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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

[leituras] O Longo Halloween II

Título: O Longo Halloween II
Argumento: Jeph Loeb
Desenho: Tim Sale
Páginas: 176
Ano: 2015

É bom não nos desapontarmos com os livros e foi exactamente o que aconteceu neste caso.

O primeiro não me ficou especialmente na memória e não achei nada de especial mas este segundo vale por si e pelo primeiro.

Ainda por mais eu tenho um fraquinho com os vilões do Batman, para mim são dos mais interessantes e com mais estilo. Não sei se é a aceitação da loucura em cada um deles, se será influência da minha paixão pelo Joker e pelo Arkham Asylum mas o certo é que os inimigos do morcego costumam ser tipos, ou tipas, a quem acho piada.

Calha bem que aqui vemos nascer um e ainda nos aparecem muitos dos outros reunidos e a serem loucos em conjunto. Não é bonito quando todos se conseguem dar bem?

O Batman passa por várias fases num caso que não é, de todo, fácil de resolver. Demora imenso tempo a resolvê-lo, mexem-lhe com os circuitos mais internos até não saber bem quem é ou o que faz, já não sabe em quem confiar e de quem desconfiar. Aqueles que hoje são amigos amanhã são inimigos, aqueles que parecem neutros afinal pendem bastante para um lado. 

É um livro cheio de twists que embora admita que muitos só resultam porque temos o contexto do primeiro volume acho que a diferença de um para outro é demasiado grande. Se não fosse a recomendação e a minha OCD de leitura, lendo o primeiro livro eu sei grandes dores de cabeça não pensaria em ler o segundo, e isso seria um claro erro. Dar um bocadinho de gás naquele primeiro tinha sido uma boa aposta, pelo menos para mim que não sou grande fã de história a construir muito e sem desenrolar nalguma coisa.

Mas bem, é um bom livro, o conjunto vale a pena, e embora não chegue aos calcanhares do Arkham Asylum é um dos melhores livros que li de Batman até hoje.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

[leituras] O Longo Halloween I

Título: O Longo Halloween I
Argumento: Jeph Loeb
Desenho: Tim Sale
Páginas: 200
Ano: 2015

Pelos criadores desta obra e pela crítica próxima que já me tinham feito este livro, melhor, estes dois livros, vinham com boas perspectivas para serem interessantes e uma leitura especialmente agradável.

Este primeiro volume, não sei se pela expectativa ou não - inclino-me mesmo a dizer que não - não me surpreendeu nem deixou especial interesse.

A arte é porreira, costumo gostar das coisas do Tim Sale, e a história começa a ser interessante, mas muito ao de leve. Alguns vilões, o mistério de quem é quem e a aura do Feriado sempre a pairar mas pouco mais do que isso. Uma espécie de policial do Batman, mas no início.

Mantenho a minha expectativa para o próximo volume. Este não me chamou nem marcou mas quem sabe não está apenas a abrir portas para uma segunda parte surpreendente? Espero que sim.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

[leituras] Batman Ano Um

Título: Batman Ano Um
Argumento: Frank Miller
Desenho: David Mazzucchelli
Páginas: 120
Ano: 1987

Agora vou-me dedicar a ler a colecção do Batman. Ela teria de ser lida, porque não agora. Até agora só tinha ido o Arkham Asylum, porque pronto, é genial e dos melhores livros que já li. Mas agora vão os outros.

Só por me lembrar que o Arkham Asylum existe já merece pontos, mas é mesmo só à cabeça e durante uma fracção de segundo.

Eu já tinha lido este livro há uns tempos - ano e meio, segundo o Goodreads me diz - e já na altura não me fascinou. Assim se mantém.

O livro tem pouco de interessante: a história não tem nada de relevante, as personagens andam todas meio perdidas, a arte não me convence. A ler coisas sobre este livro havia pessoal a dizer o quão revolucionário foi, o diferente que foi, a evolução que deu à personagem. É capaz de ser isso que o faz ter tanto sucesso mas para mim, que me assumo completamente como leiga que não segue completamente as histórias todas e portanto posso ir perdendo informações nos permeios, não é um livro que me chame ou que me fique sequer na memória.

Já a parte do fim - esboços, planificações, desenhos - são apêndices que mostram como as coisas nascem e deixam-me sempre rendida. Ali sim as coisas ganham um ar muito mais interessante, mais cru e autêntico.

Resumindo, para mim: a arte não é nada de especial, a história também não tem mais do que isso. É um livro que nem por argumento nem por ilustrações vale muito. É engraçado, é diferente mas não é um dos que fica para recomendações ou lembranças. É bom para entreter um bocado.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

[leituras] Death Note (#7 - #12)

Título: Death Note (#7 - #12)
Argumento: Tsugumi Ohba
Desenho: Takeshi Obata
Página: 200 (média)
Ano: 2006

E lá acabei isto.

Já sabia a história e isso acaba por condicionar um bocadinho a leitura, mas como isto já foi há uns tempinhos até já me tinha esquecido de uma boa parte, o que acabou por ser positivo.

Mais ou menos a meio da saga trocam-nos as voltas e portanto esta segunda parte (primeira), para mim é mais fraca. O ponto forte da luta constante de raciocínios entre L e Kira perde-se um pouco e mesmo com Near e Mello a serem personagens bem interessantes, a meu ver, ou deviam ser apresentadas mais cedo para não caírem de chapa ou terem uma manobra diferente que não fizesse perder tanto o fio à meada.

Não é que os livros, ou a história, tenha passado a ser má, antes pelo contrário. Acho que é uma história cheia de twists engraçados. É duvidoso que as coisas corram sempre exactamente como alguém esperou, soa meio incredível, mas pronto, isto é uma coisa com shinigamis amantes de maçãs.

Portanto, aquela pujança inicial perde-se um pouco porque parece mais do mesmo, na segunda parte, mesmo com estas novas personalidades a tentar dar vida à coisa.

Ainda assim são livros engraçados, bem pensados e com uma história capaz de cativar. Ao menos soube bem, leve e distrai. O que precisava nesta altura de tempo especialmente reduzido.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

[leituras] Wolverine: Origem

Título: Wolverine: Origem
Autores: Paul Jenkins, Andy Kubert, Richard Isanove
Páginas: 168
Ano: 2001

Se há coisa que não estava a contar era ler este livro e lembrar-me do Monte dos Vendavais...

Isto assim de chapa parece estranho, pelo menos a mim pareceria mas é que foi exactamente o que aconteceu. Aquelas reviravoltas todas dos donos de casa ricos, e os empregados porcos e sujos e maus. Depois no fim andam todos enrolados uns nos outros e separam-se e voltam-se a encontrar e sei lá. Que paciência para dramatismos amorosos... 

Mas bem, a história é engraçada, a termos a "maldição" de um pai a passar para os filhos que crescem primeiro juntos e depois separados como inimigos, depois de uma situação super mega trágica e dramática. 

E pronto, claro que é um livro com o Wolverine - ou vários, dependendo da perspectiva - tem de haver porrada e pessoal burro que se mete com ele só para apanhar a carga de pancada da sua vida, mas pronto, nada que não estejamos habituados no bom humor típico deste senhor.

Mas é mal que vem de família, não posso deixar de notar. Com as garras vem um feitiozinho daqueles especiais.

Enfim, é um livro interessante, com um bocado de drama a mais para o meu gosto, lê-se bem e é um livro porreiro mas não é nada que me faça ter muita vontade de o reler por ser tão maravilhoso. É engraçado, sim, mas não se torna fascinante.



segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

[leituras] O Espectacular Homem-Aranha - Regresso às Origens

Título: O Espectacular Homem-Aranha - Regresso às Origens
Argumento: J. Michael Straczynski
Desenho: John Romita Jr.
Páginas: 160
Ano: 2001

Esta colecção decidi-me a lê-la pela ordem de saída. Não vou saltitar entre números para pescar aqueles que tenho mesmo uma curiosidade ridícula. Vou ler por ordem, até porque assim nunca me perco e sem sempre onde vou e o que já li ou não.

E começar com o Spider Man não é a coisa que mais me entusiasme no mundo. Eu até gosto do Aranhinha mas não é que seja um daqueles tipos com quem tenho uma ligação especial. Eu sou fã de tipos com um bocadinho mais de força do que este.

De uma maneira geral as histórias não me chamam assim com muita força, não são histórias que me peguem com muita força. Enfim, há vários super heróis que apareceriam à frente do Aranha na lista.

E não é que com este livro me consegui surpreender. Isto é bom! Aliás, este livro conseguiu fazer-me sentir mais totó que o Aranha, e isso é dizer muito. Eu confesso, aqui e agora, que nunca tinha reparado que praticamente todos os inimigos do Spider Man eram derivados de bicheza.

Tem o Spider Man a ser confrontado com alguém que não conhece mas que parece saber mais do que ele próprio sabe. E depois, claro, um super vilão, mais forte do que todos os outros, que vem esborrachar o pernilongo.

Mas isto acaba por ter contornos tão estranhos e surpreendentes dentro do mundo que se conhece sempre à volta deste tipo que torna-se uma história super fluída e interessante. Não estava nada a contar. E no fim deve ter sido dos livros de Spider Man que mais gostei.

A arte não é nada de especial, não me chama muito, é banal e sem grande interesse, mas a história em si torna o livro um bom achado.

Se pensava que a colecção a começar por Spider Man não era a coisa mais fascinante de sempre ela conseguiu-me mostrar que estava a ser injusta. Começou bem e aprendi a minha lição. Até o do Capitão América vou ler com menos relutância.


domingo, 6 de dezembro de 2015

[leituras] O Diabo e Eu

Título O Diabo e Eu
Autor: Alcimar Frazão
Páginas: 48
Ano: 2013

Bem, mais uma BD pequenita, que se lê, calmamente e a apreciar as vistas, em 20 minutos. Não tem diálogos, é composto só pelas imagens e esse esquema, neste contexto até que funciona muito bem.

Mas bem, o livro começa com um Prefácio de Sandro Saraiva que nos contextualiza naquilo que vai ser o livro. Sem esta introdução as coisas fariam muito menos sentido e o livro não teria grande coisa a contar. 

Antes de mais, começar pelo ponto alto nisto que são as ilustrações. As ilustrações são realmente muito bonitas e ganham o prémio de ponto forte do livro. 

Segundo: a edição, honra seja feita à Polvo, também está um miminho. A capa e contracapa são interessantes, as cores só pelo preto e azul que morre no meio do preto cria uma capa que transmite bem a postura do livro, transmite bem o tom melancólico que se apanha ao longo de toda a história. Depois as páginas pretas, no interior, e os próprios arranjos brancos, contrastantes, dão uma beleza muito interessante - ainda que dark - ao livro nos seus pordentros.

A história em si não é das que cativa especialmente. A representação de vidas complicadas, a maneira de lidar com adversidades em conjunto com a maneira de fugir daquilo que é o dia a dia.

É um livro que para mim ganha muito pela arte mas que em história não traz muito de novo.

Gostei do livro mas não é um dos que marca lugar cativo.



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

[leituras] Black River


Título: Black River

Autor: Josh Simmons
Páginas: 112
Ano: 2015

Mais uma BD escolhida de forma aleatória porque, pronto, eu gosto de BD.

Num mundo apocalíptico há grupos de pessoas que vão sobrevivendo como podem, andando de terra em terra, com um factor de sobrenatural nunca bem explicado mas que paira e intervém de vez em quando. 

As coisas às vezes são só estranhas e não se percebe de onde aparecem - como quando alguém num bar vai ao palco matar o humorista que lá estava, e isso é um evento banal do dia a dia.

Para começar as ilustrações são fantásticas, preto e branco mas ilustrações impecáveis, realmente muito boas. A história consegue ser estranha, consegue ser bruta, consegue ser adorável, consegue ser triste, eu nem sei, consegue ser tanta coisa que no fim acaba por ser essencialmente confusa. 

Para mim foi um livro um pouco complicado, porque no meio destas peripécias todas acabamos numa situação em que um grupo tem o outro prisioneiro e as mulheres são usadas e abusadas como os lhes der bem na telha.

É uma situação são puramente má e podre da espécie humana, que infelizmente sabemos que não é só na ficção que acontece, com morte gratuita e sem sentido, com abuso da condição humana ao máximo... 

É um livro que não é fácil de ler, porque às vezes tem passagens que não compreendemos de onde vêem e também porque é preciso ter algum estômago para ver muitas das cenas que aparecem, seja morte, tortura, violações ou situações de destratar completamente quem quer que seja que esteja à volta.

Não posso dizer que tenha sido um livro de que tenha gostado especialmente, gostei muito da arte, gostei de algumas passagens da história, é uma história que marca um bocadinho mas que está bem conseguida, bem pensada e moderadamente bem concretizada.

domingo, 22 de novembro de 2015

[leituras] Living Will (#2)


Título: Living Will (#2)
Argumento: André Oliveira
Desenho: Joana Afonso
Páginas: 16
Ano: 2014

Estou tão contente por andar a ler estes mini livros. É uma óptima surpresa encontrar coisas neste formato, que tem tudo para ser muito bom e vendível, e depois o conteúdo é realmente bom! Habemus cenas porreiras!

O primeiro deixou-me muito curiosa e com uma nesga de algo que podia ser muito bom. Este segundo, embora tenha achado mais fraquito que o primeiro, continua no mesmo bom trabalho.

Como alguém muito sábio comentou comigo, quando a falar destes livros, tenho pena que sejam em inglês. Até porque soa forçado, ou seja, as falas e os comportamentos e situações soam a portuguesas, mas depois a língua está desfasada. 

Mas independentemente disso eu estou a gostar de ver o que aqui anda. Este #2 foi mais calmo, foi diferente mas continuou a cativar-me e a deixar-me interessada do início ao fim - ok, o livro só tem 16 páginas, mas quantos não li já que na primeira já estou com vontade de o largar.

Ainda faltam 5 para ver esta saga completa e conhecer a história toda mas sem dúvida que estou mortinha por saber o que ainda me espera. Um conceito que funciona tão bem por ter as pessoas que tem. O André Oliveira tem aqui uma história muito boa e a ser bem contada e a Joana Afonso tem ilustrações espectaculares que valem toda a pena de serem vistas.

Continuo a adorar as cores! Estão fantásticas e tornam o livro tão mais giro e interessante. E pronto, é isto, vou ler o terceiro e já digo mais umas coisas daqui a uns tempos! 

(Por favor, não descambem! I have faith in you!)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

[leituras] Cosmicomix

Título: Comicomix
Autor: Amedeo Balbi, Rossano Piccioni
Páginas: 152
Ano: 2015

Eu no Logicomix já tinha pegado e ficado interessada embora fosse coisa mais para o meu namorado do que para mim. Já este Cosmicomix chamou-me mais desde o início. O melhor é que os nomes tão parecidos dão a ideia de que estão ligados e não, são mesmo só nomes, não estão relacionados de nenhuma maneira. Mesmo assim têm ambos um ar maravilhoso!

A minha paixão por saber o que há do lado de fora desta pequena bolinha sempre me fascinou e portanto este livro assenta que nem ginjas na minha pessoa!

Isto é um livro que vale totalmente a pena, a todos os níveis. A arte é bastante boa, a história é-nos contada de forma divertida, simples, calma, quase como um desenrolar de acontecimentos em avalanche que resulta de forma fascinante. 

Se não vejamos: fazem-nos uma viagem ao longo da história da astronomia, desde os inícios até ao ponto - mais ou menos - em que estamos hoje. Falam-nos de grandes nomes relevantes para este desenvolvimento, com as vitórias e fracassos, com as ideias inovadoras e os trabalhos inglórios que a falta de comunicação global, como a temos hoje, permitia.

Mas o livro foi pensado de tal forma que já faz ressalvas a tudo o que lhes possa ser apontado. É cientificamente correcto? Sim! Tudo o que se passa no livro é verdade? Nem tudo, porque para efeitos de contar uma história e de a passar para o papel há alterações que têm de se fazer. MAS esforçaram-se para inserir a maior quantidade possível de coisas verídicas, públicas, e que até se dão ao trabalho de nos dizer onde podem ser encontradas. Eu a ler estas pequenas "justificações" conseguia imaginar o pessoal que fez isto a pensar na quantidade de coisas que podiam apontar - e porque se pode fazer vai sempre haver quem faça - e então, antes não dar grande margem: tomem! Está aqui aquilo que pedem! Agora não nos chateiem mais!

O livro ensina realmente coisas, mostra não só como estas coisas aconteceram para esta área mas também os problemas que a investigação, há não tanto tempo quanto isso, acabava por ter por falta de conhecimento do que outras pessoas andavam a fazer. 

É simples, fluido, lê-se num instante e como quem não quer a coisa mostra-nos mais do que parece a início.

É um óptimo livro, pequenito, interessante, engraçado e muito bem conseguido! 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

[leituras] Tim Ginger

Título: Tim Ginger
Autor: Julian Hanshaw
Páginas: 160 
Ano: 2015

Já não pegava numa BD completamente aleatória que apenas me pareceu ter bom ar há tanto tempo! Retomei velhos hábitos com este Tim Ginger. Mais que não seja o nome era giro.

Folheando como quem não quer a coisa a arte cativou-me e não precisei de mais para me decidir.

E que belo livro.

Eu confesso que há livros que são fáceis de me agradar se tiverem algum pormenor que ache realmente fascinante. Só um pormenor pode fazer o livro, para mim (mas tem de ser mesmo bom!). E este livro já me estava a cativar e depois tem um desses momentos.

O livro é sobre um homem, no seu descanso e na sua paz, depois de ter perdido a sua mulher de forma estúpida. Um homem que conheceu o Universo ao mesmo tempo que perdeu aquilo que o ligava realmente à Terra. 

A mulher que amava e com quem decidiu não ter filhos. Uma decisão que sempre causou estranheza por onde quer que passassem e que é aproveitada para fazer um ponto muito claro durante o livro, de várias formas. 

Entre viciados em OVNI sedentos por informação adicional, cricket e encontros com velhos amigos a história cria-se, simples, fluída, e a dar-nos várias informações de maneira quase inconsciente. 

É um livro muito bonito de se ler, em história e também muito na arte. O jogo de cores que é feito é dos mais bonitos que tenho viso nos últimos tempos e as próprias ilustrações têm passagens lindíssimas.

É um livro que vale bem a pena, leve e calmo, para ler numa tarde de chuva enquanto se bebe um chá quente. Ah...






sexta-feira, 6 de novembro de 2015

[leituras] Cidade Suspensa



Título: Cidade Suspensa
Autor: Penim Loureiro
Páginas: 64
Ano: 2014

A capa embora me parecesse interessante - em grande parte por ser tão aleatória e ter uma passarola por lá escondida - não era a coisa que mais me chamasse num conjunto de bds que me aparecessem à frente. Mas uma vez lido livro lido fiquei positivamente surpreendida. 

A história é contada de forma diferente do que o habitual. São-nos dados pormenores em forma quase de entradas num diário de bordo. Uma data e o acontecimento dessa data, e isto ao longo de uma vida. 

Um grupo de pessoas que se vai criando, e destruindo, com muitos acontecimentos estranhos pelo caminho que nunca chegamos a perceber completamente.

Com aventuras nas vidas destas pessoas, ao longo dos anos e em vários países, vamos saltando de situação em situação tentando apanhar as pontas perdidas que nos vão aparecendo. E o livro é muito na base disso, tentar encontrar as explicações para o que nos contaram do que se passou uns anos antes. Situações bizarros, pessoas desaparecidas, novas pessoas, amizades que de retomam por algum motivo, coisas muito aleatórias que juntas contam uma história que deixa alguns buracos por preencher.

Agora tem uma guinada forte de influência portuguesa, muito marcado nalgumas passagens e que torna o livro mais interessante ainda. Há armas escondidas em Galos de Barcelos, vamos dar relevância a estas coisas! Há um imaginário tuga que até a passarola chamou. Para os portugueses conseguimos ir buscar pequenos pormenores que para nós são guloseimas no meio da história, e sabem bem! Esse lado acaba por ser interessante de ver explorado, apela ao nosso lado patriota e dá mais uns pontinhos extra!

O livro é engraçado e ganha essencialmente por dois motivos: a arte, que é bem interessante, e a estrutura do próprio livro, que foge à regra do que se costuma encontrar em bd. Tirando isso, a história é interessante mas não me cativou especialmente.

É um livro engraçado para ler e vale a pena mais que não seja para ver esta forma de contar uma história. 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

[leituras] Living Will (#1)

Título: Living Will (#1)
Argumento: André Oliveira
Desenho: Joana Afonso
Páginas: 16
Ano: 2013

Uma ideia tão simples e com tanto potencial. 

Quem olha assim de repente para estes livrinhos ínfimos até é capaz de não lhes dar grande valor mas por favor, já toda a gente sabe que o tamanho não importa... Não? Ok!

São pequenitos mas olhando para os que já existem - se não me engano já são 5, de 7 - a colecção é bem bonita, com cada livro a ter a sua cor, com capas chamativas e que olhando para eles todos juntos pensamos que 'realmente vale a pena ter isto na prateleira'. 

O melhor? Não é só aspecto, os livros parecem-me ser realmente bons! Ainda só li este primeiro - o segundo está quase a ser lido! - mas isto vale muito a pena. 

Um homem com uma vida já bem percorrida que se vê sozinho e tem de arranjar maneira de lidar com este novo estado. Saber lidar com a falta daquilo que nos faz mais falta. O viver com as memórias, com as saudades, com a solidão... E toma uma decisão, entra numa nova postura em relação à vida e ao que vai fazer dali para a frente. Só nos dão um cheirinho dessa nova etapa mas chegou para ficar uma vontade inabalável de ler o resto dos livros. 

Fico feliz por ver coisas assim a aparecer! O pessoal português a mostrar que cartas sabem lançar! Um óptimo trabalho, interessante, bonito e que sinceramente, de cada vez que penso nele fico mais entusiasmada e com vontade de ler. 

Obrigada André Oliveira. Obrigada Joana Afonso. Assim vale a pena!

domingo, 1 de novembro de 2015

[escritos] Amadora BD






Ao fim de tantas edições e tantas vontades de lá ir foi este ano que se deu! Já fui ao Amadora BD.

Eu que moro relativamente perto da Amadora tenho notado, ao longo dos últimos anos, uma forte aposta nesta "brincadeira" da BD. É a própria decoração da cidade, é o Amadora BD com o maior destaque que conseguem, é letras gigantes a intitular-se "Cidade da BD" e ainda bem. Dá um ar de mudança à cidade, chama pessoas e ainda divulga este género que tanto mérito merece e tanta coisa boa tem feito em Portugal!

O evento em si está bastante dinâmico, está feito de tal forma que não é só um evento de BD aborrecido, com uns lançamentos e umas bancas. O espaço está muito giro, cheio de pequenos pormenores num lado e noutro, as exposições que por lá têm são interessantes e dão-nos uma boa ideia de vários momentos na história da BD e isso torna-se bem porreiro de encontrar. 

Está construído num sítio aberto, com espaço suficiente para as pessoas passearem e verem as coisas sem terem de andar completamente aos ewmpurrões umas às outras, as estruturas e divisórias estão simples e baratas, diga-se. Muitas das coisas estão feitas em papelão e tenho de dar os parabéns a quem o pensou. Super simples, super barato e faz o propósito para que existe da melhor maneira. Não sei quem é que pensou naquilo mas tem os meus parabéns!

E a exposição tem passagens secretas e uma sala secreta e um labirinto para os miúdos brincarem e lápis gigantes e A CASOTA DO SNOOPY!!! Not even kidding!

Tive pena de que a exposição não tivesse um bocadinho mais de informação, porque para quem não conhecesse as coisas que lá estivessem aquilo que aprendia era o nome da tira/série/história e o nome do autor. Um bocadinho mais de informação sobre as coisas seria o ideal! Fazer com que as pessoas se interessassem e ao mesmo tempo aprendessem! Isso, para mim, precisava realmente de ser trabalhado. Mas tirando isso o evento surpreendeu-me muito pela positiva.

Há vários lançamentos a serem feitos durante este tempo, ainda apanhei o lançamento do livro "O Poema Morre" de David Soares, com Sónia Oliveira (Kingpin Books) num espaço mais uma vez simpático, acolhedor, porreiro para ver uma apresentação e construído em cima de paletes (pessoal, espectáculo, a sério! Simples e prático!).

Nas bancas há muita coisa para ver e comprar, com a G Floy por lá, a Kingpin (e todos os seus Pops! Mas têm um gorro do BB8, uma TARDIS giratória e um Bobble Head do Matt Smith, não me vou queixar!), a Chili com Carne, a Devir, a Babel e como alguém muito sábio diz, o "Império do Mal", ou seja a Leya. (Acho que não me esqueço de ninguém...) Ainda comprei duas BD e dois pins, e vim para casa toda contente!

Eu por lá ainda ia tendo um ataque cardíaco com os livros expostos cortados para ficarem presos. Isso rasgou-me as entranhas em milhões de volumes infinitesimais de gosma! Não se fazem essas coisas aos livros!!! Eu percebo o porquê de o fazerem mas não... não, assim não! Coitadinho do livro gigante da Mafalda - que eu tenho! - ou do Habibi, ou do Hawk, ou sei lá... todos! A minha alma ainda sangra por eles. 

Depois claro que tenho pena que o evento acabe por ser um pouco descentralizado e só por isso há imensa gente que o põe de parte à partida. O mesmo evento, nos mesmos moldes, com tudo exactamente igual, teria dez vezes o número de visitantes se fosse num ponto de Lisboa onde qualquer pessoa pudesse chegar de metro. É chato, mas é verdade! 

Agora que tenho uma primeira ida não me cheira que queira deixar passar as próximas edições sem um pulinho por lá. Até porque confesso que me deu um certo prazer já ter lido uma boa parte das BD que lá andavam. Só ali é que me apercebi dessa monstruosidade. Bem, objectivo do próximo ano: só não ter lido os que estão a ser lançados! Bora lá, Jules!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

[leituras] League of Extraordinary Gentleman

Título: League of Extraordinary Gentlemen
Argumento: Alan Moore
Desenho: Kevin O'Neill
Páginas: 416
Ano: 2005

Isto vinha com muito boas recomendações, a edição já sabia que era lindíssima e magnífica, só me faltava mesmo ler.

E não fiquei nada desiludida.A história é brilhante, as personagens são caracterizadas especialmente bem, com todo o cuidado e consistência ao longo de todo o livro, a arte é estupidamente boa, eu nem sei.

A ideia de juntar personagens tão diferentes, em personalidade, cultura e vivências é muito boa, e os relacionamentos que se criam nesse sentido são sempre interessantes de analisar!

Senão vejamos o grupo: Wihelmina Murray (Dracula), Capitão Nemo (Jules Verne), Dr. Jeckill, ou Mr. Hyde, depende (Stevenson), Allan Quatermain (Minas do Rei Salomão), Griffin (H.G.Wells - Invisible Man). É preciso dizer alguma coisa? Isto é o livro mais do que certo para os geekzinhos que devoram estas coisas! É simplesmente perfeito! 

Eu de certeza que não apanhei todas as referências espalhadas ao longo do livro, embora tenha apanhado umas poucas, mas ainda me falta estaleca para conseguir apanhar este livro de forma completa. E aí isto ainda se orna melhor!

Para mim o livro só tem um problema. O livro é essencialmente dividido em duas partes, e no fim de cada parte, de BD, temos umas páginas de narrativa. O problema é que é um texto muito mais pesado, bem denso, e que depois do embalo que uma pessoa leva da história é um contraste demasiado grande. 

Essas partes até são interessantes mas é demasiado pesado e naquele contexto não acho que faça sentido. 

Agora, deixando isso de parte, tenho de chamar a atenção para que este é um livro que sendo muito completo e que envolve várias temáticas, várias situações do mais diverso possível. Há violações, há morte, há aventura, há amor, há muita coisa mesmo. 

E há Mr. Hyde a ser brutal, a ser o monstro que todos os chamam mas com retoques brilhantes entre o mórbido e a justiça! Uma das personagens que mais gostei de encontrar ao longo de todo o livro, sem margem de dúvida.

É um verdadeiro livro para apreciadores de literatura, é um excelente livro para quem conhece e para quem não conhece, mais que não seja pela curiosidade que desperta em várias áreas e obras.

Grande, grande livro. E um dia quando for mais crescida releio, e ainda me vai saber melhor!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

[leituras] Habibi

Título: Habibi
Autor: Craig Thompson
Páginas: 672
Ano: 2011

Aqui há já uns tempos largos vi um filme bem engraçado chamado "O Visitante". Eu na altura gostei do filme e lá pelo meio havia um casal que quando estavam mais esquinados o marido tratava a mulher por "habibti". Eles no filme levam aquilo na brincadeira, por ser um nome fofinho para ver se conseguia "acalmar a fera" - e resultava.

Aquela palavra ficou-me na ideia, investiguei na altura e vi que havia duas formas, habibti para a "minha amada", habibi para o "meu amado". 

Dito isto, passado uns tempos apareceu-me este livro à frente. Uma edição bonita, uma capa com ar adorável e fiquei curiosa para ver o que vinha daqui, já que o nome só por si me chamava bastante. 

Ainda demorei a pegar nele, até porque ainda são umas centenas de páginas, mas este verão lá me decidi. 

O livro consegue ser bonito e bruto ao mesmo tempo, se lermos nas entrelinhas. É um livro calmo, que se lê muito bem, um livro que nos conta uma história, com todos os pormenores, mas com ênfases diferentes. Não é fácil gerir essas diferenças do que dizer e como mas neste caso tem um aspecto completamente natural e interessante.

Dodola e Zam são duas crianças. Abaixo disso são dois escravos fugidos que só se têm um ao outro. Vivem num barco perdido no meio do deserto e Dodola faz o que precisa de fazer para ter meio de sustentar-se a si e ao pequeno Zam. 

A história se for vista e pensada devidamente é forte, é triste e é preocupante, no entanto é-nos contada de tal forma que percebemos tudo, sentimos tudo, sem necessidade de recorrer a nada estupidamente explícito. É essencialmente um livro inteligente.

É daqueles livros que não sendo um conto de fadas cheio de coisas brilhantes a acontecer é um livro lindíssimo pela autenticidade que cria e o ambiente de ingenuidade que nos consegue passar em grande parte da história.

Sem dúvida que mais gente devia ler o livro, vale bem as horas passadas a lê-lo! 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

[leituras] Assassination Classroom

Título: Assassination Classroom (#1)
Autor: Yusei Matsui
Páginas: 184
Ano: 2012

Eu andava a ver muita fama neste livro. A capa é muito vistosa - tudo muito amarelo com um smile gigante, não é fácil de passar despercebido - e começava a ouvir falar disto sem saber bem o que seria e se valia alguma coisa!

Resultado: vale muito a pena!

Eu ia na expectativa de ser mais uma manga estranha, com coisas estranhas a acontecer mas nada de especialmente interessante. Depois li o início e foi amor à primeira vista.

A premissa é bastante simples (e palerma, se quiserem ir por esses caminhos): há um ser extraterrestre (o tipo da capa) que roubou 75% da Lua. O objectivo dele era fazer o mesmo à Terra mas como é um tipo porreiro ele vem para a Terra, de livre e espontânea vontade, dar aulas a uma turma. Plot twist da coisa? Se no espaço de um ano ninguém o conseguir matar o destino da Terra será semelhante ao da Lua.

Todas as pessoas que numa altura ou noutra foram estudantes: quem é que não quer ter no plano de estudos matar o próprio professor? Imaginem o potencial desta medida... Ah!

Claro que é uma tarefa complicada e todo o santo dia as pessoas tentam matá-lo e todo o santo dia toda a gente falha!

Primeiro ponto para quem não está convencido - ou não ficou ao ler o livro: onde é que se arranja outro sítio onde um professor diga para os alunos "Vou almoçar num instante ao sítio X. Se alguém me quiser matar entretanto avisem que eu volta, ok?"? O que eu me ri quando li isto nem é bom divulgar, por isso avancemos!

Eu agora estou muito, muito curiosa para os próximos. Podem não ser tão bons, podem não ter a mesma piada, mas este livro só por si é sem dúvida dos livros mais divertidos que li este ano.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

[leituras] All you need is Kill (#2)

Título: All you need is Kill (#2)
Argumento: Hiroshi Sakurazaka
Desenho: Takeshi Obata
Páginas: 216
Ano: 2014

Já conhecendo a premissa da história, e tendo em conta que no fim do primeiro volume descobrimos que mais alguém sabia dos loops, partimos desse ponto, conhecendo um pouco melhor a história de loops dessa pessoa.

Inevitavelmente a partilha de um evento estranho como aquele aproxima duas pessoas e aqui não foi diferente. As batalhas foram cada vez melhores, com os ataques a ser o mais preciso possível, a estratégia já muito estudada e os resultados notáveis. 

Claro é que há sempre um senão, e em modo Rowling'iano: para um viver o outro tem de morrer. Confesso que não estava a contar com esta linha de pensamento, estava a pensar numa coisa mais estranha, com mais sangue e mortes mas afinal não. Acabamos com uma história trágica, triste mas enternecedora. 

Dentro do estilo fofinho-lamechas está bem apanhado porque não gira à volta disso, não é uma coisa que influencie tudo o resto: as personagens são fieis a si mesmas e conseguem ser interessantes até ao fim. Mesmo tendo momentos mais lamechas lá pelo meio, a diferença é que fazem sentido, são compreensíveis e não demasiado chatos. 

Ainda assim preferia outro fim, uma coisa mais bélica do que foi, mas isto sou eu que pensei que ia ver um tipo de história e apanhei outra. Mas olhando para o título devia ter percebido mais cedo. 

Oh well, bons livros, sim senhor, mas mais molinhos do que estava a contar.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

[leituras] All you need is Kill (#1)

Título: All you need is Kill (#1)
Argumento: Hiroshi Sakurazaka, Ryosyke Takeuchi
Desenho: Takeshi Obata, Yoshitoshi Abe
Páginas: 216
Ano: 2014

Eu descobri o All you need is Kill bem depois de estar na berra. Na Feira do Livro deste ano a banca da Devir tinha-o a sair que nem pãozinhos quentes.

Fiquei curiosa: Manga, dois volumes, com um ar meio sanguinário, sim senhor, pode ser. 

Este primeiro volume é bem porreiro. Temos um mundo do género de Evangelion: há bichos a tentarem matar os humanos, Mimics, que não se sabe bem de onde vêm, mas os seres humanos têm de arranjar maneira de se defender e portanto treinam pessoas que lutam contra esses monstros para tentar manter a paz.

O interessante é que uma dessas pessoas entra num loop temporal, que começa ao acordar do dia antes da sua primeira batalha e acaba quando morre, seja na batalha ou não. 

Se isto é uma situação no mínimo curiosa a maneira que arranja de vê-la é a melhor possível: já que vou repetir isto até à exaustão, vou aprender de cada vez, melhorar a cada passo e um dia haveria de conseguir quebrar o loop, no dia em que conseguisse sobreviver à batalha. 

É uma situação que já foi explorada milhentas vezes em vários contextos mas esta acaba por ser bastante curiosa e não é sempre o mesmo. É um livro bem interessante e agora o segundo volume não me pode desiludir.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

[leituras] Tony Chu - Sabor Internacional (#2)

Título: Tony Chu - Sabor Internacional (#2)
Argumento: John Layman
Desenho: Rob Guillory
Páginas: 128
Ano: 2010

Há coisas que têm um ar Jules-estranho e que são bem aceites por pessoas não estranhas. Tony Chu é um bom exemplo destas coisas!

A ideia é terrivelmente estranha e peculiar mas é um nível tal que se torna só bom! O primeiro livro mostra logo bem o tipo de história que vamos ter e não consegue ser menos do que engraçadíssimo, teasing e nojento como a porra!

Sim, não vamos ter ilusões: é um tipo que come provas para ver o que passou. Isso pode envolver muita coisa! Muita coisa mesmo, como se vê neste segundo livro. 

Mais um bocadinho onde vemos um Chu (tenho tanta pena que tenham tirado o Chew em português... É um trocadilho fantástico!) com mais atitude, que não come e cala (get it? get it? get it?) e que vai dar o tudo por tudo para resolver o caso que o anda a azucrinar.

Ainda por cima já não há frangos! Onde é que já se viu um mundo sem frangos?

Aparecem personagens novas, há revelações... interessantes, lá pelo meio. Até temos um ataque de raiva cheio de sangue por todo o lado. O que é que pode haver de mau nisto?

Confesso que a G Floy soube escolher as sagas a editar, porque tanto os Saga como estes Tony Chu são espectaculares e valem bem a pena!

BD is not dead! - The good kind!