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quarta-feira, 20 de maio de 2015

[leituras] Homem de Ferro - Demónios

Título: Homem de Ferro - Demónios
Argumento: David Michelinie, Bob Layton
Desenho: John Romita Jr., Carmine Infantino
Arte-final: Bob Layton, Bob McLeod, Bob Wiacek
Cores: Ben Sean, Carl Gafford, Bob Sharen
Páginas: 176
Ano: 2006

Ora o Iron Man é um tipo com estilo, é esperto, é o engenheiro do grupo de super heróis e é completamente esgrouviado da cabeça. Gosto dele, não podia ser de outra maneira.

Aqui apanhamos um Tony Stark um bocado baralhado das ideias, com umas atitudes um tanto ou quanto duvidosas mas a tal dada altura nada muito fora do normal para este tipo. Mas aqui ainda há distinção Iron Man vs. Tony Stark. Um é guarda costas do outro o que dá alguma piada para ler a história. Como se alguém no mundo não soubesse, nos dias que correm, que é tudo o mesmo. Enfim.

O início do Iron Man, a sua criação, a sua evolução, o aprender a controlar-lhe os dispositivos todos, falhas na armadura, controlo externo da armadura que lhe dá cabo do juízo, até vemos aulas de defesa pessoal do Stark com o Capitão América (não que ele seja útil, mais valia pedir ajuda ao Hulk), enfim, imensas coisas à volta de um só problema: alcoolismo. 

No livro a passagem é tão abrupta quanto fiz aí em cima. É um livro que nos vai contando uma história, um Iron Man muito frustrado e demasiado de mãos e pés atados quando vê que a sua fantástica armadura está com problemas (por favor, é o Tony Stark! Ele não se deixava enganar com tanta coisa durante tanto tempo!) e que no final converge tudo para um ponto: o mal não está na armadura, está no álcool. PAM PAM PAM! 

Eu até consigo ver o caminho que querem que isto leve e tal mas soa tão forçado na maneira como apresentam isto tudo. Estava à espera de uma mega vingança, super hardcore, com o Iron Man a ter um daqueles ataques de qualquer coisa genial e apanhar os tipos todos de maneira embaraçosa e maravilhosa ao mesmo tempo e depois não. Depois o mal é o álcool e ele é um bêbedo que precisa de ajuda para voltar a ser quem realmente é.

Eu não digo que isto não pudesse meter o álcool lá pelo e passassem a moral na mesma mas foi tão repentino e tão anti-climático. Quando estes problemas todos acontecem a resposta é ver quem raio anda a fazer asneiras e dar cabo deles. Assim soa à saída cobarde pelo lado do argumento. Eu estava com as expectativas de um turn back do Iron Man por tudo o que lhe andavam a fazer e acabar assim foi uma grande desilusão. Tive pena. Ainda assim gostei do livro mas aquele final não me cativa minimamente.


quarta-feira, 8 de abril de 2015

[leituras] X-Men - Days of a Future Past

Título: X-Men - Days of a Future Past
Argumento: Chris Claremont, John Byrne,
Desenho: John Byrne, John Romita Jr.
Arte-final: Terry Austin, Bob McLeod,
Cor: Glynis Wein,
Páginas: 184
Ano: 1981


Eu gosto do grupinho de X-Men, são mais crus do que os Avengers e têm aquele ar marginal, é giro. Essa parte às vezes até consegue mascarar um bocadinho aqueles momentos que nos aparecem e que mesmo num mundo de mutantes e super heróis e sei lá mais o quê são estranhos. Senão como é que se explica que logo na primeira história que nos aparece aqui tenhamos de forma passageira e normal o caso de alguém que absorve a energia vital de uma pessoa e se transforma num pterodáctilo chamado Sauron. O quê???

Confesso que não consegui esquecer este episódio que é demasiado aleatório e estranho para dar credibilidade ao que quer que seja. Seres com poderes? Ok. Que esses poderes sejam os mais estranho e convenientes de sempre? Também se aceita. Agora, o mínimo de decência para com quem lê isto. Um pterodáctilo? Chamado Sauron? Nem sei!

Porque de resto eu gostei imenso do livro, vou ter de confessar. A primeira história dá-nos um apanhado da história dos X-Men até à morte da Jean Grey, temos a história que dá nome ao livro que é interessante e bem feita, com pessoas do futuro a voltar ao seu corpo no passado, enquanto acompanhamos o que se passa em ambos os tempos, há muita coisa gira a acontecer mas entrarem assim num apanhado de acontecimentos com Pterodáctilos Sauron transformados assim do ar, isso não, vá lá.

Um Wolverine com os seus momentos repentinos e mortíferos, um Dr. Strange a ser badass, uma Ororo sempre maravilhosa, uma Kitty Pride ora muito inocente ora muito experiente, enfim de tudo aparece nestas páginas. Vamos ao Inferno de Dante e a tempos passados e futuros; vemos pessoas que já sabemos mortas e vemos a morte de algumas que julgávamos imortais. É muita emoção para um livro. São comics juntos que fazem uma bela duma leitura.

Não fosse o pterodáctilo, claro.. Isso ainda vou ficar à espera que faça sentido. Mas vou esperar sentada...