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sexta-feira, 8 de abril de 2016

[cinema] Slither

2006

Porque é que vi este filme? Recomendação. Porque é que foi recomendado? Porque foi visto algures na madrugada com uma pedra de todo o tamanho.

Eu vi isto e ora ria ora punha as mãos na cabeça e pensava: "Porquê?".

Enfim, um filmezinho com coisas esquisitas a acontecer e um CGI de qualidade macarrónica. Fez-me lembrar o The Fly, para ser sincera. Aquela maneira de apresentar uma história é qualquer coisa de especial. Aqueles efeitos, aquelas emoções todas à flor da pele de forma algo histérica e pouco convincente quando uma coisa estranha - muito muito estranha - acontece. Que bom.

Aqui há um bichinho qualquer vindo de um ponto algures no espaço que se lembra de vir para a terra e começar a possuir as pessoas. Primeiro entra barriga adentro por um moço, depois começa a multiplicar-se e umas lesmas cheias de gosma tinham de entrar pela boca das pessoas, fazê-las sangrar um bocado, morrerem e tal, para depois voltarem com o bicho alojado no cérebro e com vontade de dar trincas em toda a gente que passava. Divertido, não?

Tem o Nathan Fillion a ser awesome e por isso vale a pena, porque pronto, Nathan Fillion. Mas tirando isso o filme é bom para ver enquanto se comem toneladas de pipocas e: Ou se vê com amigos para rir das situações apresentadas Ou se vê com uma pedra digna das tantas da madrugada. Uma junção das duas opções é recomendada!


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

[cinema] The Danish Girl (A Rapariga Dinamarquesa)

IMBD
Trailer

Começo a ver um padrão nos filmes que vejo com o Redmayne: a fotografia é sempre o ponto forte e o argumento o ponto fraco.

Para este filme levava expectativas altas e no geral não posso afirmar completo agrado ou desagrado. Tem muita coisa, e uns puxam para um lado outros para outro, não há forma de haver grande consenso.

A base do filme é bastante interessante, baseado no caso real de Lili Elbe, a mulher considerada a primeira pessoa a fazer a mudança de sexo, e numa tentativa muito ousada. Se tivermos em conta, para além da relevância médica, a altura em que se deu esta transformação (1930), vemos o grande motivo por isto ser mesmo muito especial.

Basicamente Einar Wegener era pintor, com sucesso, casado, mas algo dentro dele não estava bem. Ao pousar com roupas de mulher para ajudar a mulher, também ela pintora, deu finalmente asas àquilo que escondia dentro de si e que não sabia como lidar. A partir deste ponto há uma completa mudança em todo e qualquer rumo que pudesse por na história. Confesso que não fui cuscar a realidade antes para não me defraudar.

A premissa é seguida no filme, com várias adaptações, seja por simplicidade, seja para efeitos dramáticos mas o certo é que cortaram muita coisa, adaptaram muita coisa de uma forma que a meu ver não foi a melhor e no geral contaram um bonita história, emotiva e que transparece um problema real de muita gente neste mundo -  e ao longo dos tempos - mas para mim não retrata completamente a história de Lili, retrata uma ficção inspirada que dá voz a uma situação e não tanto a uma pessoa.

Para mim isso tirou algum do realismo e da autenticidade que podia dar mais força ao filme. É um bom filme, mostra bem a mensagem que quer passar mas ainda assim perde o ponto forte que tinha, de ser uma história genuína de uma pessoa ridiculamente importante para o foco da discussão.

E mais a mais seria normal que fizessem adaptações, não só por ser um filme mas também para amenizar algumas das coisas. Porque a irmos ver bem as várias operações que aconteceram na realidade e que infelizmente ditaram a morte desta pessoa, não foram duas "simples" como postas no filme, mas sim 4, sendo que a última foi a construção do canal vaginal e o implante do útero e foi a rejeição deste segundo que levou à morte.

Agora, isto é em termos de argumento, porque se me perguntarem o que achei dos actores digo que estiveram estupendos. Eddie Redmayne, em especial, tem vindo a mostrar as garras e se já me tinha conquistado em The Theory of Everything aqui marcou ainda mais pontos do que os que já tinha.

Portanto óscares nisto: sim se for para actores ou para fotografia.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

[cinema] DragonHeart - Coração de Dragão


Dia 1 de Janeiro de manhã. Tempo antes de almoço sem fazer nada, um sofá, um encosto quentinho, vamos ver um filme. Procurando nas possibilidades existentes aparece um que desperta o interesse do meu encosto: Dragon Heart. Não, nunca vi, vamos lá ver o que é isso.

O filme acaba por ser bem interessante, aliás, a premissa é ainda mais do que isso: um dragão dá metade do seu coração para salvar alguém! Eu quero metade do coração de um dragão!!!

Mas enfim, claro que o vai dar a um puto mimado que mais merecia um valente par de estalos na cara que ainda nem tem a ver se cresce e ganha juízo. Mas pelos vistos no meio das características todas dos dragões, prever o futuro e/ou ver que aquilo era uma má ideia não está presente.

E é assim que um Rei com tendências de criar irritação à lá Joffrey desperdiça um poder muito maior do que alguma vez poderia imaginar.

O mentor desse mesmo rei, que andava a tentar por tudo que não se tornasse igual ao pai (que já de si era uma besta) vendo o pós operatório no moço e vendo que é uma cavalgadura põe culpas no dragão, em vez da má rez que era o raio do catraio (vá-se lá perceber porquê, mas enfim). E é assim que se inicia a demanda de um Caçador de Dragões, cujo objectivo é matá-los a todos. (Como é que alguém poderia querer fazer tal coisa? Ânsias...)

Até que só falta um dragão, mas é um dragão com uma lábia terrível, e um bom bocado mais inteligente do que os outros.

Já se vê o desenvolvimento do resto do filme. Não é propriamente uma história que tenha grandes twists, mas é uma história que vale pelo humor, pela maravilha de dragão que tem para nós - Sean Connery, you're the Man! - e pronto, embora a história seja sempre mais do mesmo não quer dizer que seja má. É é repetida, mas pronto.

É um bom filme, foi o primeiro filme do ano e valeu a pena! Não é genial mas é bem engraçado e passa-se um bom bocadinho!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

[cinema] Star Wars - The Force Awakens (Episode VII)


IMDB
Trailer
Realizador: J.J. Abrams
Duração: 2h15min
Ano: 2015

Eu nunca tinha visto Star Wars no cinema. Parecendo que não a primeira trilogia saiu ainda eu nem planeada era e quando saiu a segunda era pequenita demais para pensar no que seria aquilo, sequer. Lembro-me de ver os filmes, ou partes, ao longo dos anos, mas era daquelas coisas que ia vendo, já sabia quase tudo mas nunca os tinha visto completos, por ordem ou o que quer que fosse.

Há uns anos fi-lo, como é óbvio - até porque umas poucas pessoas batiam se não o fizesse - e rendi-me, como sabia que renderia. Seja pela força que aquilo tudo tem (get it? Force... Ah!), seja por alguns actores, seja por algumas personagens, mas aquilo vale a pena! (E sim, sou daquelas pessoas que vai para as zonas de merchandise de Star Wars e quer comprar praticamente tudo, especialmente coisas do R2D2, C-3PO, Chewie e mais recentemente BB-8).

Mas agora, 21 anos feitos, e hoje passados, fui ver o meu primeiro filme de Star Wars ao cinema.

Primeiro ponto: havia bem mais crianças do que estava a contar. A sala estava essencialmente cheia de miudagem. Ok, muito estavam lá a reboque dos pais mas nota-se que há ali cultura na história (havia um pequenino ao meu lado que no intervalo saltava para cima do irmão e perguntava: "Olha, vai aparecer o Jar Jar Binks?" ou "A Leia é filha do Dark Vader?" - e sim, ele dizia Dark Vader, mas ele era pequenino e fofinho!)

Mas o filme em si foi uma montanha russa. Gostei do filme de uma forma geral, mas tenho alguns problemas com alguns pontos!

Tenho problemas com o novo mascarilha -  havia ali tanto potencial pela ideia que tem, mas está a chatear-me tanto aquele casting e as atitudes fraquinhas do tipo. Sim, eu percebo o dilema do moço, sim senhor, e é interessante mas nem acho que no argumento que prepararam para ele consigam criar uma personagem interessante nem que o actor consiga fazer mais do que ter ar de totó. Para mim foi o que mais me chateou, para ser sincera. Mais a mais com a ascendência que dava mais do que genes para que a panhonhice fosse mínima.

De resto, muito bem, não arruinaram a saga, voltaram às bases da primeira trilogia, e fizeram um trabalho bem agradável. Agora sim tenho expectativas, os próximos filmes têm mesmo de ser bons porque se não vou ficar muito chateadas.

Contem-me lá quem é a Rey. E metam o R2D2, o C-3PO, o Chewie e o BB-8 a fazer coisas giras! E em 2017 voltamos a falar!




sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

[cinema] Ricky and The Flash

IMDB

Trailer

Eu gosto da Meryl Streep. Com muita, muita probabilidade eu não veria este filme se não a tivesse a ela. Prometiam Rock, tinha a Meryl, vamos dar uma abébia.

O filme não é nada de especial. É um filme que tem momentos engraçados, que teve a decência de não cair em todos os clichés - caiu nalguns mas pronto... - e pronto, fizeram um filme, engraçado e diferente mas que não acrescenta grande coisa a nada. É mais uma linha no IMDB, no meio das milhentas da Meryl Streep, por exemplo.

De qualquer das formas, aproveitar o que têm para brincar um bocadinho: pegarem na filha da Meryl para.... fazer e filha da Meryl. Realmente faz sentido, não é inédito nesta família mas enfim, é bem apanhado. 

De resto é um filme típico para puxar uma lagrimita de vez em quando - se nos esquecermos do todo -, que nos dá uns risos de vez em quando, enfim, é um filme que entretém, que é giro de ver mas não é nada que nos fique muito na memória. 


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

[cinema] The Incredibles

IMDB

Duração: 115 min
Ano: 2004

Trailer

É incrível, eu sei, mas nunca tinha visto o filme dos Incredibles.

E agora que vi já percebo o porquê de dizerem que isto é um filme espectacular.

Primeiro, finalmente já tenho contexto para todas as imagens que a internet me mostra quase diariamente do "Coincidence? I think not!". Se já gostava dessa frase agora então é uma das minhas preferidas!

Depois ter uma família que por nome já são Incríveis, dá algum gosto. E é engraçado de ver, porque os super heróis aqui passaram de bestiais a besta e estas pobres pessoas têm de viver vidas normais, escondendo os seus poderes, para poderem criar a sua família sem serem perseguidos.

Mas é fácil de ver que há muito potencial para dar asneira: um homem com uma força descomunal, uma mulher elásticas, um miúdo arraçado de Flash, uma adolescente com tendências emo e que consegue criar campos de força do nada, e no meio disto tudo um bebé que ainda nem sequer se sabe o que pode vir a fazer.

O filme é muito divertido, tem aqueles momentos que para as crianças não é nada mas que para um adulto dá um passo em frente - ver filmes para crianças dá sempre nisso! - mas de uma forma geral é um filme bom, com personagens bem construídas e que nos conquistam assim que entram no ecrã e sem dúvida que vale a pena ver isto com atenção!

Quando sair o segundo já posso ver logo! Yay!



sexta-feira, 20 de novembro de 2015

[cinema] The Cabinet of Doctor Caligari

Título: The Cabinet of Dr. Caligari
Realização: Robert Wiene
Argumento: Carl Mayer, Hans Janowitz
Elenco: Werner Krauss, Conrad Veidt, Friedrich Feher
Duração: 78 min
Ano: 1920
IMDB

Trailer

Boas recomendações para este filme, uma história estranho-curiosa e férias! É uma boa junção para ver um filme. Pena que já foi há uns tempos, essa última condição já era renovada.

Tantos anos depois (isto já é de 1920, acho que nem tinha visto um filme tão antigo) e a imagem é bem mais bonita e interessante que muitos filmes feitos hoje em dia! Um expressionismo muito vincado que dá uma força gigante a todo o filme. Um homem de aspecto estranho e mestre em hipnose, que controla o que deve ser o sonâmbulo mais mal encarado do cinema. Olhos muito fundos, imagem muito vampiresca, magreza extrema e olhar sempre esgazeado, fazem dele uma boa pessoa para não encontrar à noite numa rua escondida.

Mas um sonâmbulo que adivinha o futuro. Uns cenários com sombras e luzes desenhadas nas paredes já de si tortas e retorcidas. Tudo junto cria o ambiente ainda mais louco do que aquele que a história nos obriga.

A maneira de agir e de pensar de todas as personagens envolvidas quando postas em contacto com crime, loucura, amor, mistério, impossíveis, é muito directo e dramático, ao bom estilo cinematográfico da altura - e diga-se que doutra forma nunca teria tanta piada, ou até se lhe juntassem cor e/ou falas. Assim levou tudo com uma hipérbole em cima e as coisas têm de se desenrolar dessa maneira, e para quem vê o resultado é incrível.

Isto é um filme que toda a gente que gosta de cinema devia ver. Uma forma de contar uma história muito diferente do que é normal, de tal forma que nos obriga a nós, como espectadores a ver o filme de forma diferente, a analisá-lo de forma diferente.

O filme é estupidamente bom, as brincadeiras de imagem para nos transmitir várias mensagens diferentes é só genial e tenho pena que este malabarismo que se via muito no cinema antigo, agora já não exista. Sim, já não precisamos de por tudo no cenário ou nos gestos dos actores, eles agora falam e cantam e o cenário consegue ser ajustado para fazer tudo aquilo que queiramos, mas com essas evoluções e facilitismos todos houve muito do que era autêntico que se perdeu, e isso é uma coisa que tenho imensa pena.

Depois, em cima disto tudo, um misto de loucura e sanidade que nunca sabemos bem em quem podemos identificar qualquer uma das duas. Se quem tenta fazer coisas com este tema fizesse metade do que está neste filme as coisas eram muito mais interessantes...

Resultado, um grande filme, grandes representações dos actores envolvidos, um trabalho de realização absolutamente genial, e se calhar dedico-me ao cinema clássico, anos 20/30. Aquilo tinha mais interesse do que a maior parte das coisas que vejo a sair...


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

[cinema] Death Becomes Her

Título: Death Becomes Her ("A Morte fica-vos Tão Bem")
Duração: 104 min
Ano: 1992
IMDB

Ah, os anos 90... Ainda nem era nascida quando isto saiu, curioso.

Still, quando se tem muita coisa para fazer o que é que se faz? Vê-se um filme, claro. Bem, foi o que eu fiz.

Coisa puxa coisa e um filme cómico parecia bom para aliviar um bocadinho a cabeça e espairecer. Este já andava na calha há uns tempos (o poster tem uma pessoa com um buraco em vez do abdómen!!!) e não foi preciso pensar mais.

O filme já tem uns aninhos - e nota-se em especial quando se olha para a figurinha dos actores que tão bem continuamos a conhecer.

Um homem, duas mulheres, uma relação a dois, só falta é escolher o par certo. Duas amigas que disputam o mesmo homem e cuja relação amor/ódio se torna numa questões engraçado ao longo do filme. Uma poção capaz de trazer de volta os tempos áureos da juventude onde "tudo estava no sítio" e como efeito secundário, bem, a vida eterna...

E como é que descobrimos esta capacidade maravilhosa? Quando a Meryl Streep é atirada de umas escadas, vira a cabeça num ângulo de 180º e se levanta como se não fosse nada com ela. Ou quando a Goldie Hawn leva um tiro à base de zagalote na barriga, fica mergulhada num lago durante uns minutos e depois se levanta tranquilamente.

Não é bem assim que as coisas funcionam, não é? Mas se já estão mortas ficam ligeiramente descoloradas, com algumas funções a precisar de manutenção e o homem que ambas disputaram na vida - Bruce Willis - é um médico com jeitinho para a coisa. Mantê-lo por perto para nunca terem de se preocupar é fundamental...

O filme não é estupidamente engraçado, não me fez desmanchar em gargalhadas mas tem uma ideia engraçada, actores que entram bem no espírito palerma da coisa, e passa-se bem o tempo, mais que não seja com um ligeiro esgar sorridente nos lábios. Já não é mau.


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

[cinema] Grease

Título: Grease
Realização: Randal Kleiser
Argumento: Jim Jacobs, Warren Casey, Bronte Woodard, Allan Carr
Elenco: John Travolta, Olivia Newton-John, Stockard Channing
Duração: 110 min
Ano: 1978

Trailer

Mau! Muito mau! Depois de Dirty Dancing ver mais um de dança e tal mas isto é só mau. Eu já não gostava do Travolta por defeito, mas ele ainda consegue ser pior do que já conhecia.

O filme em si também não tem nada de especial, é um musical frustrado com músicas bastante más, adultos já entradotes a fazer de adolescentes (é só triste, muito, muito triste), e uns passos de dança que deixam muito a desejar.

O Travolta tem umas ancas muito bailarinas mas essencialmente larilas, num tipo bronco e sem grande personalidade! Isto só se safa se for para rir um bocadito porque de resto, non non non! O Dirty Dancing ainda tinha história, ainda tinha danças engraçadas, algumas personagens porreiras, aqui é só triste! Os anos 70 a fazer das suas!

Mas um filme com um nome tão bom como "Brilhantina" não podia falhar muito, não é?

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

[cinema] Dirty Dancing

Título: Dirty Dancing
Realização: Emile Ardolino
Argumento: Eleanor Bergstein
Elenco: Patrick Swayze, Jennifer Grey, Jerry Orbach
Duração: 100 min
Ano: 1987

Trailer

Já vi o segundo e nunca tinha visto o primeiro. Agora decidi-me a ver qual o fascínio por este filme que tanto se fala.

Um campo de férias para famílias ricas onde é giro de comparar essa riqueza com a pobreza dos empregados que por lá trabalham. A menininha rica que vai juntar-se aos pobres e que se apaixona por esse outro mundo, mais radical e "promiscuo", mas em muitas coisas melhores do que nos riquinhos de aparências.

Para ajudar uma das novas amigas precisa de a substituir num evento com dança e esse é o mote para todo o filme. 

Mensagem mor do filme: Quanto mais dançamos mais nus temos de ficar. Começa-se no início, ou seja, vestidinhos, e quando se começa a dançar melhor vai-se tirando a roupa. Deve ser do calor ou qualquer coisa assim! Mas eu cá acho bem!

Ao contrário do que pensei a início gostei bem mais do papel de Patrick Swayze do que de Jennifer Grey. Enquanto ele consegue fazer uma personagem interessante ela é só péssima, aborrecida e demasiado forçada. 

Durante o filme todo a tipa parecia uma professora minha, o que foi especialmente estranho mas ultrapassando esse pequeno detalhe o filme até consegue ser engraçado. Temos é de ter em conta os anos 80 e o claro público alvo para onde estes tipos apontaram com todas as forças.

Tem algum estilo, tem história e é giro de ver. Pensei que fosse pior e até me surpreendi! Só trocava era aquela protagonista, mas pronto.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

[cinema] Sharknado

É preciso dizer alguma coisa? A sério? Sharknado diz tudo, não diz? (a imagem escolhida foi descoberta depois de escrever isto mas caiu mesmo no ponto)

Dos filmes mais afamados dos últimos tempos - todos três - isto foi uma ideia peregrina e genial ao mesmo tempo!

Eu demorei mais do que o comum dos mortais a ver sequer o primeiro mas isto requer uma preparação psicológica para sabermos o que havemos de pensar ao ver tamanha... obra prima!

Um tornado que começa no mar e apanha tubarões que são levados para terra e desatam a comer pessoas nas mais divertidas situações possíveis! Eu admiro a capacidade que esta gente tem não só para pensar numa coisa destas como para pensar nas mortes mais estupido-divertidas do cinema e mais! - Fazem isto em 3 filmes!

Realmente há pessoal com tempo a mais, cheira-me. Mas mesmo assim isto é muito bem apanhado! E isso vê-se muito bem na fama que estes filmes têm. São parvos? Sim, mas o que vendo nos dias que correm é a parvoíce mais pura que se conseguir. Por aí estes tipos são reis autênticos.


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

[cinema] Man of Steel



Título: Man of Steel
Realização: Zack Snyder
Argumento: David S. Goyer, Christopher Nolan
Elenco: Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon
Duração: 143 min
Ano: 2013

Trailer

Eu não tinha vontade de ver este filme mas vai não vai, bora ver um filme e saiu este. E isto é tão mauzinho...

Eu por natureza não sou a maior fã do Super-Homem. Sim, sou da equipa que o acha overpowered e que pronto, perde um bocado a piada, sendo todo certinho e pãozinho sem sal. Os super-heróis para mim têm de ter mais garra que isso. 

Isto dito a vontade de ver o filme era pouca. Vai não vai, acabo por ver o filme e isto é uma obra muito fraquinha. A quantidade de falhanços redondos que ia dando conta enquanto via o filme era ridícula, a história até pode estar razoável mas depois meteram os pés pelas mãos. 

O filme era feito por porções, muitas delas sem grande ligação, quase em estilo manta de retalhos, a falta de acção deste Clark é triste e sei lá, as coisas são más, acontecem sem grande sentido, muitas por acaso, aqueles light flares constantes são péssimos, o CGI está muito nítido em grande parte do filme. Vá lá pessoal, isto merecia mais. 

Façam um filme mais jeitosinho nos próximos que isto anda meio fraco.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

[cinema] Inside Out



Título: Inside Out
Realização: Pete Docter, Ronaldo Del Carmen
Argumento: Pete Docter, Ronaldo Del Carmen, Meg LeFaube, Josh Cooley
Elenco: Amy Poehler, Bill Hader, Lewis Black
Duração: 94 min
Ano: 2015

Trailer

Quando vi o trailer deste filme achei que era uma ideia muito muito boa e com muito potencial para ser um filme maravilhoso. 

A ideia é simples: vamos entrar dentro da cabeça de uma adolescente - a melhor altura para analisar a cabeça de alguém - e acompanhar o que acontece com as suas emoções lá para dentro. Felicidade, Tristeza, Raiva, Repulsa e Medo, cinco pequenas criaturas com uma consola de controlo para gerir o dia a dia da pequena.

Isto podia pender para muitos lados, pendeu para um lado que não estava a contar. Não adorei o filme como estava a contar, achei-o mais adulto do que anunciado e as voltas que acabaram por dar para fazer o filme são um pouco dúbias na mensagem que passam. 

Se não vejamos: a grande maioria das memórias e acções da pequena moça tinham até à data sido geridas pela Felicidade, que de uma maneira ou doutra se acha no direito de ser dona e senhora daquilo. Se no início até achava piada à personagem, rapidamente me fartei dela. Acabava por ter ali uns laivos perdidos da Repulsa ainda que muito bem disfarçados.  

Mas depois há pontos muito mais do que favoráveis: o grande vencedor deste filme é o grande Bing Bong. O amigo imaginário da moça que nos dá os momentos mais divertidos e os mais tristes do filme. É uma personagem essencial que deu muito do sentido que o filme tem. É curioso como uma personagem que nem sequer é o foco daquilo que estamos a ver tem um papel fundamental em tudo. Foi, para mim, o ponto alto do filme e quero que os rumores que se ouvem sejam verdade: Filme do Bing Bong, bora lá pessoas!!!

Infelizmente acabamos por ter um filme muito focado na Felicidade e na Tristeza e os restantes três ficam um pouco na sombra mas valia a pena terem sido mais explorados. O Raiva é genial, adoro as chamas a saírem daquela cabeça e dar para cortar vidro e tudo, a Repulsa é uma dondoca que naturalmente me chatearia mas aqui faz todo o sentido - quem raio é que quer gostar de bróculos? - e o Medo, tão essencial na nossa vida, principalmente em todo o processo de crescimento por que todos passamos.

O filme é bom mas confesso que teve falhas que não me deixam ficar a adorar o filme. Preciava ali de mais um toque.

No fim do filme houve uns minutos de pessoas aleatórias que eram mostradas e que depois fazíamos zoom para as suas cabeças e víamos as suas cinco criaturas dominantes. IDEIA!!! Façam um filme só com isso! Foi tão estupidamente divertido que nem sei. Hora e meia daquilo e morria um pouco com tanta dor na barriga e nas bochechas, a sério.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

[cinema] The Best Exotic Marigold Hotel

Título: The Best Exotic Marigold Hotel
Realização: John Madden
Argumento: Ol Parker, Deborah Moggach
Elenco: Judi Dench, Bill Nighy, Maggie Smith, Penelope Wilton
Duração: 124 min
Ano: 2011

Trailer

Eu, assim como toda a gente, tenho actores que gosto mais ou menos. Curioso foi encontrar um filme divertido com uns poucos daqueles que mais gosto aqui reunidos!

Um filme assumidamente geriátrico, na Índia, mas com nomes demasiado bons para ser ignorado. Andava já há imenso tempo para o ver, entretanto vi que já havia um segundo e peguei neste - sou assim, não vale a pena.

É claramente um filme levezinho, meio comédia romântica, meio palerma, com personagens maravilhosas, muito divertidas e muito bem apanhadas. Verdade seja dita: não haviam de falhar muito. 

O hotel que começa decrépito reconstroi-se ao mesmo tempo que as vidas e vivências de cada um dos seus hóspedes e é bastante curiosa a maneira como isso acontece nos diferentes casos. É um filme para relaxar, para rir, para distrair. Não é um graaande filme nem é suposto, é uma coisa suave para se ver e descansar. E nesse campo é extraordinário.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

[cinema] Who Framed Roger Rabbit

Título: Who Framed Roger Rabbit
Realização: Robert Zamackis
Argumento: Gary k. Wolf, Jeffrey Price
Elenco: Bob Hoskins, Christopher Lloyd, Joanna Cassidy
Duração: 94 min
Ano: 1988

Trailler

Há anos que andava para ver isto! A imagem da pobre Jéssica Rabit não me era estranha, sabia mais ou menos o que era o filme mas vê-lo era coisa que ainda não tinha acontecido, mesmo já não sendo uma coisa nada recente.

Para mim filme com bonecada E humanos é o Space Jam. Isso sim é filme de culto com toda a awesomeness possível inerente a uma coisa do estilo. Este é bem porreiro mas acho que o outro ganhou um cantinho especial no meu coração.

Ver um mundo como o nosso em que temos os nossos filmes com cartoons (ou Toons apenas) na mesma mas onde esses filmes são feitos com seres vivos, reais, com quem nos poderíamos cruzar na rua.... Hum, é estranho vá.

Quando um pobre coitado dum Toon é acusado de matar alguém abre-se uma porta para uma aventura maravilhosa, muito engraçada com momentos estranho-creepy bem espalhados! Este Toon, o próprio do Roger Rabit é uma criatura mega adorável e palerminha. Torna-se imensamente querida, mais que não seja pela ingenuidade e autenticidade com que vive a sua vida de Toon.

O conceito é engraçado e está claramente feito numa perspectiva engraçada e infantil (q.b.) mas ainda assim isto torna-se creepy como tudo.

Já mais do que uma pessoa que me confessaram as suas aventuras aterradoras nocturnas de se lembrar o tipo que afinal não é humano e é Toon e com olhos vermelhos e que é mau e quer matar toda a gente, enfim. Isto bem visto dá para fazer um filme de terror de categoria!

Mas não, até é fofo, um fofo claramente dos anos 80, mas ainda assim, com aquelas mensagens bonitinhas todas e tal. É um filme engraçado que já devia ter visto há mais tempo mas que agora vindo não veio mal. Fez-me foi lembrar que tenho de ver o Space Jam outra vez. Agora é uma necessidade!



sexta-feira, 10 de abril de 2015

[cinema] The Help

Título: As Serviçais (The Help)
Realização: Tate Taylor 
Argumento: Tate Taylor, Kathryn Stockett
Elenco: Emma Stone, Viola Davis, Octavia Spencer
Duração: 146 min
Ano: 2011


Eu devia ver estas coisas nos tempos certos. Sabia que havia de apreciar ver este filme mas acabei por adiar e adiar. Às vezes falta-me força para ficar duas horas sentada, sossegada, a fazer mais nada que não seja olhar para um ecrã.

Mas agora vi. E gostei imenso. É um daqueles filmes desenhados a régua e esquadro para ir a Óscares, sem qualquer dúvida mas lá que está um bom trabalho, isso ninguém pode negar. Ficou um filme forte, com muito emoção à flor da pele e a mostrar uma realidade que embora não seja a nossa não é assim tão distante quanto isso.

As empregadas que são mais mães do que as biológicas, que são mais parte da família do que aqueles de sangue mas que no fundo são completamente desprezáveis, substituíveis e têm pouco mais valor do que uma simples empregada. Apanhamos situações deste calibre em conjunto com a realidade de que estas serviçais eram pretas e para as "Senhoras finas" somos todos humanos mas uns mais que outros, "sabe-se lá que doenças é que podem ter". Não se podem juntar, têm de ter casas de banho próprias - para evitar que se apanhem as "doenças que eles lá têm" mas no fim do dia quem toma conta dos seus filhos são as mesmas pessoas de quem têm tanto nojo. Não deixa de ser irónico!

A quantidade de maus tratos que se vão vendo e sabendo para com estas serviçais leva a que uma jovem jornalista consiga relatos reais do que se passa com estas pessoas - mesmo com todo o medo inerente a uma decisão dessas. Porque verdade seja dita: qual das Grandes Senhoras é que quer assumir que sim senhora, aquele caso da serviçal que fez uma tarte com as próprias fezes e as deu de comer à patroa foi comigo, estava muito boa. (Isto acontece mesmo e tenho de confessar que tive de parar o filme durante uns segundos pata poder rir em condições.)

O elenco está muito bem escolhido, conseguiram criar personagens muito fortes e muito bem definidas que dão uma dimensão muito realista e muito mais interessante à história do que de outra maneira.

Há uns poucos de filmes deste tipo que acabam por ser muito falados e dão-lhe muito valor pela mensagem passada e pela mudança de mentalidades em que já se pode falar, brincar comentar e demonstrar às claras aquilo que foi (e em alguns casos ainda é) uma realidade demasiado estúpida para conceber verdadeira.

Enfim, é um bom filme e digo só tanto Viola Davis como Octavia Spencer são uma escolha mais do que acertada para o papel desejado.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

[cinema] A Serbian Film


Título: A Serbian Film (Srpski Film)

Realização: Srdjan Spasojevic
Argumento: Aleksandar Radivojevic, Srdjan Spasojevic
Elenco: Srdjan Todorovic, Sergej Trifunovic, Jelena Gavrilovic
Duração: 104 min
Ano: 2010

Eu não conhecia este filme até me confrontarem com a realidade de ser dos piores filmes de sempre. Não tanto pela parte de ser mau como pela parte de ser uma história terrível, muito muito forte e com cenas extremamente chocantes.

"Não sei que raio de pessoas é que vêem este filme.", "O filme é demasiado mau, não conseguiria ver cinco minutos desse filme.", e coisas afins foi o que fui lendo aqui e ali. E pronto, a curiosidade falou mais alto e queria ver o quão mau é que isto podia ser.

Bem, é mau. Muito muito mau. 

O filme até está bem feito, gostei do elenco escolhido, gostei da representação apresentada, o argumento está interessante, a história está bem construída... O problema é o conteúdo. 

É um filme muito forte que não aconselho, de todo, a estômagos que possam ser sensíveis. Não digo só os que são sensíveis por natureza mas mesmo aqueles que até aguentam umas coisas nojentas aqui se calhar querem passar um bocado por cima.

Temos um actor pornográfico reformado, supostamente o melhor que existia na região, que deixou a indústria para se dedicar à mulher e ao filho até ao dia em que lhe acenam com um número com uma boa dose de zeros para fazer apenas mais um. Parece dinheiro fácil... não fosse o tipo de filme que é. 

Desde o início das filmagens que é tudo muito realista  gravado sem edição nenhuma, com câmaras a todo o momento mesmo sem qualquer guião a suportar o que fosse. As situações aconteciam, eram-lhe postas à frente - algumas com sexo à mistura outras não - mas sempre com coisas muito estranhas a acontecer. 

Não vale a pena contar muito sobre o desenvolvimento que as coisas levam, apenas que o filme pornográfico era mais do estilo snuff video e longe estaria ele de imaginar a quantidade de alarvidades que acabariam por acontecer assim que o drogam - por perceberem que ele não estava disposto a fazer nem metade das coisas que eles queriam gravar.

Isto apanha de tudo um pouco, desde violência muito agressiva a pedofilias várias. O filme não é extremamente explícito mas é explícito o suficiente para mostrar algumas imagens que, tenho a certeza, não me sairão da cabeça com facilidade. 

Eu a início pensei que iria ver muito mais do que vi, ou seja, que veria as coisas mais directamente e abençoado realizador que é louco mas não tanto que acabou por fazer um filme num limiar muito sensível entre o que é muito horrível, nojento e perturbador e o traumatizar uma pessoa para todo o sempre. Eu digo isto mas tenho uma capacidade um bocado superior ao comum mortal para ver coisas terríveis e conseguir descartá-las ou levá-las como ficção que são mas tenho plena noção que um filme destes é óptimo para dar pesadelos a imensa gente, não só os naturalmente mais sensíveis.

O filme está bem feito, diga-se o que se disser mas ainda assim não consigo dizer a alguém para o ver. É muito hardcore e tem pelo menos duas/três cenas que só dão vontade de carregar o Stop e nunca mais pensar que o filme existe. Se houver corajosos para isso por favor comuniquem.


sexta-feira, 27 de março de 2015

[cinema] The Theory of Everything

Título: The Theory of Everything
Realização: James Marsh
Argumento: Anthony McCarten, Jane Hawking
Elenco: Eddie Redmayne, Felicity Jones, Tom Prior
Duração: 123 min
Ano: 2014

Depois de passado o hype dos Óscares lá fui ver este filme que me dava tanta curiosidade. Stephen Hawking é das mentes mais brilhantes que este planeta já encontrou e conhecer um bocadinho da história de vida dele era uma coisa que me interessava.

Parecendo que não toda a gente conhece este senhor, nem que seja por ser "aquele cientista de cadeira de rodas" ou "que tem uma voz esquisita".

Eu não consigo ser indiferente a esta personalidade mais que não seja por também andar metida nos meandros escuros e retorcidos da ciência e ver o que este homem tem feito independentemente das dificuldades que lhe têm aparecido à frente. É qualquer coisa.

Apresentam-nos o jovem Hawking, estudante de física, divertido e já brilhante e vamos vendo aos poucos uma evolução nos movimentos que tem, no andar, no usar das mãos, até ao momento em que o veredicto chega: esclerose lateral amiotrófica (ELA).

Os nervos vão deixar de funcionar, os músculos vão atrofiar, os movimentos não vão ser possíveis, comer ou falar também não, o tempo de vida seriam 2 anos. Isto em 1963, tinha ele 21 anos. Hoje tem 73 e ainda cá anda. O como é ainda muito complicado. Os esforços que são feitos para que ele mantenha uma capacidade de comunicar com o mundo são bastantes. É um cérebro genial, absolutamente brilhante num corpo que não lhe consegue fazer jus.

No filme vamos acompanhando o evoluir da doença, vamos vendo a vida que tinha com a sua mulher e os seus filhos ao mesmo tempo que os seus feitos científicos não são completamente esquecidos.

O filme está cheio de pequenas piadas inteligentes, várias referências a Doctor Who - YES! YOU ARE AWESOME MR. HAWKING - e por esse lado não me posso queixar. A única coisa que me dá alguma pena é o nível a que o filme foi romantizado. Não digo que o que está no filme seja mentira ou não se tenha passado mesmo assim mas foram buscar muito as coisas bonitas, muito eufemismo que por ali anda. Gostava que o filme fosse mais cru, assim dá muito a ideia de filme e menos de contar uma história real.

O que não invalida que o filme seja bom. Eu gostei imenso do que vi, os actores estiveram excelentes, principalmente Eddie Redmayne que foi genial. Ainda assim para mim o melhor foi mesmo ao nível de fotografia. O enquadramento das cenas, a imagem pormenorizada em cada uma delas faz um total muito muito bonito. Foi dos filmes com cenários e cenas mais bonitos que já vi, há uma preocupação enorme com esse factor mas que resultou muito bem. Parece mais uma sequência de postais do que um filme. É pouco realista, sim, mas em cinema fica lindíssimo.

Ainda hei de ler o livro, tenho alguma esperança que tenha mais detalhes e coisas mais interessantes e talvez chocantes. Mas a sério, a sério tenho é de ler os livros deste Sr.. Stephen Hawking do alto das suas rodas faz aquilo que muita gente nem sonha. Já está há 50 anos à espera de morrer mas não sem encontrar a Fórmula única que rege o Universo, o único Deus pelo qual se quer reger. A vontade que tenho agora de reler os livros da Fórmula da Felicidade é indescritível. Se calhar ainda vai ter de ser!


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

[cinema] Into the Woods



Título: Into the Woods

Realização: Rob Marshall
Argumento: James Lapine, Stephen Sondheim
Elenco: Meryl Streep, Johnny Depp, James Corden, Emily Blunt, Christine Baranski, Chris Pine
Duração: 125min
Ano: 2014


Olhando para os nomeados dos Óscares deste ano e com alguns critérios de exclusão pelo meio pareceu-me boa ideia ver este Into the Woods. Tem a Meryl Streep e tal, tem o Johnny Depp, não há-de ser assim tão mau... Estava só a brincar: é péssimo!

Isto é uma verdadeira miscelânea onde nada faz sentido, tudo é confuso e misturado e não tem ponta por onde se lhe pegue. 

Em estilo musical, que é sempre o mais realista nestes casos como se sabe, as músicas e falas tinham sempre o mesmo ritmo, o mesmo estilo que se ouvia em Sweenie Todd e no fim só houve uma música que me soa bem e que recordo (Meryl Streep, como é óbvio). Nem uma ficava no ouvido, nada, eram demasiado banais.

Depois em termos de argumento... Como falar daquilo que vi? Temos o João e o pé de feijão, a Cinderela, o Capuchinho Vermelho todos misturados e com coisas muito estranhas a acontecer pelo meio. Desde lobos cujos interiores conseguiam alojar a minha casa, 

Houve alturas em que pensei que foi um desperdício tamanho fazerem um filme assim, em determinados pormenores foram tão bons e tão inteligentes. As irmãs da Cinderela tinham pés demasiado grandes para o sapatinho do príncipe. Ora o que é que se faz nessa situação? Cortam-se dedos! É horrível? Sim. É o que diz na história original? Sim, é, ao contrário do que a indústria da Disney nos queira contar! E eu a pensar: "Quando finalmente pegam nas partes interessantes dos contos de fadas que toda a gente acha que conhece é num filme que as está a desperdiçar completamente".

As cenas não fazem sentido nenhum, as personagens têm comportamentos estúpidos, há situações contraditórias, enfim. É uma desgraça pegada. Tem a Meryl Streep e perdoem-me o sacrilégio que vou cometer: por este filme não faz sentido estar nomeada para Óscares. A Academia tem de ter lá a Meryl a aumentar o Record de Mais vezes Nomeada mas ainda assim. Este ano deixavam a senhora sossegada. Para o papel que tinha de fazer fê-lo bem mas é fraquinho, muito fraquinho.

Tem Johnny Depp mas nem nos apercebemos dele. Tem Emily Blunt e James Cordon (pai do Stormageddon Dark Lord of All) mas as personagens são outras que têm momentos ridículos. Os príncipes são burros e não fazem nada. A Rapunzel é inútil (embora pela primeira vez vi uma forma bem feita de usar o cabelo para subir à torre). Enfim, não vi nada que valesse a pena.

É bom para rir, eu sei que ri muito durante o filme todo. Mais que não seja pela tristeza que aquilo é.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

[cinema] The Shining

Título: The Shining
Realização: Stanley Kubrick
Argumento: Stanley Kubrick
Duração: 144 min
Ano: 1980


Tenho muito que dizer aqui! Estou chateada! Revoltada! Frustrada! Sinto-me enganada!

Acabadinha de ler o The Shining tinha que ver esta grande obra do cinema, ainda por cima um Kubrick - senhor que vai ter uma temporada, à semelhança do Miyazaki, a começar agora!

E estou tão chateada porquê? Porque o filme e o livro não têm nada a ver um com o outro. Nada! Há muita coisa que era tão boa no livro e que aqui foi arruinada.

O Tony, amigo imaginário do pequeno Danny, não tem nada a ver: no ivro é uma coisa completamente mental, um dom da criança que lhe permite realmente saber coisas; é uma sensibilidade inata do Danny. No filme o Tony "vive na boca do Danny e esconde-se no estômago quando não quer que o vejam". Torna a presença do Tony uma verdadeira coisa de crianças, um amigo imaginário autêntico, nada de especial ou interessante sobre ele. 

Não há qualquer referência ao problema de bebida do pai, Jack. Nenhuma! Uma das coisas que dá mais contexto e conteúdo a toda a história e é completamente eclipsado do filme. Ressalva feita que Jack Nicholson faz um papel brilhante, perfeito para o tipo de actor que é: louco e orgulhoso da sua loucura.

A mãe, Wendy, é uma personagem muito mais morta, sem acção, completamente à mercê do marido, sem qualquer tipo de intervenção quando vê as coisas a funcionarem de forma errada. É completamente submissa e não é essa, de todo, a personalidade da Wendy-do-livro.

E ok, o Danny é um miúdo espero e não deixa de ser um miúdo mas nota-se muito mais infantil do que no livro. É a diferença em vermos que é uma criança especial que não deixando de ser criança tem uma sensibilidade diferente para as coisas e toma-as de forma mais séria do que seria normal, e de um miúdo bastante banal, até mais infantil do que seria de esperar para o tamanho e completamente apático. De chamar a atenção para a cena em que temos o moço a andar de triciclo pelo hotel, nas suas jardineiras e camisolinha vermelha. Deixo a imagem em baixo e digam-me que não se lembram de um boneco assassino muito conhecido nos anos 80... Eu não consegui pensar noutra coisa até que o raio do miúdo saiu do triciclo.



Para além disto a própria estrutura do filme está desconexa: é composta por diferente parte, começa com a entrevista para o emprega, passa para o primeiro dia no hotel e vai assim saltando de situação para situação por vezes sem um pingo de coerência ou ligação entre elas.

Há pontos positivos sim. A parte do rage deve-se em grande parte a ter visto filme assim que acabei de ler o livro e acho que isso é o pior que se pode fazer neste caso. São duas obras boas mas independentes. Cada um vale por si mas não tentemos misturá-los e muito menos compará-los.

O ponto mais positivo em todo o filme é uma imagem repetida ao longo do filme que é ao mesmo tempo marcante, bonita, bem feita e aterradora. é simplesmente uma imagem de um corredor, umas portas de elevador ao fundo e quando uma das portas se abre liberta uma onda enorme de sangue que se espalha pelo corredor e bate nas paredes fazendo um efeito visual lindíssimo, com um "sangue" muito realista (Tim Burton, you should learn something from this part!) e sem dúvida que é das cenas mais bonitas e bem feitas que vi num filme deste tipo.

Há pormenores neste filme que o fazem aterredor, momentos que sim senhor merecem toda a fama que o filme tem. Coisas simples mas que no contexto certo fazer eriçar o mais pequeno dos cabelinhos. As aparições aleatórias e estranhas das irmãs que ali morreram, o eco do bater das teclas da máquina de escrever, a banda sonora que não nos faz esquecer que estamos a ver um filme de onde nada bom virá, enfim, vários pormenores que criam um ambiente digno do filme que é. 

Talvez ter visto o filme antes de ler o livro – e vi mas foi há muitos muitos anos - teria sido uma boa jogada. Não são de todo parecidos e o filme como filme é bom, como adaptação não gosto e é das piores, se não a pior, que já vi. Senti que não há uma evolução como no livro, não há um contínuo, está tudo junto, demasiado junto e sem linha condutora. As coisas têm uma sequência e nada disso passou para o filme.

Para acabar e depois de muito me chatear com este filme tenho de deixar uma introdução à imagem que apanhei na net, de forma completamente aleatória e independente do filme mas que me fez rir um bom bocado e portanto quero falar da mítica cena do machado! Primeiro: isto tem muito mais emoção no livro. Segundo: tanta gritaria, senhora! E tão histérica. Ok, nunca tive o meu marido a tentar matar-me com um machado enquanto me escondia na casa de banho MAS ainda assim a senhora que me desculpe mas foi muito exagerado e pouco esperto! A Wendy no livro tem menos recursos e usa-os de forma inteligente. Enfim, eu fico com o Doge e vou tentar fazer as pazes com o Kubrick. Such Scare! Many murder!