nem a edição tiveram lá grande
cuidado.
Mas o que posso
dizer é que as personagens não foram mal criadas, conseguem ser bem
descritas e dar uma boa noção de como são, como agem e porquê,
mas a história é muito reduzida, é muito pouco interessante, pouco
coerente nalgumas partes e de uma forma geral isto acaba assim num
estado em que não se sabe muito bem o que raio se passou.
Porque os twists que
metem lá pelo fim até que gostei, um bocadinho caídos do ar, sem
contexto ou fundamento, mas aceito. O fim em si, é que não faz
ponta de sentido. Pelo menos para mim, posso ter sido eu que “não
atingi o que o autor queria transmitir” ou uma dessas balelas
comuns que estão cada vez mais na moda. Não gostei, de todo, do
fim.
Portanto,
resumidamente: má tradução, má edição, pouca história, escrita
muito fluida e cativante q.b., boas personagens, péssimo final.
Engraçado que ao
ver outras opiniões sobre este mesmo livro falam imensamente bem, e
que é genial e que é tão bom e que é tão extraordinário. Eu cá
não achei extraordinário, e a maior parte dos comentários
parece-me mais saído de fanatismo com o autor do que propriamente
com o livro. De qualquer das formas Murakami, por aqui, não me
conquista. Ainda hei de testar outras coisas, ver se mostra mais um
bocadinho, mas por agora, é um bom contador de histórias mas pouco
mais do que isso.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
[leituras] Regresso ao Admirável Mundo Novo
Título: Regresso ao Admirável Mundo NovoAutor: Aldous Huxley
Páginas: 256
Ano: 1958
Eu a início pensava que isto seria uma continuação do Admirável Mundo Novo. Enganei-me, e corrigiram-me ainda não tinha começado a ler este livro.
Este livro é interessante, é uma reflexão, feita pelo autor, Aldous Huxley, sobre o que ele escreveu e como o mundo se desenvolveu. O livro faz a comparação entre as duas coisas e se por um lado ganha por ser o próprio autor a expor a sua própria maneira de ver a ficção e a realidade a andarem a par uma da outra, por outro ganha por fazer um apanhado bastante geral mas ao mesmo tempo incisivo nas coisas fundamentais do Admirável Mundo Novo que vemos no mundo real.
E mesmo assim este livro é antigo, era chamar o senhor a fazer um "Regresso ao Admirável Mundo Novo - Outra vez..." e o senhor tinha uma coisinha má.
No livro podemos ler sobre várias coisas, várias das situações ou vários dos costumes, que ao ler o livro nos podia parecer estranho ou terrível, mas que não estão assim tão longe do que acontece hoje. E mesmo quem sabe da existência dessas coisas, é um livro em que nos expõe de forma directa e se calhar fazem-nos pensar nessas cosas de uma forma que nunca tínhamos pensado.
Enfim, é um livro interessante, é pequeno, lê-se bem, e dá que pensar nalguns pontos. Mas não é um livro "fundamental" depois de ler o original.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
[leituras] Vingadores - O Último Ato
Título: Vingadores - O Último AtoArgumento: Brian Michael Bendis
Desenho: David Finch
Páginas: 176
Ano: 2005
O Último Ato - Ato Ato Ato, isto está mal escrito não é? Que Nervos! - não me tinha soado ao qu é, ou seja, último acto soou-me a pronto, a última aventura que os Avengers passaram, vá lá a história onde for. Plot Twist, não é bem isso, é mesmo o último acto dos Avengers como Avengers.
E o livro até que é engraçado, a Feiticeira Escarlate - isto em português soa-me sempre esquisito - controla alguns dos Avengers e cria o completo Caos, criando uma realidade própria onde viver, mesmo sendo completamente ilusão.
O livro é um bocadinho confuso e está demasiado em modo flashback para mim, ou seja, é giro e interessante que vão buscar pedaços antigos e mostrem o que se passou, o que cada um sentiu, contextualizar dentro da história, mas não pode ser num despejar de imagens e texto em que dão pouca linha condutora às coisas. Mas é engraçado vê-los, durante uma boa parte do tempo, meio perdidos por estarem a levar ataques de vários lados e não fazerem ideia de quem está por trás deles. Mas depois para se "organizarem" metem-se todos ao molho, se para mim foi complicado de perceber quem dizia o quê e quando e porquê, quanto mais eles, que ainda eram mais do que se vê em cada quadradinho.
Mas tirando isso é um livro bem engraçado, também porque reúne toda a gente e mais alguma. De cada vez que há reunião de Avengers aquilo é gente até perder de vista, metade deles com pessoal que não faço ideia quem sejam. E continuam com o Capitão América à frente, assim claro que levam porrada de cada vez que acontece alguma coisa...
Mas enfim, para a conhecedora leiga que sou e que vou acompanhando sem grande fervor e atenção a tudo e mais alguma coisa - porque isto é um mundo gigante e eu tinha duas hipóteses: ou me perdia completamente e deixava de apreciar as histórias porque me chateava, ou perdia-me noutro sentido e não podia sossegar enquanto não lesse isto e aquilo e não percebesse o que ficou por explicar dali e a nova vida de não sei quem, e epah, não tenho vida nem paciência para isso. Pelo menos por agora. Por isso vou continuando, no meu modo pacato de ver a coisa, como outsider. Tenho as minhas noções, conheço uns poucos, gosto de ver, ler e acompanhar mas sem ser boa para me perguntarem o que quer que seja. Sei as bases, e mesmo essas me podem faltar às vezes, and I'm fine with it.
E pronto, é um livro engraçado, para mim um pouco confuso, com uma arte que merecia mais um bocadinho nalgumas das cenas, mas que até nem dá um mau fim a isto tudo. Isto dá a volta eventualmente, não sei quando nem como, mas dá, de certeza.
Até porque nestas coisas as pessoas têm uma inércia imensa em ficar mortas, não há meio de sossegarem na tumba.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
[leituras] Por Mundos Divergentes
Título: Por Mundos DivergentesAutores: Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro Martins, Ricardo Dias, Sara Farinha
Páginas: 162
Ano: 2014
Mais uma antologia, este ano tenho umas poucas na lista, e com esta acabo a "colecção" de livros da Editorial Divergência, até agora.
E começo pelo quê? Hum, vamos começar pelas imagens. A capa não é má, embora não seja grande fã, mas foi uma boa melhoria em relação à capa de "Na Sombra das Palavras". Depois o grande problema são as ilustrações internas. As ilustrações são más, mesmo más.. Umas mais, outras menos, algumas até são razoáveis mas não enciaxam no registo do livro e algumas são só... amadora, vá. Não fazem sentido e enfim, são más. Bênçãos tenha a aprendizagem que no caso de "Nos Limites do Infinito" as coisas correram muito melhor na parte visual. E isso é de louvar.
Mas os contos, ok, vamos lá:
Patriarca, Ricardo
Dias, para começar temos um conto que segue as pisadas do 1984 criando não o "Grande Irmão" mas o Patriarca que desta vez é a típica tecnologia que se vira contra os humanos. A ideia não é original e o conto torna-se confuso. Não é mau mas não cativa particularmente nem por história, escrita ou personagens.
Em Asas Vermelhas,
Nuno Almeida, dá-nos um conto que pode não ser tão distópico quanto isso. Um mundo separado em duas partes, a cidade alta, cheia de luxo e riqueza, e a lixeira, onde outros vivem com os restos do que os ricos não querem. Achei que o desenvolvimento da história fica um bocadinho apressado ou não tão pensado, pelo menos, e que merecia uma roupagem diferente. Ainda assim torna-se uma leitura curiosa.
Dispensáveis, Ana
C. Nunes, este surpreendeu-me. É um texto com uma ideia simples e bastante mais realista do que se pode pensar à partida. As pessoas quando já não são uteis são postas de lado, levadas para um sítio onde estão todos os Dispensáveis, aqueles que a sociedade marca - literalmente - e manda para um sítio longe onde não chateiem. Boa história.
Arrábida8, Pedro
G.P. Martins, num ar mais sci-fi, letras e nomes lá pelo meio, meio Admirável Mundo Novo e tal, mas que resulta bem quando nos explicam o porquê. Para mim gostava que a escrita fosse diferente, não fiquei a maior fã, mas não sei se foi por conhecer a zona onde isto se passa ou não, ou fosse pela personagem principal ser uma moça às direitas, acabei por ficar cativada e gostei do que me apresentaram.
Somos Felizes, Sara
Farinha, é um bocadinho perturbador. As pessoas são obrigadas a ser felizes e em todo o lado há incentivos à felicidade e que temos de ser felizes e ainda mais e vamos ser ainda mais felizes. É uma pressão gigantesca e isso acaba por passar, e bem, na leitura. Achei que as ideias às vezes baralhavam-se um bocado, o fio da história por vezes perde-se um pouco, é um bocado confuso, mas no geral é um conto curioso que pegando em nós e olhando para um mundo em que nos obrigam a ser felizes como lidamos com um dos sentimentos mais tristes que se consegue ter que é a perda de alguém próximo? Enfim, foi bastante bom de ler.
Gostei desta antologia, tem contos interessantes, alguns dão-me um ar muito claramente amador, o que tive alguma pena, mas nota-se potencial em todos. Não houve um que não gostasse, houve um ou dois que não me ficaram com tão boa ideia mas de uma forma geral é uma antologia consistente, competente e que reúne bons contos. Venham mais!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
[leituras] Insonho
Título: InsonhoAutores: Valentina Silva Ferreira, Carlos Silva, Vítor Frazão, Francisco J. V. Fernandes, Ana Luiz, Miguel Raimundo, Inês Montenegro, André Pereira
Páginas: 125
Ano: 2015
Esta antologia tem uma bela capa e paira uma aura muito agradável dentro do estilo, seja pela imagem, quer pelo nome, não sei. Sei que a expectativa estava alta e infelizmente o livro não a acompanhou.
O primeiro conto, Ao Meio Dia, Carlos Silve, está bem escrito, começa por parecer uma coisa mas depois descamba para uma história já muito conhecida e "banal". Fiquei com pena porque realmente estava a contar que saísse mais do que depois apanhei.
Depois, Duelo de Lendas, Valentina Silva Ferreira, surpreendeu-me. Não é que seja um grande conto mas entreteve-me e achei-o engraçado. A junção de algumas das personagens que conhecemos foi uma ideia gira e embora pudesse estar embrulhada de uma forma melhor e mais cativante não deixa de ser um conto interessante.
De seguida, Na Escuridão, Vítor Frazão, não me convenceu. Não achei piada à escrita, não fiquei fã da ideia nem da execução do conto. Voltou a ser um conto com uma base pouco original e não houve assim nada que me fizesse ter grande interesse por ele.
A Voz de Lisboa, André Pereira, tem uma escrita pouco especial, e a própria história estava a ser engraçada mas o fim não me convenceu.
A Noite em que o Bicho Papão encontrou Kafka no cimo de um telhado, Francisco J. V. Fernandes, aqui a ideia não é má, mas depois a execução perde o encanto que poderia ter. É daqueles contos que gostava de dar a premissa a outra pessoa e ver o que faziam com ela.
Sant'Iroto, Ana Luiz, começo a gostar de encontrar coisas desta autora. A impressão que me dá é sempre de ser muito genuíno e autêntico e isso não é uma coisa que transpareça com grande facilidade na maior parte dos contos. Foi um conto que gostei de ler e que soube bem de encontrar nesta antologia.
Por sete encruzilhadas, por sete vilas acasteladas, Miguel Raimundo, é engraçado mas diz muita coisa para não dizer muito, ou seja, acaba por dar muitas voltas, faz muita coisa, mas pouco para a evolução da história. É engraçado mas precisava de menos rodeios,
Ao Sexto Dia, Inês Montenegro, não me conseguiu cativar. Maldições atrás de maldições com mortes misteriosas à mistura são um bom ponto de partida mas ficou aquém, por mim por a escrita ser confusa em muitas partes e um pouco "empapada", arrastar o texto sem dizer muita coisa.
Sangue, Suor e... Unhas, João Rogaciano, acaba a antologia e eu que acabei de escrever qualquer coisa com unhas achei curiosa a coincidência. A ideia do conto é bem porreira e podia ter ficado uma coisa muito nojenta e creepy - no melhor dos sentidos - mas, para começar, os diálogos são uma sério problema. Nada realísticos e não deixam entrar na história completamente, e depois a própria maneira de contar a história não deixa aqueles momentos de suspense e não cria aqueles momentos de arrepiar a espinha que para esta história resultavam tão bem. Fiquei com pena confesso.
No fim disto tudo fiquei desiludida, estava a contar com uma coisa e saiu-me outra. Acho que todos os contos tinham potencial mas que muitos não mostraram tudo o que podiam. Fiquei com pena. Mas mais coisas destas é que se quer e é bom ver a quantidade de antologias que andaram a sair nos últimos tempos. Não são todas geniais mas dão para conhecer autores novos, e só por isso já vale muito a pena.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
[leituras] Wolverine - Origem II
Título: Wolverine - Origem IIArgumento: Kieron Gillen
Desenho: Adam Kubert
Páginas: 128
Ano: 2014
Por vezes a ignorância é uma benção e aqui beneficiei dessa máxima. Quando fui para ler este livro a base que tinha é que se tornava muito previsível, a chegar a níveis estrondosos. Ora, para quem não sabe todos os pormenores e não se lembra de onde conhece o quê isso acaba por passar um bocadinho ao lado. E ainda bem, porque o livro assim tem muito mais estilo.
Primeiro: a arte é brutal. Eu de vez em quando encontro livros que me deixam completamente rendida só pelas imagens - ou algumas - e este foi um deles. A parte inicial em que temos cenas com um urso polar ensanguentado são lindíssimas, daquelas imagens que vale a pena guardar e por numa capa qualquer. A arte foi mesmo das coisas que mais me chamou no livro e se me parece que o nome de Adam Kubert não me diz muito, sinto que devia tratar disso.
A história, eu achei interessante, não me era nova, não achei original mas gostei da maneira como está contada. Agora tenho de dar a mão à palmatória e assumir que também eu notei a previsibilidade que me avisaram, e isso acaba por não jogar lá muito bem. Mais do que isso, algumas das cenas pareceram-me muito forçadas e pouco coerentes.
De qualquer das formas eu até que gostei do livro. Se calhar um fã acérrimo do Wolverine, ou alguém mais informado, atento e lembrado das coisas não lhe consiga achar piada nenhuma, mas por mim vale a pena, mais que não seja depois de ler o Monte dos Vendavais que é o Origem...
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
[leituras] Diário da minha Loucura
Título: Diário da Minha LoucuraAutor: Isabel Pereira Rosa
Páginas: 154
Ano: 2014
Eu assim pela capa e pelo título não pegaria neste livro. Tem ar de Sparks ou Margarida Rebelo Pinto. Não vinha no meu carrinho para casa, não senhor.
Mas só me chegou às mãos por uma amiga o ter lido e me ter dada umas luzes do que tratava. Pedi-lho para ver o que por lá encontrava.
Diário da Minha Loucura não podia ser mais directo: o livro é a transcrição do Diário da Bisavó da autora, que muitos intitulavam de louca.
Agora era louca porquê? Primeiro: porque tinha verdadeiros comportamentos complicados, por vezes até para os filhos - como dar banho às filhas de água completamente gelada, para enrijarem - mas noutros casos porque era uma mulher fora do tempo.
Não aceitava que os homens fossem mais do que as mulheres. Defendia que nenhuma mulher se devia sujeitar a um homem ou que não pudesse fazer alguma coisa sem ter a autorização do marido. Entenda-se que o espaço temporal deste diário é entre 1890 a 1910, mais ou menos. Uma mulher com estes pensamentos? Só podia ser louca.
E depois a parte que toca mais e que põe um grande peso no livro é que esta mulher teve 19 filhos, mas só sobreviveram 6. Entre jovens, crianças e alguns ainda por nascer, esta mulher perdeu mais filhos do que os que pode ter a seu lado. Como ela própria diz mais do que uma vez "Perder um filho é perder uma parte de mim. Como é que não eu de ser louca se já sou tão pouco?" (já não sei se as palavras são exactamente estas mas a ideia era esta). Melhor que isso, é que enquanto estava grávida não tinha os seus ataques, andava "normal". Tanto que ela não se lembrava dos ataques, ela escreve no Diário que teve meses que não se lembrava de nada, tempos em que se fechava no quarto, sem comer nem falar com ninguém, ou fugia para o cemitério, para o berço de ferro onde estavam os seus filhos, e adormecia, dentro de uma cova aberta que lá estava.
A acreditar que o Diário é total ou parcialmente verídico esta foi essencialmente uma mulher que sofreu muito, sofreu mais do que alguém devia sofrer. Não era estranho perder muitos filhos na altura que falamos mas nem isso minimiza o impacto que uma mulher deve sentir, e por conseguinte, toda a sua casa, marido e restantes filhos.
O livro lê-se bem, mas há alturas em que se torna um pouco forte, que tem relatos de uma das filhas mais novas que na sua inocência não conseguia perceber a mãe, ou ver as voltas que os filhos deram para não deixarem a mãe desamparada. Enfim, vidas muito complicadas mas que ainda ficaram registadas para a posteridade, para lembrar todos do que já foi a realidade de muito boa gente.
domingo, 17 de janeiro de 2016
[leituras] Batman - Presa
Título: Batman - PresaArgumento: Doug Moench
Desenho: Paul Gulacy
Páginas: 136
Ano: 1990
Esta colecção de Batman torna-se engraçada por vários motivos, e acho que para mim o melhor ainda é conseguir perceber por onde é que as cabeças das pessoas que pensam em escrever uma história acabam por ir tendo tanto por onde pegar.
Neste caso gostei da capa, não fazia ideia nenhuma do que contar para a história mas assim à cabeça tinha boas expectativas. E o livro tornou-se melhor do que estava a contar.
Senti que estava a ver uma série policial, em que as coisas se vão desenrolando, estamos a ver a polícia chegar cada vez mais perto, passo ante passo, e depois quando se vai dar o click acontece qualquer coisa em grande.
Aqui é isso que acontece: Hugo Strange é um tipo estranho, creepy como o raio, que está obcecado com o Batman. Investigação por mais do que um sítio possível - com momentos mais ou menos credíveis podia ser discutido - e quase como num jogo de quem é quem, as cartas em cima da mesa estão a ficar cada vez em menos número e estamos a ver uma a ter grande destaque no meio das outras.
O jogo de gato e rato neste livro torna-se curioso, e a maneira como o Dr. Strange consegue entrar dentro da cabeça do Batman é um bónus. Acho que este vilão, que é e não é ao mesmo tempo, foi uma das boas surpresas, já que é um tipo que nos aparece só coo desagradável e depois mostram-nos o lado mais aberrante dele, com tudo o que isso traz à mistura, desde o fatinho de Batman até manter a moça presa em bikini, qual Jabba.
Acabei por gostar do livro, é interessante e é uma boa bd. Vale a pena espreitar, sem dúvida.
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
[leituras] Batman - Gótico
Título: Batman - GóticoArgumento: Grant Morrison
Desenho: Klaus Janson
Páginas: 136
Ano: 1990
Ora bem, este livro assim de chapa não me chamava muito a atenção. Quando vi o nome Grant Morrison associado fiquei com esperanças já que é um dos autores que me tem surpreendido positivamente em várias situações mas depois pegando no livro não é um livro que me fique na memória.
O cenário gótico encaixa bem no Batman, o jogo herói-vilão está bastante bem apanhado - e para mim acabou por ser o que mais gostei, mas retira-se pouco daqui. Umas ilustrações interessantes, sem dúvida, mais um bocadinho de história passada do Batman a vir ao de cima, o que me soou um bocadinho forçado e pouco plausível de haver ali aquela coincidência toda, mas de uma forma geral não é um livro super interessante e que tenha uma grande força por si só.
Sou sempre fã de jogos psicológicos e aqui brincam bem com isso mas pouco mais. Não foi um livro que me cativasse especialmente. É uma boa leitura, vale a pena e é interessante mas nada mais que isso.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
[leituras] Tolkien - An Ilustrated Atlas
Título: Tolkien - An Ilustrated AtlasAutor: David Day
Páginas: 256
Ano: 2015
Eu que sou viciada em livros aprecio bastante quando alguém me dá livros. Ainda aprecio mais quando é um livro realmente brutal que eu quero ler. E pior ainda se for uma edição interessante.
Pois bem, ofereceram-me este livro e este consegue reunir isso tudo. É um livro interessante, é um livro lindíssimo e é um livro que eventualmente teria de ter. Em cheio!
Pois bem, primeiro: a capa (deixei em grande porque vale a pena... ah!). Verde, letras douradas e um dragão em relevo, frente e verso do livro. Segundo: o conteúdo. Eles avisam, e bem, que este livro não vai ensinar a história a ninguém. Pode sim, funcionar de duas formas: ou as pessoas já conhecem este mundo e serve como complemento, ou não conhecem e desperta o interesse para irem ler. Mas a maneira como acabam por por as coisas é muito simples, directa, e conta-nos uma história onde se nota, nos permeios das palavras, que há muitas e muitas outras histórias por baixo. Terceiro: as ilustrações. Há páginas em que o texto se resume a um parágrafo, não são textos exaustivos, e a letra não é muito miudinha, e depois temos uma ilustração. Um minutinho para o texto e cinco minutos para ver e absorver toda aquela cor, aqueles traços finos que nos dão entrada directa para as terras que nos estão a apresentar.
É realmente um livro lindíssimo, super interessante. Eu que ainda não li o Silmarillion - e vai ser este ano, agora não pode escapar - aprendi umas coisas, e fiquei com os meus mapas do mundo de Tolkien muito mais definidos e interessantes. Dá vontade de ir já ler os livros outra vez. Mas para isso ainda vou esperar mais um pouco, há muita coisa na lista deste ano que só na primeira semana já duplicou o tamanha - como é que eu faço estas coisas? Também gostava imenso de saber, mas enfim!
Resumindo: este senhor, David Day, é para ter debaixo de olho. O Bestiário e o Dicionário também já estão ao meu alcance por isso é só pegar neles. Bênçãos!
domingo, 10 de janeiro de 2016
[leituras] Hippo eats Dwarf
Título: Hippo eats DwarfAutor: Alex Boese
Páginas: 277
Ano: 2006
Depois de Elephants on Acid me ter conquistado achei que valia a pena ler o segundo do mesmo senhor, com um título igualmente estranho: Hippo Eats Dwarf.
Se no primeiro víamos o efeito da curiosidade na mente humana retratada em experiências estranhas, aqui temos mitos, esquemas maléficos, mentiras chapadas, fraudes, enfim, coisas que não são bem o que parecem.
O livro vem dividido em vários capítulos, cada um com um tema. Vão desde os e-mails que temos de reencaminhar para recebermos dinheiro do Bill Gates, até à publicidade ou ao poster da Pequena Sereia com um palácio fálico.
É um livro que é muito divertido de ler, Alex Boese não só tem histórias engraçadas e situações bizarras para contar, também introduz um humor muito próprio que ainda torna o livro mais engraçado.
Para além disso mostra bem a quantidade de aldrabões que anda por aí, sejam de profissão ou só por entretém, mas o que é certo é que andam em todo o lado, a enganar o pessoal com todas a forças que têm. E muitos fazem a coisa bem feita. Nunca confiar em nada. Nunca!
No meio disto tudo o pior é que se formos a ver bem a realidade é sempre pior do que a ficção, e neste caso, até consegue ser pior do que nós próprios pensaríamos ser o pior. No fim de cada capítulo há "Reality Check" com perguntas de verdadeiro ou falso sobre coisas serem verdadeiras e falsas. Infelizmente houve umas poucas que eu pensei "Por favor que isto seja mentira."... e não era...
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
[leituras] Nos Limites do Infinito
Título: Nos Limites do InfinitoAutores: Ana Cristina Luiz, Ângelo Teodoro, João Rogaciano, Ricardo Dias, Rui Bastos, Yves Robert
Páginas: 56
Ano: 2015
O ano passado o primeiro livro do ano foi o 1984. Lembrou-me bem porque aproveitei a entrada em 2015 para pegar num dos livros que mais curiosidade tinha e que tinha tanto potencial para ser dos melhores livros que já tinha lido.
Este ano o critério foi diferente. Dia 19 de Dezembro fui ao lançamento do primeiro livro com um conto do meu namorado. É um livro pequenino mas com contos que tinham bastante potencial e que me mantinham na curiosidade. Que melhor maneira para começar o novo ano do que com um livro de alguém próximo?
E então lá li isto, e o livro tem contos interessantes, cada um com pontos fortes e fracos, e claro com alguns a conquistarem-me mais do que outros.
Primeiro as senhoras e Ana Cristina Luiz tinha-me deixado muito curiosa durante as apresentações. O conto Sorte ao Jogo é interessante, gostei imenso do ambiente criado, das descrições da taberna, da maneira como consegui visualizar realmente o espaço com todos aqueles retoques característicos. A história em si não é muito original, como já tinha noção pelo que foi sendo dito, mas ainda assim consegue ser engraçada. Achei que a escrita ainda tem algum caminho a ser percorrido, que podia ser mais cativante. De qualquer das formas, gostei do conto e como ponto forte destacaria mesmo a autenticidade do ambiente.
Depois Ângelo Teodoro, com a Pele de Penélope. Tinha ficado interessada com a justificação do título nas apresentações: seguindo o título da antologia e pensando no ser humano como alo infinito, a sua pele seria o seu limite! Esta ideia ficou-me na cabeça e realmente é bem apanhada. Acabei por ficar com pena que o conto não tenha nada a ver com isso. O conto em si até que é interessante, diferente e com uma ideia curiosa, não fiquei foi muito fã da escrita: bem trabalhada, bem pensada, mas com algumas comparações "literárias" que não encaixam no seguimento do que é contado e que não fazem falta à história. De qualquer das formas também gostei.
De seguido João Rogaciano, com Memórias de Teddy, e este foi dos contos que mais curiosidade tinha. Uma história sobre um verdadeiro Teddy, com pedigree e certificado, impecável. A história à lá Chuck, ou mais Anabelle até, é bem engraçada, é o tipo de história que gosto de ler. Talvez gostasse que a revelação bombástica fosse um bocadinho menos previsível, mas esta maneira de ir contando aos poucos e deixar na expectativa o ser ou não ser também funciona muito bem.
Ricardo Dias não esteve nas apresentações e portanto o conto dele era o que tinha menos de informação, ia completamente às cegas. E bolas, eu gostava de ter escrito isto! Um fantasma que aproveita a eternidade para ler finalmente a sua biblioteca? My kind of ghost! Gostei bastante da história, gostei da maneira como é contada embora me interessasse muito mais ler sobre aquele fim do que sobre o corpo da história...
Yves Robert traz-nos Entre Estações, um conto interessante, que me surpreendeu pela positiva e que me foi surpreendendo ao longo da leitura. Aqui, um bocadinho ao contrário do primeiro conto do livro, acho que faltou um bocadinho de autenticidade nas descrições. Consegui ver tudo o que deveria, espero eu, mas soava um bocadinho forçado. E este é um conto muito visual, por isso acaba por influenciar. De qualquer das formas é um conto muito interessante e gostei imenso do que foi feito com a ideia.
Rui Bastos é um autor que não suporto. É irritante, arrogante, não escreve nada de jeito e tem a mania.
Primeiro: é meu namorado e a minha opinião pode ser um bocadinho parcial. Segundo: mesmo sendo meu namorado já estou muito habituada a ler as coisas dele e a criticá-las, para o bem e para o mal. Terceiro: toda aquela descrição acima é mentira mas mais valia ser verdade para ele não se encher muito de vaidade, vá. O certo é que o conto dele já eu conhecia bem. Eu vi isto sem estar escrito, quando me foi contada a ideia. Vi o primeiro esboço disto, e vi umas poucas versões até chegar a esta. Acabei por ver uma evolução neste conto como poucos terão visto. E o que é fantástico é que desde que ele me contou a ideia base, de ter uma colina que piscava um olho, eu fiquei curiosa. A maneira como ele dizia aquilo tinha por ali mais qualquer coisa a maquinar. O certo é que estava longe de pensar que ficaria assim, longe de pensar que acabaria com uma muito mais que aranha a contar esta história. O conto ficou bom, a escrita não fica atrás - como é hábito, a história ficou original e cativante, e eu gosto imenso do resultado final.
Este é um passo para se afirmar como Esperança, não o seu eu feminino - que eu saiba - mas como um jovem autor que está a fazer o caminho certo para ser mais do que "mais um".
Não quero com isto minimizar qualquer dos outros contos, até porque como já disse alguns deles vão ficar certamente na minha memória e procurarei mais coisas dos autores, mas pronto, este moço tinha de ter um bocadinho de destaque, mas só desta vez.
Parabéns à Editorial Divergência, este livro é interessante, foi uma boa aposta nos autores, como tem sido, a edição é bastante bonita e espero pelas próximas edições que de certeza terão tanto trabalho e empenho como este que acabei de ler, seja pelo(s) autor(es), seja pela equipa de edição.
domingo, 3 de janeiro de 2016
[leituras] On Writing
Título: On Writing
Autor: Stephen King
Páginas: 297
Ano: 1999
Acho que isto me apareceu como recomendação do Goodreads e não fazia ideia que este livro seria o que depois descobri dele. Um livro sobre escrita pelo King, epah, porque não?
Mas agora de livro pegado vejo que é bem mais do que isso, e embora à cabeça me seja dito que não é uma biografia aprendi mais nesta não-biografia do que em muitas biografias.
E mais do que isso: este livro conquistou-me porque não parece um livro, não estou a ler um autor a escrever, estou a ler um homem, uma pessoa. Não tem aquele ar de entendido na coisa, não te aqueles maneirismos de autor, nada. É um tipo que fala sobre a sua vida, a influência que a escrita teve nela, e a evolução da própria escrita com a vida.
Se eu já gostava de King agora fiquei bem mais interessada. Seja pela autenticidade do livro, seja pela simplicidade, seja pela maneira curiosa como as histórias foram aparecendo na vida dele. Ver o processo de criação de um livro/história é sempre uma coisa que me fascina, e olhar para o Carrie, para o Misery e ver para além do que já li e sei deles é realmente magnífico.
Mais a mais este livro estava a ser escrito e foi interrompido porque o King ia morrendo com um acidente em que um camião o atropelou e deixou num estado lastimável. Também isto é contado ao pormenor na parte final do livro.
Pode-se apontar muitos defeitos ao King, sim, mas não consigo deixar de gostar das histórias dele, da própria fluidez da escrita dele e da envolvência que ele consegue dar à história que me cativa quase invariavelmente,
Portanto: sinto que eu, com os meus rabiscos que às vezes me fazem dizer que até escrevo, aprendi com este livro. Deu-me coisas para pensar, mexeu com os meus circuitos internos e fez-me aperceber de coisas que nunca tinha pensado. É um livro que funciona bem para quem quer conhecer melhor o homem e o autor que Stephen King é, e também para quem quer ver umas coisas de escrita. Não é um livro normal de "instrução sobre escrita", longe disso. Mas para quem juntar os dois critérios, como é o meu caso, é um livro realmente bom.
Escusado será dizer que vou ler mais King este ano. Ainda por cima recebi ainda há dias o Under the Dome. Esse, o The Stand e The Tommyknockers vão este ano,
Autor: Stephen King
Páginas: 297
Ano: 1999
Acho que isto me apareceu como recomendação do Goodreads e não fazia ideia que este livro seria o que depois descobri dele. Um livro sobre escrita pelo King, epah, porque não?
Mas agora de livro pegado vejo que é bem mais do que isso, e embora à cabeça me seja dito que não é uma biografia aprendi mais nesta não-biografia do que em muitas biografias.
E mais do que isso: este livro conquistou-me porque não parece um livro, não estou a ler um autor a escrever, estou a ler um homem, uma pessoa. Não tem aquele ar de entendido na coisa, não te aqueles maneirismos de autor, nada. É um tipo que fala sobre a sua vida, a influência que a escrita teve nela, e a evolução da própria escrita com a vida.
Se eu já gostava de King agora fiquei bem mais interessada. Seja pela autenticidade do livro, seja pela simplicidade, seja pela maneira curiosa como as histórias foram aparecendo na vida dele. Ver o processo de criação de um livro/história é sempre uma coisa que me fascina, e olhar para o Carrie, para o Misery e ver para além do que já li e sei deles é realmente magnífico.
Mais a mais este livro estava a ser escrito e foi interrompido porque o King ia morrendo com um acidente em que um camião o atropelou e deixou num estado lastimável. Também isto é contado ao pormenor na parte final do livro.
Pode-se apontar muitos defeitos ao King, sim, mas não consigo deixar de gostar das histórias dele, da própria fluidez da escrita dele e da envolvência que ele consegue dar à história que me cativa quase invariavelmente,
Portanto: sinto que eu, com os meus rabiscos que às vezes me fazem dizer que até escrevo, aprendi com este livro. Deu-me coisas para pensar, mexeu com os meus circuitos internos e fez-me aperceber de coisas que nunca tinha pensado. É um livro que funciona bem para quem quer conhecer melhor o homem e o autor que Stephen King é, e também para quem quer ver umas coisas de escrita. Não é um livro normal de "instrução sobre escrita", longe disso. Mas para quem juntar os dois critérios, como é o meu caso, é um livro realmente bom.
Escusado será dizer que vou ler mais King este ano. Ainda por cima recebi ainda há dias o Under the Dome. Esse, o The Stand e The Tommyknockers vão este ano,
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
[leituras] O Longo Halloween II
Título: O Longo Halloween IIArgumento: Jeph Loeb
Desenho: Tim Sale
Páginas: 176
Ano: 2015
É bom não nos desapontarmos com os livros e foi exactamente o que aconteceu neste caso.
O primeiro não me ficou especialmente na memória e não achei nada de especial mas este segundo vale por si e pelo primeiro.
Ainda por mais eu tenho um fraquinho com os vilões do Batman, para mim são dos mais interessantes e com mais estilo. Não sei se é a aceitação da loucura em cada um deles, se será influência da minha paixão pelo Joker e pelo Arkham Asylum mas o certo é que os inimigos do morcego costumam ser tipos, ou tipas, a quem acho piada.
Calha bem que aqui vemos nascer um e ainda nos aparecem muitos dos outros reunidos e a serem loucos em conjunto. Não é bonito quando todos se conseguem dar bem?
O Batman passa por várias fases num caso que não é, de todo, fácil de resolver. Demora imenso tempo a resolvê-lo, mexem-lhe com os circuitos mais internos até não saber bem quem é ou o que faz, já não sabe em quem confiar e de quem desconfiar. Aqueles que hoje são amigos amanhã são inimigos, aqueles que parecem neutros afinal pendem bastante para um lado.
É um livro cheio de twists que embora admita que muitos só resultam porque temos o contexto do primeiro volume acho que a diferença de um para outro é demasiado grande. Se não fosse a recomendação e a minha OCD de leitura, lendo o primeiro livro eu sei grandes dores de cabeça não pensaria em ler o segundo, e isso seria um claro erro. Dar um bocadinho de gás naquele primeiro tinha sido uma boa aposta, pelo menos para mim que não sou grande fã de história a construir muito e sem desenrolar nalguma coisa.
Mas bem, é um bom livro, o conjunto vale a pena, e embora não chegue aos calcanhares do Arkham Asylum é um dos melhores livros que li de Batman até hoje.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
[leituras] O Longo Halloween I
Título: O Longo Halloween IArgumento: Jeph Loeb
Desenho: Tim Sale
Páginas: 200
Ano: 2015
Pelos criadores desta obra e pela crítica próxima que já me tinham feito este livro, melhor, estes dois livros, vinham com boas perspectivas para serem interessantes e uma leitura especialmente agradável.
Este primeiro volume, não sei se pela expectativa ou não - inclino-me mesmo a dizer que não - não me surpreendeu nem deixou especial interesse.
A arte é porreira, costumo gostar das coisas do Tim Sale, e a história começa a ser interessante, mas muito ao de leve. Alguns vilões, o mistério de quem é quem e a aura do Feriado sempre a pairar mas pouco mais do que isso. Uma espécie de policial do Batman, mas no início.
Mantenho a minha expectativa para o próximo volume. Este não me chamou nem marcou mas quem sabe não está apenas a abrir portas para uma segunda parte surpreendente? Espero que sim.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
[leituras] Batman Ano Um
Título: Batman Ano UmArgumento: Frank Miller
Desenho: David Mazzucchelli
Páginas: 120
Ano: 1987
Agora vou-me dedicar a ler a colecção do Batman. Ela teria de ser lida, porque não agora. Até agora só tinha ido o Arkham Asylum, porque pronto, é genial e dos melhores livros que já li. Mas agora vão os outros.
Só por me lembrar que o Arkham Asylum existe já merece pontos, mas é mesmo só à cabeça e durante uma fracção de segundo.
Eu já tinha lido este livro há uns tempos - ano e meio, segundo o Goodreads me diz - e já na altura não me fascinou. Assim se mantém.
O livro tem pouco de interessante: a história não tem nada de relevante, as personagens andam todas meio perdidas, a arte não me convence. A ler coisas sobre este livro havia pessoal a dizer o quão revolucionário foi, o diferente que foi, a evolução que deu à personagem. É capaz de ser isso que o faz ter tanto sucesso mas para mim, que me assumo completamente como leiga que não segue completamente as histórias todas e portanto posso ir perdendo informações nos permeios, não é um livro que me chame ou que me fique sequer na memória.
Já a parte do fim - esboços, planificações, desenhos - são apêndices que mostram como as coisas nascem e deixam-me sempre rendida. Ali sim as coisas ganham um ar muito mais interessante, mais cru e autêntico.
Resumindo, para mim: a arte não é nada de especial, a história também não tem mais do que isso. É um livro que nem por argumento nem por ilustrações vale muito. É engraçado, é diferente mas não é um dos que fica para recomendações ou lembranças. É bom para entreter um bocado.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
[leituras] William Shakespeare's Star Wars: Verily, a New Hope

Título: William Shakespeare's Star Wars:
Verily, a New Hope (#1)
Autor: Ian Doescher
Páginas: 174
Ano: 2013
Já não sei bem quando mas na busca de prendas para o meu namorado dei de caras com estas obras de Star Wars em versão Shakespeare. Achei que tinha todo o potencial, e mais, as capas são lindíssimas.
Acabei por me decidir a comprar o primeiro porque mais que não fosse era um livro giro de ter na prateleira.
Dito isto, e passados uns bons tempos de andar nas nossas mãos lá me decidi a pegar nele. Isto ganha essencialmente pela ideia.
Escrever a história desta maneira da-lhe um ar erudito, um ar mais antigo e sábio, mas é só ar, a história é a mesma e não traz nada de novo mas "Oh help me Obi-Wan Kenobi, help. Thou art mine only hope." dá estilo.
As ilustrações que existem são muito bonitas, dão um ar meio fofinho à coisa. Mas pronto, o livro não e mais do que isso. Uma adaptação interessante e curiosa mas pouco mais do que isso.
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