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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

[leituras] Wolverine - Origem II

Título: Wolverine - Origem II
Argumento: Kieron Gillen
Desenho: Adam Kubert
Páginas: 128
Ano: 2014

Por vezes a ignorância é uma benção e aqui beneficiei dessa máxima. Quando fui para ler este livro a base que tinha é que se tornava muito previsível, a chegar a níveis estrondosos. Ora, para quem não sabe todos os pormenores e não se lembra de onde conhece o quê isso acaba por passar um bocadinho ao lado. E ainda bem, porque o livro assim tem muito mais estilo.

Primeiro: a arte é brutal. Eu de vez em quando encontro livros que me deixam completamente rendida só pelas imagens - ou algumas - e este foi um deles. A parte inicial em que temos cenas com um urso polar ensanguentado são lindíssimas, daquelas imagens que vale a pena guardar e por numa capa qualquer. A arte foi mesmo das coisas que mais me chamou no livro e se me parece que o nome de Adam Kubert não me diz muito, sinto que devia tratar disso.

A história, eu achei interessante, não me era nova, não achei original mas gostei da maneira como está contada. Agora tenho de dar a mão à palmatória e assumir que também eu notei a previsibilidade que me avisaram, e isso acaba por não jogar lá muito bem. Mais do que isso, algumas das cenas pareceram-me muito forçadas e pouco coerentes.

De qualquer das formas eu até que gostei do livro. Se calhar um fã acérrimo do Wolverine, ou alguém mais informado, atento e lembrado das coisas não lhe consiga achar piada nenhuma, mas por mim vale a pena, mais que não seja depois de ler o Monte dos Vendavais que é o Origem...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

[leituras] Wolverine: Origem

Título: Wolverine: Origem
Autores: Paul Jenkins, Andy Kubert, Richard Isanove
Páginas: 168
Ano: 2001

Se há coisa que não estava a contar era ler este livro e lembrar-me do Monte dos Vendavais...

Isto assim de chapa parece estranho, pelo menos a mim pareceria mas é que foi exactamente o que aconteceu. Aquelas reviravoltas todas dos donos de casa ricos, e os empregados porcos e sujos e maus. Depois no fim andam todos enrolados uns nos outros e separam-se e voltam-se a encontrar e sei lá. Que paciência para dramatismos amorosos... 

Mas bem, a história é engraçada, a termos a "maldição" de um pai a passar para os filhos que crescem primeiro juntos e depois separados como inimigos, depois de uma situação super mega trágica e dramática. 

E pronto, claro que é um livro com o Wolverine - ou vários, dependendo da perspectiva - tem de haver porrada e pessoal burro que se mete com ele só para apanhar a carga de pancada da sua vida, mas pronto, nada que não estejamos habituados no bom humor típico deste senhor.

Mas é mal que vem de família, não posso deixar de notar. Com as garras vem um feitiozinho daqueles especiais.

Enfim, é um livro interessante, com um bocado de drama a mais para o meu gosto, lê-se bem e é um livro porreiro mas não é nada que me faça ter muita vontade de o reler por ser tão maravilhoso. É engraçado, sim, mas não se torna fascinante.



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

[leituras] Tony Chu - Sabor Internacional (#2)

Título: Tony Chu - Sabor Internacional (#2)
Argumento: John Layman
Desenho: Rob Guillory
Páginas: 128
Ano: 2010

Há coisas que têm um ar Jules-estranho e que são bem aceites por pessoas não estranhas. Tony Chu é um bom exemplo destas coisas!

A ideia é terrivelmente estranha e peculiar mas é um nível tal que se torna só bom! O primeiro livro mostra logo bem o tipo de história que vamos ter e não consegue ser menos do que engraçadíssimo, teasing e nojento como a porra!

Sim, não vamos ter ilusões: é um tipo que come provas para ver o que passou. Isso pode envolver muita coisa! Muita coisa mesmo, como se vê neste segundo livro. 

Mais um bocadinho onde vemos um Chu (tenho tanta pena que tenham tirado o Chew em português... É um trocadilho fantástico!) com mais atitude, que não come e cala (get it? get it? get it?) e que vai dar o tudo por tudo para resolver o caso que o anda a azucrinar.

Ainda por cima já não há frangos! Onde é que já se viu um mundo sem frangos?

Aparecem personagens novas, há revelações... interessantes, lá pelo meio. Até temos um ataque de raiva cheio de sangue por todo o lado. O que é que pode haver de mau nisto?

Confesso que a G Floy soube escolher as sagas a editar, porque tanto os Saga como estes Tony Chu são espectaculares e valem bem a pena!

BD is not dead! - The good kind!


segunda-feira, 30 de março de 2015

[leituras] Fatale - A morte persegue-me


Título: Fatale - A morte persegue-me

Argumento: Ed Brubaker
Desenho: Sean Philips
Páginas: 136
Ano: 2012


Este livro não me chamo muito a atenção. É bonito, tem boas premissas, tem imagens interessantes mas sinceramente não me fazia grande pressão para agarrar nele.

Agarrando acabei por ficar interessada e ansiosa por ler o segundo, tenho de confessar. 

Mulher Fatal Eterna - esta premissa interessou-me, gostei da maneira como a história roda em volta desta mulher e de como o mistério e o desconhecido tomam conta por completo daquilo que estamos a ler quase sem darmos conta.

Paixões de um lado, sacrifícios do outro, muita coisa que não se percebe e as coisas acontecem. E resultam! Mas verdade é que geralmente quando se misturam histórias antigas que voltam ao presente com pessoas cheias de vontade de andar à porrada se não tiverem tudo o que querem e depois mete-se uma mulher bonita ainda à mistura: coisa boa não pode sair dali.

Embora seja ela o centro da trama acaba por nunca ser directa e completamente focada nela. Ela aparece quase como mais um peão no meio de algo muito maior. O quê sinceramente ainda não descobri. 

Como livro individual aguça bastante a vontade de continuar a conhecer a história mas sem um seguimento e sem ver o que se passa afinal para aquilo tudo estar a acontecer fica uma vontade de algo mais. Apareceu-me muito como livro introdutório, de composição, de nos atirarem com várias coisas, mais ou menos estranhas para a frente e agora temos de lidar com elas enquanto não temos mais alguma coisa para as perceber.

As ilustrações são interessantes e gostei delas especialmente no acompanhar da história. São bastante obscuras, não que sejam as imagens todas em tons negros mas são pesadas, não é um livro que esbanje cor, a cor é uma coisa pontual e que existe mas sempre mergulhada num ambiente pesado. Gostei desse pormenor e também do próprio desenho que é q.b. de estranho e que cai muito bem no tipo de livro que este é. 

Eu bem que gostava de dizer mais sobre o livro mas sinceramente não me sinto capaz para. Quero muito ler mais para saber o que se passa, ficar assim no fio da navalha corta os pés aos poucos e eu não sou lá muito fã.