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sexta-feira, 22 de abril de 2016
[series] The Escape Artist
Eu sou muito fã de David Tennant. Conheci-o entre Doctor Who e Harry Potter e desde aí que nunca apanhei algum trabalho dele que fosse abaixo de bom.
Há uns tempos vi a mini série do Casanova e fiquei rendida, entre ele e o T. Davies. Desta vez foi uma recomendação amiga já que eu nem sabia que existia.
Desta vez sem ser um galifão ou um bobo da corte - mas correndo tanto como me habituou em DW - mas sim um advogado conceituado e um pai de família.
Advogado sem nunca perder um caso, mulher e filho em casa e adepto do "toda a gente merece ser defendido". O problema vem de conseguir deixar solto alguém que não o merece, e quais as consequências disso.
E uma serie de três episódios que se vê estupidamente bem e que cativa mais do que o que estaria a contar. O Tennant em modo pai adorável também ganha muitos pontos.
De qualquer das formas, é uma série muito interessante, bem escrita, bem pensada, bem representada e que mostra que este formato de mini-séries tem potencial para ser algo realmente bom. Não é cansativo, são só 3 episódios, mas é cativante. Há mais duas ou três com o Tennant que ainda hei-de ver. E não tenho grandes dúvidas de que serão muito boas!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
[series] Casanova
Argumento: Russel T. Davies
Realização: Russel T. Davies
Elenco: David Tennant, Peter O'Toole, Rose Byrne, Matt Lucas
Duração: 3 episódios de 1h
Ano: 2005
Há um padrão que começo a descobrir no trabalho de David Tennant: ele corre muito! Acho que é por isso que fica tão lingrinhas, não o deixam ficar sossegado.
Aqui temos quase toda a história deste Jack Casanova, desde um miúdo que só começa a falar quando uma moça se oferecer para lhe dar um "banho" até aos dias presentes, em que conta a sua própria história a uma jovem que lhe reconhece a fama.
Jack cresceu sozinho, filho de uma actriz que não quis saber dele. Cresceu e tornou-se de tudo um pouco: advogado, médico, astrólogo, o que fosse preciso. Fingia ser toda e qualquer personagem que fizesse falta no momento e em qualquer uma delas era rei. A vida dele foi isto e muita coisa, muita mesmo, aconteceu pela sua capacidade de se renovar e adaptar às situações.
Porque no fundo a fama que tem é verdadeira mas meio distorcida. Sempre foi um homem decente, com bom coração, não fez propriamente nada contra ninguém nem obrigou ninguém a nada. Antes pelo contrário: ele é que era procurado e levado "à certa".
De Veneza para Paris, de Paris para Londres, em cada sítio uma pessoa diferente, uma nova cara, um novo título, uma necessidade de se arranjar sem grande trabalho mas com uma boa vida. E verdade seja dita: ele é genial! Ele reinventa a roda e safa-se, sempre com estilo e sem grandes trafulhices.
No meio de muitas cenas divertidíssimas quero chamar a atenção para um cena em particular: a confissão deste Casanova. Mesmo quem não for ver a série que veja este pedaço, é ridiculamente genial! Acho que qualquer um que conheça a história imagina que teria imenso que dizer ao padre mas se a isto juntarmos o factor Tennant fica uma das cenas mais engraçadas da televisão. Diga-se de passagem que a confissão deu um ataque cardíaco ao padre e não era para menos!
Russel T. Davies a fazer mais um trabalho genial! Mais uma vez! Começo a ganhar cada vez mais respeito por este senhor. Onde quer que pouse as mãos torna-se em qualquer coisa muito muito boa! Quando quiser descobrir séries novas - como se as que tivesse para ver fossem poucas - vou atrás do que ele já fez. Não me deve enganar muito.
Com tantas peripécias, tantas mulheres, tantas situações peculiares que acontecem a este homem há uma constante ao longo de todo o tempo: muitas mulheres passam na vida dele mas só uma tem realmente o seu coração: Henriette. Ambos a fazer vida num ambiente que não é o deles acabam por ter uma empatia instantânea que nunca se dissipa. Os anos passam, a vida evolui, as situações impedem sempre que fiquem juntos mas independentemente de tudo o amor persiste e nenhum consegue esquecer o outro. É uma presença curiosa, não se torna chata ou lamechas, é um lamento numa vida muito preenchida.
Eu adorei ver esta série. Irrita-me a expressividade que este Tennant consegue por nas coisas. É dos poucos actores que me faz realmente sentir o que se passa ali, não consigo deixar de ver que ele está realmente a viver aquilo e isso só prova o bom actor que ele é. Surpreendeu-me de várias maneiras, situações que não contava, nunca se torna chata, há sempre qualquer coisa de novo a ser mostrado, até Matt Lucas anda por lá, o que me deixou tão perdida durante uns instantes.
É uma série divertidíssima, é pequenina, vê-se muito bem e recomendo a todos os níveis. Grande David Tennant. Grande T. Davies. Grande trabalho!
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