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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

[series] Sherlock - The Abominable Bride


Eu acompanho demasiadas séries daquelas que deixam as pessoas viciadas. Quase todas, para falar verdade. Sherlock não podia faltar. Primeiro porque já eu gosto de Sherlock pelas mãos de Conan Doyle, depois porque esta adaptação com Benedict Cumberbatch e Martin Freeman é qualquer coisa.

Gatiss e Moffat fizeram-nos o favor de nos dar um docinho, antes de esperarmos mais um ano pela nova temporada de Sherlock. Porquê? Porque nós deixamos, e andamos aqui que nem malucos à espera de mais!

Intervalos de dois anos entre temporadas! Que depois só têm 3 episódios cada uma! É indecente. Mas mesmo assim nós cá andamos. E vale a pena, porque caramba, isto é muito bom!

Já tinha sido anunciado há uns tempos que este seria um episódio diferente, passado na época vitoriana, e seja lá qual for o motivo que lhe queiram dar, ter mais um episódio de Sherlock chama-me sempre a atenção.

Engraçado é ver que o episódio parece uma coisa, dá pistas sobre ser outra e depois acaba por ser honesto o suficiente para nos contar tudo, sem nos contar nada, o que dá uma gincana de situações estranhas em modo Sherlock.

Personagens vestidas a rigor - o Watson com bigode sem alguém a chatear o pobre homem - as mesmas caras já tão conhecidas mas com alguns retoques diferentes, digamos. Mais que não seja, ver um Mycroft em modo balofo a apostar com a própria vida é no mínimo inovador.

Mas base disto tudo é: eu já sei que os episódios de Sherlock não falham muito: o argumento é muito bom (também diga-se que têm mais do que tempo para ter isso tudo bem preparado) e a representação também nunca fica aquém com o elenco que reuniram na série.

O episódio é extremamente divertido, com momentos bastante dramáticos, loucuras de Sherlock, hábitos de Watson, espantos de Mrs. Hudson, surpresas de Mary e brilhantismos de Mycroft. Vejamos por onde quer que seja o episódio é muito bom, é mais um grande trabalho de uma grande equipa que realmente consegue manter séries num bom nível, com humor inteligente, com boa representação, com adaptações bem feitas e sem necessidade de estupidificantes. Havia tanta série a precisar de aprender qualquer coisinha...

Mas enfim, agora espera-se mais um ano. Já não há de demorar muito... São só 12 meses... É pouco... Não é?


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[cinema] The Hobbit: The battle of the five armies


Título: The Hobbit: The battle of the five armies

Realização: Peter Jackson
Argumento: Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson, Guillermo del Toro
Elenco: Ian McKellen, Martin Freeman, Benedict Cumberbatch, Hugo Weaving, Richard Armitage
Duração: 144 min
Ano: 2014


Já era quase uma tradição que a meio de Dezembro fosse ao cinema ver o Hobbit. Este ano com várias coisas pelo meio não foi possível, com muito pena minha. Mas não se ia ficar sem ver o raio do filme.

As críticas que tinha apanhado não posso dizer que fossem boas. Eram mais a apontar as falhas do que a dizer algum coisa realmente construtiva por isso não sabia bem o que pensar ou o que estar à espera quando o visse.

Entrei na sala de cinema e fiquei logo com algumas dúvidas: a sala era ínfima. Acho que nunca tinha visto uma sala de cinema, mesmo cinema, tão pequena. As cadeiras eram altíssimas e ponderei seriamente ir buscar um daqueles banquinhos para os miúdos. Depois tinha pessoas ao meu lado aborrecidíssimas durante o tempo todo, a falar ao telemóvel durante o filme e sem qualquer tipo de noção da quantidade de barulho que estavam a fazer.

Deixando de lado todas estas desventuras, ignorando o ruído de fundo e pondo um pé debaixo do rabo a coisa lá se passou e o importante foi sempre o filme! Que digam o que quiserem: está bastante bom!

Ok, sim, ver o Legolas a desafiar o Newton não foi bonito MAS no meio daquilo tudo porque é que só havemos de olhar para isso. É o momento mais flagrante que se pode falar e não há assim tanta coisa a falhar claramente no filme, até está bastante bem feito.

Para mim o maior problema deste filme é o ar de artificial com que fica. Não há muito por onde escapar a isto, e dentro do que fizeram não acho que fique assim tão mal, mas há um ar de computador durante todo o filme, não nos conseguimos abstrair de que é uma coisa que não existe. Se bem que se virmos por outra perspectiva há tanta coisa a acontecer, há uma produção tão grande e tão bem feita que o ar artificial a início custa mas depois entranha-se, acaba por fazer um estranho sentido que soa bem. A nível visual eu gostei do resultado. Artificial, sim mas bem feito. Mais que não seja olhe-se para o exército dos orcs. De cada vez que apareciam eu encolhia-me! Aqueles bichos enormes, feios, com placas de metal e lâminas a saírem directamente do corpo deles, meio decepados por batalhas anteriores e com armaduras cheias de picos e metal por todo o lado - que se revelavam muito ineficazes, diga-se, era vê-los a cair sem cabeça ou atravessados por uma qualquer espada a todo o instante. Digam o que disserem, elfos, homens, hobbits, anões, o que quiserem: se me aparecesse um exército de orcs à frente eu encolhia-me num canto a chorar e dava-lhes o que eles quisessem. São dos poucos seres que acho verdadeiramente bem caracterizados e assustadores como tudo.

O filme é mais mexido do que os primeiros, é aqui que acontece a maior parte das coisas, embora o pobre Smaug tenha pouca aparição - e é uma personagem que dá sempre gosto de ver. Há a realização do que se queria ver ao mesmo tempo que um desmoronar das bases que o atingiram. Um jogo de vitórias contra derrotas e tudo o que roda na cabeça de seja que criatura for numa situação dessas.

Entre elfos, homens, orcs, trolls, anões e um pequeno hobbit vemos ódio e amor, vemos guerra e paz, vemos vontade e desalento, vemos tanta coisa e a acontecer em tão pouco tempo que torna tudo mais rico, interligado e interessante. As lutas internas de Thorin, os restantes anões da companhia a verem o seu líder a ficar perdido, os restantes povos a tentar argumentar com anões (como diz o Bilbo: são seres difíceis de lidar, com cabeça rija, muito chatos mas depois são bons e generosos e seres fascinantes) e no meio de tudo um pequeno hobbit onde reside sempre a resposta para os maiores problemas, seja por ter o que se procura ou por conseguir passar invisível no meio de uma guerra a acontecer.

Eu gostei do filme, gostei do fim que dão depois de seis filmes em que andamos pela Terra Média - o fim mesmo foi lindíssimo, com o passar dos anos e a ponte entre o Hobbit e o Senhor dos Anéis, gostei dos pequenos pormenores que não ficam esquecidos e que os mais atentos apanham e ficam satisfeitos (adorei o ver do lenço quando chega a casa), enfim... É um filme bastante completo, é grande e tem muita coisa a acontecer ao mesmo tempo, temos de lidar com várias componentes da história da melhor maneira que conseguirmos e aproveitar aquele que é, por agora e sinceramente gostava que assim se mantivesse, o último filme que passeia por estas terras.

Eu que ainda não li o Silmarillion ainda não percebi tudo mas quando tratar disso vejo os seis filmes em modo vício e ficarei contente!