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domingo, 3 de janeiro de 2016

[leituras] On Writing

Título: On Writing
Autor: Stephen King
Páginas: 297
Ano: 1999

Acho que isto me apareceu como recomendação do Goodreads e não fazia ideia que este livro seria o que depois descobri dele. Um livro sobre escrita pelo King, epah, porque não?

Mas agora de livro pegado vejo que é bem mais do que isso, e embora à cabeça me seja dito que não é uma biografia aprendi mais nesta não-biografia do que em muitas biografias.

E mais do que isso: este livro conquistou-me porque não parece um livro, não estou a ler um autor a escrever, estou a ler um homem, uma pessoa. Não tem aquele ar de entendido na coisa, não te aqueles maneirismos de autor, nada. É um tipo que fala sobre a sua vida, a influência que a escrita teve nela, e a evolução da própria escrita com a vida.

Se eu já gostava de King agora fiquei bem mais interessada. Seja pela autenticidade do livro, seja pela simplicidade, seja pela maneira curiosa como as histórias foram aparecendo na vida dele. Ver o processo de criação de um livro/história é sempre uma coisa que me fascina, e olhar para o Carrie, para o Misery e ver para além do que já li e sei deles é realmente magnífico.

Mais a mais este livro estava a ser escrito e foi interrompido porque o King ia morrendo com um acidente em que um camião o atropelou e deixou num estado lastimável. Também isto é contado ao pormenor na parte final do livro.

Pode-se apontar muitos defeitos ao King, sim, mas não consigo deixar de gostar das histórias dele, da própria fluidez da escrita dele e da envolvência que ele consegue dar à história que me cativa quase invariavelmente,

Portanto: sinto que eu, com os meus rabiscos que às vezes me fazem dizer que até escrevo, aprendi com este livro. Deu-me coisas para pensar, mexeu com os meus circuitos internos e fez-me aperceber de coisas que nunca tinha pensado. É um livro que funciona bem para quem quer conhecer melhor o homem e o autor que Stephen King é, e também para quem quer ver umas coisas de escrita. Não é um livro normal de "instrução sobre escrita", longe disso. Mas para quem juntar os dois critérios, como é o meu caso, é um livro realmente bom.

Escusado será dizer que vou ler mais King este ano. Ainda por cima recebi ainda há dias o Under the Dome. Esse, o The Stand e The Tommyknockers vão este ano,


domingo, 20 de dezembro de 2015

[escritos] Uns livros pelos outros

Sou uma moça que se gostar de um autor vai ler todos os livros, até aqueles que não se encontram em lado nenhum mas que por uma nesga dá para ver / ler.

Estava a pensar que por vezes não preciso de ler muita coisa para saber que um autor é o meu tipo de autor e comecei a pensar: quem foram os primeiros com que senti isso?

Primeiro pensei na Mary Roach. Apaixonei-me completamente com A Vida Misteriosa dos Cadáveres - acho que o próximo ano parece uma óptima altura para releitura - e desde aí que sabia que essa senhora era qualquer coisa de brutal que valia a pena acompanhar. Infelizmente em português não há grande coisa, e ainda só tenho dois livros dela. Mesmo assim o primeiro acho que será sempre o meu preferido com todas as utilidades - e sim, são mesmo coisas úteis - que um cadáver pode ainda fazer.

Depois comecei a tentar puxar mais para trás e talvez Saramago me tenha chamado antes disso. Não me lembro quando é que o li pela primeira vez mas também não foi à primeira que fiquei derretida para aquela obra.

Por isso sim, Mary Roach ganha.

E isto tudo porque ler o Elephants on Acid foi uma experiência tão curiosa que o segundo do mesmo autor - Hippos eat Dwarf - não demorou a vir para a minha prateleira. Mas não haja dúvida que uma pessoa depois começa a ganhar favoritismos, às vezes mesmo que involuntários.

Eu sei que gosto de King, vou ter alguma facilidade em pegar num livro dele mesmo sem saber o que seja.

Isso se calha interfere um pouco com a descoberta de coisas novas mas acho que há tempo e vontade para tudo!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

[escritos] 2016

Olhando para o calendário já pouco falta para 2016. Há semelhança do que fiz para este ano acho que vou adotar uma lista de leituras a fazer, ainda que a queira com o mesmo regime deste ano: aberta e pouco rígida.

Isto porque há muito para ler, há alturas em que li coisas que depois me fizeram não querer ler outras. 

Acho que também fiquei mais picuinhas, lá isso também é verdade. Porque se ao fazer a lista pus o que me fui lembrando, quando peguei nalguns fiquei naquela sensação de "Podia estar a ler tão melhor..." e não é isso que quero.

Não cumpri a lista de 2015, mas não faz mal!

Li alguns livros que andavam na minha cabeça a saltitar há anos e finalmente saíram, finalmente sei se são bons ou maus, segui imensos conselhos de várias pessoas - mostly one, but still - e foi uma experiência que gostei.

Porque sejamos sinceros: eu ainda leio um bocado, quero ler muito mais, e de cada vez que falo com alguém de livro ou vou a uma livraria eu digo umas poucas de vezes "Tenho de experimentar o autor X", "Ainda não li o livro Y". Pondo isso no papel facilita que me lembre. E isso aconteceu e não podia ter ficado mais contente com a experiência. 

Já há lista começada para 2016, embora ainda esteja pequenina. Mas ainda há uns poucos de 2015 em stand by. Uns por outros e a coisa faz-se! E ainda bem!

domingo, 1 de novembro de 2015

[escritos] Amadora BD






Ao fim de tantas edições e tantas vontades de lá ir foi este ano que se deu! Já fui ao Amadora BD.

Eu que moro relativamente perto da Amadora tenho notado, ao longo dos últimos anos, uma forte aposta nesta "brincadeira" da BD. É a própria decoração da cidade, é o Amadora BD com o maior destaque que conseguem, é letras gigantes a intitular-se "Cidade da BD" e ainda bem. Dá um ar de mudança à cidade, chama pessoas e ainda divulga este género que tanto mérito merece e tanta coisa boa tem feito em Portugal!

O evento em si está bastante dinâmico, está feito de tal forma que não é só um evento de BD aborrecido, com uns lançamentos e umas bancas. O espaço está muito giro, cheio de pequenos pormenores num lado e noutro, as exposições que por lá têm são interessantes e dão-nos uma boa ideia de vários momentos na história da BD e isso torna-se bem porreiro de encontrar. 

Está construído num sítio aberto, com espaço suficiente para as pessoas passearem e verem as coisas sem terem de andar completamente aos ewmpurrões umas às outras, as estruturas e divisórias estão simples e baratas, diga-se. Muitas das coisas estão feitas em papelão e tenho de dar os parabéns a quem o pensou. Super simples, super barato e faz o propósito para que existe da melhor maneira. Não sei quem é que pensou naquilo mas tem os meus parabéns!

E a exposição tem passagens secretas e uma sala secreta e um labirinto para os miúdos brincarem e lápis gigantes e A CASOTA DO SNOOPY!!! Not even kidding!

Tive pena de que a exposição não tivesse um bocadinho mais de informação, porque para quem não conhecesse as coisas que lá estivessem aquilo que aprendia era o nome da tira/série/história e o nome do autor. Um bocadinho mais de informação sobre as coisas seria o ideal! Fazer com que as pessoas se interessassem e ao mesmo tempo aprendessem! Isso, para mim, precisava realmente de ser trabalhado. Mas tirando isso o evento surpreendeu-me muito pela positiva.

Há vários lançamentos a serem feitos durante este tempo, ainda apanhei o lançamento do livro "O Poema Morre" de David Soares, com Sónia Oliveira (Kingpin Books) num espaço mais uma vez simpático, acolhedor, porreiro para ver uma apresentação e construído em cima de paletes (pessoal, espectáculo, a sério! Simples e prático!).

Nas bancas há muita coisa para ver e comprar, com a G Floy por lá, a Kingpin (e todos os seus Pops! Mas têm um gorro do BB8, uma TARDIS giratória e um Bobble Head do Matt Smith, não me vou queixar!), a Chili com Carne, a Devir, a Babel e como alguém muito sábio diz, o "Império do Mal", ou seja a Leya. (Acho que não me esqueço de ninguém...) Ainda comprei duas BD e dois pins, e vim para casa toda contente!

Eu por lá ainda ia tendo um ataque cardíaco com os livros expostos cortados para ficarem presos. Isso rasgou-me as entranhas em milhões de volumes infinitesimais de gosma! Não se fazem essas coisas aos livros!!! Eu percebo o porquê de o fazerem mas não... não, assim não! Coitadinho do livro gigante da Mafalda - que eu tenho! - ou do Habibi, ou do Hawk, ou sei lá... todos! A minha alma ainda sangra por eles. 

Depois claro que tenho pena que o evento acabe por ser um pouco descentralizado e só por isso há imensa gente que o põe de parte à partida. O mesmo evento, nos mesmos moldes, com tudo exactamente igual, teria dez vezes o número de visitantes se fosse num ponto de Lisboa onde qualquer pessoa pudesse chegar de metro. É chato, mas é verdade! 

Agora que tenho uma primeira ida não me cheira que queira deixar passar as próximas edições sem um pulinho por lá. Até porque confesso que me deu um certo prazer já ter lido uma boa parte das BD que lá andavam. Só ali é que me apercebi dessa monstruosidade. Bem, objectivo do próximo ano: só não ter lido os que estão a ser lançados! Bora lá, Jules!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Psssst, há coisas bem feitas à solta

Esta semana foi muito rica em comentários, fotos, memes, vídeos, mensagens, sei lá mais o quê sobre um tema e um em específico. 

A mim foram-me passando ao lado, já tenho filtros intrínsecos, mas foi uma dose massiva sempre do mesmo assunto. O assunto, para alguém mais distraído, ou abençoado por uma estrelinha que o protegeu desta bodega, é o lançamento do filme das sombras de um senhor.

Dei por mim a encontrar provas de que várias pessoas tinham os bilhetes encomendados e estavam ansiosíssimas pelo momento. Milhares e milhares de euros - e outras moedas - nos livros. Outros milhares e milhares em bilhetes de cinema, ainda sem sequer estar o filme em cinema.

O meu problema não é que as pessoas leiam e gostem, vejam o filme e gostem, cada um sabe de si. Mas sejamos francos: isto é mau! Tanto uma coisa como outra! Há por aí milhares de livros e de filmes bem escritos, bem feitos, bem pensados, originais e interessantes e não têm metade do sucesso que isto tem. Isso é que me chateia.

Os grandes sucessos dos últimos tempos - em vendas - são livros que não o merecem. Há tanta coisa boa por aí, tanto autor, realizador, actor que trabalha a sério, que cria obras bem feitas, com conteúdo, bonitas, para todos os gostos possíveis e imaginários e aquilo que vende, aquilo que tem sucesso continuam a ser estas coisas, comerciais e banais, sem qualquer tipo de grande cuidado sequer. 

Isto diz muito sobre a população mundial mas nem vale a pena avançar mais sobre o assunto. É demasiado triste para que tenha tanta relevância.

Portanto vou fazer o que me faz mais sentido: olhar para o que está no cinema.

Reparai pessoas: temos um filme com o Benedict Cumberbatch a fazer de Alan Turing, The Imitation Game. É histórico, é sciency, tem um ar fenomenal e acima de tudo: tem o Benedict Cumberbatch.


Temos o Theory of Everything, é mais maricas e tal (mas ontem foi Dia dos Namorados e tudo) mas é sobre o grande e maravilhoso Stephen Hawking, um filme que dá a conhecer a vida pessoal e a evolução de uma doença complicada mas que não foi capaz de por barreiras num cérebro completamente genial.



Há o Boyhood para quem queira coisas mais experimentais e tal. Não é todos os dias que temos um filme que não apenas na tela acompanha uma vida. Demorou 12 anos mas o filme foi feito, cresceu com a criança que acompanhou e o resultado é qualquer coisa de diferente, pelo menos.


A ABELHA MAIA ESTÁ NO CINEMA! Eu tinha VHS disto quando era pequena por isso tenho um carinho especial pela pequena abelha mas isto para ir ver com os miúdos é tão giro. A pequena MAia é tão simpática e adorável. 


Ainda temos a Ascensão de Júpiter, tem umas imagens lindíssimas, para os homens têm a Mila Kunis, para as mulheres têm o Channing Tatum, a história é completamente louca mas têm um ar super interessante. E há orelhas à Spock, what can go wrong?



O Foxcatcher tem um ar extraordinário, mais uma vez com o Tatum a acompanhar Mark Ruffalo e Steve Carrel (estes últimos com um ar praticamente irreconhecível) num filme cheio de emoção e muita, muita, muita porrada.



Há mais coisas, como é óbvio, muitas mais. Estamos na altura do ano de estreia dos nomeados para Óscares, muitos têm realmente bom aspecto, é aproveitar. Anda aí uma onda de filmes óptimos a aparecer. Ide ao cinema pessoas, ide! Escolhei bem o filme. Mas acima de tudo divirtam-se!







domingo, 8 de fevereiro de 2015

Problemas de bookworm!

Encontram-se muitas listas na internet e confesso que me identifico com algumas delas - como todos nós. Recentemente encontrei uma sobre as piores coisas que podem acontecer a Book Lovers, Bookaholics, Pessoas completamente apaixonadas por Livros, como eu!

Nem todos os que andam por essa lista já me aconteceram mas como pessoa estupidamente preocupada pela integridade física dos meus livros - My Precioussss - quando alguma dessas coisas me acontece a casa vem abaixo.

  • Livros que quando são devolvidos vêm com defeito? NÃO!
  • Sair de casa e esquecer-me de levar leitura? NÃO!
  • Tentar ler e ter alguém a matraquear-me os ouvidos? NÃO!
  • O problema mítico de adaptações de livros a filmes? NÃO! (com alguns sim aí pelo meio, terei de confessar)
  • Fins mal feitos? NÃO!
  • Chegar a meio do livro e perceber que odeio aquilo mas que ainda tenho de o acabar) NÃO!
  • Perguntarem-me qual é o meu livro preferido? NÃO! (Esta é a pior, ninguém me pergunte isto, eu recolho à minha toca e não saio de lá nunca mais!)
  • Arrumar as prateleiras? SIM! (ok, dá imenso trabalho mas sabe bem mexer nos livros e ler pedacinhos de cada um.. ah, pequenos prazeres da vida!)
  • Acabar um livro realmente bom? NÃO!

E finalmente este toca-me especialmente:

"When you have a book that you really want to read and you can't read it because life!"  
Isto é a história da minha vida, chapadinha

Eu até não sou muito chata com spoilers, a não ser que seja mesmo de qualquer coisa que estou muito muito entusiasmada. Nunca me aconteceu ficar sem um livro porque alguém não mo devolveu, até porque acho que - dependendo do livro - perseguia essa pessoa até ao fim da vida!

Eu acho que pessoas como eu que têm uma fixação com os livros precisam de ser diagnosticadas com um qualquer tipo de OCD, mais que não seja para termos um papel oficial de alguma coisa que diga isso e que possamos usar para justificar os nossos comportamentos possivelmente agressivos e/ou violentos e/ou particularmente estranhos no que toca a estes casos. 

É perfeitamente normal termos esse tipo de reacções. Nós até somos uns tipos pacatos. Se nos deixarem no nosso cantinho, confortáveis, a ler, em sossego, sem interrupções nós até somos dóceis e agradáveis. Não chateamos muito. Desde que não nos mexam com os livros. É simples! 



domingo, 1 de fevereiro de 2015

As estantes que me emprestam!

Há um tipo ao qual achei piada há uns tempos e desde então que o tenho sempre à perna e à mão de semear naquele título estranho de namorado ou lá como é. Acontece que este senhor, de seu nome Rui Bastos, é bem conhecido dos mundos bloggeanos e um dos que mais vejo a tentar dinamizar esta coisa de ter blogs e escrever para cá umas coisas.

Assim sendo não tem um blog fechado, não se limita a escrever e publicar, envolve-se com as pessoas, chateia-as - no melhor dos sentidos - e acaba por arranjar maneira das coisas ficarem mais interessantes e de ainda se/nos divertir com isto tudo.

Se no ano passado lançou desafios a algumas pessoas (eu também andei por lá, parte 1 e parte 2) que obrigaram a uns raciocínios mais ou menos curiosos chegou a vez da vingança! Agora são os convidados a fazê-lo escrever! Para o caso bloggers - grupo no qual, pelos vistos, me insiro e tive a grande honra de fazer a abertura deste: Estantes Emprestadas 2.0! (Mais a mais sou o número 13 nesta brincadeira, YES!)



Eu tinha de entrar a matar: não queria algo extremamente difícil, nunca foi o meu objectivo (juro), apenas alguma coisa que gostasse de ver do ponto de vista dele, um desafio interessante que pudesse dar gozo a pensar. Saiu isto:

Conhecendo-te bem, e a mim também, sei bem que gostamos de muita coisa e todas muito diferentes umas das outras. Gostando de tanta coisa acabamos por precisar de vários meios para obter satisfação para todas. Mas e se fosse possível reunir tudo num só sítio? Como é que isso aconteceria? É possível de maneira real e – isto é importante – que faça sentido?

No teu caso, por exemplo, reunir DW, epopeias, dinossauros, livros, mitologia, integrais, crianças pequenas, desgosto por cães, como é que isto tudo poderia ser junto? Resultava? Sendo nós tão ecléticos? E quereríamos que isso acontecesse? Retiraríamos realmente o prazer que retiramos dos pequenos pedacinhos num todo?


Pois que conhecer o Rui foi uma aventura que me fez perceber que não estava sozinha no mundo: é possível, perfeitamente normal e felizmente exequível ser uma pessoa estupidamente eclética. Não é fácil, isso ninguém o poderá dizer mas lá que é possível, isso é!

Agora, Sr. Rui, fez um óptimo trabalho quanto ao desafio lançado. Havia muitos caminhos pelos quais ponderei se irias, várias coisas que me perguntei se te lembrarias mas havia uma certa: Doctor Who com dinossauros, com crianças ("Are you my mummy?") e sei lá mais o quê à mistura. Dessa não me livrava de certeza. Por outro lado pensei que explorasses um pouco mais. Talvez o tentar descobrir qual a melhor forma destas coisas acontecerem, porquê, como, não sei. Mais trabalho imaginativo!



Foste buscar exemplos, e muito bem dados, de coisas que fazem mais ou menos aquilo que eu disse e por aí eu concordo, é demasiado bom juntar várias coisas que adoramos numa! Principalmente quando é realmente bem feito. Poucos são os cenários onde isso é possível - felizmente em Doctor Who não temos esse problema, tudo é possível! - mas quando as coisas se conjugam com sentido sabe muito bem aproveitar um miminho feito (parece) especialmente para nós!

Acho que para mim o melhor é mesmo a surpresa de de vez em quando encontrarmos qualquer coisa que nos compreende, qualquer coisa que tem ali condensado o que gostamos e nos interessa. Acho que tudo, tudo junto nunca seria possível, é demasiada coisa e em demasiadas áreas para ser fazível devidamente mas assim pequenas doses, desde que bem pensadas, são bons exemplos de que o mundo funciona bem e que ainda há gente a fazer coisas interessantes e inovadoras! Provavelmente pessoas que sentem o mesmo que nós: há tanta coisa gira e interessante, vamos juntá-las e fazer qualquer coisa bombástica.

Eu sei que gosto de investigar, de me atirar de cabeça a coisas que não faço ideia o que me darão, bom ou mau, mas quero descobrir e essas aventuras acabam por dar mais força às coisas boas. O que eu quero dizer é: é óptimo encontrar coisas que nos fazem o Tico e o Teco dormentes de tão boas que são mas se fosse regra perdia muita da piada. Ver que há coisas muito - muito muito muito - más por aí acaba por nos fazer aproveitar mais as coisas boas. E se de vez em quando as coisas boas forem especialmente fascinantes e nos tocam nos sininhos certos ainda melhor!

Acho que ainda tens de te meter a investigar uma coisa destas, for the sake of it, agarravas e escrevias qualquer coisa que reunisse uma boa mistura de temas interessantes. Eras tipo com mais do que capacidade para fazer algo muito bom disso. (Call it a chalenge, muahahahah!) No fim disto tudo acabaste por me supreender, pegaste em exemplos interessantes que vou querer explorar um pouquinho mais e confirmaste que tens a mesma maneira de ver esta história que eu. Mais uma vez...

Vantagens disto é que se descobrires qualquer coisa que seja muito boa já fica pré-seleccionada para a minha pessoa. E o trabalho que isso me poupa é qualquer coisa de especial! 

Obrigada pela oportunidade de te fazer escrever por directrizes minhas, foi giro e quero repetir! Nunca se sabe bem o que vais desencantar e mais que não seja hás-de sempre arranjar uma maneira de dar a volta ao objectivo dado, não é? :)

domingo, 25 de janeiro de 2015

Obras literárias, mas não é bem

Eu gosto muito de livros e sou especialmente picuinhas com eles. Gosto de os manter lindos e maravilhosos, com ar de intocáveis, como se ninguém nunca os tivesse lido e fosse sempre a primeira vez que pego neles. 

Lombadas direitinhas, páginas não dobradas nem rasgadas nem escritas nem nada. Como se estivessem numa redoma protectora. Sou picuinhas a esse ponto, sim.

Muitas pessoas gostar de tirar notas nos livros, outros gostam de virar cantos de páginas em vez de usar uma porcaria qualquer como marcador e todas essas coisas me dão voltas ao estômago. Não consigo fazê-lo e fico sempre com um nó na garganta quando vejo livros a ser tratados assim. 

Tudo isto para dizer que para mim os livros eram todos bem tratados, bem conservados e permaneciam bonitos para sempre. 

Uma coisa que me dá sérias comichões e baralham o Tico e o Teco são esculturas em livros. Muitas são lindíssimas, verdadeiras obras de arte que não imagino o trabalho que deram e muito menos o tempo e dedicação para fazer coisas assim.  


Fico com o coração muito dividido: se por um lado vejo uma obra lindíssima e profundamente interessante, por outro vejo um livro estropiado. 


Eu quero acreditar que isto não é feito em livros mesmo. Alguns já vi a serem feitos em listas telefónicas que não me dão dor nenhuma ao serem estraçalhadas. Gosto de acreditar que são livros a fingir, feitos propositadamente para este fim e que nenhum livro foi maltratado na realização daquelas obras.


É inegável que são trabalhos de um pormenor estonteante e de uma beleza ainda pior. Guardando as minhas questões pessoais bem fundo um dia terei uma escultura destas. Sem dúvida que fará a casa de uma book worm um sítio mais interessante: não só ter a casa forrada a livros como decorada com livros também. 




domingo, 18 de janeiro de 2015

Sei lá, é a evolução das leituras ...

Ler está ligeiramente na moda e desta vez posso-me considerar uma grandessíssima hispter: eu já lia antes de ser fixe (acompanhar com um olhar matador e um dedo a passar nos lábios).

Eu que não gosto de modas até nem me vou queixar - muito - desta nova. Ao menos as pessoas leem. Infelizmente é complicado que leiam alguma coisa de jeito mas é um processo lento que acredito que possa dar bons frutos.

Mas isto tudo porque nos últimos tempos tenho visto várias campanhas de incentivo à leitura, de forma mais ou menos indirecta que acabam sempre por me surpreender mais que não seja por ser uma coisa que para mim é tão banal - no melhor sentido possível - que não percebo o porquê de todo o hype que anda por aí. Mas verdade seja dita: o McDonald's a dar livros como brinde (embora haja reacções que eu acho apenas tristes) ou um número crescente de eventos literários são coisas positivas que aos poucos vão incutindo a leitura na cabeça das pessoas, pode ser à base de martelo mas já diz o ditado que Água mole em pedra dura ...


Eu consigo ver coisas boas e más nisto tudo mas sinceramente quero acreditar que as boas conseguiram vencer a guerra contra as más. Mais que não seja esta onda pode trazer mais pessoas a ler e escrever e escrever é um assunto muito complicado. Desde miúdos que aprendemos a escrever mas fazer uma composição sobre porque é que gostamos do nosso cão pode não ser coisa para livro. Até podemos ter uma ideia gira mas daí a conseguir pô-la no papel em condições ainda há alguma distância. 


Infelizmente, por um lado, a possibilidade de textos serem transformados em livros anda cada vez mais a ser fácil e a quantidade de coisas que acaba por sair por aí começa a ser um pouco triste. Porque depois ler está na moda e muitos vão ler aquilo porque é um "livro", bom ou mau, interessante ou aborrecidissimo pouco importa. E eu até pensava que era eu a ser má mas não. Há mesmo pessoas que assumidamente não lêem nada pelo livro. Lêem para entreter e pouco lhes importa se a história é gira ou não, se está bem escrito ou não. Pouco julgam o livro. É um livro, deu para ler durante 1 semana, foi giro. E eu tenho pena que isto aconteça, é um desperdício tão grande e um desprestígio do material literário. 

Em compensação . e quero que isto sim seja a coisa a acontecer - também será mais fácil que rascunhos escondidos na gaveta comecem a aparecer. Que miúdos sejam criados com livros À volta e que desenvolvam gosto, quem sabe não se entusiasmem e aprendam coisas para depois serem eles a fazer mais. Estamos a cultivar a leitura e toda a cultura que daí vem nos miúdos desde pequenos, mesmo que seja no McDonalds. Isto pode ser muito bom. Podemos começar a dar mais importância e mais valor à palavra escrita. 

As coisas com o tempo têm tendência a mudar, para o bom ou para o mau logo se vê. Eu vou acreditar que é assim que as coisas vão endireitar e que mais coisas, sejam lá do que for, chamem os livros para a ribalta! Eles merecem! 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Primeiro olhar ...

(Que título mais maricas mas para este caso cai bem!)

Há não muito tempo li qualquer coisa sobre aqueles livros que temos que ainda têm as páginas por cortar e se não me engano até foi qualquer coisa do David Soares.

Há um prazer interessante nesse acto de cortar aquelas páginas, separá-las pela primeira vez, sabermos sem qualquer margem de dúvida que somos os primeiros a ler aquele livro em específico. Por mal que soe a alguns: A primeira vez daquele livro é completamente nossa!

E não sei bem porque é que isso dá uma satisfação tão grande mas eu sei que dá! Não é a satisfação de ler um livro pela primeira vez, essa é diferente. É mesmo a sensação de sermos os primeiros olhos que vêm aquelas palavras, aquela tinta naquele papel. Não sei se é algum tipo de sentido de posse, como se a nossa marca ficasse ali para sempre por termos sido os primeiros mas o certo é que se nota e já senti várias vezes essa sensação.

Sou bastante possessiva com os meus livros, são meus e é para serem bem tratados como se de porcelana se tratasse. Não gosto que se escreva neles, que se dobrem as lombadas sem dó nem piedade, que se dobrem cantos de página para os marcar então dá-me vontade de bater em alguém.

Mas de vez em quando há uma pequena magia que acontece: compro um livro, geralmente de ar gasto e antigo que quando o vou a ler ainda tem páginas por abrir. A última vez que me aconteceu isto foi com a antologia em tempos havia os bois que nunca esperaria que estivesse tão pura. No sítio onde o encontrei, aos anos que tinha e ninguém lhe tinha pegado!

Portanto sim, é mais um motivo para continuar a ir aos alfarrabistas, nunca se sabe quando se encontram estes pequenos prazeres. Porque comprar um livro novo, escolher aquele que está lá no meio sem nenhuma marca ou risquinho e sentir que somos os primeiros a folhear dá um grande gozo mas quando é um livro antigo, pensar nas mãos que já o devem ter percorrido e no fim disso tudo ainda somos nós quem tem o privilégio de o ler pela primeira vez... Ah, pequenos prazeres da vida...

domingo, 4 de janeiro de 2015

2015!!!

ANO NOVO LEITURAS NOVAS!

Gosto muito mais deste mote do que dos que se costumam apanhar por aí nesta altura do ano! Antes de mais: Bom ano de 2015! Depois: Boas leituras para 2015!

Eu cá sei que as minhas leituras vão ser qualquer coisa de especial! Este ano, pela primeira vez e ainda em regime beta decidi fazer uma lista das leituras para o ano! Tenho aproximadamente 70 livros na minha listinha - muitos são livros assim mais hardcore que de certeza me levam um mês a ler - mas quero ver se consigo ler todos, sem falta! Não tenho todos disponíveis mas mal será se as bibliotecas não me ajudarão nessa árdua tarefa!

Mas porque é que me lembrei desta lista? Simples: há demasiados que construo uma mega lista mental de livros que acho interessantes e que por algum motivo ainda não li. Decidi que não quero passar mais um ano assim, e muito menos continuar a adiar a leitura de livros que devem ser qualquer coisa! E mesmo que não sejam, até os ler nunca saberei e essa espera já é adiada no caso de alguns há uns aninhos valentes.

Por isso decidi-me a isto, tenho a minha lista, com livros a ler em 2015 e esta é para cumprir. Ao mesmo tempo, durante o ano vou fazendo mais listas, desta vez escritas e em sítios sempre à mão. Não tenho desculpa para me esquecer ou para adiar coisas! Tenho lá de tudo, desde livros que sei que vou adorar a livros que sei que não me vão ser nada de especial mas que tenho curiosidade e quero ler - até porque se não gostar já terei argumentos com mais fundamento. 

Eu vou ter alguns problemas em cumprir a lista toda, durante o ano tenho alturas que não tenho grande tempo para ler e terão de ser preenchidas com livros mais pequeninos. E a ler livros um pouco maiores esses estarão reservados a ser lidos em casa e terei de ler coisas mais portáteis para ler quando estou fora de casa. Vai ser preciso ginástica, equilíbrio, controlo e acima de tudo manter esta paixão bem acesa - o que me cheira não há-de ser difícil.

Eu não preciso muito de grandes incentivos para ler mas desta vez estou estupidamente entusiasmada. São livros que quero mesmo ler, autores que quero conhecer ou redescobrir, coisas que me andam a atormentar há demasiado tempo e este ano grande parte delas chega a um ponto final!

Vai-me saber muito bem e mesmo sem saber se vou conseguir ler tudo - vou tentar mas não prometo - sei que vou ter umas leituras muito muito interessantes em 2015.

O primeiro foi fácil de escolher: 1984, o livro que me fazia sonhar há mais anos do que os que me lembro. Os outros hão-de chegar! 

domingo, 28 de dezembro de 2014

EU OFEREÇO LIVROS!

Como bookworm que sou quero sempre mais livros.

Como bookworm que sou sou muito picuinhas com os meus livros.

Agora verdade seja dita: isto é um problema para quem está de fora! Ou alguém me conhece muito bem e atira ao livro certo -  e sim senhor, tem um pedacinho da minha alma reservado - ou agarra num livro que parece interessante e com a maior das probabilidades vai errar.

Isto dito assim até soa mal mas é muito verdade. A maior parte dos livros que mais se houve falar, que mais destaque têm são livros que pouco me interessam. Não é geral, felizmente ainda há Saramagos nas estantes e em promoções chamativas. King continua fortíssimo a lançar calhamaços que são adaptados para filme ou séries e as livrarias põe-no nas ilhas maiores. Há clássicos que não se perdem nos anos e continuam sempre nas estantes, em edições lindíssimas a chamar por quem quer que passe. Por isso não sou contra o que está à vista, mas a maior parte do que lá anda não me interessa minimamente. Não apreciei Ken Follet quando o li. Não posso ver a Margarida Rebelo Pinto à frente. James Patterson tem demasiados meandros de escrita estranhos para o meu gosto. Não gosto de sagas adolescentes maricas com vampiros e/ou lobisomens e/ou zombies com as meninas inocentes que se apaixonam e fazem coisas estúpidas ao longo de uma série de livros. Não sou fã de ler soft-porn para pessoas de meia idade. Nora Roberts, Sparks, Jodi Picoult, Lesley Pierce e livros afins até só pelas capas e invólucros me dão comichões e nunca li nenhum deles. Quem tem ido às livrarias nos últimos tempos percebe o que eu estou a falar.

É por aí que digo que não é assim fácil de acertar sem conhecer o bicho.

Mas quem é que já deu AQUELE LIVRO a alguém? Saber que aquele livro assim que for visto pela pessoa que o vai receber vai ser instantaneamente amado e preservado no cantinho mais bonito e lustroso que houver. Já viram os olhinhos de um bookworm que recebe um livro que realmente queria? É qualquer coisa de muito especial. É mais brilho do que se pode imaginar. É qualquer coisa de outro universo!

Eu já ofereci livros assim! E sempre que ofereço livros gosto que seja por isto, porque sei que vai ficar num cantinho muito especial daquela pessoa! E podem ter a certeza que fica mesmo.

Portanto tudo isto por um motivo muito simples: se conhecem um bookworm metam conversa com ele sobre livros - com muito cuidado, há fortes possibilidades de nunca mais ouvirem o silêncio, principalmente se essa pessoa não estiver habituada a ter com quem falar sobre isso, tenham mesmo muito cuidado! Descubram quais são aqueles livros ou aquele tipo de livros que o faz vibrar, que não deixa dúvidas para "Gosto ou não, pode ser engraçado e tal" - Não! Não chega! Aquele livro que faz com que naquele momento o mundo pare, os olhos brilham e só existem duas entidades no universo: livro e dono!

Essa pessoa vai ficar radiante e quem oferece fica também! Quando a paixão é mesmo forte nota-se e sabe tão bem ver alguém tão feliz. Gosto de acreditar que somos um nucleozinho engraçado que retira prazer de umas folhas de papel sujas com tinta. Não são muitos os que vêem o verdadeiro valor disso mas quando o vêem é inesquecível!

Já agora, se o bookworm que conhecerem for eu estão à vontade para falarem de livros. Qualquer que seja o tipo, não discrimino! Venham a mim os livros! E se quiserem saber quais os que gosto mais e ainda estão na lista... Bem, não perguntem, a minha lista ainda é maior que a dos típicos bookworm, nunca mais me calava! Morria afónica, mas feliz!

domingo, 21 de dezembro de 2014

O que há em mim é sobretudo cansaço...


Ao escrever este titulo lembro-me de duas pessoas, uma que começará a ler com o sobrolho alçado e outra que o faria de olhos bem abertos só com o entusiasmo. A seguir por este caminho escrevia tudo menos o que queria e por isso deixo só a nota que achei curiosa: nove palavrinhas apenas - que nada dizem - e a influência que podem ter no que seja que fazemos.

No Universo em que vivo com mais frequência nos últimos tempos, estou puramente cansada. Apetece-me dormir por umas semanas sem fazer o que fosse. Isto é dito da boca para fora, sou demasiado irrequieta para conseguir tal feito mas ainda assim é aquilo que só de pensar me dá mais prazer.

Escrevo com uma caneca de chá bem quente nas mãos, como faço com mais frequência do que é normal, a ver se aqueço um bocadinho ao mesmo tempo que a minha cabeça me manda para a cama. E isso acaba por se reflectir no quê? Em tudo! E uma das coisas que noto que sofre rapidamente com este meu mal é a minha parte de leituras. Fico cansada, com pouca vontade de fazer trabalhar a cabeça. Leituras leves? Fazem-se com bastante calma! Leituras mais interessantes que muitas das vezes implicam mais um bocadinho de esforço mental já não consigo. 

Aconteceu-me há dois dias, pegar num livro que sei ser interessante e que me vai cativar com bastante força mas li o primeiro capítulo e não retive metade do que li. Não identifiquei beleza literária, num autor que a tem a rodos, não lia completamente as frases, tentava perceber a história com uma leitura na diagonal. Ler assim não é ler e recuso-me a dizer que li um livro se assim o fiz. Resultado? Arrumei o livro, fica para outros tempos em que o meu cérebro colabore com o resto e me permita ler a absorver tudo o que está ali para mim!


Mas então como passar os próximos tempos no campo das minhas leituras? De forma minimal! Não consigo deixar de ler, nunca conseguiria fazer tal coisa, mas vou ler menos e descansar mais. Se calhar em vez de ler um grande livro vou antes ler um livro mais "fast food". 

Certo é que descansar é essencial! Os planos para leituras em 2015 são muitos e com objectivos bem definidos - coisa que nunca fiz na vida! Estou muito entusiasmada com o meu ano literário de 2015 que promete revolucionar as minhas bases e o meu reportório. Para isso preciso de descansar! Para isso preciso de absorver tudo o que os próximos livros me trarão e sem dúvida que não vou querer perder nada disso!


domingo, 14 de dezembro de 2014

Livros em todo o lado!

A promoção da leitura tem tido desenvolvimentos nos últimos tempos e de uma maneira ou outra há tentativas a serem feitas para que as pessoas comecem a ler mais.

A eficácia dessas tentativas é bastante discutível mas há sítios onde ideias aparecem e podem realmente ser muito bem pensadas. Aqui há tempos descobri algures na internet que na Rússia começaram um biblioteca virtual nos transportes públicos, especialmente no metro. E eu por bandas portuguesas acho que isto seria qualquer coisa de interessante de se ter por aqui. Não que tenha falta de livros ou meios de os ler mas já me aconteceu estar sem nada para ler porque acabei o que tinha, porque me esqueci ou porque não tinha espaço e assim resolvia-se tudo.

Este tipo de iniciativas que vão de encontro às rotinas das pessoas acabam por ser as melhores senão vejamos, todos os dias milhares de pessoas usam os transportes e muitas apenas perdem tempo nesse bocado. Estando à espera do metro e não tendo nada que fazer porque não? É um livro que se começa a ler, é qualquer coisa que se vai fazendo em vez de ficar a olhar para as paredes.

Não sei até que ponto muita gente aderiu ou está a aderir à iniciativa mas estando bem divulgada e realmente de fácil acesso como é descrito até era coisa para pegar.

No meu caso não posso ser exemplo porque se há mais livros para ler eu hei-de andar por lá, especialmente se a selecção disponível for interessante. Neste caso a lista inicial tinha livros que ainda hei-de ler - mesmo sem ir à Rússia.

Por agora a iniciativa ainda está o início, a biblioteca ainda é pequenina mas tem todo o potencial para se expandir e tornar qualquer coisa mais do que é.

Pessoalmente gostaria imenso que fizessem uma coisa destas mais por cá. Sei que eu dava-lhe uso e como eu acredito que muitas mais pessoas. Não acredito que seja uma coisa propriamente difícil de implementar - embora não perceba nada disso - e era uma boa forma de promoção. Eu vou ficar à espera, at+e tenho alguma esperança que coisas do género sejam feitas por cá!

domingo, 7 de dezembro de 2014

Temas do mundo!

Ao longo dos anos as temáticas chave das várias épocas têm mudado consideravelmente e com isso mudam-se os ambientes de todas as áreas possíveis. Ou seja, se nos anos 20 deu-se uma grande emancipação das mulheres as artes imitaram a realidade, adaptaram-na, retocaram-na mas era com muito disso que se falava  e tratava da altura, era o ponto alto do que se passava e como tal tinha de haver um grande relevo em várias áreas.

Estas temáticas têm sido várias, e podemos pensar até que ponto terão depois influência na sociedade em si, ou seja, já que uma temática "base" gere a maior parte do que é feito nas várias áreas - até porque é a forma de chamar mais pessoas - o seu aparecimento no que nos rodeia ainda reforçará esses temas, não? Não deixa que sejam esquecidos nem que os temas sejam desmotivados: há sempre qualquer coisa nova a chamar mais uma vez para o que quer que seja que esteja na moda na altura.

Eu confesso que sou completamente contra isto. Faz sentido, eu sei que sim, se eu sei que as crianças adoram a Violeta eu vou vender coisas da Violeta e sei que vou ter lucro. E não vou fazer só camisolas, vou fazer camisolas e copos e malas e chapéus e sapatos e orelhinhas de gato e pastilhas elásticas e massa e tudo o que tenho espaço suficiente para meter a cara da Violeta por lá! Eu percebo que isto é o que faz vender, é o que dá lucro às pessoas mas precisamos de ficar tão presos a cada época?

Eu acho que o meu mal é estar na época errada, anos 70 / 80 foram mais o meu estilo: ROCK AND ROLL BITCHES! E ok, eu não posso falar destes tempos porque ainda nem sequer era nascida mas daquilo que me chegou até hoje era muito do que geria aquele mundo, uma força imensa que a música levou - abençoada - e que acabava por contaminar uma boa parte da população.

No meio dos meus pensamentos sobre estas modas gerais por época comecei a pensar nas várias temáticas ao longo dos tempos e claro que acabei por ter várias dificuldades em fazê-lo mais que não seja porque não vivi aquela era. A minha é a de agora e ainda sou demasiado nova para falar de outra que não seja o que estamos a viver agora. Do que vou conhecendo pelo que a história conseguiu reter tenho umas ideias, como já expus acima mas como é óbvio basta vir alguém com mais 20 anos que eu e dizer que não que não terei mais bases em que me fundamentar que não seja a minha perspectiva de espectadora.

Mas então de que época é que posso falar com mais segurança? A que vivemos hoje. E sinceramente não tenho de me esforçar nem um bocadinho para dar uma resposta. O que é que vemos em todo o lado? O que é que mesmo que queiramos tem uma "importância" ridícula na sociedade global - sim, não é num país ou dois, é no mundo? Simples: sexo!

Pode ser dito que o sexo sempre teve importância e eu digo: Claro que sim! Mas nunca teve uma relevância como hoje. O sexo já foi tabu e andava nas bocas do mundo na mesma, não havia maneira de lhe escapar, é uma necessidade básica que sendo socialmente proibida ou não é inevitável que continue a acontecer. Mais que não seja as espécies têm de se reproduzir. Mas lá está, em todas as épocas - Todas sem excepção - o sexo teve uma influência substancial mas nunca foi tão gratuito como hoje em dia. 

Num dos livros que já li de Guy Delisle ele faz um comentário que achei curioso, diz qualquer coisa do estilo "Antigamente um homem ainda tinha de se esforçar para ver um rabo feminino. Agora as mulheres andam de tal forma que não há esforço nenhum. Eles andam aí à mostra". E é mentira? Só algum agorafóbico iludido por sítios estranhos da internet - digo sítios estranhos porque os mais normais também estão cheios do mesmo - é que pode realmente acreditar que saindo à rua não vai conseguir ver rabos por todo o lado e mamas a saltar.

Eu sou uma rapariga jovem, nem devia estar a falar disto e muito menos sentir-me indignada com toda esta situação, mas sinto. Porquê? Simples: porque já mais nada importa!

A única coisa que as pessoas conseguem pensar é sexo, de uma forma ou de outra. As crianças na escola primária têm comportamentos que só deviam ter muitos anos depois. Vestem-se e agem forma completamente errada para a idade. Uma criança que chegue aos 14 anos já teve pelo menos uns 4 namorados. Não! Isso é errado! Deviam eram andar a brincar e estar ainda na fase do "Dar um beijo na boa? Que nojo!". E isto já quase não existe. E se as crianças já estão envolvidas a este nível os adultos não serão piores ainda.

As relações já não se constroem numa base de sentimento, já não se constroem numa base de amor. Isso não existe. A única coisa que existe é "Este gajo é mesmo jeitoso" com "Esta gaja é mesmo jeitosa" e aqui temos uma relação. Serve para quê? Por coisas em sítios mais nada. Se der para ser mais do que dois ainda é melhor! Mais coisas em mais sítios. Não! Isto está errado! E isto é incutido na cabeça de toda a gente. Isto é que é o expoente máximo de prazer! Isto é que faz sonhar milhões! Isto é que mostra o quão bom alguém é!

Isto chateia-me solenemente. Irrito-me com frequência com este tipo de assuntos porque queira ou não é a sociedade onde vivemos, sociedade em que olhando para a televisão em horário nobre temos pessoas nuas, ou quase, temos strips nas novelas, temos mesmo sexo explicito, se alguém achasse que estava a faltar.  E porquê? Qual é a necessidade disto? Eu pessoalmente não percebo e muitas das vezes a minha única vontade é encontrar um sítio menos sexualmente explícito para pura e simples ente deixar de ter este contacto directo com isto. Eu não estou a sugerir que o sexo volte a ser tabu, antes pelo contrário, deve ser falado e abordado com parte imporatnte da vida de qualquer um, que merece respeito e atenção como qualquer outro assunto importante. Mas lavar os dentes também é importante e no entanto não vejo ninguém a ficar completamente maluco só de pensar em ir várias vezes ao dentista na mesma semana. A vários dentistas. Ter os dentes mesmo muito bonitos e saudáveis. Graaaaw!

Isto está enorme e em modo rage mas é uma situação que me irrita solenemente e queira ou não sou obrigada a ser confrontada com ela todos os dias em todas as situações possíveis. Coisa qu dispensava, de todo. 

Não é que isto mude alguma coisa, as pessoas vão continuar a andar nuas na rua, vão continuar a dar muito mais importância às partes físicas das coisas e muito menos às psicológicas, as músicas para vender vão continuar a ter gajas nuas em modo twerk e gajos nus suados, os filmes vão ter sempre cenas de sexo - se então forem duas mulheres ou números superiores a 2 de intervenientes são blockbuster completo - e qualquer outra coisa que seja feita.   

Enfim, ainda não abriram os voos para planetas isolados. Quando assim for compro um e vou para lá sozinha. Ao menos não me chateiam nem corro o risco de levar com uma mama na testa de cada vez que saio à rua.





domingo, 30 de novembro de 2014

Fontes de novidades? Venham mais!

Por seguir muitos blogs e muitas outras coisas, confesso, acabo por apanhar coisas por aqui e por ali que me chamam a atenção. Como pessoa especialmente eclética isto torna-se um problema: quero ver tanta coisa, ler tanta coisa, ir a tantos sítios, fazer tanta coisa ... Torna-se cansativo e por vezes frustrante.

O certo é que uma pessoa nos dias que correm consegue ter acesso a milhentas coisas que não teria até há bem pouco tempo. Eu em 10 minutos consigo ficar a saber as novidades do mundo e ainda ver os destaques de hobbies que possa ter, do que quiser, nas doses que quiser, tudo à distância de meia dúzia de cliques!

Há uns quantos sites e uns quantos blogs que acompanho com regularidade, escolhidos muito a dedo e que agora me dão uma perspectiva geral sobre milhentas coisas que me interessam e isso sabe tão bem!

Aderi a um FeedReader que é um sonho: ficam lá as coisinhas todas guardadas, todas as novidades de tudo o que possa querer ou estar interessada e não tenho de andar a saltar de uns sítios para outros!

Uma das grandes vantagens é seguir webcomics de uma maneira mais fácil e rápida. Ainda não sigo muitos mas também é um bocadinho de descanso, coisas engraçadas que todos os dias dão para rir por um bocado - às vezes um bom bocado!

E há aqui muito para eu aprender! Seja em sites científicos onde descubro coisas interessantes e possivelmente importantes para a minha vida futura - já que sou de ciências, seja em blogs onde já tenho gostos bem definidos e que sei que aquelas sugestões / ideias me vão agradar, sejam elas para fazer alguma coisa ou muito principalmente ler alguma coisa. Este último ponto é das coisas que mais mexe comigo: desde que comecei a investigar um pouco mais os blogs que andam por aí que descobri coisas muito boas e alguns dos livros que li nos últimos tempos foi por recomendações que li. E adorei!

Começo a ter aqueles cantinhos que para além de me darem uma ideia do que posso esperar me apresentam a coisas novas e é muito isso que eu quero: conhecer mais, ler mais, fazer mais!

Isto dito por alguém que se queixa do tempo que tem para fazer o que quer que seja é estranho mas são estas coisas que realmente me dão prazer, que me fazem chegar a casa depois de um dia de trabalho e ainda assim descansar de forma tão simples quanto agarrar num chá, sentar-me na cama e ler um bom livro.

E era isto, obrigada internet. Queixo-me muito de ti mas no fundo és porreira! Às vezes, vá. Quando não me chateias!



domingo, 23 de novembro de 2014

Livros baratos?

Na sequência daquilo que falei sobre o preço das BD achei que faria sentido falar também de formas baratas de arranjar livros. Porque também as há, é preciso é ter olho, conhecer coisas e por vezes ter uma sorte do catano.

Claro que livros acabadinhos de sair do forno não vai sair a preços mega baixos. Eu felizmente tenho a sorte de não ser a maior fã do que anda a sair, de uma maneira geral, e anda muito na berra. O que e bom! Assim os livros que quero ficam mais baratos! Yay!

Bookworm que sou tenho livros fetiche, coisas que estão num nível de atingível às vezes um bocado duvidoso. Ou até mesmo prendas, há livros muito muito muito interessantes que exactamente por isso são caros como tudo, infelizmente! Mas vamos-nos safando, se calhar não com aqueles livros que custam 50 euros ou mais, ainda estão nas prateleiras das livrarias à minha espera por uns tempinhos, mas alguns vão sendo arranjados.

Como? Feiras do livro são sempre boa ideia. A Feira do Livro de Lisboa (A Feira) tem muita coisa, tem muitas promoções, tem livros do dia, tem milhentas coisas e mais um par de botas. Mas primeiro: só existe durante um período muito curto de tempo - para grande tristeza minha, aquele Parque Eduardo VII não tem metade da piada sem as barraquinhas cheias de livros, e depois ainda assim, encontram-se coisas em conta, bem procuradas, mas é preciso procurar um bom bocado, às vezes - e aquilo ainda é grande.   

Mas felizmente há mais coisas por aí, há uma feira do livro, quase constante, na estação do Oriente e que sonho de feira, também! Às vezes também não tem coisas absolutamente imperdíveis mas encontram-se por lá livros que não se encontram em todo o lado e geralmente não tão caros assim.

Como daí estamos ainda um pouco limitados, e visto que há tempos precisei de comprar um livro que nem sequer havia em Portugal descobri a Book Depository, a benção da minha vida. Portes grátis e os livros até vêm com descontos e tudo. Deu-me um jeito imenso e de certeza que ainda vou voltar a usar disto mais vezes.

E depois alfarrabistas. Em Lisboa há imensos, aos quais devia fazer visitas mais regulares - ou se calhar assim preservo melhor a integridade da minha carteira - com coisas muito porreiras e a bons preços. 

Ou seja, no fundo há muitos sítios onde comprar livros baratos, dá algum trabalho às vezes, mas eu cá não me queixo. Ah e tal tens de ir passar um tarde a ir visitar livros em vários alfarrabistas e feiras e afins? Por mim tudo bem, quando vamos?


domingo, 16 de novembro de 2014

Eventos ad aeternum

Felizmente desde que entrei para a faculdade entrei num mundo novo! Porquê? Não vou pela parte do curso e do que isso implica, agora ou no futuro, mas sim pela parte das pessoas que conheci e de como isso foi interessante.

Verdade é que chegada à faculdade tive um choque enorme quando me apercebi que as pessoas que ali estavam eram mais como eu, ou seja, mais geeks e nerds do que qualquer típico mortal dos que trato por amigos.

Em que é que isso mudou a minha vida? Em milhentas coisas! Mas aquela que me levou a esta introdução meia maricas é: a quantidade de coisas que comecei a descobrir!

Não foram só livros, autores, séries, filmes, realizadores mas também eventos, blogs, sites, festivais, tanta coisa e eu sei estar por dentro. Anos desperdiçados! Ou não, depende da perspectiva. Sempre apanho todo este mundo com uma bagagem um bocadinho maior e que agora é construída de forma um bocadinho mais sólida.

Seja o meu querido e aguardado MotelX, seja o recém acabado - hoje mesmo - Fórum Fantástico (até para o ano, lá nos encontraremos novamente!) há coisas que já fazem parte do meu calendário anual e que não tenciono perder uma edição, seja pelo que for.

E é assim que há sempre alguma coisa marcada no meu calendário para os próximos anos, nem sei onde vou estar nem como, isso é completamente irrelevante, o certo é que pelo menos esses dois são mais do que certos. E a Feira do Livro. E os anos em que há uma mini Feira Popular no Natal. E agora não me lembro de mais porque alguns ainda não experimentei por espaço ou tempo.

MAS o essencial é: há coisas a acontecer a toda a hora, muita coisa se começa e não perdura mas outras estão cá todos os anos, às vezes muito a pulso dos ditos "carolas" que têm paixão por alguma coisa. E ainda bem. São esses os mais naturais, os mais autênticos. Para mim são os que têm mais piada e nos dão realmente alguma coisa a mais do que quando vamos para lá.

Os três exemplos que dei são bastante diferentes uns dos outros, em objectivos, em público, em organização, mas são coisas que não tenciono faltar. Pode ser só um filme, só dar uma passagem pelo Parque Eduardo Sétimo (umas 8 voltas para ver tudo) ou ir a um dos painéis sobre fantástico mas todos me fascinam e me deixam ansiosa por aquela altura do ano. E que não acabem. E que comecem mais. Ou não, assim estes são mais especiais! :)

domingo, 9 de novembro de 2014

BDs que marcam

Mais uma vez meto-me para aqui a falar de BD mas o que é certo é que gosto mesmo deste estilo e já que está em crescimento vamos dar-lhe mais uma força.

 Já li uma boa dose de BD, umas que adorei e que estão sem qualquer dúvida no meu top de livros, e outras que também estão num top, mas daqueles que não gostei mesmo nada ou que me deram ânsias fortíssimas.

Começo com um bom ou com um mau? Hum, um bom, fica bem! Então por exemplo os Saga, obra de Brian K. Vaughan, são livros absolutamente geniais, com uma história estranha e interessante, acção, ilustrações lindíssimas, uma cor fenomenal e com situações, personagens e culturas muito bem estruturadas e transmitidas que nos pegam àquilo tudo e fazem ansiar por mais. É mesmo muito bom, aliás, daquilo que tenho lido de Vaughan acho que ainda nada decepcionou, é daquelas que se encontro um livro quero ler, mesmo sem saber o que é. Há-de ser bom, quase de certeza.

Mas pronto, nem todos gostam da mesma cor e também há livros que me ficam na ideia pelos maus motivos. Eu sou fã de David Soares, alguns dos livros dele são muito bons, coisas que um dia relerei com todo o gosto e vontade e depois há o Palmas para o Esquilo.

Ok, este é um autor peculiar, pode não ser o mais consensual e muito menos se poderá dizer que escreve para "agradar" mas mesmo dentro do estilo aqui, infelizmente, esticou-se. Quando via que o livro seria sobre a vida, sobre a loucura fiquei mega entusiasmada de depois li o livro. A imagem é boa, o Pedro Serpa fez um óptimo trabalho, a história não é má, confessemos, mas a maneira como está escrito não me convenceu de todo. Um discurso elaborado ao máximo, parece que foi escrita a história e depois foram passar o texto pelo dicionário de sinónimos e escolhia-se o mais complicado, erudito e desconhecido possível. É um estilo? Talvez, mas a mim não me cativou, não me permitiu uma leitura decente, não conseguia passar 2 quadrados sem dar com uma palavra que nunca tinha ouvido nem lido em lado nenhum. Corta a história, corta o seguimento e uma pessoa acaba por desligar do livro.

Em compensação, e já que descasquei um pouco no último parágrafo posso dar uma abébia e falar da 
 Última Grande Sala de Cinema, também David Soares, mas provavelmente a BD que mais gostei de ler dele. Estranho como o autor me habituou, interessante, cativante, com situações caricatas e obscuras a acontecer. Esta sim, uma BD que me deixou realmente com vontade de reler e procurar mais detalhes e mais coisas sobre tudo aquilo. Muito bom.

Um caso que também já tenho falado mas que quero deixar aqui foi o tal Catálogo de Sonhos, de José Carlos Fernandes, uma BD que encontrei meio perdida e que tem uma história que achei lindíssima e que me ficou na ideia com bastante força. Isto só para dizer que adoro quando nas minhas incursões pelos meandros da BD vou descobrir aquelas coisas do fundo da prateleira que depois se revelam boas surpresas. 

E depois sei lá, o raio do Macaco Tozé (dia 26), um livro estúpido que não faz sentido e que não vi qualquer piada naquilo. Eu gosto de coisas estranhas e non-sense até mas mesmo eu tenho limites. 

Nem estou a ir por livros mais conhecidos: V for Vendetta que é só genial, The Killing Joke que bastava dizer uma única coisa: "Joker!", Nailbiter (coisa mais recente mas que me está a deixar viciada, é muito muito bom), Sin City com aquelas ilustrações maravilhosas... 

Sei lá, já li muita BD, li muita coisa boa e li muita coisa má, algumas ficaram-me na memória por determinada coisa - como me acontece com os outros livros, como é óbvio. 



domingo, 2 de novembro de 2014

Cinemas internacionais

De uma forma geral o cinema que encontramos é americano. De vez em quando umas coisas britânicas, quem sabe francesas e pouco mais. Nas nossas salas ainda aparecem uns filmes portugueses, assim meio a medo.

Há mais, claro que sim, mas assim do que se ouve falar mais é essencialmente isso! 

O cinema americano está muito na base da comercialização, como quase tudo o que se faz por lá hoje em dia. O local mais consumista à face da terra acaba por tratar a maior parte das coisas como produtos: produzir em grande quantidade, vender muito, impingir muito, ganhar rios de dinheiro. Isso nota-se em muitas coisas e no cinema também. O que podemos também argumentar é que sabem adequar-se ao mercado, e de que maneira. As pessoas querem comédias românticas para acreditarem no amor e fazerem filmes sobre quão bom será quando lhes aparecer um príncipe apaixonado, montado num cavalo branco? Faz-se! Os jovens querem festas cheias de bebedeiras e muitas pessoas nuas? Faz-se? As pessoas mais velhas gostam de filmes de reflexão sobre a vida e a maneira de melhor a aproveitar? Faz-se!

Essencialmente vão atrás do que rende, do que dá dinheiro, do que faz pessoas ganhar milhões com um trabalho de seis meses, ou pouco mais. Não estou, de longe nem de perto, a dizer que deviam ganhar mal. Os actores já tem no cadastro uma boa dose de desprezo ao longo da história, ao menos que agora lhe deiam valor. Mas milhões? A sério?

Mas enfim, do cinema britânico podemos dizer muito do mesmo, aprenderam bem, e ainda o fazem com aquele sotaque maravilhoso. Não são tão consumistas, o que é bom, ainda não estão completamente gastos, ainda tem ideias geniais para filmes, vão tendo coisas de grande qualidade, originais, com bons actores, bem realizados (os americanos também mas no meio de tanta coisa fico demasiado diluído). Acho que vem do próprio povo, cultura muito diferente da americana que talvez dê um ar mais autêntico ao que se faz nas ilhas britânicas.

Depois cinema francês. São poucos os filmes franceses que gosto, mesmo muito poucos, e acabo por também não conhecer mais porque não quero, porque tem aquele estilo que não consigo gostar. Provavelmente dos filmes que menos gostei de ver, na minha lista de vistos até hoje, foi um filme muito nomeado e muito "conceituado": A Turma! 

Porque é que não gostei? Pelos planos de um sítio, imensos e limpos, cuja imagem até é bonita e ficava bem mas não durante dois minutos inteiros! Eu não quero ver metade de uma história porque em vez de a ver no tempo certo vejo com um acrescento de imagem parada. Durante dois minutos! Eu num destes momentos olhei mesmo a volta: é uma espécie de hipnose e não me apanhou a mim? Isto é mesmo muito interessante e eu não percebi? Foram dois minutos a olhar para o mesmo! Não sou fã, de todo.

Para além disso, como se não chegasse, tem provavelmente o pior fim que já algum vez vi. O filme tem como foco principal o comportamento geral de uma turma, tendo por vezes em atenção alguns alunos individualmente, em especial o aluno mais rufia do sitio. Rapaz este que por acidente - POR ACIDENTE - magoa uma colega. Reacção? Expulsão do rapaz! E então depois como é que acabamos isto? Com mais quatro minutos a olhar para uma sala vazia com cadeiras desarrumadas (dois minutos em cada um dos planos mostrados) e depois vemos o recreio, com as criança a dançar e a brincar, todas felizes enquanto algumas cantam qualquer coisa do tipo "somos tão felizes, agora estamos mesmo bem, olhem para nós sem problemas a cantar e a ser felizes". Não há pachorra. 

E embora este tenha sido mesmo o pior que vi houve outros que alimentaram esta minha ideia contra o que se faz de cinema lá por aquelas bandas. Ainda assim há filmes que gosto, ninguém pode lutar contra o Gerard Depardieu como Obélix ou contra as loucuras fantásticas da Amélie.

E depois cinema português, que às vezes pensamos que não existe, ou que são tudo filmes absolutamente aborrecidos e sem interesse mas ele anda por aí a pairar. Os apoios são poucos, a frustração é muita mas ainda assim há uns malucos que ainda mantém o amor à coisa e movem mundos e fundos por fazer projectos interessantes. Nos últimos tempos, ainda assim, julgo que começaram a dar mais algum crédito a isto tudo. Vê-se mais umas coisinhas, parece que já não somos tão invisíveis, o que é bom. Já temos actores lá fora, realizadores, vamos mostrar que cá dentro também conseguimos trabalhar, e bem.

No fim disto tudo não é mais do que um desabafo e uma triste confissão de que tenho de ver coisas mais internacionais. Falam-me bem do cinema italiano. As coisas mais asiáticas são só estranhas mas uma pessoa investiga. E sei lá o que se faz nos outros sítios. Tenho de tratar de ver disso.