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segunda-feira, 23 de março de 2015

[leituras] Grandes Aventuras de um Pequeno Herói


Título: Grandes Aventuras de um Pequeno Herói
Autor: Natália Correia
Páginas: 105
Ano: 1946

Mais um dos livros da tal colecção de fac-simile e mais um que dá gosto de ler só pela edição. As páginas amareladas, as letras meio apagadas, as poucas imagens e mesmo o aspecto geral é qualquer coisa de bonita e que ainda faz com que a leitura seja melhor, tem um gostinho especial.

Eu tenho curiosidade pela escrita de Natália Correia, do muito pouco que sei foi uma mulher de garra, um carácter muito forte e que sempre lutou pelos seus ideais.

Olhando para algumas coisas aprendi entretanto que foi uma das fundadoras (com Saramago lá pelo meio) da Frente Nacional para a Defesa da Cultura. Abençoados! 

Mas bem, o livro! Pelas listas que vi da obra de Natália Correia este foi o primeiro livro a ser publicado e não é o tipo de livros pelo qual é conhecida. Aqui temos uma história infantil, puramente bonita como há muito não lia. Porque ok, podemos ler livros infantis com mensagens todas fofinhas, possivelmente ilustrações de arrancar "ooohhhh" às almas mais ressequidas mas a história ser bonita - não é fofinha ou coisas afins - não é assim tão comum quanto isso (não que ande a ler assim tanti livro infantil como isso).

Eu ao ler o livro dei por mim com um sorriso nos lábios de tamanha bondade, ingenuidade, fofice, sei lá, tanta coisa bonita que não se vê todos os dias, infelizmente.

Temos um pequeno rapaz, o Raul, que vive numa terra governada pelo Rei Tirano. Ao ver a diferença de posses entre o Rei, que esbanjava tudo sem se mexer, todos os dias, e o povo a trabalhar horas sem fim e ainda assim com fome decidiu que teria de fazer alguma coisa para combater essa situação desigual.

Depois de se aconselhar com o seu amigo, o grande e velho Castanheiro, percebeu que era sua missão mudar as coisas, fazer uma grande viagem em que recolheria ajuda de todos os elementos para ter força suficiente para combater o Rei. É uma viagem cheia de perigos e surpresas de tal maneira que só uma criança a faria, e só a criança certa, o pequeno Raul.

Envolvi-me completamente nesta história, fiz uma óptima viagem por terras fantasiadas, descrita num texto bonito (com alguns pontos aqui e ali mais literários que dão um tom bonito e sério ao mesmo tempo). Enfim, a escrita deixou-me rendida. Sei que aqui temos uma obra infantil e que o reisto é completamente diferente mas ainda assim fica uma boa ideia de que esta escrita terá muito para me oferecer, um livro mais tarde.

Eu que esperava ler uma coisa mais gritante dei por mim a ler dos livros mais bonitos e engraçados do ano, provavelmente. Ainda terei de pegar em mais Natália Correia, alguma coisa já mais forte e hardcore como a autora.

  




segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

[leituras] The Lorax



Título: The Lorax
Autor: Dr. Seuss
Páginas: 72
Ano: 1971

Mais um Dr. Seuss, tem de ser, e desta vez mais um que se associa, pelo menos de nome, a este mundo estranho em que ando a passear.

Aqui apanhei uma história diferente do que já li. Aqui vi realmente uma história de crianças como as que mais estamos habituados a ver: com uma moral, com uma mensagem clara que transmite valores a quem lê.

Neste caso entramos numa terra escura, sem vida onde vive um ser estranho e isolado, Once-ler. Mediante condições muito estranhas e duvidosas podemos entrar em conversa com ele e ele conta o que se passou naquelas terras e qual a história que escondem. Era uma terra cheia de cor e vida, com árvores coloridas, muito bonitas, árvores Truffula, e vários seres vivaços como os Crummies e os Swomee Swans. Com tanta cor que dali saltava para os olhos o SR. Once-ler teve uma ideia: fazer Thneeds, são camisolas, e sapatos, e casacos, e chapéus, tudo numa só peça de roupa. Claro que são feitas com as árvores Truffula o que leva a que o Lorax apareça rapidamente a tentar impedir que as árvores fossem sacrificadas em nome destes Thneeds. A ambição é sempre aquilo que ganha e este caso não foi diferente: mesmo vendo os pequenos seres a ficar sem comida ou sem ar para respirar a fábrica criada era mais importante e os lucros não podiam parar. Foi assim que a vida se foi, a cores também, e a última árvore Truffula foi cortada. A fábrica fechou e ficaram as terras, agora vazias e mortas.

A mensagem é bastante óbvia e para quem vê o início da história e o meio da história repara com bastante clareza na diferença que aquela terra levou. Sabemos perfeitamente que há imensos sítios onde isto acontece, ou aconteceu, mas aqui está uma história simples e auto-explicativa que devia ser mais divulgada.

Uma coisa que não tenho falado e é uma grande falha da minha parte é a parte gráfica. Sem dúvida que faz uma boa parte deste universo e talvez me tenha lembrado mais neste livro porque foi aquele que mais me chamou a atenção a esse nível. Há muito cuidado com as cores, com os desenhos, com um ar curioso e interessante que dá realmente vontade de investigar. Digo que foi neste onde isto realmente me aconteceu porque começa com uma rua escura, tons azuis fortes e rapidamente passamos para um mundo onde os vermelhos os amarelos os verdes e os azuis se cruzam todos para um arco iris completo. O contraste impede qualquer fuga ao Tico e ao Teco.

De qualquer das formas acho que é um ponto a referir, até porque num livro para crianças é uma componente muito forte e tem de passar a mensagem muito por aí.

Recentemente foi lançado um filme do Lorax e agora vou ter de vê-lo nas proximidades. Tem potencial para ser um filme fofinho e engraçado se estiver bem feito. Já vi que quem faz de Lorax é o Danny de Vito e só por isso acho que nem preciso de pensar duas vezes.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

[leituras] The Cat in the Hat



Título: The Cat in the Hat
Autor: Dr. Seuss
Páginas: 61
Ano: 1957

Mais um Dr. Seuss, assim um por semana faz-se muito bem, diverte-me, faz-me ser mais pequenina durante uns tempos e as coisas vão andando.

Este era provavelmente o nome que mais associava a este autor, o raio do cato aparece sempre em tudo o que tem alguma coisa a ver com ele e o nome é tão catchy que não dá para esquecer.

Aqui temos uma história que é uma grandessíssima confusão. Duas crianças fechadas dentro de casa num dia de chuva. O mítico dilema de o que é que se faz quando chove lá fora? Até que este gato antropomórfico lhes aparece em casa para os animar. 

Animado é mas a confusão que deixa atrás é mais do que a que tenho no meu quarto e isso é dizer mais do que se posa imaginar. Por isso acabei por ficar rendida ao instrumento maravilhoso que assim que arranjem eu compro: uma máquina que põe tudo no sítio. Uma casa completamente bagunçada foi posta num brinquinho em 2 minutos! Eu quero isto! Não sei quando é que arranjam mas eu quero!

O melhor no meio disto tudo é a reacção das duas pequenas crianças a tudo isto que vêem passar à frente dos seus olhos. É tudo tão estranho, tão repentino, tão puramente inesperado que aquelas que se queriam divertir dentro de casa num dia chuvoso limitam-se praticamente a olhar apáticos para tanta coisa que acontece ao mesmo tempo e de forma tão rápida. 

Seria claramente a minha reacção: se me entrasse um gato pela porta e começasse a mexer e a fazer coisas para me ajudar a fazer passar o tempo também ficava calmamente a olhar para ele e a pensar que raio se estava a passar. No fundo é um livro divertido, estranho mas curioso e sem dúvida que uma bela leitura para fazer com as crianças!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

[leituras] The 500 hats of Bartholomew Cubbins




Título: The 500 hats of Bartholomew Cubbins
Autor: Dr. Seuss
Páginas: 56
Ano: 1938

Eu bem disse que ia continuar a ler Dr. Seuss, fiquei curiosa e já agora leio uns poucos te tenho por aqui. Não são muitos, são pequeninos e eu divirto-me enquanto os leio.

Devo dizer que gostei mais deste do que dos pobres Greens Eggs and Ham. Aqui temos o jovem Bartholomew que só tem um chapéu. Um simples chapéu que já vem de família e é com ele que anda no seu dia a dia sem nunca suspeitar que fosse de alguma maneira mais do que um simples chapéu.

Certo é que um dia o Rei passa na sua carruagem pela rua e claro que quando o Rei passa tem de haver uma postura humilde e "serviçal" e claro que quem usa chapéu tem de o tirar, faz parte da conduta respeitosa pelo seu superior. 

Mas é aqui que todo o mal começa. O pobre Bartholomew bem que tira o chapéu mas outro fica na cabeça. E ele continua a tirar mas há sempre um chapéu a cobrir-lhe a cabeça. Mas quantos chapéus terá o rapaz na cabeça? O Rei tentou de tudo para fazer com que o chapéu saísse mas não havia meio.

É uma história simples e engraçada que me soube bem a ler. É a típica historinha de criança, com um evento paranormal e as milhentas maneiras que a imaginação consegue pensar para o resolver. Não vale a pena dizer mais, é um livro de crianças e é na sua simplicidade que está todo o prazer que tiro delas! 




segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

[leituras] Green Eggs and Ham

Título: Green Eggs and Ham
Autor: Dr. Seuss
Páginas: 32
Ano: 1960

Muito ouvi eu falar de Dr. Seuss, aparecia em conversas, em filmes, séries, músicas e eu perdida da Silva. Entretanto instrui-me e descobri quem era o senhor mas nunca tinha lido nada dele. Estava naquelas listas, as tais que ficam arrumadas indefinidamente. Como 2015 é o ano dessas coisas escondidas no fundo do baú fui buscar esta pérola - e outros do mesmo senhor.

É quase uma lengalenga, do estilo do que se canta aos miúdos "Era uma vez um cuco que não gostava de couves ... " onde temos um cuco muito picuinhas e umas couves à espera de serem devoradas lá para o final. Aqui é green eggs and ham, mas a ideia é exactamente a mesma.

Gostei especialmente do pequeno símbolo no canto superior direito da capa que diz: "I can read it all by myself". E é verdade, garanto que consegui ler isto tudo sozinha! E sem ajuda! Claro que é um livro infantil e é com coisas do género que os miúdos acabam por aprender as coisas e este é um bom exemplo.

No fundo não sei ainda o que esperar do resto, este não foi muito elucidativo quanto ao estilo - mesmo dentro das coisas simples para crianças pequenas - mas não tardo a pegar noutro para me inserir melhor neste mundo do Dr. Seuss.