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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

[leituras] Batman - Gótico

Título: Batman - Gótico
Argumento: Grant Morrison
Desenho: Klaus Janson
Páginas: 136
Ano: 1990

Ora bem, este livro assim de chapa não me chamava muito a atenção. Quando vi o nome Grant Morrison associado fiquei com esperanças já que é um dos autores que me tem surpreendido positivamente em várias situações mas depois pegando no livro não é um livro que me fique na memória.

O cenário gótico encaixa bem no Batman, o jogo herói-vilão está bastante bem apanhado - e para mim acabou por ser o que mais gostei, mas retira-se pouco daqui. Umas ilustrações interessantes, sem dúvida, mais um bocadinho de história passada do Batman a vir ao de cima, o que me soou um bocadinho forçado e pouco plausível de haver ali aquela coincidência toda, mas de uma forma geral não é um livro super interessante e que tenha uma grande força por si só.

Sou sempre fã de jogos psicológicos e aqui brincam bem com isso mas pouco mais. Não foi um livro que me cativasse especialmente. É uma boa leitura, vale a pena e é interessante mas nada mais que isso.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

[leituras] Batman - Asilo Arkham


Título: Batman - Asilo Arkham
Argumento: Grant Morrison
Desenhos: Dave McKean
Páginas: 120
Ano: 1989

Eu sou apaixonada por livros. É um amor incondicional que não irei deixar durante o resto da minha vida. Mas há livros e livros, não é? Há livros que sim senhor são muito porreiros, há livros que são muito bons, há livros que são muito maus, há livros que são absolutamente neutros e há outros que são absolutas paixões seja qual for o ângulo por que olhe para eles. É nesta última categoria que se enquadra este Asilo.

As ilustrações de McKean são das coisas mais fabulosas que já vi. São lindíssimas, muito trabalhadas, interessantes, diferentes, com cores absolutamente fantásticas e bem ligadas umas com as outras. Os cenários são ridiculamente bonitos, misteriosos e obscuros sem abusar da cor preta ao longo da história, antes pelo contrário. Há imensa cor, há imensos jogos de cor, há passagem de figura para figura apenas com a mudança de cor, eu nem sei, é demasiado bom para que uma mente pequena como a minha consiga atingir sequer níveis para falar devidamente dela. Eu com livros ilustrados por este senhor não quero saber do argumento, eu perco-me completamente naquelas imagens e pouco mais me interessa do que isso.

Claro que este menino tem coisas como este livro, livros com o Gaiman, não são propriamente coisas que não interessem ou que não se perca muito quando ignoramos o argumento. E eu acabo por ler e ver o brilhantismo para além da parte visual mas McKean é meio caminho andado para que eu fique interessada e presa a um livro.

Este livro é um perigo, passar de uma página para a seguinte é um dilema. Não acabar o livro e voltar a lê-lo logo de seguida é outro. Este livro é demasiado bonito e interessante para que não o leia e releia e mime e dê todo o carinho do mundo e veja todos os pormenores, absorva todas as cores e saiba cada página de cor para o poder ler mentalmente. 

Exagero? Sim, talvez, mas o raio do livro conquistou-me mesmo. Argumento, vá lá, que o Morrison também trabalhou bastante bem. O Batman é sempre um tipo meio chateado com a vida, com uma postura muito rígida e uma relação especialmente interessante com os vilões que o chateiam, com grande ênfase no grande Joker.

Juntar todos num asilo é uma ideia curiosa e mais acertada do que a início se podia julgar. Eu acho que qualquer pessoa no meio de malucos fica maluca e o Batman não é a pessoa / morcego mas escorreito do bando.

A dinâmica "de grupo" que se cria é bem explorada e joga bem com as várias personalidades que estão ali juntas.

Sem dúvida que adorei o livro e que vou reler não tarda muito. Este e mais uns poucos do McKean que desta vez apercebi-me com muita força do fascínio que tenho pelo seu trabalho.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

[leituras] Novos X-Men - Revolta na Mansão (#6)

Título: Novos X-Men - Revolta na Mansão (#6)
Argumento: Grant Morrison
Desenho: Keron Grant, Frank Quitely, Phil Jimenez
Ano: 2004


Assim de forma muito aleatória pego nestas histórias dos Novos X-Men mas não faz muito mal.

Estranho estranho é ver a Jean Grey viva e a espingardar contra tudo o que mexe. Mas pudera, estava a ser traída pelo marido. Enfim, problemas conjugais são sempre matéria complicada, muito mais no meio de mutantes, pior ainda se um deles for telepata.

Mas bem, temos a Escola do Prof. X a abarrotar de novos mutantes a aprender coisas novas. Muitos deles são estranhos como tudo mas é engraçadíssimo ver o que estes criadores se lembraram de meter como mutação: desde um tipo gasoso apenas contido pelo seu fato e que mais tarde ou mais cedo é libertado (agora voltar a juntá-lo vai dar um trabalho de entropia desgraçado), um tipo com orgãos e músculos transparentes o que lhe dá um ar estranhamente gelatinoso e assustador (com os olhos a passear naquela gelatina toda), eu sei lá, é um grupo grande e muito estranho mas acaba por dar um ar realista - destro deste mundo - à coisa: não são só os mutantes bonitos e perfeitinhos que entram na escola, há mutantes muito muito estranho, mas são mutantes como os outros.

Uma Emma Frost muito atiradiça, um Wolverine muito totó (vou culpar aquela goatie manhosa que deixou crescer), um Prof. X muito apático, um Hank fixíssimo, como sempre e um grupo de alunos que se lembra de ser mau, porque são mutantes e merecem ser mais do que os outros. Um tema bastante batido na luta entre mutantes e humanos mas ainda assim que achei que conseguiram lidar com tudo de maneira interessante e nada aborrecida. Não sei muito bem se por mérito de argumento ou das personagens que envolveram na história.

Isto assim a seco, fora do contexto, e sem mais nada a reportar parece um bocado perdido mas fiquei curiosa para saber que mais aventuras estes novos X-Men têm para nos mostrar. Sou bem capaz de ir à procura dos outros volumes, até porque este acabou num ponto muito sensível ...