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quarta-feira, 8 de abril de 2015

[leituras] X-Men - Days of a Future Past

Título: X-Men - Days of a Future Past
Argumento: Chris Claremont, John Byrne,
Desenho: John Byrne, John Romita Jr.
Arte-final: Terry Austin, Bob McLeod,
Cor: Glynis Wein,
Páginas: 184
Ano: 1981


Eu gosto do grupinho de X-Men, são mais crus do que os Avengers e têm aquele ar marginal, é giro. Essa parte às vezes até consegue mascarar um bocadinho aqueles momentos que nos aparecem e que mesmo num mundo de mutantes e super heróis e sei lá mais o quê são estranhos. Senão como é que se explica que logo na primeira história que nos aparece aqui tenhamos de forma passageira e normal o caso de alguém que absorve a energia vital de uma pessoa e se transforma num pterodáctilo chamado Sauron. O quê???

Confesso que não consegui esquecer este episódio que é demasiado aleatório e estranho para dar credibilidade ao que quer que seja. Seres com poderes? Ok. Que esses poderes sejam os mais estranho e convenientes de sempre? Também se aceita. Agora, o mínimo de decência para com quem lê isto. Um pterodáctilo? Chamado Sauron? Nem sei!

Porque de resto eu gostei imenso do livro, vou ter de confessar. A primeira história dá-nos um apanhado da história dos X-Men até à morte da Jean Grey, temos a história que dá nome ao livro que é interessante e bem feita, com pessoas do futuro a voltar ao seu corpo no passado, enquanto acompanhamos o que se passa em ambos os tempos, há muita coisa gira a acontecer mas entrarem assim num apanhado de acontecimentos com Pterodáctilos Sauron transformados assim do ar, isso não, vá lá.

Um Wolverine com os seus momentos repentinos e mortíferos, um Dr. Strange a ser badass, uma Ororo sempre maravilhosa, uma Kitty Pride ora muito inocente ora muito experiente, enfim de tudo aparece nestas páginas. Vamos ao Inferno de Dante e a tempos passados e futuros; vemos pessoas que já sabemos mortas e vemos a morte de algumas que julgávamos imortais. É muita emoção para um livro. São comics juntos que fazem uma bela duma leitura.

Não fosse o pterodáctilo, claro.. Isso ainda vou ficar à espera que faça sentido. Mas vou esperar sentada...




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

[leituras] X-Women - Mulheres da Marvel


TítuloX-Women - Mulheres da Marvel

Argumento: Chris Claremont, Marjorie Liu, Stewart Moore, Kelly Sue DeConnick
Arte: Milo Manara, Filipe Andrade, Nuno Plati, Mark Brooks, Ryan Stegman
Cor: Dave Stewart, Sotocolor, Nuno Plati, Emily Warren, Juan Doe

Olhando para a capa já se sabe de quem são a ilustrações do livro - da primeira história, aliás: Milo Manara. Num estilo muito próprio até é uma capa com mais roupa do que seria de esperar.

Confesso que tenho sempre imensa pena do leque reduzido de Manara. As mulheres desenhadas são sempre as mesmas, não tem mais do que 6 mulheres que lhe vão servindo para todas as histórias, é só trocar de roupa - quando a há. Independentemente disso tem uma capacidade extraordinária de fazer histórias sensuais, eróticas e tal, mas por vezes dá-lhes só um toque de sensualidade - não javardeira, entenda-se - que fica bem. Aqui achei exactamente isso, gostei de ver estas histórias por uma perspectiva diferente, claro que outra coisa não era de esperar mas ficou um trabalho interessante.

A história peca por falta de conteúdo, não tem quase nada, umas férias que dão para o torto e acabam em porrada. Sendo que é um livro de X-Woman não se poderia esperar muito menos do que isso. E vá lá que conseguem manter a roupa no corpo, por curtas que sejam e sejam lá as poses em que apareçam.

O segundo comic tem das artes mais interessantes que tenho visto. Temos uma moça Wolverine em busca por si própria, por encontrar o cantinho dela e acalmar os instintos mutantes que ainda não consegue calar decentemente. As ilustrações estão divididas e temos uma parte em tons de vermelho e preto, lindíssimas!, e outras mais "normais" da vivência real da moça. A história está bem porreira mas para mim as imagens e cores ganharam aos pontos.

Agora, mutantes que não são mutantes, são experiências que resultam em poderes sem o gene X, o que é chato porque acabam por ser discriminados por parecerem mutantes mas nem os mutantes os querem por não serem bem da mesma raça. Pobres pessoas. Mas há uma brigada de controlo de poderes com métodos de Clockwork Orange que me deixaram surpreendida. Não estava a contar mas foi qualquer coisa de interessante.

Por fim temos Sif, Asgardian, anda por cá a fazer coisas um bocado indefinidas, como é costume dos conterrâneos da senhora. A história é um bocado confusa, torna-se pouco desenvolvida e não achei que agarrasse a leitura. Uma pena. 

No todo é um livro engraçado de se ler mas que me deixou um bocadinho desiludida. Esperava mais e melhor. Ainda assim tem o ponto forte daquelas ilustrações maravilhosas do segundo comic que ficam assimiladas para acompanhar aqueles dois senhores - portugueses ainda por cima.